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2014 - Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

WIKI

"2014 (MMXIV, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou numa quarta-feira, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi E. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 4 de março e o domingo de Páscoa a 20 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Cavalo, começando a 31 de janeiro. Neste ano foi realizada a XX Copa do Mundo FIFA, sediada no Brasil, e a XXII edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sóchi, Rússia. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos considerou que 2014 foi o ano mais quente desde 1880, ano em que começaram a existir registros."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 20/9/2018

Dentro do meu contrato para escrever a história de A Barata, desde 1997 até 2018, quero antes deixar bem claro uma coisa: quando digo contrato, é mesmo, pois qualquer atitude que tomo, seja com outras pessoas ou empresas, seja comigo mesmo, eu interpreto como um contrato, os as cláusulas podem não estar impressas ou registradas em cartório, podem não ter testemunhas, nenhum requisito legal, nenhuma penalidade constante sobre não cumprimento, e até mesmo pode não envolver um centavo em dinheiro, mas a mim basta o compromisso que tenho com aquilo que assumi fazer. E assim, quando eu assumi esse contrato cuja clausula única dizia que escreveria sobre um ano a cada dia, e que publicaria imediatamente depois de concluído, lógico, em A Barata. Tem dias que tenho que sacrificar horas de sono, e até mesmo dispensar companhias e cervejas, a fim de cumprir aquilo que, em determinados momentos é uma delicia, mas outros, extenuante desgastante.

Sempre que acabo de publicar peço aos amigos que comentem, e poucos o fazem, como já reclamei capítulos atrás, mas os que fazem, sinto imenso prazer em ler e sempre responder. Entendo que o retorno tem sido extremamente benéfico, e assim tenho retomado antigos contatos no Facebook, e infelizmente descoberto que muitas das pessoas citadas sequer se dão ao trabalho de ler, que seja a linha onde é citado, algumas ignoram, e em alguns casos acabou descobrindo que os citados não querem saber mais da minha existência, e simplesmente me bloquearam ou cortaram laços.

Na ultima publicação, onde entre outras coisas falei do início de minha amizade com o manauara Genecy Souza, seus comentários me deram muito que pensar, e até por causa deles, acabei tomando uma decisão. Primeiramente Genecy se refere a estes relatos como "A Saga de Uma Barata Rebelde", titulo que achei sensacional, e acabei incorporando no titulo deste capítulo, e fatalmente será o mote da publicação na rede social. Em seguida, quando lia seus comentários, acabei me lembrando de um fato curioso a respeito de quando nos conhecemos.

Contei no episódio anterior a história de como conheci esse meu amigo, nos comentários elogiosos à minha mãe entre outros, sobre os textos de plágios no Whiplash, e agora lembrei que, anos antes eu, que sou fissurado pela banda Pink Floyd, especialmente pela figura genial de Syd Barrett, ao procurar coisas na Internet sobre ele, deparei com um texto magistral, postado em um "blog" sobre naturismo. O texto falava especificamente sobre Karine, a namorada nudista de Syd, que aparece na capa de seu primeiro disco solo, e tinha uma dedicatória, a um nome, que por não ser tão comum não era difícil de esquecer. "A Um Floydiano Chamado Genecy". E bem depois foi que me lembrei dessa dedicatória e voltei ao endereço para confirmar. Perguntei ao Genecy se realmente era ele mesmo, e ele confirmou. E pensando ainda na coincidência, perguntei-lhe se conhecia o autor, o Jorge Bandeira, no que ele respondeu que sim, que eram amigos de infância. Pedi que me apresentasse, mesmo virtualmente. O resultado disso é que ambos se tornaram meus amigos, extrapolando os limites da Internet, com o Jorge também editando livros comigo, prefaciando um livro meu, e eu dele. E um desejo de um dia ir a Manaus, conhecer esses dois pessoalmente. O problema vi ser encontrar Genecy e não o reconhecer, afinal, o único rosto dele que conheço é o de Lou Reed. Aliás, a mesma foto nesses anos todos.

