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2011 - Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

WIKI

"2011 (MMXI, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou num sábado, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi B. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 8 de março e o domingo de Páscoa a 24 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Coelho, começando a 3 de fevereiro. As Nações Unidas designam 2011 como o Ano Internacional das Florestas e o Ano Internacional da Química. Foi marcado pelas manifestações nos países árabes, o casamento do Príncipe William e princesa Kate, a crise econômica e os 10 anos do atentado de 11 de setembro. No Brasil, os principais acontecimentos foram a posse de Dilma Rousseff, o Massacre de Realengo e a proposta de divisão do Pará. As mortes mais relevantes foram a de Osama Bin Laden, Amy Winehouse, Steve Jobs, Nate Dogg, Muammar al-Gaddafi. No Brasil, Itamar Franco, Sócrates e José Alencar. Na música, se destacou pelo Rock in Rio no Rio de Janeiro, os shows internacionais de Iron Maiden, Dulce Maria, Nick Jonas, Alice Cooper, Amy Winehouse, entre outros em várias cidades do país. No cenário religioso se destacou a realização do Troféu Promessas, que premiou artistas e grupos como Diante do Trono, Trazendo a Arca, Aline Barros, Thalles Roberto, André Valadão e a realização de um festival no Rio de Janeiro. No desporto, o grande destaque ficou por conta dos Jogos Pan-Americanos no México. Também houve algumas eleições pelo mundo. Os grandes Desastres em 2011 foram nas chuvas da região serrana do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais e os terremotos no Japão. O ano de 2011 também ficou marcado pela ocorrência de uma grave crise econômica mundial, que ocasionou queda no Produto Interno Bruto de diversas nações, afetando sobretudo os países do continente europeu. Quedas nas principais bolsas de valores do mundo foram registradas de maneira frequente"
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 17/9/2018

Uma das coisas que tenho extremo cuidado, sempre ao publicar algum capítulo, é de marcar na publicação no Facebook as pessoas citadas. Com isso espero várias coisas, como informar a pessoa que está sendo citada, esperar que ela comente algo, corroborando, ajudando-me a lembrar de algo esquecido, ou ainda discordar ou rebater alguma informação contida ali. Até agora pouquíssimas fizeram isso, a não ser clicar em "curtir", e nem se dar ao luxo de ler qualquer coisa, mesmo sabendo estar sendo citada.

Entretanto, na publicação referente ao ano de 2010, isso acabou acontecendo: primeiramente, um lapso de memória fez com que eu esquecesse uma passagem importantíssima com relação à banda Sub Rosa, que citei muito superficialmente, sobre a qual farei em seguida a correção. Tão ruim quanto ter esquecido sobre as outras duas coletâneas, as de 2007 e 2009, quando falei sobre esses anos. A primeira, que tinha 24 faixas, incluía Tublues, Cesar Achon, Imperial, entre outras, ou seja: a nata do Rock feito naquela época. Já a segunda, graças ao grande número de trabalhos inscritos, teve que ser dividia em duas partes de 15 faixas cada, e a arte de capa usava o mesmo "palhaço do mal" que mais tarde eu usaria na capa do meu livro "Emoções Baratas", de autoria do argentino Mariano Villalba, devidamente autorizada.

Já a segunda, foi um comentário feito pelo Xando Zupo naquela rede social, ao qual reproduzo a seguir, sem maiores comentários: "Já que fui citado no texto e sem a devida clarificação, faz-se necessário pontuar que: Jamais houve desespero algum baseado em críticas mas sim indignação da banda, à qual eu fui o porta voz em uma reunião com todos presentes, com relação a alguém usando um pseudônimo e não uma assinatura real, tivesse voz para escrever ofensas ao trabalho e diretamente a cada membro da banda.
Críticas jamais teriam nos chateado mas a posição do veículo em publicar sem a devida assinatura ('O Corcunda' ou algo assim) e nem nos avisar da publicação foi, naquele momento, lamentável e decepcionante perante alguém que tínhamos grande consideração.
Liberdade de expressão carece de responsabilidade de assumir o que se escreve, algo que a pessoa que escreveu não teve e o site naquele momento apoiou.
Quem escreveu ou não, não saberemos e dias depois já não interessava mais, afinal se a nossa existência incomodou o autor de tal maneira virou motivo maior no final das contas de comemoração para uma banda. do que de lamento.
Essa é uma história que fica nos pedaços da estrada e fica aqui melhor esclarecida já que fui citado no texto como se fosse apenas uma reação à alguma crítica negativa. Jamais seria." - Xando Zupo


