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2010 - A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

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"2010 (MMX, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou numa sexta-feira, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi C. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 16 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 4 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Tigre, começando a 14 de fevereiro. O ano de 2010 foi designado como: o Ano Internacional da Biodiversidade, pela ONU; Ano Nacional Joaquim Nabuco, no Brasil."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 16/9/2018

"Numa certa manhã, Gregor Samsa acordou transformado..." Não, naquela manhã Barata não acordou transformado num inseto monstruoso. Era a manhã do primeiro dia do ano de 2010, e naquela manhã ele acordou foi com uma ressaca desgraçada por causa do vinho ruim que tinha tomado sozinho na virada do ano. Tinha tido uma dor de barriga, a primeira cagada do ano, pensou, logo ao acordar. As pessoas se agitando com o almoço especial, mas aquele monstruoso inseto humano tinha apenas um pensamento na cabeça: a Gostosona., e lembrou-se vagamente de ter se masturbado na ultima noite do ano anterior pensando nela. E naquela certa manhã também se pegara cantarolando "Lady In Black", que ao descrever uma mulher toda de preto, o fazia lembrar da Gostosona.

Acontece que aquele inseto de ressaca, aquele Gregor Samsa de araque nem sabia o nome da Gostosona, que naquele momento era a razão da sua ultima punheta. Ele sabia, sim, e isso sabia bem, que a Gostosona tinha duas filhas, tinha duas filhas, tinhas duas filhas... Ah, sim... E tinha... Duas filhas... Mas e daí, o que mais? Ah, a Gostosona era casada? Não sabia! A Gostosona era viúva? Não sabia? A Gostosa era...? Não sabia! A única coisa que sabia era que... Bem, todo mundo já sabe do que ele sabia.

E lá se foi o inseto para as páginas do grupo da "Equipe Tarkus" no Orkut, onde esperava um dia alguma postaria fotos da Gostosona. Ainda nada. Ah, ele começou a se conformar que jamais a encontraria. Ainda pensou no fato de que se realmente aquela gostosona de botas enormes, toda de preto, com um decote de lascar e um jeito de "ai se eu te pego", tivesse interesse, poderia achar o inseto. Afinal, nos troféus, uma chapa de metal engenhosamente dobrada, que foram dados a todos os participantes do WoodsTarkus, existia o numero do celular e o email do inseto. Depois desistiu da ideia, e chegou à conclusão que era melhor esquecer. Quem sabe ainda bater umas punhetas pensando na Gostosona por alguns dias, depois procurar outra gostosona, gostosinha, qualquer uma, afinal tinha que lembrar de seu juramento de ficar sozinho.

Cerca de dez dias depois, quando ainda o inseto entrava todos os dias no Orkut procurando fotos, ele falava com seu amigo Paulo Tuckmantel, o sujeito da Tarkus pelo MSN, e ao mesmo tempo olhava as páginas, e deu de cara com as fotos dela. A Gostosona estava ali, bem a sua frente, mas nenhuma referência ao nome. O inseto pergunta ao Paulo, que não quer falar, mas depois acaba soltando: "Ah, a Girassol?" No que o inseto responde: "Sei lá se é girassol, margarida, rosa, que porra de flor que é, mas qual é o nome daquela gostosa, porra?"Ele escreve o nome inteiro e acaba ficando falando sozinho no MSN, pois o inseto corre para digitar o nome da Gostosona na caixa de busca do Orkut e adicionar à lista de amigos. Dois dias depois recebe a informação de que a Gostosona, que agora ele sabia chamar-se Izabel Cristina Giraçol, aceitara e ele perceber que ela está online e puxa conversa. Ela responde, mas poucos minutos depois o deixa falando sozinho.