Então, continuando a "Saga de Uma Barata Rebelde", mas ainda falando de Genecy e de Bandeira, surge no cenário uma das coisas que mais tenho orgulho em ter feito... Ah, bem, creio que já tinha dito isso sobre a "Pi ao Quadrado", e possivelmente já também a respeito de outras produções. É que sempre tenho orgulho de todos os meus filhos, mesmo que sejam cabeças duras e comunistas... Opa... "Casos de Família" é em outro canal...

Em final de 2013 eu tinha feito todos os testes de impressão, feito cálculos financeiros e técnicos e mostrara o "boneco" a alguns amigos, que diziam que eu era um doido, em lançar uma revista impressa, que o projeto era tecnicamente bom, mas que eu era um doido em lançar uma revista, já que ela viraria poeira (provocações à parte, claro, e apenas poucos entenderão essa parte, ou ao menos aquele que leram meus relatos atentamente). Enfim, a unanimidade é que era tecnicamente ótima, mas que eu era um doido. E sim, todos estavam certos, eu era um técnico e era doido, igual à persona de um certo Álvaro de Campos: "Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. / Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. / Com todo o direito a sê-lo, ouviram?" E eu somente troquei a posição de um verso e disse, mesmo sem dizer: " Se têm a verdade, guardem-na! " (Lisbon Revisited, 1923)

Assim, em Janeiro daquele 2014, poucos dias depois da posse da mais nefanda criatura que o Brasil colocou sentada no trono da Presidência da República, e num ano em que uma Copa do Mundo de Futebol engoliria os cofres brasileiros, numa sanha impiedosa de se manter no poder à custa do fanatismo por futebol, chega às ruas, como um grito imperioso pelas artes, pela liberdade de expressão, pela rebeldia pura, pelo inconformismo com os sistemas classificados, a "Gatos & Alfaces", com Lou Reed na capa, e matérias da mais alta qualidade, com destaque a textos que tinha saído a respeito da morte dele, todos devidamente autorizados, além da minha dupla de floydianos-loureedianos, Genecy e Bandeira, além de outros, como o texto de William Kusdra contando a história da banda Salário Mínimo, que acabou gerando polêmica com China Lee, atual cantor da banda.

A "Gatos & Alfaces" era toda feita por mim, incluindo diagramação, impressão doméstica numa laser, costura, colagem. Apenas a capa era impressa em gráfica digital, onde também era refilada. A tiragem inicia da numero um foi de 200 exemplares, o que literalmente derreteu minha impressora, que a partir da numero dois teria que ser substituída. Aí começaram os problemas, pois as vendas eram fracas, e os custos, com papel, toner de impressão e o trabalho da gráfica, eram muito altos. Pouco mais da tiragem vendida e eu tinha apenas o suficiente para pagar o material comprado. Anunciei o problema no Facebook, já que tinha a segunda edição pronta para a impressão. Duas pessoas se manifestaram: a primeira foi o Cristo Demétrio, que me ofereceu uma Okidata usada, e depois o proprietário da Stay Rock Brasil, que me fez uma proposta: como ele pagava por um anuncio na revista, primeira capa interna inteira, ele me adiantaria três edições. Aceitei, claro, e tratei de juntar as duas ofertas e comprei uma impressora, sabendo que a segunda proposta me traria problemas no futuro, na questão de fluxo de caixa.

Se a primeira edição tinha Lou Reed na capa, é claro que a segunda traria Bowie. Afinal, papai e mamãe não podem ficar separados. Mamãe e papai tem estar onde o outro está. Explicando: há anos eu fazia uma brincadeira, dizendo que eu era filho de Lou Reed com David Bowie, mas que não sabia qual dos dois era papai ou mamãe, que por horas era um, outras outro. Ademais, estava acontecendo em São Paulo uma mega exposição no Museu da Imagem e do Som, a respeito de ... Ah, de Bowie, e então tinha lógica mercadológica (ui!) ter o "Camaleão" na capa.