A grande falha que acreditei ter cometido, e que fez com que eu me sentisse injusto, foi com relação à banda Sub Rosa, que apenas citei de passagem com uma referência simples: "... que eu já conhecia", quando falei sobre a criação da "Opera Rock Vitória". Naquele momento minha cabeça falhou e eu não conseguia lembrar como tinha conhecido o trabalho deles. Mas agora de posse dos arquivos encontrados num CD e ao analisar as datas chego a seguinte conclusão: a entrada da banda no projeto da ópera se deu numa segunda fase, quando foi acordado entre eu e o Amyr que incluiríamos outros artistas, e que cada um faria sua criação em cima do texto que eu tinha escrito. Portanto, o erro foi em colocar esse episódio na época errada, então sigamos na mesma reta, na mesma linha.

Em meados de 2010, como eu tinha feito duas coletâneas virtuais de Rock, que foram produzidas e amplamente divulgadas por A Barata, uma em 2007 e outra em 2009, denominadas "Sexo, Baratas & Rock'n'Roll", e com uma quantidade de "downloads absurdamente alta, o Johnny F. me propôs que organizasse outra, mas que essa teria uma conotação diferente, já que usaríamos da interatividade, aceitando inscrições e posteriormente colocando em votação aberta na Internet para que os usuários escolhessem as melhores em sua opinião. Das 54 músicas inscritas, as 12 melhores votadas até o dia 7 de Setembro, data do encerramento foram escolhidas, e daí, sairia, pela escolha dos produtores e apresentadores da webradio a vencedora, que teria direito a um especial e entrevista no Rádio Barata, e seria divulgada numa edição da Revist'A Barata. O nome dessa coletânea-festival, "1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP".
]
Entre esses 12 finalistas, tínhamos duas músicas que tinham se tornado consenso, e que disputaram passo a passo até o final. "Vírus Radioativo", da banda carioca Tatubala, e "Equinox" dos mineiros da Sub Rosa tinham qualidade e emoção suficientes para tornar essa disputa acirrada, mas a banda comandada pelo Reinaldo José acabou sendo a vencedora, inclusive contando com meu voto pessoal.

A coletânea "1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP" foi um absoluto sucesso, tendo rendido milhares de "downloads" mundo afora, e isso parecia sacramentar e consolidar a parceria entre A Barata e a Lágrima Psicodélica, mas logo no começo de 2011, as coisas começaram a ficar complicadas, pois a partir do sucesso dela, as crises de vaidade do "chefe" começaram a ficar mais aparentes, e ele começou a minar minhas conversas no "chat" da rádio, que aliás, segundo a determinação dele, todos deveriam obrigatoriamente participar. A coisa ficou insustentável quando surgiu uma ideia, não lembro se minha ou dele, de criar um programa em dupla, onde nós falariamos sobre uma porção de coisas pelo Skype, sendo que tudo seria gravado por uma terceira pessoa e depois editado, com a inclusão das músicas. Acontece que naqueles anos ainda os programas de edição de áudio eram poucos e bem ruins e no momento da gravação o canal com minha voz acabou ficando com colume mais alto que o dele. A pessoa que gravou não percebeu, e quando o programa foi ao ar, ele infernizou com isso, colocando no "chat" que só eu queria aparecer, e isso acabou criando um clima péssimo.

Pouco tempo antes eu tinha tido meu monitor queimado e não tinha dinheiro para comprar outro. O Johnny chamou algumas pessoas que se cotizaram e me deram o dinheiro para tanto, já que sem esse componente eu não poderia trabalhar e muito menos fazer programas. Eu tinha aceitado e ficado emocionado, claro, mas como sabia que, como relatei antes, ele era do tipo de sempre deixar o resto do corpo saber o que a mão faz, sabia que aquilo de alguma forma me custaria caro. E nessa história do programa com minha voz mais alta, ele começou a disparar emails a todos os colegas dizendo que tinha me ajudado e blablabla. Oras, então ele tinha mesmo, mas eu também, afinal tinha feito o site da rádio sem cobrar e criado um logotipo novo. E tudo descambou. Eu tinha marcado uma entrevista com o Edgar Franco pouco tempo antes, então na semana gravei, montei o programa e no final dele eu me "demitia". No ar, sem que ninguém soubesse minha decisão. Nunca fui questionado sobre isso, nem por ele nem por nenhum dos meus gloriosos colegas.