Dia seguinte, finalmente, o papo começa a rolar, mas o inseto toma logo um baque, quando a Gostosona confessa que é casada. "Fudeu!" Ele ainda pensa. Aquele inseto, que de personagem kafkiano não tem nada, não gosta de casadas, ainda mais casadas que tem... Duas filhas, duas filhas... Acontece que a Gostosona, mesmo casa e com duas filhas... É a Gostosona. E o papo rola solto até o inicio da madrugada, chegando bem perto do terreno que o inseto gosta: sacanagem. Era claro o que a Gostosona queria, tão claro quanto ele. E quando ela diz que se ele quiser conhecê-la, que vá até seu local de trabalho...

No dia seguinte lá estava eu, e nem era mais o inseto, mas o mais puro e absoluto garanhão, cheio de tesão, meia hora antes do horário de saída da Gostosona. Quando ela chega, sem pensar em nada ele a agarra e tasca-lhe um sonoro beijo na boca, para espanto da Gostosona, que com certeza esperava apenas uma mão estendida, um beijinho no rosto. Dali fomos a uma lanchonete, onde a primeira coisa que a Gostosona fala é: "Eu sou casada, e não pretendo me separar. Meu marido...". Faço de conta que não escutei, nem ligo para aquilo, com uma segurança que a até a mim mesmo espantou. Era uma quinta-feira e a acompanhei até a estação terminal do Metrô. Quando ela parou para passar a catraca ainda lembro de ter pensado: "Puta que pariu! Que bunda é essa!?". Dia seguinte repeti o encontro, e tinha tanto tesão que tinha batido punheta logo ao acordar pensando nela. Ah, qual era, afinal, a jogada da Gostosona? Fiquei sabendo qual era a jogada naquela mesma noite, quando ela perguntou se eu queria ir para algum motel com ela no dia seguinte.

Marcamos às duas da tarde, no Metrô Penha, mas ela só chegou as três, pois teve que despistar o ... Bem, o marido, que não gosto de chamar os outros de corno, mesmo quando tenho certeza. Eu já achava que ela tinha desistido, mas meu pau dizia que não, que ela viria, e toda hora queria dar uma saída das calças para espiar. E realmente meu pinto é sábio, e ela chegou. Achei que não seria elegante sair da porta da estação do Metrô e entrar na do motel, então comecei a caminhar com ela, que parecia bem incomodada, sem que eu entendesse o porquê. Quando eu a chamei para entrar no Shopping, ela disparou: "Que passear no Shopping, vamos logo para o motel!".

Dentro do City Penha, um hotel simples, mas bem arranjado, bem no centro do bairro tem um espelho enorme no teto, e quando olhei para cima, olhando para aquela Gostosona do meu lado, peladona pensei: "Ah, seu Barata, o senhor é realmente um sujeito de sorte. E cantarolei: "Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte, por que apesar de muito moço, me sinto são e forte..." Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro.". Ela ficou alegre e disse que Belchior era bom demais, que ela adorava. E eu ainda repeti: "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro..." Eu sabia bem o quanto aquela musica, naquele momento me caia com perfeição, mas naquele momento eu queria... Bem qualquer um sabe o que eu queria. E o que fiz, fizemos, fizemos, fizemos, não é da conta de ninguém, certo?

A Gostosona era casada, e o problema é que domingo, sem chance... Mas durante a semana a coisa era diferente, e eu ia esperá-la no trabalho todas as noites, sendo que algumas delas o destino passou a ser um Hotel na Lapa. Na segunda vez que fomos até esse lugar, que passou a ser quase um ponto de encontro fixo, depois de uma noite de ... Bem, depois de uma noite de carícias profundas, beijos arrepiantes, as mais belas juras de paixão, e os mais belos e tenros suspiros... Ah, certo, depois de umas cinco o seis trepadas, que não tem criança lendo isso, a Gostosona chega, de bate pronto e pergunta: "Quer casar comigo?!" E eu: "Ah, tá, não posso, cê já é casada." E ela: "Ainda!" E eu: "Hummmmmmm!".

