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2007 - Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

WIKI

"2007 (MMVII, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou numa segunda-feira, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi G. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 20 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 8 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Porco, começando a 18 de fevereiro. Foi designado como: Ano Internacional da Heliofísica, Ano Polar Internacional, Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, Ano do Golfinho, Ano da Escócia da Cultura Highland, Escotismo Centenário, em comemoração aos 100 anos do Movimento Escoteiro."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 13/9/2018

2007 começara com a segunda posse do Presidente do Partido dos Trabalhadores, que tinha tomado ações populistas, e graças à estabilidade econômica conseguida graças a atos dos governos anteriores, conseguira um aprovação recorde, o que lhe serviria para, a custa também de negociatas com aqueles que lhe bancavam as campanhas políticas e outras coisas, ser blindado mesmo os maiores escândalos políticos da história do país começaram a vir à tona. Nas eleições de 2006 eu já tinha começado meu propósito de anular, que posteriormente virou nem comparecer às urnas, já que passei, com motivos mais do que palpáveis, a questionar a honestidade desse sistema eletrônico, facilmente burlável.

Quando a mim, eu tinha também ganho um pequeno país, que naquele ano seria meu feudo inabalável. Um antigo amigo, o Rafael Macena, tinha uma empresa de fabricação de etiquetas adesivas no bairro da Penha, e me convidou a gerenciar a área técnica, cuidando desde o site, até instalações de computadores e manutenção das impressoras térmicas que ele vendia. Era tudo o que precisava, já que desde que fora expulso da casa da minha ex-mulher, estava morando de favor, dormindo no chão da sala na casa do meu amigo João Kraciunas. Era o melhor que ele podia me oferecer naquele momento.

Na Design Etiquetas, além de trabalhar, eu tinha um canto só meu, no térreo do escritório. Um canto de um metro e meio por três metros, onde eu tinha feito uma estante com tijolos e tábuas usadas, tinha um pequeno guarda roupas, que tinha ganhado de presente de um amigo, e uma cama que tinha comprado num bazar de um Centro Espírita do bairro. Não tinha colchão, apenas um bloco de espuma, mas era a cama mais confortável que eu dormira nos últimos dois anos. Era meu pequeno paraíso particular, e além do mais, ali, embora o salário fosse mínimo, tinha o contraponto de não ter contas a pagar. Para ele também era um bom negócio, já que pelo fato de morar ali, funcionava também como guarda noturno e zelador. Tudo muito justo.

Ali, durante o ano que morei e trabalhei, descobri uma coisa preciosa a respeito de mim, e por tabela sobre a espécie humana: a solidão é a melhor maneira de se ter companhia. Nunca na minha vida tive tanta companhia, incluindo amigos e, por assim dizer, amigas. E também tinha descoberto o quanto eu poderia ser para mim mesmo. Creio que foi nessas descobertas que desenvolvi de fato meu senso de individualismo que, ao contrário do que muita gente pensa, é bem diferente do egoísmo. Durante o dia eu trabalhava, em horário comercial para a Design Etiquetas, mas no fim da tarde, o trabalho era em prol de mim mesmo, suprindo todas as minhas necessidades mais fundamentais, que eram, e sempre foram, poesia e sexo, além do Rock'n'Roll, claro.

Quase em frente um sujeito chamado Edicley tinha aberto um bar. Um bar comum, desses de esquina, mas que insistia que era um "Bar de Rock". Era um perfeito duro, mas cheio de sonhos, tal e qual a alguém que conheço bem, e então fiquei assíduo: quase todos os dias, assim que encerrado o expediente, eu atravessa a rua e me sentava com o "Edi" e sua mulher, que se não falha minha memória pós-etílica, chamava-se Cida. Ficávamos ali, sentados, bebendo e falando de Rock, até o bar fechar. Muitas vezes, até mesmo com as portas fechadas, até altas horas da madrugada.

Eu tinha pegado o gosto por beber Run, mas como o Edi nunca tinha dinheiro criei uma espécie de clube particular: eu ia até o supermercado, comprava uma garrafa de Run Montilla, que ficava a disposição dele para vender quando quisesse, repartindo o valor da venda. Funcionava muito bem essa parceria. Tão bem que foi estendida a outros clientes.

