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2008 - O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

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"2008 (MMVIII, na numeração romana) foi um ano bissexto do Século XXI que começou numa terça-feira, segundo o calendário gregoriano. As suas letras dominicais foram FE. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 5 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 23 de março. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Rato, começando a 7 de fevereiro. Foi o último ano bissexto da década de 2000 e marcou o aniversário de 2000 anos da dinastia Xin."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 14/9/2018

Antes de começar a tagarelar sobre o ano de 2008, o que reputo como um dos piores, não apenas com relação a A Barata, mas, pessoalmente, quando o meu tripé "Sexo, Poesia & Rock'nRoll" foi totalmente desmontado, quero falar sobre estes textos.

Quando comecei a escrever, tentando contar histórias e fatos pitorescos que tinham acontecido durante vinte e um anos de existência do sítio de Internet, era para ser apenas uma crônica dividida nas vinte e uma partes que compõe essa trajetória. Acontece que tenho uma mania, herdada das montanhas de livros que li durante minha vida quase inteira, e pelo meu próprio perfil de falador. Sou daqueles, graças a herança genética italiana, de "falar por tudo quanto é junta", como diziam os antigos, e gesticular o tempo inteiro, sendo que para mim, conversar dentro de uma loja de coisas delicadas é impossível e caro, pois com certeza quebrarei vários produtos. Sou de fato um gesticulador, meu texto procura ter gestos, sob a mesma pena que meus braços e mãos se movendo sem parar, também sob pena de prejuízo ao que, e a quem, está perto.

Baseado nessa constatação, os textos foram ficando grandes, e foram ganhado detalhes dentro da publicação dentro de A Barata, que acabaram ficando - muita gente irá afirmar isso - pretensiosos e pomposos. Não me importo se pensem assim, e ademais prezo também pelo rigor na informação, e sai em busca de material mofado, cheio de poeira, tanto nas caixas guardadas que sobreviveram a três casamentos, quanto na minha cabeça, também sobrevivente a esses mesmos acontecimentos; e os detalhes e nomes, gentes, fatos e imagens que eu não recordava terem existido, foram aparecendo.

Desde meu primeiro livro, ainda em 1981, feito em mimeógrafo á álcool, depois quando já tínhamos tecnologias melhores no atual século, até os últimos anos, quando criei a Editor'A Barata Artesanal, fui dando um jeito de lançar meus livros impressos. Sou apaixonado por livros impressos, e só não tenho mais por que o dinheiro sempre é curto, então faço questão de fazê-los, as vezes até às custas de sacrifícios pessoais inomináveis.

E ontem, quando me surgiu a ideia de colocar, para cada ano do relato um livro que eu tinha feito um livro e um poema representativo, parei pela primeira vez para fazer um levantamento de tudo que editei e lancei. E a conclusão me deixou orgulhoso, mas muito triste e até mesmo revoltado. Orgulhoso por chegar a conclusão que lancei exatamente 35 (isso mesmo, trinta e cinco) livros impressos, sendo que a maior parte foi feita depois de 2010, particularmente em oito anos que tenho esse projeto de artesanato de livros. Fora isso, mais cinco deles foram lançados apenas como virtual, em PDF. Alguns deles, como o Troco Poesia Por Dinamite, por algum motivo, foi meu "best seller", sendo que, em 3 reedições, foram vendidos 150 exemplares, mas outros foram feitas com tiragens bem menores, com 20, no máximo 50. Não tenho, senão um de cada em casa, e uma conta básica me dá um resultado de cerca de setecentos livros vendidos, isso calculando pela menor tiragem, e levando em consideração que muitos não foram vendidos, mas doados, aliados ao fato de que qualquer um desses livros tem no mínimo cinquenta poemas ou textos diferentes, que publiquei quase dois mil coisas diferentes, em livros que, com exceção de um, publicado por uma editora do Rio de Janeiro que não deu a menor atenção, sequer colocando a venda. Enfim, números demais para quem escreve, principalmente poesia, há quarenta e cinco anos pelo menos, e não tem em números correspondentes nada nem próximo ao que se poderia chamar de "bom". As dificuldades financeiras são sempre maiores, então, os mesmos motivos que me deixam orgulhoso, me deixam triste e revoltado.

Mas - e sempre lembro do amigo Del Wendell quando decido por começar um parágrafo com "mas", que ele considera criminoso com a língua -, continuemos com a tagarelice, contando sobre o ano que eu gostaria que não houvesse existido, um ano que não foi daqueles que nunca acabaram, mas daqueles que nunca começaram.