Naquele final de semana, a porra ficou séria, e a Gostosona não era mesmo mais casada. Eu tinha acordado no domingo meio chateado, a coisa era boa demais, a Gostosona era gostosona demais, mas aquele lance de "casada", me incomodava e, claro, eu tinha medo que pudesse dar uma merda federal. No inicio da tarde tinha decido dar um basta naquilo e que na segunda diria a ela que tinha acabado, mas no começo da noite ela me chama no MSN e diz que tinha terminado com o marido, que não admitia também aquela situação. E queria ficar comigo. Foi então que, duas semanas depois, a Gostosona passou a ser minha companheira, minha quarta esposa. Ela ainda é a Gostosona, mas agora é a minha Senhora Gostosona. E "Lady In Black" ainda toca sempre que ela coloca roupas pretas e botas longas.

Sempre falo a respeito da minha "trigonomia": "Sexo, Poesia & Rock'n'Roll", sobre sempre buscar estar com pessoas e em lugares que me possibilitassem exercer de forma plena essas três coisas, já que juntas formam a mais poderosa, e única, droga que uso. Acontece que, ao contrário do que pensa a maioria, esse triângulo amoroso é quase impossível de ser encontrado no mesmo lugar, na mesma ocasião, ou pior ainda, na mesma pessoa. E então, quando percebi que naquela mulher , mãe solteira de duas filhas, com uma história intensa de rebeldia, mas principalmente de resistência e erotismo, percebi que nela se encontrava tudo isso, junto, numa única pessoa. E a partir daí, embora as dificuldades e incompreensões nos acompanhem nos últimos nove anos (calculados na época em que escrevo esse texto), a plenitude dessa trilogia se faz presente, o que me enseja dizer que: há muito Sexo na minha Poesia, muita Poesia no meu Rock'n'Roll, e muito Rock'n'Roll no meu Sexo.

No dia 27 de Fevereiro de 2010 carreguei minha "mudança", que consistia apenas nas minhas roupas, discos, livros e computador, para um porão enorme no bairro de Guaianases, que pertencia a uma prima dela. Embora fosse tecnicamente um porão, era uma casa enorme, com dois quartos, um banheiro gigante e duas salas. Estava um tanto detonada, mas nada que um bocado de trabalho com pintura, eletricidade e marcenaria não resolvessem. Ali moramos durante cinco anos, até 2014, e foi ali que nasceram minhas filhas, promíscuas, fogosas e beligerantes. A primeira a nascer, ainda naquele ano de 2010, a mais fogosa de todas as minhas crias foi justamente a que me proporcionaria mais alegrias do que tristezas, a Editor'A Barata Artesanal.

Ao menos três fatores convergiram para a criação desse projeto de editora, e de forma concomitante, sendo que a primeira foi quando assistíamos a Opera Rock "Tommy" num DVD. Eu já tinha assistido esse filme exatamente vinte e sete vezes contadas, no cinema, e outras muitas em vídeo, TV, etc., mas a Bell ainda não. E num determinado momento, ainda no começo da história, no nascimento de Tommy, que acontece no dia da "vitória", fim da Segunda Guerra Mundial, eu solto, totalmente por acaso um comentário: "Ah, não deveria ser Tommy, deveria ser uma mulher a protagonista, e se chamar Vitória!". Minha frase caiu como uma bomba em meu próprio ouvido, numa daquelas coisas que a gente chama de estalo criativo. Desde a adolescência meu sonho era escrever uma "Opera Rock", mas nunca tinha feito nada, especialmente por simplesmente não ser músico.