Justamente nessa época eu tinha ficado sabendo de uma Oficina de Webradio, que aconteceria em Itaquera, bairro junto ao que eu morava, e que seria ministrado por um locutor que eu conhecia bem de várias rádios que eu escutava, o Luciano Junior. O curso era gratuito e eu me inscrevi, em principio em busca de informações técnicas, já que andava matutando, depois das duas situações constrangedoras que tinha passado, montar a minha própria webradio. Havia seleção e tudo mais, e no final, 22 pessoas iniciaram efetivamente. Mas quando logo na inicio da primeira aula o "professor", avisou que quem estivesse ali em busca de saber como funcionam programas, equipamentos e coisas assim, que poderia desistir, já que o que ele faria seria passar experiências e casos vivenciados. Na aula seguinte o numero de alunos se reduziu à metade, sendo que terminamos a Oficina em apenas quatro pessoas.

O que o Luciano colocava em todas as aulas eram suas experiências de muitos e muitos anos de rádio, contava histórias e nos colocava de fato de frente com a realidade, que nos fazia perceber que não era aquele glamour que muitos tínhamos com relação ao mundo do rádio. Ele exibia filmes, sugeria debates e práticas de programas que iam assustando a maioria, mas que a mim e algumas poucas outras, deixava mais e mais fascinado. Por fim, o nosso prêmio, digamos assim, foi uma visita aos estúdios da Rádio Trianon AM, de propriedade do "Objetivo", e que ficava no glorioso "Prédio da Gazeta", na Avenida Paulista, onde participamos do programa apresentado pelo filósofo Marcos Oliveira. Tenho comigo que essa foi a mais rica experiência com relação a rádio, e os conceitos e ideias apresentados pelo Luciano norteariam, juntamente com os meus próprios, a base da criação da minha Webradio.

No início de Março de 2011 eu tinha tomado a decisão de montar a webradio. Tinha muito material de música, muitas ideias sobre como fazer, e claro, as experiências das duas que tinha participado, além de tudo que aprendera na Oficina. De posse disso, sabendo exatamente o que eu queria fazer, restava-me o como, que logo foi respondido com algumas pesquisas na Internet e a contratação da empresa de "streaming", necessário à transmissão. Era preciso então definir o nome. "Radio Barata" ficaria vaidoso demais, e também já era e seria o nome do meu programa. Depois de pensar e pesquisar muito, encontrei o que queria. Eu tinha lido que uma das primeiras rádios dos Estados Unidos tinha o nome de "KFKA", e percebido que essa coisa de usar siglas é muito comum por lá. E daí, a homenagear a maior escritor de todos os tempos, e que de alguma forma era meu padrinho cultural, me empresando o nome do site, que viria a ser o meu próprio nome literário, foi o passo natural. "KFK Webradio". E junto, no mesmo momento já surgindo o slogan: "Rádio Que Toca Ideias". Afinal todas as FMs usavam algo "a rádio que toca sucessos" , "que toca você", "que toca seu coração", e essas pieguices todas não poderia ficar sem uma provocação. E já que eu não pretendia absolutamente apenas tocar musicas, incluindo poesia e muitas outras coisas, o "... toca ideias" era perfeito. Imediatamente surgiu a frase de definição: "Interrogações, mutações, metamorfoses e um pouco de música sem rótulos", e menos de um mês depois, em 1º de Abril ia ao ar um - por que não? - ambicioso projeto cultural. Os tentáculos d'A Barata se expandiriam e ganhariam um novo território.

'Estão abertas as portas da percepção, estão criados os caminhos e as formas. Os meios justificam os fins, e estes por si próprios se justificam. Sem rodeios, sem cavalos, sem nomes. Rótulos são para produtos, adjetivos para dicionários. Abrimos as porteiras para que estoure a boiada cega, surda e muda. Lágrimas são para covardes e hipócritas, risos para os tolos. A arte busca a liberdade e dela se alimenta, da necessidade nasce o artista mas não a puta. Da paixão nasce a vida, e da morte a mentira. Do desejo é que nasce o sonho e dele é que a vida se alimenta. Declaro neste momento, 1º de Abril de 2011, inaugurada a KFK Webradio: interrogações, mutações, metamorfoses e um pouco de música sem rótulos.'

