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2012 - Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

WIKI

"2012 (MMXII, na numeração romana) foi um ano bissexto do Século XXI que começou num domingo, segundo o calendário gregoriano. As suas letras dominicais foram AG. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 21 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 8 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Dragão, começando a 23 de janeiro. As Nações Unidas designam 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para todos. Foi reportado como sendo um dos anos mais quentes desde 1880. Segundo a NASA foi o 9º mais quente, e o 10º pela NOAA.[1] 2012 em ornamento de concreto. Foi um ano marcado pelo aprofundamento da crise econômica e o aumento do desemprego na Europa, a reeleição de Barack Obama nos Estados Unidos, o reconhecimento da Palestina como "Estado observador não membro" pela ONU e a descoberta do que pode ser o Bóson de Higgs, popularmente conhecido como "a partícula de Deus". No Brasil, ganhou destaque o Julgamento da Ação 470, conhecida nos meio midiático como "processo do mensalão", a implantação da Comissão Nacional da Verdade para investigação de crimes de Estado entre os anos de 1946 e 1988, a realização de eleições municipais em todo o o território nacional e a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como "Rio +20". No mundo, tiveram destaque as mortes dos cantores Robin Gibb, Donna Summer e Whitney Houston; do historiador Eric Hobsbawn e do astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua. No Brasil, faleceram o humorista Chico Anysio, o cantor Wando, a apresentadora Hebe Camargo e o arquiteto Oscar Niemeyer. No esporte, merecem destaque a realização dos Jogos da XXX Olimpíada na cidade de Londres, Reino Unido, o título do Chelsea na UEFA Champions League e a conquista da Copa Libertadores da América e da Copa do Mundo de Clubes da FIFA pelo Corinthians O ano também foi marcado por desastres como o naufrágio do navio Costa Concordia, na Itália, e o Furacão Sandy, que atingiu a América Central e a costa leste dos Estados Unidos. Houve uma enorme variedade de crenças populares sobre o ano de 2012, supostamente baseadas no calendário mesoamericano de contagem longa, mas que foram constantemente desmentidas no meio científico."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 18/9/2018

No dia em que escrevo este episódio da história que tem por plano de fundo o sítio A Barata, mas que, é claro, acaba se tornando a minha própria autobiografia nos últimos 21 anos, acabo de lembrar que nesta data, além de completar 48 anos da morte de Jimi Hendrix, marca o início da minha vida profissional, aos 14 anos de idade, como "office boy", numa loja de ferramentas da Rua Florêncio de Abreu. Portanto, oficialmente quarenta e seis anos de trabalho, sem contar dois anos antes, quando eu era ajudante de vendedor de vasos do meu avô. E pensar que nesse tempo tem gente que nasceu e está aposentada, muitos com três, quatro, cinco aposentadorias, enquanto tenho ainda que gramar, matar um leão todos os dias para poder comer e pagar as contas. E ainda fazer sobrar tempo para me sentar, como nos últimos dezoito dias, e contar histórias, como se fosse um aposentado de pijama e chinelos contando bravatas a seus netos. Histórias estas que a pouca gente interessa, mas que teimo em deixar registradas, para quem sabe num futuro, quando eu acabar transformado em nada, ao menos meia dúzia de pessoas possa ler e saber que, posso não ter amealhado dinheiro e fama, mas fiz muito mais que a maioria das pessoas deste planeta, disso tenho uma quase certeza, que não é apenas maior que aquela de que muito mais que aqueles que fazem de conta que eu não existo, apenas lembrando quando o calo lhe aperta.

Estou certo que minha contribuição à poesia, no plano individual, e ao Rock, no plano coletivo, é muito maior que pessoas que agora desfilam com seus narizes empinados e se arvoram em baluartes, que me criticam e me enxotam por estúpidas ideologias políticas, por vaidade, ou simplesmente por serem belos e enormes filhos da puta, mesmo. Em A Barata, o mote "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade", sempre foi levado a sério, que o digam os centenas e centenas de poetas, escritores e músicos que neste espaço desfilaram sem nenhuma censura. Nunca fugi às minhas responsabilidades, entretanto, mas por outro lado, nunca senti nem agi que deva engolir em seco um pensamento, pois ele poderia ferir vaidades, especialmente de artistas, de quem nunca cobrei nem esperei nada, justamente por conhecer seus espíritos egocêntricos.