Em Dezembro de 2007, recebi um convite de amizade no falecido Orkut: uma mulher com um rosto lindo, linhas perfeitas, loira, de cabelos curtos e óculos escuros. Claro que não pensei mais que dez segundos para aceitar e, claro, puxar papo. Ela tinha fotos de caminhões, andando de motocicletas no perfil e do "chat" da rede social para o MSN e rapidamente para o telefone foi... Ah, bem, no máximo dois ou três dias. E ai, aquela coisa de ficar horas pendurado na linha escutando e contando histórias e
mais histórias. E também daí...

Dias depois, quando a coisa ia tomando um caminho bem perigoso, e ela insistia que queria me conhecer pessoalmente, aproveitei que alguns amigos iriam tocar à noite e desbundei-a. Era a banda "Big Balls", do Xando Zupo, que tinha sido bem conhecida no início dos anos 1990, e que teve um grande momento com o grande poeta, cantor e escritor Paulo de Tharso nos vocais e que agora tinha um "revival", com o velho amigo Abdalla Kilsam. Eles tocariam no Café Aurora, no Bixiga, no centro de São Paulo e eu fora convidado. Claro que iria, mas ela ficou perguntando, insistindo onde eu iria. Até um amigo da Design Etiquetas, comentou que ela estava com intenções.

Como sou apressado, sai de casa bem mais cedo e cheguei muito antes do horário. A casa nem tinha aberto, e me deu o "cinco minutos", parei num boteco, tomei umas cervejas e resolvi voltar para casa, isso depois de já ter dado meu nome na portaria, que constava na lista VIP. Quando cheguei perto de casa, resolvi que iria passar numa Casa do Norte onde eu sempre jantava e...

E quando conto essa parte, acabou me lembrando de um episódio do ano anterior, e como tenho por capricho ou por coerência, não edito textos anteriores conto agora. (Não, não é enrolação, não, e assim mesmo):

Como na empresa, que também era minha moradia, não tinha como eu cozinhar, normalmente eu almoçava, e às vezes jantava numa Casa do Norte próxima. Era uma comida boa e com preço justo, e o principal é que, com exceção do dono, só tinha mulheres atendendo, algumas até bem jeitosas. E, particularmente uma, a Neide, além de bem jeitosa, era bem sensual, e para melhorar parecia interessada no Barata presente. Eu, para variar, estava sempre com uma das camisetas de A Barata, e ela era apaixonada pela do mascote do Baraldi. E ria demais, meio desacreditada, quando eu contava que, na verdade aquela barata era eu. E aí, que a coisa foi ficando séria, e comecei ficar e ficar depois de jantar, que sabia o horário que ela saía, a meia noite. Ia com ela a pé um bom pedaço, inclusive passando em frente ao Cemitério da Penha. Eu queria comer aquela garota, mas ela parecia só escutar história. Eu tinha 49 anos e ela, no máximo 25, e parecia que isso pegava. Até que percebi que quando passávamos em frente à morgue ela parecia ficar com medo e se encostava em mim. Me aproveitei disso numa noite e a espremi contra o muro amarelo. Fodemos ali mesmo, de pé, e depois disso, ou por que era isso que ela de fato queria, ou por ter gostado da experiência, repetimos mais umas vezes. Trepei com Neide uma meia dúzia de vezes, e com certeza foi a única mulher com quem transei sem nunca ter ido para a cama.

Então, naquela noite, eu tinha pensado em ir a tal Casa do Norte, jantar um bom Escondidinho e depois jantar a Neide no muro do Cemitério, mas quando tinha acabado de chegar e me sentar, com a minha solícita garçonete perguntando discretamente como sempre o que eu iria comer, toca o meu celular. Quando atendi, uma voz de mulher, um tanto irritada me pergunta onde estou. "Em casa", gaguejei. "Estou aqui no Aurora, vim encontrar você!" Aí a coisa ficou séria. De repente, se aquela mulher que morava no ABC, e que não tinha carro, estava me esperando lá, eu tinha que ir. Não pensei duas vezes. Larguei a minha bela do Cemitério plantada na frente da mesa e sai. Na rua fiquei um tempo tentando pegar um táxi, mas nenhum parava, até que um, do outro lado da rua, parado em frente a um puteiro, me perguntou para onde ia, e quando falei, os olhos dele faiscaram, afinal ia ser uma grana e tanto uma corrida até o centro naquele horário. Ele me disse que estava esperando uma pessoa que iria parar em mais alguns lugares ali mesmo no bairro e que, seu eu não me importasse, depois a gente seguiria. Não me importei, mas percebi qual era realmente a daquele outro passageiro: o cara era entregador de drogas nos puteiros da região. Paramos em dois ou três pontos, e para meu desespero, ainda cruzamos duas vezes com viaturas de polícia. Só daí seguimos para o meu destino.