Há tempos que não ia à Woodstock Discos, um pioneiro na história das lojas de discos de Rock em São Paulo, mas que como um negociante rebelde, nunca se rendera ao "glamour" da Galeria do Rock, e que desde 1980 tinha sua loja na Rua Dr. Falcão, em frente onde se tornou a sede da Prefeitura. Fui visitar o Walcir Challas, mostrei a ele a edição um, e o boneco da dois, e propus a ele que a gente fizesse o lançamento na loja dele, que ele topou imediatamente, e em 12 de Abril, um sábado, a Woodstock se encheu de amigos que foram prestigiar, incluindo os parceiros Cristo, Dimitri, Nogueira, Luiz Domingues, que também se tornara colunista fixo da "Gatos & Alfaces" e muitos outros, tudo. Respirar os ares daquela loja, depois de tantos anos, em companhia de tantos amigos foi fenomenal, e o tesão para a terceira edição foi aumentando. E como pau duro é fundamental para que se faça qualquer coisa com prazer...

Quando citei meu amigo Genecy no início deste capítulo, esqueci-me de falar a respeito de outro comentário exposto, de que eu teria entregado cedo demais a identidade da "Gostosona", que era esperado um suspense maior. Então, querido amigo, desta feita seguirei seu conselho, e como a edição três da Gatos & Alfaces envolve novamente uma revelação a esse respeito, vou dar uma sonora enrolada no texto agora. Quem não aguentar esperar, que pule o próximo parágrafo, que ademais não acrescentar nada demais.

Duas exposições importantes aconteceram em São Paulo naqueles meses. A primeira, a já citada com Bowie, que era um primor em todos os sentidos, destacando todas as áreas de atuação do artista inglês, e incluindo as magníficas roupas por ele usadas em shows e clips. A outra, entretanto, um imenso fiasco, que foi erguido no Museu da Língua Portuguesa com o nome de "Cazuza, Mostra Sua Cara". Cazuza é um dos artistas que, até por ser da minha geração - era três meses mais velho que eu -, com os quais eu mais me identifico poeticamente falando e que eu tinha acompanhado a carreira até a morte, incluindo ai a agonia da doença. Acontece que o bichinho vermelho, a escrotice crônica do curador transformou aquilo numa bizarrice sem tamanho. Como em Junho do ano anterior tinham acontecido uma série de manifestações conhecidos "como "Jornadas de Junho", tratadas como manifestações populares, por todo o país, e que inicialmente surgiram para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público, mas que se tornaram estandartes políticos, pseudamente apartidários, e cheios de violência, com o surgimentos dos grupelhos bandidos chamados "black blocs", a curadoria decidiu transformar Cazuza num ativista político, coisa que ele nunca foi, ao menos não da maneira ali forçadamente demonstrada. A exposição deixava de lado a poesia e a rebeldia social dele, para transformá-lo num mero pastiche das esquerdas. Ora bolas, sou obrigado a usar as palavras do Álvaro de novo:" "Vão para o diabo sem mim, / Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! / Para que havemos de ir juntos?". Na segunda edição da Gatos & Alfaces, publiquei um texto com o título de "Cazuza Foi Ao Museu, Mas o Museu Não Foi a Cazuza".

É chegado, enfim, o "Momento Revelação" de "Saga de Uma Barata Rebelde", que é quando "Onde estará Izabel Cristina? Oh, deve estar às voltas com Albertinho Limonta, no consultório do Doutor Valcourt..."(Apenas gente com mais de cinquenta anos irá entender isso). Mas, não, não está... Ela está...Está... Ah... Um momento, que eu conto, Genecy.

Embora sempre o mote de minhas publicações seja o já famoso: "Sexo, Poesia & Rock'n'Roll", eu sou um sujeito de família. E se tinha colocado papai e mamãe nas capas anteriores, era lógico que eu colocasse... Minha tia? Não, era trombuda demais. Minhas primas? Ah, eu ia apanhar dos maridos. Filhas não tenho, e as gatas embora fossem familiares, já estavam representadas no próprio logotipo da Gatos & Alfaces. Uma das características da Gatos & Alfaces era que, desde o primeiro numero, a silhueta do gato da marca seria pintado manualmente pela Bell... Ah, tá, eu paro... Eu conto, eu conto...