E agora, ao chegar nesta narrativa ao ano de 2012, com os bolsos cheios de nada, e enumerar todo o trabalho feito, com o intuito de escrever essas histórias, penso nos porquês todos que me fizeram realizar tudo isso, já que de antemão eu sempre soube que não era por dinheiro ou por fama que fazia. Ainda não sei a resposta, que talvez não exista mesmo, mas uma coisa eu sei: continuarei a contá-las, mesmo que seja para um par de amigos, mesmo que seja para uma dúzia, incapaz de um elogio, mas totalmente capaz de em arroubos autoritários, colocar a suas história acima da minha, e negar qualquer reconhecimento, qualquer gesto de agradecimento, qualquer nota de, afinal, a vaidade é o traço mais peculiar nos seres humanos, e a inveja, com toda a pompa e circunstância, é mesmo uma merda.

Ando um tanto cansado nas ultimas semanas, por conta de tanto esforço mental e físico para escrever essas histórias, e sempre, ao começar os últimos capítulos, penso que quero ser breve, pois naquele ano há pouca coisa a ser contada. Mas ai com a cabeça trabalhando, as coisas começam e retornar... E aí, dá-lhe laudas e laudas de texto, tão inapropriadas aos tempos correntes, quando quase ninguém lê mais do que o titulo, no máximo uma frase de qualquer texto. Mas não é de fato a essa maioria que escrevo, não é à estupidez corrente que estas páginas são escritas, mas aos poucos que ainda possam, que seja por curiosidade, que seja por companheirismo, que seja mesmo por altruísmo, em escutar as histórias de um homem que poderia mesmo estar de pijama contando histórias aos netos, mas que se senta na frente de um computador dias e dias a fio, para falar sobre Sexo, Poesia & Rock'n'Roll.

Nas primeiras semanas de 2012 eu praticamente joguei a toalha, derrotado pelas dificuldades e falta de apoio, mas o sonho de manter a KFK Webradio online era maior, então, depois da fracassada parceria com o "Ceará In Rock", tirei por umas semanas a rádio de cena, mas em Fevereiro, o tesão deu um salto, e decidi que continuaria, meso tendo que, a exemplo do que tinha feito anteriormente com A Barata, tivesse que reduzir os espaços, que nesse caso, representava um número menor de programas. E já que muitos tinham abandonado o barco, mantive apenas uns poucos mais chegados, como o eterno parceiro nas aventuras webradiofônicas Sara_Evil, e mais uns poucos, e reduzi bem a minha própria participação, como um programa diário, o Rádio Barata Livre, que eu colocava no ar de segunda a sexta-feira, no horário de A Voz do Brasil.

Foi nesse "retorno", que intensifiquei uma coisa que sempre gostei de fazer, que eram as entrevistas. Ainda no Lágrima Psicodélica eu tinha feito algumas, inclusive a já citada com Edgar Franco, e outras, com Áureo Alessandri, da banda Blues Riders, com Reinaldo, da Sub Rosa e Paulinho da Tatubala, e então comecei a contatar os amigos músicos e gravar entrevistas, normalmente por Skype, que depois eram editadas apenas com a inclusão de músicas e veiculadas. Paulo Krüger da Cracker Blues, Rolando Castello Júnior, Percy Weiss, com o músico Felipe Goulart e com Ricardo Alpendre, foram alguns dos entrevistados.

Como nessa época eu tinha um contato constante com a "Som do Darma", empresa que gerencia bandas, particularmente de Metal do interior de São Paulo, dirigida pelo editor da antiga revista de Metal "Valhalla", o Eliton Tomasi e a esposa Susi dos Santos, eles começaram a me indicar bandas para fazer entrevistas. E assim foram, grandes papos como Slippery, Banda do Sol, Paradise Inc., Vulcano da Hellish War, Manu Joker da Uganga. Era simplesmente fantástico fazer essas entrevistas, que eram noticias também nos boletins que o casal lançava periodicamente. Foi justamente numa dessas entrevistas que conheci uma pessoa que viria a ser um grande amigo, apoiador e que no futuro renderia mesmo uma parceria musical.