Muitas histórias rolaram naquele bar, mas lembro de duas que valem a pena ser contadas. A primeira foi uma madrugada quando eu tinha chapado de Run e o Edi fechou o bar. Na calçada, encontrei com Rafael que me convidou para sair com umas mulheres, amigas dele. Eu disse para ele esperar um pouco, pois estava de botas e elas estavam machucando meus pés. Acordei já de manhã, sentado na cama, com as botas na mão, e a porta da fábrica escancarada.

Outra história, essa com requintes mais dramáticos, foi que o Edi começou a trazer pessoas para tocar, já que ele considerava um bar de Rock. Numa dessas, ele trouxe uma garota muito bonitinha, que eu não sabia que era lésbica. No meio da noite, completamente bêbado de Montilla eu ataquei, mas nem foi a tal cantora, mas outra garota, bem gostosa que estava ali, e eu não sabia que era a namorada dela. Foi uma confusão do caralho, com a imitação de Cássia Eller arrebentando o violão na mesa - ainda bem que não foi na minha cabeça -, e saindo para passear num camburão da polícia.

Basicamente assim eram os meus "dias úteis", com exceção das quintas à noite quando eu ia para a Fofinho, onde encontrei muita gente que eu tinha perdido o contato, desde a época áurea de quatro anos antes. Ali comecei a perceber que, embora eu acreditasse que estava fora do jogo, ainda tinha muita cara para jogar. As mulheres chegavam chegando, sabendo que agora eu estava livre. "Cansei de dar bola pra você na Led, mas cê nunca quis saber de mim. Cheguei a achar que cê era bicha!". Esse era a frase mais escutada. "Eu nunca fui bicha, apenas era comprometido, mas agora estou livre." Essa a resposta mais comum, que abria portas para conversas nos cantos escuros, e que muitas vezes acabava no Hotel que tem ao lado da casa, nalgum muro da então Febem, ou até mesmo no próprio banheiro, o feminino, do bar externo.

Minhas idas à Fofinho também se estendiam aos domingos à tarde, e foi num desses que comecei a trocar algumas confidências com a "Rê". E não por que eu queira omitir seu nome, mas de fato não sei, mesmo, se era Regina, Renata, Renivalsa ou Renestilsa, era só "Rê", mesmo, uma gordinha, que parecia que tinha um lança chamas na língua, e no meio das pernas.

Ali, a maioria das pessoas sabia quem eu era, e ainda havia um "banner" de A Barata, herança da primeira festa que eu tinha feito lá, e o meu antigo bar de madeira que eu tinha levado, ainda servia a casa. Eu estava sempre com a camiseta "Rock é Atitude!", ou com outra que tinha feito, que ostentava a "barata psicodélica" desenhada pelo Marcio Baraldi, quando conversamos a primeira vez, ela me disse que conhecia bem A Barata, e que, aliás, tinha publicado umas poesias. Eu não lembrava, mas ela me disse que não poderia mesmo, pois assinava com codinome, alguma coisa como "Lady Of The Grave". Ela disse que lia minhas coisas e que morria de desejo de dar para o "Barata"... Foi a primeira vez que o fato de ser o dono d'A Barata me rendia uma trepada. E aliás, que trepada, que trepadas, que... Bem a tal de Rê, e eu só soube quando me vi confrontado com um alemão enorme enfiando o dedo na minha cara, dizendo que eu era um desgraçado idiota e tal, e minha mãe e tudo mais sendo clamada em altos brados, encostado no bar da Fofinho. Acuado é a palavra certa. Precisou a intervenção da segurança da casa para que eu não tomasse uma sonora surra ali mesmo.

Quando o sujeito saiu, ou melhor, foi colocado para fora com o braço torcido para trás, respirei aliviado e perguntei a ela por quê não tinha me contado que era casada. A resposta foi simples: "É mais excitante assim. E, aliás, fiquei muito excitada com a história de o Alemão te dar umas porradas. Muito mesmo." Embora ainda tremendo, que o tal marido era enorme e estava furioso, aceitei ser levado às escondidas para o camarim e ter meu pau chupado pela boca flamejante da Rê. Lembro que ainda pensei, que ainda bem que tinha um quartel do Corpo de Bombeiros bem em frente, pois aquela gordinha poderia botar fogo no meu pau. Nunca mais encontrei a Rê, afinal, não em agrava mesmo a história de ela ser casada, coisa que nunca admiti. Mas jamais me esquecerei daquele boquete no camarim da Fofinho.