Internamente sempre existiram fotos de mulheres nuas, fotos que em sua maioria eram pegas na Internet e trabalhadas, e minha ideia para a edição três era usar uma foto sensual na capa. Anunciei então na página do Facebook, procurando modelos que pudessem posar, segurando a Gatos & Alfaces, coisas assim, mas não deu nenhum resultado. Uma mucho amiga se ofereceu, mas queria receber, o que seria muito justo, mas sem condição. Foi então que surgiu a solução ao problema: contratei Luiza Scarafaggio, a modelo, e C. Tarakonas, fotógrafo ou fotógrafa, não sei. Essa dupla faria, de acordo com minha ideia original, as fotos que ilustrariam a capa, cuja edição seria dedicada ao Pink Floyd, especificamente "The Dark Side Of The Moon", além de um ensaio sensual, com a modelo segurando a edição um. Ideia perfeita, mas tinha apenas o detalhe do lugar, que prontamente resolvi: seria na minha casa. Uau, mas e o que a Senhora Bell pensaria disso, afinal? Foi o que perguntei a ela.

Ela aceitou. E numa tarde de domingo, eu encarnando "C. Tarakonas", que aliás significa "barata" em lituano, e ela trajando, ou melhor despindo, a "Luiza Scarafaggio", que nada mais é que: Lu + Iza, acrescido de "barata" em italiano, fizemos as fotos lindas que ilustraram a Gatos & Alfaces edição três. A posição das pernas da modelo, na foto da capa, foi cuidadosamente estudada e fotografada para que formasse um triângulo, elemento fundamental da capa do disco do Pink Floyd, com o gato símbolo da revista seria deslocado do topo da página sobre a genitália dela no lugar do prisma. O arco-íris resultante foi pintado, como nas edições anteriores, mas com muito mais trabalho, pela própria modelo, ou seja, a Luiza Scarafaggio, a Bell Giraçol, ou ainda a anteriormente referida "Gostosona". Muita gente chegou a desconfiar disso, especialmente o Capitão Ray , meu estimado amigo dono da Blue Sonic, e seu fiel escudeiro, o cientista Marcelo Bruxo, mas eu sempre neguei. Contentes agora, rapazes?

Falando em Ray, preciso deixar aqui, neste capitulo dedicado especialmente ao Ano de Gatos & Alfaces, um agradecimento a ele, por longos anos de parceria e amizade. Não lembro exatamente desde quando, creio que em 2008, comecei a frequentar a Blue Sonic, que fica na Galeria Nova Barão, não para comprar discos, que há tempos perdi esse prazer, mas por saber que naquele ponto acabam se encontrando pessoas extremamente cultas, com a espécie de conversa que me agrada. Foi lá que conheci muitos amigos que até hoje me acompanham, como o citado Cristo Demétrio, o Esdras, que inclusive escreveria um prefácio a um livro meu; o Washington Moraes, uma verdadeira enciclopédia de cultura musical brasileira, e até mesmo Marcelo Nova, que seu amigo e cliente da loja. O Ray, desde o primeiro momento, quando eu apresentei ainda o "boneco" da Gatos & Alfaces" a apoiou. Um apoio de fato, já que colocava anúncios pagos, fornecia textos, divulgava aos amigos. A Blue Sonic era um dos raros pontos físicos de venda da revista. Com tudo isso, acabei criando um ritual, que se repetiu em todas as edições: toda vez que eu terminava uma edição, imprimia e ia àquela loja, onde ele fazia questão de fotografar. Depois, quando prontos, era o primeiro lugar aonde eu levava. A Blue Sonic, do amigo Ray é uma parte importante desta, e ademais da minha por um todo, pois foi lá que conheci um amigo, que se tornou posteriormente cliente meu, editando todos os seus livros pela minha "Editor'A Barata Artesanal", o italiano, que era radicado no Brasil, Alex Schiavi, um musico que tinha participado de bandas icônicas do Rock Progressivo Italiano, e que era um beatlemaníaco. Infelizmente, Alex faleceu em 2018, com câncer, depois de ter retornado à Itália, para onde cheguei a mandar seu ultimo trabalho "John Lennon: L'Intervista perduta". E foi à Blue Sonic, que fiz questão de levar minha amiga e parceira artística Nua Estrela, quando foi a São Paulo, especialmente para o...