Comecei então a escrever minha opera. Os detalhes, as nuances, os pormenores brotavam na minha cabeça como as lavas de um vulcão. Em paralelo fui pesquisando sobre operas, sobre libretistas, sobre como deveria ser o andamento. Queria ter todos os detalhes prontos, escritos, imaginados, para depois de pronto o trabalho encontrar alguém disposto a entrar com a parte musical. Em vinte dias todos os 33 temas da história estavam escritos, inclusive as narrações e marcações de cena, para uma eventual encenação teatral. O nome "Vitória" teve um subtítulo acrescentado: "A Filha de Adão e Eva", e contava a vida de uma mulher, filha de uma prostituta com um pastor picareta, que nascera num bordel e se tornara a "Rainha das Putas", que despertara seguidores e por fim fora traída e morta, aos trinta e três anos de idade. As críticas ao cristianismo e a hipocrisia moral, social e religiosa eram os temas, e quando terminei, realmente pensei que ninguém teria o culhão de entrar numa coisa dessas, até mesmo pelo porte da obra, que para ser levado a contento, da forma que eu tinha criado, seria trabalho para anos, para muito dinheiro, e principalmente muito talento.

Entra aí o segundo fator convergente para a criação da Editor'A Barata Artesanal, que seria o surgimento de um dos maiores músicos que o Brasil conheceu (conheceu é força de expressão, já que a maioria não conhece mesmo), que é o multinstrumentista - e mais uma porção de outras coisas - , de Campinas, o Amyr Cantusio Jr. Eu tinha acabado de fazer uma entrevista por email com ele, por sugestão do dono da Rádio Lágrima Psicodélica, e ficado muito impressionado. Eu conhecia de longe o trabalho dele, ainda na banda Spectro, do final dos anos setenta, de Rock Progressivo, mas não sabia o quanto aquele sujeito tinha de bagagem, que qualidade musical. No dia que terminei "Vitória", mandei a ele um email falando o que eu tinha nas mãos, e se por acaso aquilo lhe interessaria. Falei por cima do projeto, das ideias e do roteiro, e ele imediatamente topou, e me pediu para enviar o texto completo. No dia seguinte eu ia ao Escritório de Direitos Autorais, registraria o material e mandaria a ele o texto, incluindo marcações e sugestões de ritmos e texturas. Amyr ficou maravilhado com o texto e nos pusemos a trabalhar.

Amyr tinha total liberdade de escolher de compor, escolher músicos, e se fosse o caso, colocar outras pessoas dentro do projeto. Eu coloquei apenas uma condição: que nada, nenhuma palavra do que eu tinha escrito poderia ser mudada. Assim, ele começou a compor as musicas e convocar outros artistas e bandas. O primeiro foi o Marcelo Diniz, musico e poeta de Campinas, depois o Edgar Franco, multiartista de Goiás, que eu conhecia, ainda outra banda que era do meu conhecimento que eram os mineiros da genial banda Sub Rosa. Uma das faixas foi composta por outro pessoal de Campinas, a Travelplan. Para a narração eu tinha a pessoa certa: meu velho amigo e que, além de cantor era agora locutor profissional, o Ricardo Alpendre. A parte eu ser o sujeito com mais problemas com ansiedade que conheço, sabia que aquele projeto poderia demorar até anos para ser concluído, mas Amyr não pensava assim, e para mim atabalhoadamente, e precipitadamente deu o projeto por concluído, apenas com metade dos temas compostos, sob meus protestos, e que acabou tornando a obra incompleta, manca, com o libreto a apresentando por inteira, mas o CD apenas com metade da história.

De qualquer forma, entretanto, tínhamos uma Opera Rock pronta e que teria que ser editada e publicada, e foi esse, juntamente com outro fato preponderante que deram o pontapé inicial da "Editora". O outro que me refiro é que, ainda no ano anterior, como brincadeira, o Raul tinha me mandado um texto, um pequeno conto, em que os temas eram Kafka e Impressionismo. Respondi-lhe com outro, onde eu fazia uma espécie de costuma, mas usando o Expressionismo. A coisa foi crescendo e na mesma época em que "Vitória" era trabalhada, o livro "Universo Expandido Ou Impressões e Expressões Baratas Sobre o Processo da Metamorfose de Kafka", era concluído, com nossos mini contos intercalados, todos girando em cima da vida e personagens do escritor checo. E era mister que também aquilo fosse editado e impresso.