Em muito pouco tempo a KFK Webradio, que além de exibir narrações de poesia, trechos de filmes e áudios em programas sempre provocativos, como o "Poesia é Merda!", "Cinema Cego" e "Sub-Versões", atingiu um patamar de qualidade e qualidade que tenho certeza absoluta, foi único na época, e possivelmente o seja até os dias de hoje. Produtores e apresentadores de altíssima qualidade, como André Sachs, Antonio Canella , Jorge Rebello, Marcelo Rocha, todos cariocas e que chegaram até mim apresentador por outra figura importante dentro desse projeto, que foi o Agostinho Carvalho, além dos antigos colegas Sara_Evil e Gigi Jardim, que, também tinham sido defenestrados da Lágrima Psicodélica. A esses também se juntaram o Raul e Ian, meu dois filhos, o primeiro com um programa sobre RAP e o segundo com uma piração, o "Para Dançar Violentamente"; além do músico Rafael Rodrigues, conhecido por "Caverna", da Anna G. e, claro, a Bell Giraçol. Por fim meus dois parceiros de "Vitória", o Amyr Cantusio Jr e o Marcelo Diniz. Para completar, todas as narrações das vinhetas foram feitas profissional e magistralmente pelo Ricardo Alpendre.

O resultado de tudo isso, é que eu tinha uma "grade" de programação com três programas diferentes todos os dias, o que passou a representar um trabalho constante e cansativo, além do fato de que a audiência da rádio crescia dia a dia e passou a consumir mais recursos técnicos, que sempre representam custos maiores. E aí é sempre que as coisas começar a dar merda, já que meus trabalhos como "webdesigner" tinham diminuído um bocado e a Editor'A Barata Artesanal era ainda um projeto inicial, sem possibilitar qualquer ganho.

Diante disso, o jeito foi recorrer aos amigos, e até mesmo aos próprios apresentadores para tentar segurar as contas . Pouquíssimas pessoas aceitaram, alguns dos produtores apresentadores se ofenderam com o pedido, decerto imaginando que eu era um mecenas rico, dono de uma rádio, e caíram fora. A maioria das pessoas, como sempre silenciou ou apenas tocou meu ombro, como sempre acontece, afirmando que eu era um guerreiro e iria conseguir. Entre as pessoas que colaboraram por algum tempo foi o professor Ayrton Pinto Silva, que durante muitos meses colaborou. E mais uma ou duas pessoas. De resto...

Comecei a me encher, afinal ter aquele trabalho imenso e intenso, sem qualquer chance de ganhar uma moeda com ele, e que me ocupava a maior parte do dia, quando eu precisava batalhar meu próprio sustento era frustrante. E comecei a ficar triste e entrar em estado de letargia. A facada final foi quando, apresentado por uma antiga amiga, a Mara Lee, um camarada que organizava um festival de Rock no Nordeste, chegou como quem fosse ser a panaceia da Republica, mas depois de eu trabalhar muito numa parceria com ele percebi que aquilo era outra arapuca, como tinham acontecido antes. Aquilo foi a gota d'água, e pouco mais de um ano depois, a KFK Webradio deixava de tocar ideias.

2011 é marcado politicamente como o primeiro de um governo que, entre as piores mazelas, incluindo roubalheiras imensas, num dos maiores assaltos à cofres públicos perpetrados no mundo, para mim foi responsável por um dos crimes mais bárbaros da humanidade. Como o lado pobre do Partido dos Trabalhadores e seus amantes e cúmplices tinham começado à ser expostos ainda no governo anterior, e a própria lisura das ultimas eleições tinha sido colocada em xeque, já que muita gente desconfia de fraudes nas próprias urnas, os mentores desse esquema criminoso, que almejava a perpetuação no poder através do aparelhamento do Estado iniciado ainda em 2002, precisava tomar atitudes que dessem a eles uma blindagem e uma condição política que os colocasse acima do bem e do mal. Essas atitudes vieram então com a colocação em prática bem mais ostensiva do gramscismo, que consistia em usar um exército que tinha sido (de) formado há muitos anos nas faculdades e dentro de redações de jornais. Esses seriam os propagadores, os incitadores do acirramento ideológico, criando assim blocos de inimizades, de cisão, que começariam a rachar a sociedade brasileira ao meio. A partir daí, artistas e intelectuais que compactuassem com aquele sistema eram premiados das mais diversas formas, desde a privilégios em programas de incentivo à cultura, convites bem pagos para participações em eventos públicos, e até mesmo, por falta de coisa mais importante, sendo colocados na mídia, mesmo que de nada estivessem fazendo de importante. Manter os holofotes sobre os que os apoiavam, e a apagar, de todas as formas, os daqueles que era contra aquela podridão toda, esse era o mote, o alvo.