O meu computador era usado a serviço da empresa, e portanto, ficava no escritório, mesmo por que, no meu minúsculo quarto não cabia, já que eu tinha comprado uma TV usada, que fica num canto, e quase nunca era ligada, pois ali ou estava dormindo, sempre chapado, ou falando com minha amiga e confidente, a Marina, que na verdade eu tinha colocado o nome por causa da minha antiga paixão pela cantora Marina Lima, e também pelo fato que ela era um peixe. Sim, um beta, que era meio dourado e que eu me referia como fêmea. Nem sei se peixes-betas tem sexo, mas eu chamava a Marina de mulher, e contava para ela todas as minhas aventuras, minhas queixas e lia os poemas que tinha escrito. Ela subia e descia no aquário, e muitas vezes encostava-se ao vidro, como que prestando atenção. Marina durou mais de um ano, e morreu já quando eu tinha arrumado outro enrosco, esse bem humano.

Antes de eu contar sobre outra das minhas cagadas de relacionamentos, ainda preciso andar por alguns parágrafos e mostrar ao caro leitor ou leitora as facetas de um sujeito que achava que era uma bolacha podre no fundo do pacote, mas que descobriu que ainda tinha algum recheio gostoso dentro. Não era a última, mas de fato uma bolacha bem apetitosa.

Minha ligação com putas sempre foi muito forte, desde minha primeira namorada, ainda na adolescência. Nunca perdi o interesse por essas mulheres, e muito de minha poesia as coloca, das formas mais distintas, para o desespero das feministas da segunda década do século XXI. E foi por causa desse interesse, e como eu tinha madrugadas inteiras na Internet, escrevendo, lendo, publicando coisas escritas em A Barata, que encontrei com a Mônica.

"Mônica Casada" era o nome de guerra de uma loira de cerca de uns quarenta anos, bem gostosa. Logo percebi que aquela história de "Casada" era só para despertar fetiches, e comecei a olhar as fotos do site dela. Era bem tosco, com fotos muito ruins, mal recortadas, mas tinha uma coisa que me chamara à atenção que era um texto dela, muito bem escrito. Mandei um email para ela, dizendo que a achava uma gostosa, que queria transar com ela, e ainda elogiando o texto. Ela respondeu, simpática, mas, claro, não iria foder comigo de graça, afinal era uma profissional. Foi aí que tive uma ideia brilhante: respondi a ela falando que eu era profissional na construção de sites, e lhe fiz uma proposta: eu faria um site bem legal, faria e colocaria fotos bem bonitas dela e tudo o que ela tinha direito. O pagamento, essa era a parte interessante, seria feito não com dinheiro, mas com programas. E ainda eu mandei números, sobre quanto eu cobraria por um trabalho daquele porte, e quantas trepadas seriam o suficientes para pagar.

Eu mesmo achei a ideia completamente idiota, meus colegas da Design Etiquetas caíram na gargalha quando contei, mas para espanto de todos, principalmente o meu, a tal Mônica Casada aceitou, e no próximo final de semana lá ia eu, com uma câmera fotográfica digital emprestada, para um motel no bairro da Lapa, tirar fotos, fazer um pequeno vídeo, e cobrar a primeira parte do meu pagamento como "webdesigner". Passamos a tarde inteira naquele quarto, mas confesso que a "Casada" não era uma das pessoas mais limpas que conheci. Embora tivesse um corpo daqueles, aparentemente higiene não era a coisa mais importante para ela, e chupar aquela buceta, coisa que sempre me apeteceu, não foi das coisas mais prazerosas que já fiz.

Na semana seguinte, montei o site, com as fotos que tinha tirado dela, um pequeno vídeo que tinha feito, e coloquei todas as informações de praxe, e mandei para ela, hospedado dentro de A Barata. Ela gostou de tudo, e especialmente do endereço, que tinha ficado "/monicacasada", afinal, segundo ela, estar dentro de um sítio que tinha tanta poesia e textos eróticos poderia "ser bom para os negócios". E agora, nada de emprestar A Barata para bandas de Rock, poetas. O negócio agora era putaria profissional, e o Senhor Barata, um empresário fudedor... De putas fedidas.