Comecei então a pensar na ideia de que eu mesmo poderia editar esses trabalhos, já que contar com editoras seria um sonho inalcançável. Eu tinha alguma experiência com diagramação e editoração com revistas e material técnico e didático vinda de trabalhos anteriores, como a escola de informática, por exemplo. Comprei uma impressora laser usada e comecei a fazer alguns testes e percebi que seria possível. Quando comentei com Amyr e Raul sobre esse projeto, ambos ficaram eufóricos, e acabou até rolando uma disputa sobre qual seria a primeira coisa a ser publicada. Amyr particularmente, mas com relação com uma série de textos que ele tinha sobre Rock, Filosofia e Ocultismo, e acabou sendo exatamente "Rock, Filosofia & Ocultismo", por Amyr Cantusio Jr. o primeiro livro a ser feito pela "Editor'A Barata Artesanal", ainda naquele ano. O pagamento foi uma parte em dinheiro, que afinal eu tinha material de impressão a ser comprado, mas a parte do meu trabalho foi paga com CDs do Amyr. A intenção daquele projeto não era ser um negócio, apenas viabilizar a edição de meus trabalhos, como eram aqueles dois casos.

"Universo Expandido...", que contava ainda com ilustrações criadas pelo meu outro filho, o Ian, foi feito e lançado em seguida, também com uma pequena participação financeira por parte de Raul, cinquenta contos sendo mais exato. "Vitória", como envolvia também o CD, cuja responsabilidade seria de Amyr, acabou sendo lançado apenas no início do ano seguinte. Ainda bem no final de 2010, reeditei, agora de forma mais profissional o "Sangue de Barata", meu livrinho de poesia que tinha lançado em 2002, em xerox. Para quem tinha não tinha nada até metade do ano, fazer três livros em menos de seis meses, e já ter outro pronto para ser lançado, era realmente uma grande "Vitória".

Ainda dentro da questão editorial, na metade do ano decidi trazer de volta uma antiga publicação que tinha feito grande sucesso nos anos de 2001 a 2003, a "Revist'A Barata", mas usando o formato muito utilizado, muito mais eficaz em termos de alcance, e ainda, com exceção da produção, totalmente sem custos. Assim, em Junho, exatamente no dia do meu aniversário, soltei a primeira edição dessa fase, em PDF. Em Agosto e Setembro saíram outras duas, sempre com, além de textos de minha autoria e de colaboradores que mandavam material para publicação, uma extensa e massiva divulgação da Rádio Lágrima Psicodélica.

E já que o assunto é Lágrima Psicodélica, cabe nesse ponto falar um tanto sobre ela. O fundador, que era conhecido pela alcunha de "Johnny F.", em realidade um professor de filosofia na Bahia, era egresso da Stay Rock, onde também tido desentendimentos com a direção. A webradio era tratada com mão de ferro, com normas rígidas, horários e obrigações, que muitas vezes eram questionadas pelos demais colegas, que viam naquilo apenas uma diversão. Particularmente nunca discordei dessa forma de ele administrar, simplesmente pelo fato de pensar que, mesmo que não houvesse contrato formal, pagamentos etc., aquilo tinha que ser tratado com profissionalismo. Nunca encarei nada que fiz sem isso, sempre encarei tudo como trabalho, tendo em mente que o resultado financeiro tem que ser - e é - decorrência, não o principal motivo. Baseado nesses pontos, sempre procurei colaborar com ele, fornecedor músicas, criando artes de divulgação e novos programas, organizando festivais virtuais. Até mesmo um programa para a Bell, chamado "psicodelicamente" apenas "Giraçol", onde ela fazia apenas a locução, e eu toda a produção, foi incluído. Meu intuito era o de ajudar a crescer aquela confeitaria.