Dentro desse contexto, em Março de 2011, o portal Terra colocou no ar, com ares de imponência e importância uma matéria com o título: "Caetano Veloso se preparar para atravessar uma rua no Leblon", que consistia apenas em algumas poucas fotos do cantor baiano claramente identificado com essas "esquerdas", parado ou caminhando por uma rua. A coisa tomou ares de piada na Internet, mas eu percebi ali o primeiro sinal de que o importante era manter essas pessoas na mídia de alguma forma, mesmo à custa do ridículo. Aliás, alguns anos depois pesquisando na Internet, encontro outras matérias, também de extrema importância, e sempre ligados a artistas comprometidos com a "esquerda", como "Chico Buarque comprou baguetes para o lanche"," O dia em que José de Abreu se espreguiçou em aeroporto", e outras, que podem parecer apenas falta de assunto ou incompetência, mas que me parecem ter uma intenção bem mais porca.

E foi pensando que realmente isso era de fato uma coisa suja e porca, decidi, dentro do meu pequeno universo , colocar o meu protesto publico, e pedi a Bell Giraçol que me fotografasse sentado na privada, e fiz uma montagem com a página do Terra com o texto: "Barata se prepara para cagar em Guaianases nesta quinta-feira." Claro que aquela pose era também minha homenagem a outro artista provocativo, Frank Zappa. E é claro também que minhas fotos não foram parar em nenhum grande portal, e sequer foram alvo de alguma matéria posterior, e apenas alguns poucos amigos a comentaram, e nenhum, ao menos até agora, deu sinal de perceber o que havia por trás de um gesto tão corriqueiro de um artista atravessando a rua, algo a eles tão importante, e algo tão sem relação, partindo de um artista tão sem importante feito o tal de Barata, cagando. Entre o Leblon e Guaianases há um mundo tão intransponível quanto o mar de merda que esses meliantes insistem em jogar o país.

E dentre os acontecimentos não noticiados pela mídia de então, e que nunca serão, naquele ano foi lançada, também sem nenhuma noticia no Terra, uma Opera Rock feita na marra e que poderia ter se tornado um projeto grandioso caso tivesse algum tipo de atenção. Do mesmo jeito que não foram noticiados lançamentos de outros quatro livros meus, incluindo a nova edição de "Sangue de Barata", "O Cu de Vênus" e "O Câncer, o Leão e o Escorpião", além do primeiro de prosa: "Viver é Contar História", e muito menos, claro, nenhum dos cerca de dez outros títulos lançados pela Editor'A Barata Artesanal. Afinal, o grande acontecimento daquele 2011 foi a ascensão do ódio ao poder do Brasil. E o ano em que Caetano atravessou uma rua no Leblon.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

A Sombra de Objetos Inexistentes (Antes do Começo e Depois do Fim)
Barata Cichetto


Apenas lunáticos enxergam o lado escuro da Lua, mas quem percebe a sombra de objetos inexistentes?
Antenas parabólicas refletem nas paredes das casas a sombra da modernidade.


Sombras de corpos nus refletidos nas paredes de um quarto de motel vagabundo, reflexos de objetos de desejo inexistentes.
O desejo morto, esfacelado a golpes de uma marreta cuja sombra reflete no lençol imundo em forma de sangue rubro.
Desejos mortos são sombras apenas.
Qual a forma da sombra da minha alma?


Reflito, aflito, sobre a superfície do seu corpo, deitada ao meu lado depois de chupar meu pinto.
Estarei morto antes do amanhecer? Serei sombra antes de anoitecer?


E agora seguras minha cueca entre seus dentes e eu observo a sombra da fumaça do seu cigarro e penso que o desejo é igual fumaça, apenas sombras...
Estamos aqui deitados juntos, numa cama de motel barato e meu corpo reflete a sua sombra. Espelhos no teto, um céu de corpos nus e eu nem consigo beijar o céu enquanto chupas com desejo aquilo que chamas de seu.
Pink Floyd rolando em um velho disco negro de vinil enquanto Syd Barrett ignora o corpo nu de Karinne e eu desejo ao seu.
Um alto-falante solta estalidos da agulha deslizando sobre a superfície do disco enquanto eu solto grunhidos ao deslizar meu pinto sobre a superfície dos seus lábios.