Corria a metade do ano de 2014. A edição três da Gatos & Alfaces tinha saído sem maiores pompas, a não ser, é claro a foto da Gostosona na capa. Não houve evento de lançamento nem nada. E era preciso agitar, agregar valores, chamar atenção, e portanto, dar um salto para cima, mesmo que fosse no escuro, com o risco de arrebentar o crânio no chão.

Duas coisas formaram a base da edição quatro, aliás seria chamada de "Vol. 4", em homenagem ao disco homônimo do Black Sabbath, que formaria a base editorial daquela edição. A primeira delas foi que eu criaria uma coletânea de bandas de Rock brasileiras e encartaria na edição, e a outra é que teríamos outra capa sensual, com ensaios internos.

O segundo fator da base, não lembro exatamente como, mas creio que foi por intermédio do Jorge Bandeira, que me apresentou o trabalho de uma fotógrafa, Vivi Acácio e uma modelo, a Alessandra Gomes, ambas também de Manaus. Tempos depois eu recebia da Vivi dezenas de fotos belíssimas da Alessandra, e minha dificuldade foi apenas a de selecionar as melhores.

Agora era a questão do CD, que seria algo que teria um custo alto e nem por sonho eu tinha condição financeira para bancar. Foi quando entrou em cena outro amigo de alguns anos, o Fabio Sliachticas, que eu conhecia apenas por Internet e cujo trabalho, a banda Imperial depois Outro Destino, tinham me impressionado demais, desde 2006. Eu tinha anunciado a coletânea, que eu tinha batizado de "Ainda Respira!" numa alusão à resistência do Rock brasileiro, e comecei pedir a banda e artistas que mandassem material. E foi nesse processo que entrou o Fábio, que se propôs a bancar os custos maiores da prensagem do CD e da embalagem, enquanto eu ficaria com os da impressão da revista. As faixas foram chegando, e quando cheguei ao numero final de dezoito, dei por encerrado e fui organizando a sequencia das faixas, por ordem de chegada, e fazendo as artes, diagramando, enfim montando todo o conjunto que faria parte aquela edição especial de Gatos & Alfaces. O Fábio ainda ofereceu dois "bônus", que foi pedir a um amigo que desenhasse a capa, de acordo com minha ideia, e mandou fazer adesivos referentes à coletânea, que aliás ostenta o pomposo nome de "G&A Records".

(Neste ponto preciso fazer um "mea culpa", sobre um erro absurdo que cometi nesse processo. Um erro não por malandragem ou preguiça, mas por pura inocência, ou melhor, por puro desconhecimento de aspectos técnicos de prensagem, ou melhor ainda, nesse caso, de queima de CDs. Como disse acima, eu fui organizando a ordem das faixas por chegada, e como a da Imperial, como o Fábio estava envolvido comigo no processo, acabou sendo a última. Montei a "master" e juntamente com a arte do rótulo, levei a empresa que faria a queima do CD. - Para quem não sabe, CDs com tiragem pequena são "queimados", o mesmo processo de qualquer computador doméstico, ao contrário do usado por gravadoras, onde é "prensado". - O material chegou, e eu tinha montado todas as embalagens, que eram do tipo "digipack", com encarte com letras e dados. Tudo isso, como sempre sozinho, então tratei de colocar as "bolachas" no encarte, tendo escutado apenas uma delas. Semanas depois, quando entreguei os pacotes ao Sliachticas, ele me ligou horas depois, furioso, dizendo que eu tinha ferrado tudo, pois em todos os CDs, justamente na faixa dele, haviam "clics" inadmissíveis. Eu não entendia o que poderia ser, já que a master estava perfeita, e ele mesmo tinha escutado antes, até que explicou, que era por ser a última faixa, e que naquele processo esse era um problema comum. Eu calculara mal, não poderia ter incluído 18 faixas como fiz, mas não sabia disso, e por conta disso, minha amizade com ele ficou abalada por algum tempo. Eu nunca me conformei em ter cometido um erro estúpido com aquele, e embora tenha pedido desculpas a ele no momento, as torno publicas agora.)