Quando o Eliton me sugeriu que fizesse uma entrevista com um dos integrantes da banda Psychotic Eyes, eu meio que torci o nariz, afinal, era uma banda de Black Metal, gênero com o qual eu não tenho muita simpatia musical, mas, claro, aceitei e marquei com o Dimitri Brandi, que era o guitarrista e vocalista da banda. No dia e hora marcados, Skype conectado e o papo começou a rolar. Encurtando bem o que aconteceu, a gravação ficou com quase três horas de duração, e parecia que a gente se conhecia há muitos anos. O programa foi ao ar daquela forma e tamanho, e daí por diante, Dimitri, que entre outras coisas é advogado da Advocacia Geral da União e Comunista Marxista, além de também poeta e escritor, se tornou uma das minhas mais preciosas amizades, sendo figura constantes em quase todos os eventos que fiz, sobre os quais falarei oportunamente.

Como naquele ano eu estava com a criatividade e a vontade de produzir mais e mais coisas, fui tocando, além da KFK Webradio, outros inúmeros projetos literários e de mídia, como a criação de uma revista impressa em formato meia página, a qual dei o nome de "Versus", em homenagem a um antigo tabloide dos anos 1970. A publicação durou quatro edições, de Janeiro a Dezembro daquele ano.

E eu queria escrever, editar, gravar, fazer arte, imprimir, costurar livros, fazer tudo o que pudesse, e então me lancei à edição e reedição de meus livros. Foram seis (isso mesmo, meia dúzia de títulos diferentes num ano), fora um lançado pela Editora Multifoco do Rio de Janeiro. Assim nasceram, primeiramente "1958", poesia, "Contos Não Premiados", "O Rock Não Errou" e ainda "Barata Sexo Poesia & Rock'n'Roll, Uma Autobiografia Não Autorizada" , na verdade uma auto-ficção relatando os meus então completados quarenta anos vivendo dentro dessa trinomia; e uma série de microcontos chamada "Porcontos - Ou a Vida Como Ela Foi", cujo subtítulo era uma alusão/homenagem a Nelson Rodrigues, e finalmente "Cohena Vive!", sendo que esses três últimos foram lançados concomitante em 8 de Julho, no Espaço Cultural CIAM, do Dimas Farias, na Vila Carrão, em São Paulo.

"Barata Sexo Poesia & Rock'n'Roll, Uma Autobiografia Não Autorizada", tinha começado a ser escrito como apenas um texto para o Blog, onde eu contava determinadas passagens da minha vida, mas foi crescendo até se transformar num livro, cuja intenção maior foi o de manter, a mim mesmo, minha história na lembrança, e dar uma "satisfação", àqueles que, por interesse próprio, insistiam em retirar meu nome das suas.

Já "Cohena Vive! - Ou Antes do Começo e Depois do Fim" (Sim, eu adoro títulos enormes e ou subtítulos idem), cujo poema título tinha nascido de um sonho que eu tivera, onde as pessoas se referiam a um tal de "Cohena" (a pronuncia é "córrena"), uma espécie de revolucionário, alguém mítico, e eu sabia que, no sonho, era eu, mas que não poderia revelar. Quando acordei e pesquisei no Google, tentando entender de onde viria esse nome, descobri que não havia nenhuma referência a ele, sendo que portanto, eu o tinha criado dentro daquele sonho. Já o subtítulo, o era também de um poema que eu tinha escrito em 2011 chamado "A Sombra de Objetos Inexistentes".

Quanto a "Porcontos", era uma série de microcontos, de cerca de cinco linhas, que tratava basicamente de sexo, violência e morte, e foi escrito em dois dias, entre 14 e 15 de Maio de 2012, foi um desafio proposto a mim mesmo, em escrever pequenos contos.

Passei cerca de dois meses editando, imprimindo, costurando e colando esses livros, que tinham tiragens pequenas, variando entre 20, o "Porcontos", 50 o "Cohena Vive!", e 100, a autobiografia. Trabalhos prontos e refilados e ai era preciso fazer um evento de lançamento, já que é a forma mais factível de se vender livros, sem depender das minguadas vendas por Internet.

