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2009 - Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

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"2009 (MMIX, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou numa quinta-feira, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi D. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 24 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 12 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Boi, começando a 26 de janeiro. Segundo o horóscopo chinês, este foi o ano do boi."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 15/9/2018

De uma coisa não posso nunca ser acusado: de ficar no chão muito tempo. Comecei 2009 completamente arrasado, sem uma moeda no bolso, morando de favor na casa de meus pais, dormindo e acordando no horário que dois velhos querem que se acorde e durma, com meu computador na área de serviço, sendo respingado pela água do tanque e ainda por cima, sem Internet. Tinha cometido um erro que novamente me custara muito caro, já que novamente tinha feito dívidas, comprado móveis e deixado tudo para trás. Novamente minha mudança tinha sido feita num carro pequeno e tudo o que eu tinha era... É... Era.

Era preciso mudar, e sempre que encaro mudanças de frente elas acontecem, e acabo meio que até inconscientemente forçando. Eu tinha feito dois programas ainda no final do ano pela Stay Rock, e comecei a preparar outros. Era um sacrifício, pois depois dos programas prontos pegava duas linhas de ônibus e uma de Metrô para levar o CD com os arquivos até o escritório do dono da webradio. Mas fazia do jeito que podia, naquela área de serviço, com passarinhos numa gaiola cantando e o porcaria do cachorro que resolvia latir sempre no meio da gravação.

Conforme falei ante, sempre fui apaixonado por rádio e ter um programa, "Com a cara do site A Barata" era tudo o que eu queria e precisava naquele momento. Nos programas eu, em principio, poderia tocar o que quisesse, colocar poesia, e falar. Ao menos a princípio, pois uns três programas depois tive um discussão com o Cezar Heavy, por eu ter colocado musicas, segundo ele melosas, quando a proposta da rádio não era aquela. Batemos boca pelo Orkut e no dia seguinte fui desconvidado a fazer parte da rádio. Durou pouco minha investida como webradialista. O momento era de parar o que ainda não tinha parado, portanto.

Fiquei uns três meses deprimido, sem querer sair de casa, mas ao mesmo tempo sem aguentar aquela situação de dependência, até que consegui que instalassem Internet, e aí comecei a pegar alguns poucos trabalhos, o suficiente para começar a perceber que minhas asas de barata tinham crescido um bocado. E com um Barata de asas, A Barata também começa a querer voar.

O Cesar Achon, guitarrista que tinha tocado no Made In Brazil e na banda Mammooth, aquele que eu conhecera na final do Rock na Net começou a me mandar umas musicas, belíssimas por sinal, instrumentais. E surgiu ai a primeira ideia do ano: eu propus a ele fazermos um CD virtual, em que entrariam todas as musicas dele, e como bônus, algumas faixas que tinham declamações de poemas meus, usando de trilha sonora musicas dele. Assim nasceu o "Ponto de Fuga", que foi colocado para "download" gratuito, e que para meu amigo Cesar, foi considerado como uma vingança contra a indústria fonográfica que tinha lhe fechado as portas. Eu tinha dado meu primeiro pontapé na porta.

Aliás, falando em portas, uma coisa interessante que acontece comigo é algo que chamo de Síndrome de Pedreiro: eu sempre arrebento paredes, coloco portas, pinto e coloco a fechadura, e depois chega um "arquiteto" e assina seu nome da porta. Sempre foi assim, e não deixaria de ser tão cedo.

Acontece que tenho o "dom" de abrir portas, nem que seja a pontapés. E depois da briga com os donos da Stay Rock, eu tinha pegado o gosto, e descobri um "blog" de "downloads" e que acabara de começar uma webradio, a Rádio Web Underground Lágrima Psicodélica. Deixei uma mensagem e no dia seguinte recebi um email de Johnny F., o dono, que disse que me conhecia, e que aliás, A Barata era uma referência no meio. E ainda acrescentou que eu era uma lenda no meio. Foi a primeira vez que alguém se referiu a mim dessa forma, como "lenda", coisa que por um lado me incomoda, mas por outro enche de orgulho. Por fim, me disse para que eu aprontasse meu microfone, pois o Rádio Barata voltaria ao ar.

O primeiro problema era esse, pois eu tinha largado quase tudo na minha antiga casa e não tinha dinheiro para comprar um microfone. A muito custo consegui um, muito ruim, mas suficiente para eu montar os programas. A estreia foi marcada, propositalmente para 26 de Setembro, um sábado, as duas da tarde. Acabei ficando na Lágrima Psicodélica pouco mais de um ano, e como não sou de me acomodar, e sou extremamente participativo, acabei criando outros programas, fazendo a programação normal, organizando eventos e fazendo o site, mas naquela reestreia eu me sentia como se estivesse empunhando os microfones da BBC de Londres.