Até que o Contrato de Prestação de Serviços com a Mônica Casada fosse quitado, ainda fui ao motel da Lapa mais quatro vezes. Afinal, eu tinha que receber os pagamentos. Da última vez eu enchi o latão de cerveja, e quando entramos no quarto, e a minha cliente, começou a discutir com alguém no celular. Ela ficou pelada, deitou na cama, abriu as pernas, e ficou tagarelando, enquanto... Meu pau se recusava àquilo. A última parcela ficaria sem ser paga.

Foi em Abril de 2007 que recebi um email de um jornalista, que me pedia para escrever sobre o que era A Barata, que comemorava oito anos. Embora a história diga que tudo começou em 1997, o leitor há de lembrar que foi em 99 que criei efetivamente o domínio "A Barata". Mandei um texto a ele e uma foto, que foi estampada, para meu orgulho, na capa da edição de Maio de "O Pajeú", jornal que circulava na região de Afogado de Ingazeiras, no interior de Pernambuco, editado pelo jornalista Janaílson Nogueira. Eu já tinha, conforme relatei, publicado no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, mas estar na primeira página de um jornal, sem ter cometido nenhum ato escabroso, falando sobre um projeto de cultura alternativa era realmente uma honra. Por causa dessa matéria, acabei recebendo muitos contatos do Nordeste, inclusive um, de uma mulher, que depois se tornou uma espécie de amante virtual, numa época em que o MSN era a coisa mais próxima de Whatsapp que existia. Era uma morena linda, de olhos castanhos enormes e um par de peitos de bicos pretos, que aliás eu adoro. Por causa dela comprei minha primeira "webcam", e conheci um mundo ao qual eu sempre relutara em entrar, o das salas de "Chat", do Uol e Terra, que renderam algumas punhetas incríveis, e até mesmo uma trepada numa cidade próxima, Guarulhos.

Em meio a toda essa putaria A Barata continuava viva e bem. Eu ficara sabendo de um festival virtual chamado "Rock na Net", que funcionava com bandas inscrevendo músicas que depois eram colocadas em votação pela Internet. Dali, teríamos um determinado numero de bandas, que concorreriam, a partir de apresentações e julgamento ao vivo, em dois dias, na famosa "EM&T", Escola de Música e Tecnologia, onde a maior parte dos músicos de qualidade de São Paulo lecionavam. Entrei em contato com os organizadores, os dois Marcelos, o Salomão e o Teixeira e passei a divulgar e apoiar o evento. Foi depois de estar totalmente envolvido no projeto que descobri que uma das bandas que estava ali concorrendo era a Tublues, e a música, aquela que tinha minha letra: "Sangue de Barata". Aí, sim, meus esforços para a divulgação não apenas do "Rock na Net", mas principalmente de fazer uma campanha pela música se intensificaram.

O "Festival Virtual Rock na Net", além do próprio conservatório onde se daria a escolha final, tinha parcerias fortes, empresas de renome, além da própria Prefeitura de São Paulo, e o prêmio seria 200 cópias de um DVD que seria gravado posteriormente, depois de divulgados os ganhadores. E, de alguma forma, eu sentia que ganharíamos, apesar de saber que tínhamos um concorrente de peso, que era a banda do glorioso Percy Weiss. O restante eram bandas desconhecidas.

No dia, que por não ter encontrado referências corretas, terei que confiar em minha memória e afirmar que foi em Setembro, um sábado, fui para o local. Ali chegando encontro Cezar Heavy, o baterista James Buris, e o guitarrista Jairo Martins. Entramos na casa e damos de cara com Percy, que, sempre gentil com minha pessoa, diz: "A música de vocês é do caralho! Ela vai ganhar!". E eu e Heavy, sem conter o orgulho, mas querendo ser respeitoso a uma lenda do Rock brasileiro, emendamos juntos: "Ah, mas tem a sua, cê é foda, bicho!". E ele repete que "Sangue de Barata" era uma puta letra, e que a musica iria ganhar. Naquela noite além da Tublues e da Percy's Band, outras se apresentaram, e o restante aconteceria no dia seguinte, domingo, juntamente com a divulgação da vencedora. Na fileira de cadeiras que eu estava, também Percy e Lana Fernandes, sua esposa, e ficamos confabulando sobre como produzir mais eventos de Rock em São Paulo. Ela tinha projetos de criar uma produtora, e queria informações sobre o assunto.

