Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".

Palavras-Chave

Luís Tout-Court, Claudia Bia, Laerte Sarrumor, Luiz Antônio Domingues (Tiguês), Leila Mícolis, Henrique Novak, Semente, Cogumelo Atômico, Pipoca, A Mosca, Valdir Zwetsch, Jacques Kaleidoscópio, Nano-Gê & Yara, Walter Franco, Itamar Assumpção, Tarkus, Patrulha do Espaço, Jardim Popular, Led Slay, Fofinho 2 de Janeiro, Luís Carlos Martins de Oliveira, Angela Helena Pereira, Cynthia Bandeira, René Férri, Grilo Falante, Luli e Lucinha, Antônio Carlos Monteiro, Arquíloco, Inventário de Cicatrizes, Tibet, Juju Nogueira, Caio Flávio,  Cornélius Lúcifer, Teatro Martins Penna, Made In Brazil, Tenda do Calvário, Walter Baillot, Teatro da Praça, Jorge Mautner, Fragmentos de Sabonete, Ditadura Militar, Gonorréia, Zona do Meretrício de São Paulo, Rua dos Andradas, Barão de Limeira, Henfil, Fradim, Rolling Stone Brasileira, Luiz Carlos Maciel, Resistência, O Movimento, Opinião, O Repórter, SportStore, Rubens Bueno Assumpção, James Dionizio, Rock A História e a Glória, Ana Maria Bahiana, Ezequiel Neves, Joelho de Porco, Terreno Baldio, Língua de Trapo, Zona Leste de São Paulo, O Fabricante de Sonhos, Rolando Castello Júnior, Dudu Chermont, Sergio Santana, Percy Weiss, Manito, Paraíso dos Loucos, Rua Aurora, Teatro Paulo Eiró, Lira Paulistana, Cine Bijou, Joelho de Porco, Gigante Brasil, Sindicato, Ricardo Petraglia, Dick Petra, Próspero Albanese, Conrado Ruiz, Tico Terpins, Apocalipse, Arrigo Barnabé, Sabor de Veneno, O Terço, Mutantes, Neblina, Concerto Latino Americano de Rock,  Rango, Edgar Vasquez, Pasquim, Anos 70, LP, Vinil, Bruno Blois, Breno Rossi, Feira Hippie, Teatro Bandeirantes, Revista POP, Música do Planeta Terra, Júlio Barroso, Manito, SESC Vila Nova, Woodstock, Discos, LP, Compacto Simples, Gravador Mono Recorder, Fita TDK, Zeca Jagger, Jornal de Música, Olivetti Valentine, Máquina de Escrever, Zé Brasil, Maytrea & Silvelena


 

Rock Era Rock Mesmo... Na Era Pré-Internética
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Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Também na Era Pré-Internética, ocorreram os primeiros shows de Rock no Brasil. O primeiro deles, Alice Cooper no recém inaugurado “Palácio de Exposições do Anhembi”, em São Paulo. Foi meu primeiro, em Janeiro de 1974, com menos de 16 anos de idade. Tumulto, empurra-empurra e show mesmo, apenas o áudio, porque não consegui enxergar porra nenhuma.

Depois do gosto tomado, contaminado com o vírus do Rock’n’Roll, nunca mais parei. Foram dezenas de shows no Teatro Bandeirantes; Patrulha do Espaço na Tarkus, no Palmeiras e um onde aconteceu uma cena que nunca saiu da minha cabeça, no SESC Vila Nova onde durante uma canja do genial Manito, Dudu Chermont claramente enciumado destrói uma Gibson SG azul caríssima. Antes o histórico “Primeiro Concerto Latino Americano de Rock” num Ginásio do Ibirapuera completamente lotado, estréia da banda de Arnaldo Baptista, já com Rolando Castelo Júnior na bateria, egresso de bandas históricas do cenário latino-americano: Made In Brazil e Aeroblus da Argentina onde tocou ao lado da lenda Pappo. Nesse festival a maior surpresa ficou com a banda argentina Crucis que junto com César Camargo Mariano, O Terço, Nito Mestre e Los Desconocidos de Siempre fizeram um espetáculo único e inesquecível.

Não havia distinção entre rótulos e estilos e portanto a gente não tinha preconceitos e então compareci a espetáculos fantásticos: “Refestança” com Rita Lee e Gilberto Gil no Ginásio da Portuguesa; “Bicho Baile Show” do Caetano, inúmeros do Raul, inclusive a estréia do “O Dia em Que a Terra Parou”, com Raul sem barba e completamente bebaço; Walter Franco intimista sentado no chão no Teatro da Praça, na Rua Apa, embaixo do Minhocão; Jorge Mautner com um baixista desconhecido chamado Itamar Assumpção, que depois eu viria a trava uma amizade quando trabalhamos como entregador de carnês de IPTU; Arrigo Barnabé e seu “Sabor de Veneno” no Festival Universitário da TV Cultura; Laerte e sua trupe na frente do Municipal onde também aconteceu o histórico show dos Mutantes e O Terço tocando Beatles; Made In Brazil em temperada no Teatro Martins Penna na Penha, com Caio Flávio nos vocais e as “backing vocals” Juju Nogueira e Tibet, com direito a peitos de fora.

Um outro parágrafo nesse texto tenho que falar sobre a histórica apresentação da banda Gênesis no Ginásio do Ibirapuera, com o primeiro show de “laser” que aconteceu no Brasil e sobre, no início do Movimento “Punk” com uma banda mineira chamada “Banda do Lixo” com direito ao salto enorme do vocalista quebrando no meio do show, música da Wanderléia em ritmo de Punk e sacos de lixo que foram cuidadosamente pegos na calçada e atirados na platéia.

Mas, um dia perguntaram a mim qual o melhor. Difícil, mas com certeza Rick Wakeman trajado com um manto branco, sua enorme cabeleira loira até a cintura e acompanhado da Orquestra Sinfônica Brasileira regida por Isaac Karabtcheviski e com Paulo Autran narrando em português a “Viagem ao Centro da Terra” sentado em um trono foi um dos melhores que assisti. E Joe Cocker no mesmo local, acompanhado apenas de sua banda e de caixas e caixas de cerveja. Um fato curioso aconteceu nesse show, cuja abertura foi da banda “Placa Luminosa” que á época tinha por vocalista Jessé que em dado momento, incomodado porque a platéia pedia Joe, resolve tocar Rock e se dá muito mal, tentando pretensiosamente tocar uma música do Led. A banda saiu sob vaias e gritos de”Fora!”.

O que tenho são fragmentos de memória de cerca de mais de trinta anos de shows de Rock, lembranças em pedaços. Aqueles que tenham outros pedaços podemos juntar. Mas o principal é mostrar com minhas memórias que existiu um tempo em que um show de Rock era um momento mágico de amizade, de irmandade, união. Troca cultural e principalmente de comunhão espiritual tendo por trilha sonora um som que nasceu como canto de libertação. Mas isso foi há muito tempo, foi na Era Pré-Internética.
26/10/2008
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209
“Afinal, Barata, o que é a “Era Pré-Internética”?
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