Foi nessa época que conheci uma pessoa que por muito tempo foi minha amiga, a quem eu tinha uma enorme admiração, e um carinho quase fraternal, mas que anos depois acabou dando uma sonora pisada na merda comigo. Eu tinha acabado de chegar à Lágrima Psicodélica e queria conhecer meus colegas, e então tratei de entrar nos perfis de blogs para saber mais. Foi quando dei de cara com o de uma apresentadora chamada "Senhora Loirinha Má", que na definição falava em exoesqueleto, e coisas de barata. Foi instantânea a empatia e passamos a conversar muito, especialmente sobre relacionamentos. Ela tinha também acabado de romper um casamento e a coisa doida que fizemos foi trocar o mesmo email que tinha frases coloridas diferentes em cada tópico. O email ficou tão grande, que um dia travou a caixa de saia e acabou se corrompendo. Era um verdadeiro tratado sobre relacionamentos entre mim e a Gigi Jardim, a tal da Loirinha, que acabou apenas quando eu conheci... Ah, cedo demais para falar disso...

Outro amigo, a quem até os dias atuais tenho grande respeito, e sei que é mutuo, e que nunca deu nenhuma pisada, conheci nesses tempos, e foi muito engraçado. No blog da Lágrima Psicodélica tinha os nomes dos apresentadores, como a Loirinha Má, e ali estava também "Sara_Evil". Num dos primeiros programas, querendo ser simpático aos colegas, comecei a nomear e agradecer, até que cheguei em "a" Sara_Evil". No chat da rádio, os colegadas caíram na gargalha, e eu sem entender. Acontece que não era "a" , mas "o", já que na verdade aquele era o codinome do artista carioca Renato Pittas, um sujeito já na época com quase sessenta anos. Renato, ou Sara, como queiram é meu amigo até hoje, e foi comigo para todas as webradios que depois disso criei um participei, incluindo as duas "encarnações" da KFK Webradio.

Mesmo antes de recomeçar minha "carreira" em rádio, eu tinha retomado minhas folias. Depois de cerca de três meses achando que eu era a merda da mosca do... , comecei a sair, ir aos picos do bairro, lugares onde poderia ter ao menos duas das minhas três razões de existir: Sexo, Poesia & Rock'n'Roll. Poesia era mais difícil, as mas outras duas sempre andaram muito juntas, e eu sabia onde encontrá-las. Voltei a frequentar a Led Slay e a Rainbow, um lugar meio esporádico em São Miguel Paulista, além de alguns bares no Bixiga. A Led era o ponto principal por inúmeros motivos, mas o que me interessava naquele momento era saber que ali tinha muitas mulheres que ainda poderiam, digamos, lembrar-se de mim, da forma mais interessante possível. E lá íamos nós, de novo com aquela conversa de "cansei de te dar bola, mas..." E a tática ainda dava muito certo. Já na Rainbow a história era outra, pois lá iam na maioria pessoas que não gostavam da Led, e foi ali, mais que em outros lugares que percebi o quanto garotas gostam de caras maduros, ao contrário do que se pensa, já que para meu espanto, minhas namoradas nunca chegavam a metade da minha idade, na época 51 anos. Uma delas tinha quase o mesmo e estranho nome de minha mãe: Brandina, uma pós "hippie", que queria a todo custo que eu fosse com ela para um lugar, segundo ela, longe de tudo, para plantar e colher, feito... Ah, eu era velho demais pra isso.

Acontece que nem só de Rock e de garotas com menos idade sobrevive um homem faminto, e o importante é mesmo ampliar as possibilidade, abrindo o leque de opções. E nesse caso, o caminho foi abrir mão de mais uma das premissas: deixar o Rock um pouco de lado. Assim, quando à bordo de um ônibus, uma "senhoura" de sessenta e poucos anos começou a me jantar com os olhos, acabei num baile de terceira idade, o Som de Cristal, tentando inutilmente dançar bolero, para apenas depois de ser humilhado no pista poder "brilhar" no palco onde eu conhecia bem: a cama da idosa (detesto a palavra, é só um termo didático, mesmo).