Acontece que o nosso querido professor, que se escondia debaixo desse pseudônimo por receio, segundo ele, de ser preso, pois no blog mantido por ele, o suporte da webrádio, eram oferecidos muitos "downloads" de disco, e na época a caça a esses "contraventores" era rígida, tinha atitudes um tanto exageradas com relação a isso, denotando total falta de confiança nos demais, o que dava mesmo a entender que aquele era apenas um disfarce para que ele mantivesse sobre si uma espécie de aura de majestade.

A tendência humana é de ser maniqueísta, dividindo o mundo em duas classes bem separadas: bom de um lado, mau do outro, quando na verdade isso é uma imensa tolice, já que todos os seres humanos alternam atos e pensamentos entre o bem e o mal a todo instante. Isso é o normal e o aceitável. Mas há outra classe de pessoas, essas que já fogem desse padrão, que são as que criam a si próprios uma máscara de bondade, mas que usam todos os seus atos com intenções terceiras. É o tipo de gente que bate no peito sua bondade, sobre o quanto são boas, mas que, ao ajudar a alguém, pelas menores coisas que tenha feito, saem pelo mundo arrotando sua bondade e lembrando ao alvo dela sobre o quanto lhe é devido. O sujeito que ajuda um cego a cruzar uma rua, mas depois passa dias contando a todos sobre o que fez. E o meu querido "chefe" e filósofo era uma pessoa exatamente assim, e eu percebi cedo sua tendência, e quando ele me indicou para a participação em um programa na Rádio Cultura de São Paulo, para onde ele próprio seria o convidado, mas por morar fora do estado não poderia, logo pensei que aquilo não seria de graça, como não foi.

No dia 11 de Junho, segundo as datas das fotos que tiramos, ou 9 de Setembro, conforme indica o site da emissora, mas com certeza no inicio da tarde,para espanto e comentários da vizinhança da carente Guaianases, um carro com logotipos da Rádio Cultura na porta encostou em frente nossa casa, e fomos, eu e a Bell, levados até a sede da emissora na zona oeste de São Paulo e recebidos gentilmente pelo produtor do programas do qual, juntamente com a banda Pedra, meus velhos conhecidos Xando Zupo e Luiz Domingues, iria participar. Eu tinha ficado um tanto receoso por saber que seriam eles, ou melhor o Xando, pois há alguns anos tínhamos nos desentendido por conta de uma critica negativa publicada em A Barata, o que gerara até mesmo ameaças de processo por parte dele. Na tal matéria, o autor, que Xando insistia que era um disfarce meu, o autor coloca sua opinião, para desespero do músico, mas como sabia também do amigo, o "gentleman" Domingues, fiquei tranquilo.

Tínhamos chegado bem antes do horário, e para minha delícia, o Alceu Maynard, produtor do programa , a quem eu presenteara com uma camiseta de A Barata, aquela da baratinha hiponga, nos disse que poderíamos ficar a vontade nos estúdios e áreas da emissora. É claro que o lugar que primeiro queria conhecer seria a discoteca, e quando entrei me senti numa espécie de paraíso na Terra, pois eram prateleiras e prateleiras, muito bem organizadas e identificadas. Tinha coisas de todos os gêneros, de todos os tempos e eu parecia mesmo uma criança numa loja de brinquedos. Falei um pouco com o discotecário e depois fomos ao estúdio, de onde seria transmitido o programa "Radar Cultura", que era apresentado pela competente e belíssima Roberta Martinelli. Era um debate sobre mudanças na indústria fonográfica e comportamento sobre o público consumidor. Além de nós no estúdio estava também o César Gavin, irmão do Charles, dos Titãs, que na época ainda era funcionário da emissora estatal, e que inclusive filmou o programa. Terminado o programa, que era ao vivo, ainda fui levado a outro estúdio, onde aconteceria a gravação de um programete chamado "Cinco Sons", que teria como tema "Canções Exageradas de Amor", onde eu escolhi musicas de Cazuza, Raul Seixas, Rogério Skylab, Adelino Moreira na voz de Marcelo Nova e Vicente Celestino na de Caetano Veloso.