Um domingo de sol desses, eu levo minha sombra para visitar um parque qualquer, carregando em meu embornal um par de sanduíches de carne de elefante efervescente.
A música é a sombra sonora do espírito.


Estamos nós dois agora esperando um ônibus que não chega, atrasado feito a vida.
Dói a falta de esperança, de não saber quando chega esse último ônibus que nos carrega em direção ao aconchego da noite.
Não tentes prender minha sombra, não tentes entender minha poesia. Não tentes entender minha sombra.
A noite gera sombras, estamos todos perdidos dentro de sombras de objetos inexistentes.


Cobertos pelas sombras da morte, nus perante o Universo sem sombras. Não existe sombra no espaço sideral, mas há sombras em minha mente.
Reflete a luz dos postes da rua no meu corpo que escurece sua pele branca à sombra de um objeto inexistente.


Logo, minha querida, estaremos todos mortos e mortos não geram sombras.
Da luz nasce a sombra e da dor a poesia. Portanto, em uma matemática ilógica, não existe luz sem poesia.
Minha poesia é a sombra da minha alma, refletida sobre os muros descascados e sujos da sua mente.
Apenas sombras escuras de objetos inexistentes.


Antes do começo e depois do fim existe a poesia. Há a sombra, existe o desejo. Obscuro e escuro objeto de desejo.
Sobram as sombras, restam os restos. E as sombras das antenas parabólicas não refletem meu sentimento, nem captam minha emoção.


Muros cercam os olhos, impedem a visão e eu nem sei quando podemos apanhar um ônibus que nos carregue em direção ao lado escuro da Lua.
Syd Barrett é um São Jorge moderno domando com sua lança psicodélica, um elefante efervescente de olhos de cristal.
Enquanto nos olhamos, esperamos um ônibus cuja sombra nas paredes das casas refletem a angustia da espera e o desespero de não poder chegar a lugar nenhum. Porque as sombras chegam primeiro sem nunca chegar.
Syd Barrett não mora mais aqui, Alice é presidente do País das Maravilhas e a Revolução acabou.
Somos todos mortos, somos todos poesia. A poesia quanto a morte não gera sombras e, portanto somos, enfim, apenas sombras de objetos inexistentes.


Antes do começo e depois do fim... A sombra...
De objetos inexistentes.

29/08/2011



 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Ricardo Alpendre; André Sachs; Jorge Rebello; Ian o da Rocha; Agostinho Carvalho; Marcelo Rocha; Anna G.; Raul Cichetto; Caverna; Raphael Rodrigues; Loirinha Mah; Sara_Evil; Dr. Loxton; Marcelo Diniz; Bell Giraçol; Antonio Canella; Tatubala; Sub Rosa; Reinaldo José; Statik Majik; Mariano Villaba; KFK Webradio; Luciano Junior; Rádio Trianon; Mara Lee; Ópera Rock Vitória; Amyr Cantusio Jr.; Rádio Barata Livre; Rádio Rock; Interrogações, mutações, metamorfoses e um pouco de música sem rótulos; Frank Zappa; Caetano Veloso se preparar para atravessar uma rua no Leblon;
Trilha Sonora: Black Sabbath - A National Acrobat
https://www.terra.com.br/diversao/gente/caetano-estaciona-carro-no-leblon-nesta-quinta-feira,41d3399ae915a310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html


Galeria 2011
Inauguração da KFK Webradio

Turma do Curso de Webradio Visita os Estúdios da Rádio Trianon AM, Programa do Filósofo Marcos Oliveira

Museu da Língua Portuguesa  Exposição Oswald de Andrade

Enquanto Caetano é Flagrado Atravessando uma Rua no Leblon, Barata é Flagrado Cagando Em Guaianases

Lançamento do Fanzine Ninguém Presta

 

Publicações 2011


O Cu de Vênus
(Poesia)

Viver.. É Apenas Contar História
(Crônicas)

O Câncer, o Leão, e o Escorpião
(Poesia)

Sangue de Barata
(Poesia)

1º. Festival de Música Independente A Barata e Rádio WULP
(CD Virtual Duplo)

FACEBOOK ADDS

   

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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