Fomos convidados, meio tempo, pelo Marcelo Kaskadura, um antigo amigo "Punk", a comparecer ao lançamento de um livro de poesia de um amigo dele, num lugar chamado "CIAM", que na verdade era uma escola de música, cujo dono, o Dimas Farias vinha transformando em um pequeno Centro Cultural. Achei o local perfeito para o que eu pretendia fazer, e o Dimas concordou em fazer ali. Marcamos para o dia 8 de Julho, um domingo, e parti então para a divulgação e a convidar outras pessoas para participar, já que por padrão todos os meus eventos deveriam obrigatoriamente contar com outros tipos de arte.

O primeiro artista que contatei, foi um garoto que tinha sido apresentado a mim pelo Jack Santiago, num dos eventos do Marcio Baraldi, como o guitarrista da Thelema, mas que depois fiquei sabendo que era um artista visual fantástico, o Gabriel Fox, e que inclusive eu já havia entrevistado no Rádio Barata, divulgando seu trabalho voltado para seriados japoneses, o Project Dragons. Fox iria expor seus desenhos, juntamente com a apresentação de dois músicos cantores que tinham muita ligação comigo, um deles anteriormente citado, o Renato Pop, que tinha musicado três dos meus poemas. O segundo dos músicos que se apresentariam merece um trecho à parte nessa história, e que passou de um parceiro capacitado e fiel, a uma pessoa por quem nutro enorme e absoluto desprezo.

Meses antes, na época do Carnaval ao que me lembro, um sujeito tinha entrado em contato comigo, interessado em meus poemas como letras de musicas. Ele tinha me mandado algumas composições, de alta qualidade por sinal, e dizia que queria a parceria com um letrista, e que minhas poesias eram perfeitas e tal. Claro que me interessei e disse a ele que a maior parte das coisas que tinha escrito estavam publicadas em A Barata, e estariam a disposição dele. Não era exatamente o gênero musical que eu mais sonhara para minha poética, mas era música, e eu fiquei muito animado.

Ciro Carvalho, é esse o nome do cidadão, se pôs então a musicar os poemas, e fazia isso numa velocidade imensa, e com um resultado absolutamente perfeito, com uma qualidade musical impar. Ele compunha, gravava com uma voz extremamente afinada e forte, depois me mandava os arquivos. Eu estava a cada dia mais maravilhado, e certo de que finalmente teria um parceiro musical, que aquelas musicas seriam até mesmo executadas em rádios, coisas assim. Criei um blog para veicular as primeiras faixas e criei uma dupla, a exemplo de uma que eu muito admirava, que era a "Mc Donald & Giles", formada justamente por um músico e um poeta. O nome da "nossa" dupla seria "Ciro & Barata", com detalhe de constar o nome dele antes que o meu. Em dois meses ele tinha composto quarenta musicas sobre meus poemas e o êxtase era total. Foi nesse momento que aconteceu o evento de lançamento no CIAM, e, claro, ele foi meu convidado de honra, onde, para meu mais absoluto delírio, tocou cerca de umas vinte músicas. Dias depois fui a casa dele e escolhemos 19 entre elas, que comporiam nosso futuro CD.

Cerca de uma semana e pouco depois, eu tinha a arte da capa pronta, com as inscrições: "Ciro & Barata - A Poesia de Barata Cichetto na Voz de Ciro Carvalho" Imprimi a arte, queimei um CD com as musicas, coloquei tudo num estojo e fui novamente até a casa dele, certo de que a recepção seria efusiva, já que caminhávamos rapidamente. A intenção dessa "demo" era a de mandar a gravadoras, coisas assim, já que inclusive ele afirmava ter contatos. Nada ali poderia agora interromper nossa "estrada para o sucesso", e ingenuamente pensei que, enfim, tinha chegado a minha hora de ter algum fruto do meu trabalho. Mas aparentemente, tomado por aquele maldito germe da vaidade, tão comum em músicos, meu parceiro não via dessa forma, já que naquele dia a recepção foi um tanto fria, sem que eu entendesse por que. Mais alguns dias e eu descobriria.