Admito que, como qualquer ser humano, tenho meus preconceitos, mas eles sempre acabam quando entra sexo na história. Então quando uma noite de sábado, uma das poucas sem opção, quando passa meu tempo num boteco tomando rabo de galo com um grupo de nordestinos, muito acanhado um deles me convida para ir num forró. Ele sabia que eu era um "Rocker" radical e disse que duvidava que eu fosse. E fui. Era um show de Amado Batista, que aliás me impressionou pela qualidade musical, não apenas dele, mas de toda a banda de apoio. Mas mais impressionado ainda fiquei com uma nordestina com uma bunda linda e olhos claro, com a qual acabei num quarto de empregada nos fundos de uma casa chique no bairro do Tatuapé. O chato foi trepar com ela cantando o tempo inteiro as musicas do Amado e de outras figuras que nem imagino quem são. O resumo daquela noite: meu alimento sexual fora delicioso, mas o musical me causou ânsia.

Um acontecimento importante de 2009, foi outra edição do Festão do Baraldão. Foi a ultima em que estive, e até onde sei, também a última que o Marcio Baraldi realizou. Como na edição anterior, essa também no Blackmore, em Moema e lá, como sempre, alguma figuras conhecidas, como o Fábio Hoffman e o Alê Frata, além do Sylvio Passos acompanhado do filho. Sylvio estava promovendo o livro "Raul Seixas, a Verdade Absoluta", do Mario Lucena, e me deu um de presente, que aliás foi o único sobre Raul que achei realmente interessante, já que aborda um lado do baiano que pouca gente fala, que é seu conhecimento sobre filosofia, traçando um paralelo entre suas músicas e a obra de filósofos como Schoppenhauer, por exemplo.

Mais ou menos na mesma época em que comecei a fazer programas na Lágrima Psicodélica, retomei contato com o Paulo Tuckmantel, dono de uma extinta casa de Rock que existia ali mesmo naquele bairro onde eu morava agora, e que eu tinha frequentado muito ainda no final dos anos setenta. A Tarkus era uma das casa onde eu mais gostava de ir na época, por causa da programação musical, e fora onde eu tinha vivido um momento muito marcante, em 1979, numa apresentação da Patrulha do Espaço, num dia que pareceu ter cem horas de duração, graças a quantidade de acontecimentos. Eu tinha escrito um texto contando as minhas peripécias daquele dia, e isso chamou a atenção do Paulo, já que praticamente nada havia nada na Internet com referencia ao fato. E quando eu mandei a ele umas imagens que eu tinha, "scans" de contatos fotográficos feitos pela Grace Lagoa que tinham sido me dados pelos Rolando, o sujeito pirou.

Tinham passado trinta anos daquela histórica apresentação, e ele e o antigo sócio queriam fazer um "revival", mas como ele morava no interior agora e o outro não tinha tempo, me ofereci para dar uma mão. Eles tinham chamado várias bandas que tinham tocado na época, muitas que se reuniram novamente apenas para a ocasião, e coube a mim fazer a arte e trabalhar ativamente na divulgação. O evento, batizado de "WoodsTarkus", tinha como "slogan", genial aliás: "O evento dos amigos e fãs da Tarkus: O dia mais importante de suas vidas dos últimos trinta anos.". Orgulhosamente para mim, o apoio de "A Barata" circulava em todos os meios, e eu não tinha como saber que aquele apoio traria uma mudança radical ao radical Barata.

Depois de três casamentos, o primeiro que durara vinte e dois anos, e o segundo e terceiro que juntos tinham durado pouco mais de dois, eu tinha tomado uma decisão: jamais casaria novamente, jamais me envolveria seriamente com mais ninguém. Queria mesmo era aproveitar meu momento pleno de Sexo, Poesia & Rock'n'Roll, já que experimentava muito dessas três coisas, e estava me sentindo pleno. Totalmente pleno.

A Led experimentava seus tempos de decadência total, com o numero e a qualidade dos frequentadores cada vez menor. Era pura decadência. E para tentar reaproximar os "das antigas", a Ninha Plant, ex-esposa do Sandro, proprietário da casa, resolveu criar uma série de eventos mensais chamados de "Veteranos da Led Slay", onde rolavam musicas das anos setenta, tentando reviver o clima. Nos primeiros a ideia até vingou, mas depois começou a minguar. Eu ia a todos, já que poderia encontrar amigos antigos, escutar coisas que gostava, por aí.

O "revival" da Equipe Tarkus aconteceria em 19 de Dezembro, um sábado, menos de uma semana antes do Natal, e a agitação no Orkut com isso era bem grande. O Paulo Tuckmantel estava animado, todos nós estávamos, com a possibilidade de rever velhos amigos. Na véspera fui a Led Slay para mais uma noite dos "Veteranos" e acabei "entortando", só chegando em casa de manhã. Dormi um pouco e acordei as duas da tarde para acompanhar o Rádio Barata, e então andei algumas quadras até a sede do "Corinthians da Vila Rio Branco", o mesmo local onde funcionava a Tarkus e onde aconteceria o "WoodsTarkus".