Uma edição como aquela de uma revista, com uma capa e conteúdo maravilhosos, e principalmente com um CD com a nata do Rock brasileiro do momento não poderia simplesmente ser "lançado" na Internet. Era preciso um barulho. Muito barulho, e num lugar em que muita gente pudesse escutar, e por intermédio da Gigi Jardim, que na época também assinava uma coluna que eu intitulara de "Arquivos Impagáveis", e trabalhava na Galeria Olido, no centro de São Paulo, ao lado da Galeria do Rock, consegui apresentar o projeto para o evento naquele local.

O projeto, que na época chamei de Rock'n'Poetry", depois mudado para o radical "Rock In Poetry", incluiria, além de shows com três bandas escolhidas entre as dezoito do "Ainda Respira", uma exposição de artes plásticas e sarau de poesia, com a entrega de exemplares de uma coletânea que eu tinha feito pela "Editor'A Barata Artesanal". Era algo muito grande, que decerto daria muito trabalho e despenderia muito tempo, mas que me parece agora ter sido realizado por um batalhão de soldados amestrados.

Eu não posso lembrar a ordem que as coisas foram feitas, que bandas ou artistas foram convidados primeiro ou depois, sendo que apenas a lembrança da conversa entre eu e Dimitri Brandi, da Psychotic Eyes nunca me saiu da memória. Algum tempo antes, Dimitri tinha ficado encantado com um poema meu, que eu tinha batizado justamente de "Psychotic Eyes", mas sem nenhuma ligação direta com a banda, e tinha decidido que o musicaria. Ademais, a banda estava presente na coletânea, então seria um caminho lógico que eles participassem. Chamei-o no "chat" do Facebook e fiz o convite, mas ele disse que não seria possível, pois a banda tinha acabado de perder o baterista. Então brincamos com a ideia de fazer "um show de Black Metal acústico", e de como isso seria inédito, curioso. O fato é que isso acabou acontecendo, e as consequências foram histórias, pois realmente nunca tinha ocorrido, e a apresentação de uma banda de Black Metal tocando com dois violões apenas, acabou sendo noticia em muitas partes do mundo, em sites especializados, e ainda por cima rendeu uma ideia ainda mais ousada, que foi a gravação de um CD nesse gênero, outro pioneirismo, e que contará, orgulhosamente para mim, com "Olhos Vermelhos", como foi rebatizado meu poema.

As outras duas bandas que se apresentariam seriam a Blues Riders, da qual, especialmente do guitarrista Aureo Alessandri, eu me tornara amigo, e a Kamboja, que na época contava com o Paulão Thomaz, histórico baterista, que tinha acabado de deixar a Baranga, além do Frank Gasparotto, grande baixista e amigo também, e o Fabio Makarrão.

Fechado o elenco musical, era a hora de pensar nas artes plásticas. A administração da Galeria Olido tinha colocado à disposição o corredor de passagem que une a Rua Dom José Gaspar à Avenida São João, e colocaria ali painéis onde seriam montadas as pinturas. A exposição ficaria montada durante a semana anterior, e até o dia seguinte ao evento.