Nos últimos tempos eu e Ciro nos falávamos diariamente pelo Skype, seja para trocarmos informações, ele me mandar alguma musica, eu mandar alguma ideia ou arte, mas depois disso comecei a perceber silêncio por parte dele, até descobrir que ele tinha me bloqueado no Skype. Fiquei sem entender, e peguei o telefone e liguei para a casa dele. A mãe atendeu e escutei-o dizer que era para dizer que ele não estava, e seu bufado antes de anteder. Perguntei a ele o que tinha acontecido, e recebi a resposta; "Olha, cara, para com isso, esse negócio de 'Ciro & Barata' não existe isso. Eu sou musico." Hã? "Mas as letras, todos os poemas musicados são meus..." . Entendi bem o significado daquilo. Para ele, minha poesia não tinha importância nenhuma diante da maravilhosa criação musical dele, e portanto, quem era eu para figurar ao lado dele, e principalmente ter meu nome ao lado do dele? Ainda ponderei que ele estava jogando fora uma boa oportunidade para os dois, mas quando a vaidade fala, todo o resto de cala. A única coisa que ainda fiz, foi dizer a ele que, estava portanto proibido de usar qualquer trecho que fosse de meus poemas, que aquilo tudo era registrado como direito autoral meu, e que se eu soubesse que usou qualquer coisa eu o processaria. Apaguei tudo, mas sem antes mandar um email a ele, e publicar no meu Blog uma carta direta falando sobre o assunto.

Retornando ao evento de lançamento dos livros, que tinha como carro chefe a autobiografia, aquele domingo de Julho de 2012, foi um dos dias mais gelados que consigo me lembrar de ter vivido, sem contar uma garoa fina, que criava uma sensação térmica de mais frio ainda, mas chegamos ao CIAM ainda cedo e começamos a arrumar as coisas. Fora os artistas previamente escolhidos, no dia anterior eu tinha recebido um pedido: a banda "Baratas Organolóides", que tinha participado de uma das coletâneas que eu tinha organizado, gostaria de participar, segundo eles para me homenagear, e foram os primeiros a chegar. Apesar da geladeira mundial, tudo correu muito bem, com um bom público, um bom numero de livros vendidos e eu, totalmente contente com a receptividade das pessoas. Até mesmo o Ian, meu filho, nunca muito afeito a essas coisas, compareceu.

Alguns capítulos atrás falei sobre minha participação no Whiplash, desde os primórdios e a minha amizade com o João Paulo Andrade, seu criador. Há tempos, que por falta de tempo e disposição eu tinha parado de escrever textos sobre Rock, mas naquele ano, em que eu queria mais e mais e nunca ficava contente com que o que tinha feito, e queria mais ainda, voltei a escrevê-los, e o caminho daqueles textos só poderia mesmo ser o "Whip". Assim comecei a escrever biografias de bandas e músicos de Rock, resenhas de CDs, uma quantidade enorme de material, sendo que cerca dois ou três deles semanalmente eram enviados para publicação. Até que comecei a escrever alguns textos mais polêmicos, coisas que eu vinha pesquisando há algum tempo e que me incomodavam, sobre plágios cometidos por artistas do Rock.

A primeira dessas matérias foi dividida em duas partes e versava sobre os plágios e apropriações cometidos pelo Led Zeppelin, assunto que me demandou meses de pesquisa para fundamentação. O mundo despencou na minha cabeça, já que os enfurecidos fãs da banda inglesa passaram a me ofender de todas as formas, e até mesmo lançar ameaças de morte. Até mesmo duas "cartas abertas" endereçadas a mim, e que continham ofensas e impropérios, foram escritas e publicadas no blog de um fanático desses. Comecei a ficar muito preocupado e, por que não, amedrontado, já que o nível das ofensas e ameaças era o mais infame possível. Até mesmo o jornalista do "Combate Rock", Marcelo Moreira, um dos jornalistas de Rock mais importantes do Brasil, saiu em minha defesa, publicando duas matérias no site da coluna, no jornal "O Estado de São Paulo".

Duas belas surpresas, no entanto, adviriam desse caos todo. A primeira é que, graças a essas matérias, meu nome alcançou o topo do "ranking" de colunistas mais lidos do Whiplash, alcançando o segundo lugar numa semana, com duas matérias sendo acessadas por mais de vinte mil pessoas. E a segunda, que ao contrário da primeira não representaria absolutamente porra alguma na minha existência, foi o surgimento de uma pessoa, que ao contrário do jornalista do Combate Rock, veio em minha defesa no próprio terreno onde eu era atacado, na própria área de comentários do site. Uma pessoa que até então eu não tinha o menor conhecimento de quem fosse, e que usava (e ainda usa) uma foto (a mesma) de Lou Reed como perfil do Facebook, e que ponderava não por mim, mas pela defesa dos fatos apresentados e pelo direito que eu tinha, já que os artigos eram plenamente documentados, inclusive com os vídeos das versão original e a cópia e informações sobre os processos sofridos.