Desde que fora morar na Penha, tinha um ritual aos domingos: acordar cerca de meio-dia, passar na feira livre do quarteirão de cima, comer pastel de queijo, e depois ir ao Asilo Bezerra de Menezes, onde ficava a tarde inteira trocando histórias com os idosos, e no final, tomava banho e ia para a Fofinho. E naquele dia fiz exatamente a mesma coisa, e como a conversa com um grego de oitenta e poucos anos tinha ficado interessante, acabei esquecendo que tinha que ir ao EM&T, pois além de tudo, como a banda teve que voltar a Lorena, eu era o representante dela.

Entre a Penha e a Estação Conceição do Metrô é uma distância grande e eu a percorri o mais rápido que pude. Subi as escadas correndo e a, quando abri as cortinas do teatro escutei: "E agora, a vencedora: 'Sangue de Barata', da banda Tublues." . Nem preciso dizer que sai correndo e gesticulando, dando murros no ar e subi no palco para receber das mãos do Salomão o troféu de primeiro lugar. Sai na porta e liguei para o Heavy, e disse que a gente tinha ganhado, mas ele achou que era brincadeira minha. Só quando cheguei em casa, e me fotografei segurando o troféu, que ele acreditou. Acho que o "Tosco" chorou de alegria naquele dia.

Daí a um mês aconteceria à gravação do prêmio, o tal do DVD, com a participação das três primeiras colocadas, sendo que a Tublues, como primeira, teria um tempo bem maior. Antes mesmo de começar, o Heavy se desentendeu com o operador da mesa de som, por causa do volume dos instrumentos e partiu para cima do cara. O Jairo tomou as dores, e eu tive que segurar o guitarrista, bem robusto por sinal, para que as coisas não descambassem. Serenados os ânimos, começou a gravação. Heavy tinha convidado seus mestres e amigos, Oswaldo Vecchione, líder do Made In Brazil, que acompanhado da então esposa, a falecida Débora Carvalho, ficou o tempo todo, de óculos escuros mascando chicletes, com cara de quem não estava gostando. Ao menos foi a impressão que fiquei. Além de Oswaldo, quem faria uma participação seria justamente nosso "profeta", Percy.

As músicas e os convidados foram sendo apresentados, inclusive outro membro fundador da Tublues, o Alexandre Freitas, que aliás atualmente retomou o posto de guitarrista da banda. Num determinado momento, quando começam os primeiros acordes da "rainha" Sangue de Barata, Heavy me chama ao palco, e como eu me faço de desentendido, ele começa a gesticular com a cabeça. Não gosto muito de palco, e me recuso, mas alguém, creio que foi o Conde Vlad Tsepesch, que também era o fotógrafo oficial da banda, me empurra e acabo subindo, totalmente sem jeito, sem saber o que fazer. Fico perambulando pelo palco, feito um Boneco de Olinda cabeludo, e acabo em cantar junto o refrão, sem saber que aquele microfone estava desligado. A emoção foi demais. Tudo aquilo era simplesmente a coroação de um sonho, como da primeira vez, quatro anos antes, quando a musica tinha sido executada na Led Slay.

E antes que eu parta para outras histórias, dentro desse ano que reputo, juntamente com 2002 e 2003, faz parte do rol dos melhores anos de A Barata, e deste Barata, preciso acrescentar duas coisas: foi durante esse evento que conheci um amigo, a quem rendo uma justa homenagem como grande guitarrista e ser humano, que é o Cesar Achon, com quem dois anos depois eu faria uma parceria, com um CD virtual, que reunia suas musicas e minhas poesias; e lamentar o fato de que, apesar de todos os apoios de peso colocados no tal Festival Rock na Net, o justo e merecido prêmio, o DVD, nunca foi feito. Por sorte essa apresentação, graças à tecnologia atual, pode ser visto no Youtube.