Quando entrei no Aurora, banda tocava, e eu procurando por... Ah, sim, o nome da loira fantástica do Orkut era Iriana. Até o nome me dava tesão. Abdalla me viu entrar e praticamente parou de cantar para me dar as boas vindas. Deveria ter ficado mais orgulhoso e agradecido, mas eu não conseguia encontrar a tal mulher. Até que alguém toca meu ombro. Claro, era ela, e acompanhada de outras duas mulheres muito lindas. Não me fiz de rogado e tasquei logo um beijo na boca. Só depois é que tive tempo para apresentações: as duas eram a irmã dela e a outra, namorada dela. As duas se mandaram e ficamos ali, no balcão durante algumas horas, falando e beijando e se abraçando. Ao fim do "show", Abdalla ainda agradeceu novamente a minha presença, o que, claro, me dava mais alguns pontos com aquela beldade.

O resumo dessa ópera, é que no dia de Natal, um depois de eu ter alugado uma casa, já que Rafael iria precisar do espaço para ampliação da fábrica, Iriana foi para lá. E menos de um mês depois, escoltados por um investigador de Polícia Civil, já que ela tinha muito medo do antigo namorado, eu e Rafael carregávamos as coisas dela para a que seria, a agora nossa, casa. E menos de um mês depois, apenas com a presença apenas de meus melhores amigos, João e Solage Kraciunas, nos casamos no cartório da Penha.

Naquele mesmo dia, por eu ter descoberto uma série de mentiras por parte dela, tivemos uma briga homérica. Tão grande que no dia seguinte, logo de manhã, e menos de 24 depois de ter casado, eu ia ao Cartório querendo a anulação do casamento, mas ao contrário do que se imagina, atualmente é muito complicado esse processo, e acabei desistindo. O jeito foi ficar por ali, e comer miojo com salsicha diariamente, a única coisa que ela sabia preparar, e como era paranoica, não me deixava cozinhar.

Para piorar as coisas, menos de um mês depois acabei também perdendo o emprego na Design Etiquetas, sem nenhuma explicação, e como não era registrado, acabei saindo sem dinheiro nenhum, e a primeira coisa a foder foi o aluguel. Depois começou a faltar tudo, já que eu não conseguia mais trabalhos suficientes de "webdesigner", e ela não queria saber de batente. Dois meses de atraso e a coisa mais constrangedora que um ser humano passa: ação de despejo. Lembro que quando recebi a primeira intimação, já com o processo andando, foi a ultima vez que falei com meu amigo Marcelo Nicolau, o meu querido "Chacrinha da Led Slay", que era advogado. Eu não tinha saída, e o jeito era esperar a degola, tentando me esconder da Oficial de Justiça. Em menos de três meses, como era o chamado processo com "Celeridade Processual", pelo fato de a locadora ser idosa, eu recebia o prazo de quinze dias para mudar, ou seria executado o despejo, coisa pela qual eu não pretendia passar.

Foi nesse período que percebi que as coisas ao meu redor, entenda-se no Planeta Terra tinham mudado muito. O estouro das redes sociais fizera com que as pessoas deixassem gradativamente de acessar sites, de querer publicar neles. A primeira coisa que percebi foi a diminuição do número de emails que eu recebia diariamente. De trinta, quarenta, passaram a ser de no máximo dez. Meu telefone quase não tocava, e ninguém mais queria saber de colocar nem o mais barato anuncio em A Barata. até o Marcio Baraldi, antigo salvador da pátria, alegando outros compromissos, parou com a parceria. Era desesperador. Essas redes tem por padrão, conforme comentei em outro ponto deste texto, a serem socialistas na ideologia, mas brutalmente capitalistas na forma de ganhar dinheiro, e então passaram a alimentar a ideia de que qualquer um pode e deve ser um formador de opinião e, portanto, publicar seus pensamentos, mesmo que não tenham nenhum embasamento e pior ainda, nenhuma capacidade técnica de expressão. O tempo de A Barata, das pessoas ostentando orgulhosas as camisetas com a inscrição "Rock é Atitude!" tinha acabado, a necessidade de bandas terem seu espaço dentro de um portal realmente independente também tinha acabado. E eu, pelo andar dessa carruagem puxada por burros, também parecia ter acabado. O jeito foi enxugar ainda mais o conteúdo, reduzir ainda mais o tamanho, com isso diminuindo os custos. A saída, para não parar definitivamente, foi tratar do sítio como se fosse uma revista virtual, e então peguei a antiga ideia da "Revist'A Barata" e comecei publicar coisas como se fosse apenas uma revista, com coisas muito esporádicas. Eu tinha sido jogado no chão, mas ainda lembrei de uma frase, criada por meu filho primogênito, não lembro em que circunstâncias, mas muitos anos antes: "As baratas não rastejam, é apenas o jeito de elas caminharem." Pode parecer agora uma frase tola, mas naquele momento foi um alívio lembrar dela.