Até aquele momento eu não conhecia, mas depois disso, Genecy Souza, se tornou um dos meus melhores amigos. Ele foi a primeira pessoa a comprar a minha autobiografia, que ainda nem estava pronta, e a partir dali se tornou a única pessoa, além de mim mesmo, a ter todos os meus livros, fazendo sempre questão de pagar por eles. Até o presente mantemos uma amizade firme e forte, e embora eu não conheça seu rosto, sei do seu caráter e de sua firmeza em apoiar esforços de pessoas que, como eu, lutam para manter acesa a chama da cultura realmente independente.

Quanto ao item "Whiplash", na minha coleção de desagrados, ainda publicaria algumas matérias, inclusive algumas sobre o mesmo tema, o plágio, mas daria ainda por encerrada minha participação, por sentir que, além de não receber um níquel sequer, eu não teria respaldo alguma daquelas ameaças se tornassem mais físicas.

Em função de toda a minha efervescência literária, em 2012 fui convidado a participar de vários eventos. Primeiramente foi a "Confraria dos Loucos", organizado pela Kutu Anic, uma antiga conhecida de Led Slay e Fofinho, que é artesã e agitadora, onde ganhei um belo canto, com as artes coloridas e um painel feito à mão por ela, com o título do meu livro.

Já chegando ao final do ano, outra bela agitadora, bela e agitadora, a Thina Curtis, me convidou para outra edição de seu evento chamado "Fanzinada", que desta feita foi realizada numa livraria alternativa próxima à FAAP, no bairro do Pacaembú. Nesse dia, além de outra bela e agitadora cultural, a Rosana Raven, conheci pessoalmente o vocalista da Psychotic Eyes, Dimitri Brandi, que não vou chamar de belo, não, mas de agitador cultural, sim.

Ainda naquele ano participei de outra Oficina, esta sobre literatura e ministrada na icônica casa onde morou Mário de Andrade, no bairro da Barra Funda, ministrado pela escritora Débora Goldemberg, onde conheci outro bom amigo, o Maulzinho Schimidt, com quem eu trocava opiniões sobre a cor da calcinha de uma participante, o que terminou com meu trabalho final do curso, um conto, chamando "Sobre Amigos e Calcinhas".

Quanto à KFK Webradio, no dia de meu aniversário de 54 anos, 25 de Junho, encerrei-a, pois toda aquela agitação corroia meu tempo, e também os pouquíssimos recursos que eu tinha, e como o interesse por ela também foi minguando, não tinha sentido continuar. O último programa "Rádio Barata" apresentado, até como agradecimento ao amigo Eliton Tomasi, foi um especial com todas as bandas da "Som do Darma".

E embora eu tenha feito juramento a mim mesmo de que estaria definitivamente fora de webradios, como sempre quebro os juramentos que faço a mim mesmo, aceitei o convite de um velho amigo, o Paulão Atitude, o "Professor Paulão", que tinha uma webradio chamada "Rádio a Ferro e Fogo" e criei então o "Barata a Ferro e Fogo", que durou até o final daquele ano, quando eu receberia um convite não esperado.

Só que antes, ainda em Dezembro, para fechar o ano cheio com a chamada "chave de ouro, "Politicamente Incorreto ao Quadrado", uma revista digital que me traria muitos amigos e que rodaria o mundo com artistas de todas as partes e do mais alto gabarito seria lançada.

E, antes do começo e depois do fim, parafraseando a mim mesmo, um registro de um recorde desse ano, que felizmente eu jamais quebraria: em Abril, quando eu armei um lançamento que incluiria uma edição, que chamei de popular por ser com capa em preto e custo mais baixo, juntamente com a segunda edição da revista Versus, num boteco da Rua Nestor Pestana, de todas as dezenas de convidados, apenas um apareceu, e isso foi devidamente registrado. O nome da testemunha, disso é Anderson Santos, e que ele saiba que seu nome estará eternizado nos meus registros.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Meu Primeiro Poema Infantil
(Especialmente a Petrus e Isis)
Barata Cichetto

Minha querida criança de olhar esperto
Chegue agora de minhas letras bem perto
Pediram um poema feito ao seu coração
Sem palavras pesadas, letras de adoração.