Quando entrei, a impressão era gloriosa, sentia um clima de paz e tranquilidade, uma coisa estranhamente boa. Fui recebido com gestos largos e afetuosos pelo Paulo, que me levou para mostrar o que tinha mudado no salão naqueles trinta anos. Ali lembrei, ao passar por um corredor onde na época havia o bar, a primeira vez que tinha visto e conversado com meu amigo "Júnior", e tinha ficado impressionado ao perceber a atrofia causada pela poliomielite no braço, e que a despeito disso ainda fazia dele um monstro na bateria. Na entrada, ele tinha imprimido aquelas fotos de 1979 que forravam a parede, e tudo ali parecia um delicioso túnel do tempo. Andamos por dentro do salão onde uma das bandas, creio que a "Cortina de Ferro" e depois fomos para o bar, que agora era enorme e ficava do lado de fora do salão. Paulo pediu cervejas, que foram servidas por uma loirinha bem bonitinha, que aliás eu tinha a impressão de conhecer. Até que...

Até que uma mulher enorme, de longos cabelos e botas pretas, uma blusa preta decotada, pulseiras de couro e uma cara de perversa, sai de dentro do salão e passa ao nosso lado, me mediu dos pé à cabeça, e foi em direção à calçada. O Paulo falava pelos cotovelos, e eu, muito mal educado, mas bem intencionado com aquela beldade, deixei falando sozinho e joguei a desculpa de que iria na calçada fumar. Quando cheguei a porta, ela sorriu bem maliciosa e começamos a conversar. Eram muitos claras as intenções mutuas, mas ela só sabia falar das filhas, das filhas, das filhas. A primeira coisa que lembro daquele momento, foi quando ela comentou a idade das moças, comentei que ela tinha casado cedo, ao que ela respondeu que tinha tido as filhas cedo. A mulher era um monumento, mas... As filhas... Isso me brochou um pouco. Tá, só um pouco. Durante o resto da tarde e inicio da noite, saímos para fumar na calçada várias vezes, mas eu não sabia mesmo qual era a dela, afinal... Minhas filhas, minhas filhas, minhas filhas. Ademais, eu nem cogitei de chamar para sair, primeiro por que não sabia se poderia estar acompanhada, e pelo principal, que era o fato de eu estar ali sem uma moeda furada no bolso.

No final da tarde, o Paulo e o sócio me chamaram ao palco para discursar com ele, já que além de parceiro na organização daquele evento, era um antigo frequentador da Tarkus nos tempos áureos. Não achei ser merecedor, mas fiquei orgulhoso em falar. Subi no palco com eles, e de lá só procurava, no meio da semi-escuridão do salão, a figura da Gostosona de botas pretas, mas não conseguia distinguir, já que tinha um holofote bem na minha cara.

E outro detalhe importante, é que, desde que encostei no balcão com meu anfitrião a primeira vez, a tal loirinha bonitinha que servia também demonstrava grande interesse. Era bem jovem, vinte e poucos anos, mas tinha um recém-nascido no colo. E então, eu me revezava na calçada, entre a grandona de bota preta até o joelho que era uma gostosa, e a loirinha de minissaia, que era uma delícia. Ah, claro que estava me sentindo, mas reconheçamos que não é sem motivo. Mas essas mulheres, especialmente quando são mães, ficam um tanto chatas, e enquanto a Gostosona só falava das filhas, a Gostosinha queria que desse o telefone do pai da criança, que eu conhecia, para que ela lhe cobrasse a pensão, já que o desgraçado tinha sumido. E eu ali querendo comer as duas... O pai da criança da loirinha era o mesmo sujeito, um canalha metido a comedor barato, que era o guitarrista daquela banda medonha que eu tinha colocado na 1ª Fest'A Barata, sete anos antes. Já o pai das filhas da outra...

Entre as bandas que se apresentaram na WoodsTarkus estava a Barata Suicida, que muitos pensaram ser a minha banda, por motivos óbvios. Ivan, Van e Felipe Lima, o ultimo, filho do Ivan, tocaram suas musicas que beiram ao conceitual, com representação teatral por parte do cantor. Uma bela banda, a quem acompanhei muito de perto nos anos seguintes, indo a "shows", colocando em coletâneas que organizei. Ivan e Van se tornaram meus bons amigos, sendo que ganhei do Van uma caneca, a única feita e que lhe foi presenteada pelo filho, com o logotipo da banda.

