“Afinal, Barata, o que é a “Era Pré-Internética”?
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Muita gente manda cartas, telefona, manda telegramas (não conhece esses termos? Pois precisa ler mais a Arca do Barata!) perguntando: “Afinal, Barata, o que é a “Era Pré-Internética”?

Portanto, afim de que o caríssimo leitor saiba, olhando no calendário do Windows, a que época estamos nos referindo e principalmente situe no tempo e no espaço uma era em que a tecnologia não era tão importante na existência das pessoas.

Começando pelo fim, a “Era Pré-Internética” foi extinta por volta de 1996, numa hecatombe nuclear que extingui a vida inteligente no planeta Terra... (Ah, desculpa, texto errado!) A “Era Pré-Internética” chegou ao final quando por volta de 1996 a Internet no Brasil começou a ser comercial. Até então, restrita às Universidades era utilizada por poucos cientistas e grandes empresas. Nesse ano, depois do precursor Mandic, entra em funcionamento o tal do UOL...

Então, por definição, contamos uma geração antes, 25 anos e chegamos até o longínquo ano de 1971. Mas aproximadamente, pois nada nos impede de acrescentar ai alguns anos porque inclusive conforme a “historiadora e arqueóloga”, figura muito importante na “Era Pré-Internética”, “os anos 60 no Brasil aconteceram nos 70 em função do atraso tecnológico e da Ditadura Militar”. Portanto, o que ocorreu foi que, todos os movimentos culturais, sociais e políticos que ocorrem nas terras Estadunidenses e da Aristocrática Europa, demoraram cerca de uns 5 ou 10 anos para acontecer na terra do sol, da preguiça e da vagabundagem. E é ai que se situa a nossa “Era Pré-Internética”

Acaso fossemos traçar uma Linha do Tempo, perceberíamos que a “Era Pré-Internética” começa em qualquer época próxima a implantação do Regime Militar no Brasil e concomitante com a explosão dessa nojeira em toda a América Latrina (Latrina mesmo!)

Mas ao contrário do que pensam os preconceituosos, a “Era Pré-Internética” não era habitada por “Dinossauros do Rock”, nem por Homens das Cavernas com o símbolo da paz pendurado no pescoço. Apenas para efeito de análise sociológica, a real importância do que ocorre na Era atual é um fruto cuja semente foi plantada na “Era Pré-Internética”. A liberdade, sexual e social, a falta de censura – ao menos da expressão -, são conquistas de uma geração que, de flores nos cabelos e sonhos nos olhos, lutou por um futuro melhor, sem perceber que o futuro chegou aniquilando seus sonhos e os transformando em pesadelos transmitidos ao vivo pela Internet.

Então, ao encontrar um remanescente da “Era Pré-Internética” tenha ao menos por ele o respeito que merecem aqueles que derrubaram portas e barreiras, mudaram costumes e conceitos. Estabeleceram sem imaginar, as bases de uma sociedade que não é melhor porque se deixou encantar pelo “Dragão da Maldade”. E do egoísmo.
23/10/2008
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

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Palavras-Chave

Luís Tout-Court, Claudia Bia, Laerte Sarrumor, Luiz Antônio Domingues (Tiguês), Leila Mícolis, Henrique Novak, Semente, Cogumelo Atômico, Pipoca, A Mosca, Valdir Zwetsch, Jacques Kaleidoscópio, Nano-Gê & Yara, Walter Franco, Itamar Assumpção, Tarkus, Patrulha do Espaço, Jardim Popular, Led Slay, Fofinho 2 de Janeiro, Luís Carlos Martins de Oliveira, Angela Helena Pereira, Cynthia Bandeira, René Férri, Grilo Falante, Luli e Lucinha, Antônio Carlos Monteiro, Arquíloco, Inventário de Cicatrizes, Tibet, Juju Nogueira, Caio Flávio,  Cornélius Lúcifer, Teatro Martins Penna, Made In Brazil, Tenda do Calvário, Walter Baillot, Teatro da Praça, Jorge Mautner, Fragmentos de Sabonete, Ditadura Militar, Gonorréia, Zona do Meretrício de São Paulo, Rua dos Andradas, Barão de Limeira, Henfil, Fradim, Rolling Stone Brasileira, Luiz Carlos Maciel, Resistência, O Movimento, Opinião, O Repórter, SportStore, Rubens Bueno Assumpção, James Dionizio, Rock A História e a Glória, Ana Maria Bahiana, Ezequiel Neves, Joelho de Porco, Terreno Baldio, Língua de Trapo, Zona Leste de São Paulo, O Fabricante de Sonhos, Rolando Castello Júnior, Dudu Chermont, Sergio Santana, Percy Weiss, Manito, Paraíso dos Loucos, Rua Aurora, Teatro Paulo Eiró, Lira Paulistana, Cine Bijou, Joelho de Porco, Gigante Brasil, Sindicato, Ricardo Petraglia, Dick Petra, Próspero Albanese, Conrado Ruiz, Tico Terpins, Apocalipse, Arrigo Barnabé, Sabor de Veneno, O Terço, Mutantes, Neblina, Concerto Latino Americano de Rock,  Rango, Edgar Vasquez, Pasquim, Anos 70, LP, Vinil, Bruno Blois, Breno Rossi, Feira Hippie, Teatro Bandeirantes, Revista POP, Música do Planeta Terra, Júlio Barroso, Manito, SESC Vila Nova, Woodstock, Discos, LP, Compacto Simples, Gravador Mono Recorder, Fita TDK, Zeca Jagger, Jornal de Música, Olivetti Valentine, Máquina de Escrever, Zé Brasil, Maytrea & Silvelena

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