Um poema sem cores escuras e berrantes
Algo sem as bestas ou criaturas errantes.
Falaram que tinha que ser algo com pureza
E sabe os adultos quando falam com dureza.

Disseram que era preciso ser cheio de brandura
Num poema bonito, sem nenhuma amargura
Pois, contaram, as crianças tem ingenuidade
E portanto não poderia lhe falar de maldade.

Tinha que falar apenas sobre belos sentimentos
Porque existe o tempo em que terás sofrimentos
Ameaçaram também, que não podia falar de morte
Porque crianças, elas tem que crer na própria sorte.

Que tinha que ser bondoso e falar sobre a bondade
Ser mentiroso e falar sobre a mentira da igualdade
Deram tanta ordem sobre como tinha que ser o poema
Que pensei que jamais poderia resolver este problema.

Ainda ordenaram, eu tinha que falar sobre um ser
Aquele que lhes contam ser o dono do seu nascer
E então falaram e falaram sobre as crianças
Que eu não podia lhes retirar as esperanças.

E falaram tanto, que agora eu sentia que era um tolo
Que sem mentir não ganharia um pedaço desse bolo
Então me sentei, de castigo em um canto da sala
Chorei e pensei, sou apenas uma criança sem bala.

Então, criança, confesso que sou mesmo um perdido
Porque jamais lhe faria um poema sem teres pedido
E não poderia escrever meu primeiro poema infantil
Sabendo que feito aos adultos lhe trataria com ardil.

11/03/2012 - 5 da Manhã...

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Whiplash; João Paulo Andrade; Genecy Souza; Marcelo Moreira; Combate Rock; Aureo Alessandri; Blues Riders; Paulo Krüger; Cracker Blues; Dimitri Brandi; Psychotic Eyes; Eliton Tomasi; Som do Darma; Susi dos Santos; Slippery; Banda do Sol; Carro Bomba; Paradise Inc; Hellish War; Rolando Castello Junior; Patrulha do Espaço; Carro Bomba; Percy Weiss; Gabriel Fox; Project Dragon; Manu Joker; Uganga; Dimas Farias; CIAM; Marcelo Kaskadura; Thina Curtis, Rosana Raven; Ceará In Rock; Paulão Atitude; Rádio a Ferro e Fogo; Débora Goldemberg; Mauzinho Schimidt; Ciro Carvalho; Renato Pop; Baratas Organolóides; Anderson Santos; Marcio Sno; Kutu Anic;
Trilha Sonora: Grand Funk Railroad - I Can Feel Him In The Morning
https://www.facebook.com/PIaoQuadrado/

Galeria 2012
Lançamento de "Barata: Sexo, Poesia & Rock'n'Roll", CIAM

Confraria dos Loucos

 

Fanzinada

Lançamento de "Cohena Vive!" Edição Popular e "Versus"

 

Embutecamento Rua Nestor Pestana 10/02/2012


Uma Autobiografia Não Autorizada: "Barata Sexo, Poesia & Rock'n'Roll"

Publicações 2012


1958
(Poesia)

Barata: Sexo, Poesia & Rock'nRoll - Uma Autobiografia Não Autorizada
(Auto-Ficção)

Cohena Vive! (Ou Antes do Começo e Depois do Fim) (Edição Editor'A Barata Artesanal)
(Poesia)

Cohena Vive! (Ou Antes do Começo e Depois do Fim) (Edição EditorA Multifoco)
(Poesia)

Contos Não Premiados
(Contos)

O Rock Não Errou!
(Ensaios)

Porcontos (A Vida Como Ela Foi)
(Micro-Contos)
     

Versus
(Tamanho A5 Impressão Laser)
Edição: 1 - 2/1/2012

Versus
(Tamanho A5 Impressão Laser)
Edição: 4 - 1/10/2012

Versus
(Tamanho A5 Impressão Laser)
Edição: 2 - 1/4/2012

Versus
(Tamanho A5 Impressão Laser)
Edição: 3 - 1/7/2012

PI2 - Politicamente Incorreto Ao Quadrado
(Digital - PDF)
Edição: 01 - 10/12/2012

FACEBOOK ADDS

   

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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