Chegou a noite e a Gostosona, dentro daquelas botas nas pernas compridas, mexendo aquela bunda enorme, se enfiou num carro e foi embora. Fiquei ali na calçada com cara de pateta, e só então lembrei que nem tinha perguntado o nome dela. Puta que pariu, que burro! O jeito foi ficar com a Gostosinha, que tinha dado a criança para o pai cuidar e ir para dentro do salão, já que a festa tinha acabado. O salão já estava às escuras, mas precisava ser limpo para a entrega e eu me ofereci para ajudar. E lá fomos, eu e a Young Mother para dentro da escuridão recolher mesas, cadeiras. E já que a Gostosona tinha ido embora, o jeito - e que jeito! -, era cuidar da Gostosinha...

Foi uma tarde-noite fantásticas, com um clima, cheiro e gosto de tudo aquilo que amo, e a parte a minha imbecilidade de esquecer de perguntar o nome da Gostosona , que tinha efetivamente me atraído, e muito, o resto foi perfeito. Sai dali por volta das 11 da noite, na esquina tinha uma agência de carros com um monte de putas fazendo ponto. Sorri para elas e fui para casa, escrever sobre como tinha sido aquele dia.

Dali a poucos dias era o Natal, que novamente passei sozinho, bebendo cerveja e escrevendo poesia. Estava só esperando que as pessoas começarem a postar as fotos do evento no Orkut, para então eu identificar aquela Gostosona , e quem sabe... Ah, mas eu queria falar de outras coisas, que não suas filhas. E isso só aconteceu nos primeiros dias de 2009. Ah, a Gostosona !

A Gostosinha? Ah, sim, ela me ligou no dia de Ano Novo. Tinha achado o desgranhento do pai da criança. E disse que iria botá-lo na cadeia...

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Poema Escrito Antes de Morrer
Barata Cichetto

Tenho sonhos tardios e pesadelos antecipados, durmo num canto da cidade
Acordo e sento á frente do computador, teclas negras aperto com ferocidade
Poesia liberta a minha ira, desfaz a insensatez do meu destino, convergências
Traços que rumam todos ao mesmo ponto, a morte e suas tolas incoerências.

Despejo poemas na sarjeta, cuspo poesia e mordo minha língua de desgosto
E sobras de dores batidas no liquidificador dão um suco de merda sem gosto
Aperto a mão na braguilha da calça, e o pinto sem desejo de merda nenhuma
Busco a libido lembrando das putas que transei, mas não desejo porra alguma.

Loucas punhetas, poemas traçados em amarelo ocre em minha cueca de tecido
Morcegos doentes, noites mal dormidas e o único desejo de não ter amanhecido
Seguro então uma xícara de café fumegando, o cigarro arde em minha garganta
Toxinas que anunciam minha morte que em silêncio cresce a passos de giganta.

Mas ainda preciso acabar o meu último poema sobre a morte antes de morrer
Espremo sem piedade as teclas pretas que parece que de mim querem correr
E acaso encontrem meu corpo quedado inerte sobre o teclado, coitado de mim!
Mas apenas acreditem na morte quando meu último poema terminar com "Fim".

30/10/2009
 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)

Cesar Achon; Ponto de Fuga; Stay Rock Brasil; Rainbow Rock Club, Brandina; Led Slay; Ninha Plant; Equipe Tarkus; Izabel Cristina Giraçol; Paulo Tuckmantel; Barata Suicida; Oswaldo Amaro; Moisés Feitosa; Ivan Lima; Barata Suicida; Ninha Plant; Patrulha do Espaço; Lágrima Psicodélica; Johnny F.; Gigi Jardim; Senhora Loirinha Má; Renato Pittas; Sara_Evil; Amado Batista; Grace Lagoa; WoodsTarkus; Marcio Baraldi; Festão do Baraldão; Sylvio Passos; Mario Lucena; Alê Frata; Fábio Hoffmann

Trilha Sonora: Uriah Heep - Lady In Black
http://abarata.com.br/cronicas_baratas_detalhe.asp?codigo=370


Galeria 2009
WoodsTarkus, Clube dos Veteranos, Festão do Baraldão
   

Publicações 2009


Ponto de Fuga
(CD Virtual- Poesia + Música)
Com César Achon

Sexo, Baratas &  Rock'n'Roll
(CD Virtual)

FACEBOOK ADDS

   

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POSTAGEM



1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.

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