Duas figuras bem conhecidas têm sido muito presentes nas minhas histórias sobre A Barata, particularmente depois de 2002. Uma delas é o cartunista Marcio Baraldi, criador do mascote e parceiro nas horas bem apertadas, que naquele ano de 2007 fez outro de seus eventos anuais chamados de "Festão do Baraldão; e outra é a banda, especialmente na figura de seu criador, Rolando Castello Júnior, cuja banda, a Patrulha do Espaço, que comemorava 30 anos de existência, e que faria, em Setembro uma série de apresentações no Centro Cultural São Paulo.

Em 2007 eu não era mais o "manager" da banda, mas ainda sim um amigo e um admirador do trabalho desses músicos monstruosos, particularmente o citado Rolando.. E em Setembro, justamente o mês de aniversário, o que a princípio tinha sido chamado de turnê de despedida, e foi produzido pela Lana Fernandes se lançou em duas apresentações memoráveis, e eu estive nas duas, relatos plenamente publicados em A Barata. Foram dias de "Festa de Rock", parafraseando uma das canções da banda. Com convidados muito especiais, as duas apresentações foram diferentes a cada dia, e contaram com a presença da chamada nata do Rock de São Paulo, como Nelson Brito, Paulo Ziner, Paulo Thomaz, além dos não menos gigantes Marcello Schevano e Fabrizio Michelloni, então fundadores da banda Carro Bomba, do antigo amigo Gustavo Arruda, além do falecido e fantástico baixista René Seabra, além e, claro, Percy Weiss. Agora, podem imaginar a emoção deste Rocker por paixão, e Poeta por devoção, estar numa fotografia junto com essas feras, o único não músico da turma.

Duas semanas depois, acontecia outro Domingão do Baraldão, ou melhor, Festão do Baraldão, que desta feita contaria com apresentações das bandas Exxotica e Máxima Culpa. A Exxótica, do "Reverendo" Marcelo Rossi, aquele história da ideia da capa do ".ComPacto" copiada, nesse fase tinha a presente de outro conhecido meu, o Fábio Hoffman, e a Máxima Culpa, como sempre, com o Pedro Vicente, aquele da empresa de hospedagem, no vocal. À parte as apresentações musicais, foi uma tarde de domingo que me reservou encontros com pessoas as quais tenho muito respeito profissional e humano, como Jack Santiago, que na época me contou que estava retornando ao mundo do Rock através de uma nova banda criada por um garoto chamado Gabriel Fox, além de ser apresentado ao produtor Eduardo Bonadia e ao colunista de Metal Aldo Behler. Musicalmente, mas não apenas, o destaque ficou com a deliciosa baterista Gabi, que a Exxótica estreou naquele dia.

Eu tenho falado muito sobre anos que foram ótimos, anos que foram péssimos, anos que foram mais ou menos, e claro, sempre baseado no ponto de vista não apenas pessoal, mas em relação ao assunto principal destes textos, que é A Barata. Basicamente nunca fui um sujeito que nunca teve dinheiro farto ou fácil, então, pouco me atenho a essa questão, me pautando sempre pelas três coisas que, como é de conhecimento daqueles que leram até agora o meu relato: "Sexo, Poesia e Rock'n'Roll". Além de outra coisa que sempre dou muita importância, que são amigos de coração por perto, como foi, além da presença de meu eterno maior amigo João Kraciunas, e do meu reencontro com o Paulo Sérgio Campigliolo, o irmão da cantora Cida Moreira, que eu perdera o contato há anos. E nesses quesitos, 2007 foi um ano que posso chamar de perfeito.

E para coroar esse ano, que tenho como absolutamente marcante dentro da minha carreira literária, já que nunca tinha recebido - e nunca mais recebi - qualquer premiação literária, a Editora Guemanisse, de Teresópolis, Rio de Janeiro, lançou um concorrido concurso literário a nível nacional, organizado por Clarisse Maia-Guedes, cujo prêmio seria a publicação numa coletânea que se chamaria "Elos & Anelos", e meu poema "Desgraçados" foi premiado com "Menção Honrosa" - Aliás, nunca entendi claramente o que isso significa -, sendo publicado na edição que saiu no início do ano seguinte.

Acontece que... Sempre tem um porém. E o porém nesse ano fica por conta do final dele, quando conheci,pelo Orkut, aquela que seria a minha terceira mulher. Aquele rosto perfeito, com cabelos loiros curtos e usando óculos escuros me deixaria absolutamente caído. É... Caído é o termo correto.