O produtor Alceu, e aí é onde entra a real personalidade do anti-herói "Johnny F.". O Alceu Maynard foi o tempo inteiro receptivo ao meu trabalho, e inclusive, mesmo antes do dia do programa, quando pedira referencia sobre mim para montar a produção e eu tinha indicado A Barata, sempre demonstrara interesse, e na saída da rádio ainda reiterou que manteríamos contato, simplesmente, coisa de uma semana depois, passou a me ignorar não retornar mais emails e ligações. Eu não entendia o motivo, até saber que o bondoso Johnny F. tinha, interferido, contando histórias tristes a meu respeito e pedido que o sujeito me "ajudasse". Oras bolas, eu nunca pedi "ajuda", o meu intuito era, como sempre foi o de ter o reconhecimento e o mérito pelo meu trabalho, não por que seja pobre, fudido, e precise de um sujeito metido a mecenas com o pau dos outros, pedindo migalhas por mim. Decerto o Alceu sentiu-se ofendido e me limou. E essa história com a Lágrima, por conta da personalidade do seu dono, logo no início do ano seguinte acabaria mal.

Por fim, outro fato que considero importante naquele ano, foi a primeira visita que fizemos ao Museu da Língua Portuguesa, que poucos anos depois, em 2015, sofreu um misterioso incêndio que o destruiu completamente. Com o título "Exposição Fernando Pessoa, plural como o universo", a exposição sobre o maior poeta da lusófono, em minha singela opinião, exibia fotos, instalações e uma vasta memorabilia, com direito a clássica imagem do Poeta caminhando, com uma iluminação que, ao ser fotografado à frente dela, estarmos na mesma rua, compartilhando o mesmo espaço que ele. Uma dessas fotos eu ampliei, e desde então está tanto na parede da minha sala, bem acima da minha cabeça, local onde agora escrevo este texto, como também há sete anos é a imagem de abertura de A Barata.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

É Um Sino (It's a Bell)
Barata Cichetto

1 –
É um sino. Que redobra num timbre dourado chamando ao culto
Aqueles que lhe escutam, e eu das culturas amorosas um inculto
É um sino. Sino que do alto da torre da catedral do prazer, repica
Por quem dobram os sinos? A pergunta quem nem a alma explica.

É um sino. Chamando ao destino do meu desejo, som do meu gozo
Em badaladas embaladas pelas suas coxas, oh doce mistério gozoso
Sino! Infernos de dantes, purgatórios do agora, paraíso de amanhã
Quero sempre acordar com beijo de sino, pela noite e pela manhã.

Toque a mim as doze badaladas e minha alma com sua língua nervosa
Preso entre suas ancas, puxo a corda e toco seu clitóris, vulva deliciosa
Grite por mim, gema comigo, seu prazer é meu prazer, grite ao surdos
Que sua paixão é sino que toca no alto da torre, deixando todos mudos.

Quero sempre acordar ao som das luxúrias que saem dos seus lábios
Transformando o poeta num amante e o homem no maior dos sábios
Ah, minha obra de arte forjada no fogo do paraíso, oficina do artesão
Sufoco meus gritos, badalando ao som do sino, um hino ao seu tesão.

O que eu não encontro é o mesmo que procuras
Da mesma doença procuramos as mesmas curas
Is a Bell, You’re my Bell. My Bell, ring my bell, fell my hell
And I wish your wishes and about you desires I can tell.


2 –
Eu quero tocar o sino, anunciando uma esperada manhã de glória
Beijar o céu, deixando o inferno em outra parte de minha história
O sino é o destino, retine com o timbre de vozes de deusas gregas
Deusas de enormes ancas, belos decotes e um par de botas negras.