Naquele ponto, a única situação saída era mudar para a casa da mãe dela no ABC, e a proposta de Iriana é que ela iria sozinha e eu iria para a casa de parentes. É claro que não aceitei, afinal éramos legalmente casados. E esse foi o meu maior - se é que podia ainda ter maior - erro. Três meses depois, o meu famigerado casamento chegava ao final, exatamente no dia em que tinha terminado de preparar a minha estreia como webradialista.

Há tempos eu sabia que meu amigo Cezar Heavy estava fazendo programas numa webradio, a Stay Rock Brasil. Eu sempre fui apaixonado por rádio, mas nunca tinha pensado seriamente em fazer algo nesse sentido. Já tinha recebido alguns convites, do Paulo Rogério da Rock Geral, e do Johnny Adriani, falecido "designer" muito ligado ao mundo do Rock e que tinha sido o criador, inclusive, do logotipo da Patrulha do Espaço, mas tinha recusado. Naquele momento, Heavy insistiu, me deu os primeiros toques e eu decidi aceitar. Nascia ali, há exatos vinte anos, o "Rádio Barata - Um programa com a cara do site A Barata: Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Preparei o programa de estreia e no dia em que mandei a gravação para o dono da rádio, eu estava novamente solteiro.

Ainda naquele ano, iriam ao ar dois ou três programas, e como a rádio fica sem programação durante mais de um ano, os programas voltariam a ser exibidos em Janeiro de 2009. Eu teria tempo de me articular melhor, viabilizar algumas coisas, já que tinha ido para a casa de meus pais, que eu fora meio forçado a reatar relacionamento, e sequer Internet tinha. Aliás, não tinha nada, já que a mobília que eu tinha comprado, boa parte ainda do meu antigo quarto na fábrica, e outras que tinha comprado à prestação para a nova casa, ficaram com minha ex terceira esposa. Mais uma virada de ano sem eira nem beira.

Passei a noite de Ano Novo sozinho, bebendo e lamentando a merda que tinha feito, mas 2009, embora fosse começar nessa situação caótica, me reservaria surpresas ótimas no final.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Judas Crucificado
Barata Cichetto

Minhas costas estão doloridas, o estômago lateja e minha cabeça arde
Ontem eu fui Pilatos de manhã, à noite um Barrabás e um Judas à tarde.
Jamais aceitarei caminhar ao Gólgota carregando um pacote de pregos
Portanto joguem seus martelos, arranquem seus olhos e fiquem cegos.

Portanto não chores, mulher, que ainda não quebraram o meu esqueleto
Traga até mim suas lágrimas, seus colares de ágata e seu outro amuleto
Enxugue meu rosto com a toalha que bordastes, abrace as minhas pernas
Que estarás comigo ainda hoje em meu trono, antes das deusas eternas.

Estou amarrado em um poste, apedrejado enquanto a criançada canta
Um Judas tardio, comemorando a Aleluia, antecipando a Semana Santa
Quebraram minhas costelas com pedras e pedaços de Madeira de Lei
Mas ainda desconhecem a realidade que da Terra eu é que sou o Rei.

Jamais ser um Cristo, sou o Judas crucificado, a mim não existe trégua
Pecados que cometo são medidos apenas pelo tamanho de minha régua
Então também jamais colocarei meu pescoço em uma forca de corda
Porque meu ato de traidor é o grito de dor que a humanidade acorda.

8/9/2008
 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)

Orkut ; Big Balls; Abdalla Kilsam; Paulo de Tharso; Xando Zupo; Café Aurora; Stay Rock Brasil; Renato Menez; João Kraciunas; Solange Viático; Design Etiquetas; Rafael Macena; Johnny Adriani ; Cezar Heavy Bastos;

Trilha Sonora: Judas Priest - Nostradamus
http://abarata.com.br/cronicas_baratas_detalhe.asp?codigo=357


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POSTAGEM



1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.

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