P.S. Depois de pronto o texto, apanhei o exemplar que ainda guardo e algo me chamou a atenção: meu texto está na página 95 do livro e todo ele está diagramado com fonte serifada, tipo "Times News Roman", e apenas o meu numa fonte do tipo "Arial", e em itálico. Não há nenhuma informação sobre isso, e todos os outros 65 textos estão diferentes. Será que é pela tal "Menção Honrosa"? Muito estranho.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

A Mendiga
Barata Cichetto

- "Tem um cigarro?" A pergunta é um pedido daquela loira mendiga
Estende a mão com dedos de unhas sujas e um certo ar de fadiga
Retiro o cigarro da carteira e ela o segura entre dedos que tremem
Acendo o isqueiro e dou utilidade à necessidade àqueles que pedem.

- "Cuidado com o Carcereiro!" Informa a Mendiga entre baforadas
Rolos de fumaça cobrem seu rosto branco igual putas desaforadas
- "O Turco da Penha declarou guerra á Alemanha!" Ela ainda declara
Mas a guerra da Alemanha é distante, mas a minha é a guerra clara.

Eliana, sim, Eliana é o que foi escrito em sua certidão de nascimento
Foi de festa o seu nascer, quiçá e certamente foi um acontecimento
Mas agora a Mendiga, com roupas rasgadas e pés com unhas sujas
Caminha por calçadas cheirando a urina sem esquecer as ditas cujas.

- "Estou faminta!" Solta Eliana, a Mendiga Loira, bocejando, meiga
Corro á Padaria e lhe trago um café com leite e pão com manteiga
Sento no chão e fico apreciando ela saciar o seu desejo humano
Pensando sobre o que é belo e sujo, sobre o cruel e o mundano.

- "Fui estuprada no albergue, então eu prefiro dormir aqui na praça.
O Carcereiro e o Turco da Penha comeram minha bunda de graça"
Lágrimas lhe caíram dos olhos encharcando de tristeza o pão e o café
Quando Eliana mostrou em seu pescoço as marcas da sua falta de fé.

Meu cigarro acaba e queima a ponta dos meus dedos
E ela sorri com a graça daqueles que contam segredos
Seu sorriso mostra o que sobrou de sua suja dentadura
Mas tem a alegria de um artista que concluiu sua pintura.

- "Acaso poderia ter desejo por mim? Minha carne sofre seus apelos."
Em um gesto tímido mas preciso acaricio seus despenteados cabelos
Com a ponta dos dedos percorro o lóbulo de suas orelhas, e ela geme
E penso comigo que aquele que tem desejo, o desejo alheio não teme.

Nossas línguas entrelaçadas, minhas mãos entre suas brancas coxas
Falta o ar sobra a libido, sufocado sinto apenas cheiro de flores roxas
Em sua buceta melada de tesão e de sujeira, enfio então meus dedos
Cai morta Eliana com um sorriso apenas daqueles que sabem segredos.

8/2/2007

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
João Kraciunas; Solange Viático; Rafael Macena; Design Etiquetas; Anselmo Lazarini; Marina Lima; Percy Weiss; Lana Mara Fernandes; Mônica Casada; Fofinho Rock Club; Edicley; Rock Bar Penha; Marcelo Salomão; Marcelo Teixeira; EM&T; Cesar Achon; Cezar Heavy Bastos; Sangue de Barata; Festival Rock na Net; Oswaldo Vecchione; Conde Vlad Tsepesch; Rolando Castello Junior; Marcello Schevano; Patrulha do Espaço; Paulo Ziner; Fabrizio Michelloni; Paulo Thomaz; Gustavo Arruda; René Seabra; Reverendo" Marcelo Rossi; Fábio Hoffman; Pedro Vicente; Máxima Culpa; Exxótica; Eduardo Bonadia; Aldo Behler; Gabriel Fox; Adriano Coelho; Jack Santiago; Paulo Sergio Campigliolo; Marcio Baraldi; O Pajeú; Janailson Nogueira; Clarisse Maia-Guedes; Editora Guemanisse;
Trilha Sonora: Dio - This Is Your Life
http://www.abarata.com.br/monicacasada

Galeria 2007

 

Publicações 2007


Sexo, Baratas &  Rock'n'Roll
(CD Virtual)

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.
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