Tocar o sino que a guerra foi ganha, meu exército derrotou a morte
Agora retorno aos braços da paixão, tocando o sino da melhor sorte
Sina, de sino quero o destino, ensina minha alma a sempre lhe tocar
Tocar seu sino, glórias ao prazer que por nenhum gostaria de trocar.

Bell’s Hell, sino a procura de seu som, o que buscas, porque dobras?
O que procuras meu sino, ao badalar? Ecos não são do vento sobras.
Ecos d’Alma, buscas o som perfeito, compasso cristalino do diapasão
Além da orgia e do amante, o compasso perfeito da alma com tesão.

Buscas o perfeito retinir das almas, o som perfeito da paixão sem dor
Sincronia musical, perfeita feito sinfonia sincronizada em computador
A sinergia perfeita entre o corpo e a alma, orgia de almas além do prazer
Encontrar o que não perdemos nem sabemos é o que podemos nos trazer.

O que eu não encontro é o mesmo que procuras
Da mesma doença procuramos as mesmas curas
Is a Bell, You’re my Bell. My Bell, ring my bell, fell my hell
And I wish your wishes and about you desires I can tell.


3 –

O ateu chama Jesus, mandem ao inferno os ateus
Porque o que quero mesmo é gozar nos seios teus
Sobem almas libertas do purgatório, anjos decentes
Ao som de uma orquestra de trombetas indecentes.

Retine o sino do alto da torre da catedral dos ditos desejos
Dança o bem a dança do mal, o certo e o errado aos beijos
Detalhes sórdidos não poupados, corpos refletidos no céu
Minha vida refletida em seu rosto, livre não sou mais réu.

Prende minha cabeça entre suas pernas e minh’alma nos abraços
Minha língua envolvendo sua alma, sua beleza entre meus braços
Falando bobagem em seus ouvidos, escuto o som do seu tesão
Sou sua prece de prazer, dos teus desejos um dedicado artesão.

Nós somos nossos, sem posse por direito, nossos porque desejamos
Somos nossos e nos possuímos e consumimos quando nos beijamos
É um sino, e eu escuto mesmo á distancia o seu chamado por mim
Começa agora a orgia das almas, onde o sempre é o agora sem fim.


Nos encontramos em nossas eternas procuras
Somos nossos remédios e nossas próprias curas
Is a Bell, You’re my Bell. My Bell, ring my bell, fell my hell
And I wish your wishes and about you desires I can tell.

21/1/2010

 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Izabel Cristina Giraçol; Belchior; Hotel City Penha; Amyr Cantúsio Jr.; Edgar Franco; Sub Rosa; Marcelo Diniz; Travelplan; Ricardo Alpendre; Editor'A Barata Artesanal; Revist'A Barata Digital; Franz Kafka; Raul Cichetto; Ian Cichetto; Johnny F. ; Rádio Lágrima Psicodélica; Xando Zupo; Luiz Domingues; Alceu Maynardi; Roberta Martinelli; Rádio Cultura; Cesar Gavin; Guaianases; Folha de Guaianases; Jorge Teixeira;
Trilha Sonora: The Who- I'm Free (Tommy)
http://culturabrasil.cmais.com.br/programas/radarcultura/cincosons/cancoes-exageradas-de-amor-por-barata-2

Galeria 2010
Radar Cultura - Rádio Cultura SP

Museu da Língua Portuguesa - Fernando Pessoa

Galeria 2010
Ring My Bell, Feel My Hell

       

Publicações 2010


Sangue de Barata
(Poesia)

Vitória, ou A Filha de Adão e Eva
(Ópera Rock)

Universo Expandido (ou Impressões e Expressões Baratas Sobre o Processo da Metamorfose de Kafka)
(Contos, com R. Cichetto)

Revist'A Barata 01
(Junho 2010)

Revist'A Barata 02
(Agosto 2010)

Revist'A Barata 03
(Setembro 2010)
       

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.
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