A primeira artista que contatei foi Nua Estrela, uma artista plástica gaucha que eu conhecia há um bom tempo por Facebook e de cuja arte eu já tinha me servido, ao usar um desenho dela na contracapa do meu livro "O Poeta e Seus Espelhos", e uma bela parceria que tinha acabado de ser lançada, que a "Agenda Permanente Gatos & Alfaces", que consistia em poemas meus e artes dela representando cada mês do ano. Além do mais existia um motivo a mais para convidá-la, que seria uma surpresa a ela: uma homenagem que eu e a amiga em comum Joanna Franko preparávamos.

O segundo artista a expor também tinha uma forte ligação comigo, pois tinha acabado de criar um personagem de HQ que era totalmente inspirado em mim, o "Barata Rocker". Diego El Kouri, artista visual e poeta goiano, na época morando no Rio de Janeiro, tinha uma arte forte e não poderia ficar de fora. O Gabriel Fox, aquele garoto prodígio que tinha exposto seus trabalhos nos lançamentos no CIAM dois anos também se juntou à trupe; e não lembro se foi Nua Estrela ou Diego que me indicaram outro goiano, o quieto, mas muito talentoso Ivan Silva.

Durante as duas semanas que antecederam o evento, começaram a chegar as artes, por Correio. Primeiro foi um envelope com as coisas da Nua Estrela, depois outro do Ivan Silva. O material do Fox eu peguei pessoalmente. Até que chegou o do Diego: um pacote enorme, de mais de um metro de altura por quase um de largura, de uns trinta quilos. Eram telas, mesmo e foi custo carregar aquilo tudo de Guaianases até o centro de São Paulo. Era um burburinho imenso, minha casa, nos dias que antecederam era um caos, com quadros, banners, folhetos, revistas, CDs esparramados por todos os cantos. Eu dormia pouco, comia pouco e trabalhava intensamente, pois era preciso que tudo saísse a contendo, do jeito que eu tinha planejado.

Três dias antes, em 24 de Setembro, eu seria novamente convidado a participar do delicioso "Talk Show" da Célia Coev, desta feita em outra "webtv', e para minha surpresa, quando cheguei aos estúdios descobri que era aniversário da apresentadora. O programa num total clima de festa, até mais descontraído que o anterior, e no final com direito a bolo e parabéns á Celinha.

Enfim chegado o dia e eu tinha um problema: caixas e caixas de material precisavam ser levados até a Galeria Olido, e como não tenho carro e pelo peso seria impossível levar de trem. Tentei alguns amigos e parentes, mas ninguém quis ou pode se dispôs a ir. Foi então que fui brindado com outra atitude de amizade, desta feita por parte do Áureo, guitarrista da Blues Riders, que se propôs a pagar metade do valor de um táxi. Nessas horas se reconhece o caráter de um ser humano, e o real sentido de palavras como "atitude" e "mérito".

O "Rock'n'Poetry" aconteceu de forma perfeita, exatamente como eu tinha imaginado. Já na chegada me deparei com Nua Estrela, que viera de Porto Alegre e tinha praticamente acabado de desembarcar, os poetas participantes da coletânea leram poemas e receberam seus exemplares; a Kamboja e a Blues Riders, fizeram shows impecáveis e emocionantes, grandes músicos profissionais e seres humanos que são. De quebra, fiz uma participação com a Psychotic Eyes, declamando "Olhos Vermelhos", com o acompanhamento de Dimitri e Douglas Gatuso, num dos momentos mais emocionantes da minha carreira poética, tão intenso quanto o momento em que a homenagem à minha amiga Nua Estrela foi relevado.

Durante os meses anteriores, a Joanna Franko tinha me encomendado um material, que seria um portfólio de luxo, colorido, impresso em couchê, contendo um resumo da obra da Nua, mas como ela fazia questão que fosse surpresa, foi uma trabalheira danada pedir material a ela, com a escusa de usar no evento, que na verdade era para colocar no catálogo. No dia, Nua ali, sem saber de nada, e eu a chamo ao microfone e, depois de falar sobre o orgulho de ter uma amiga como ela, entrego a ela um envelope com o "Insight". Eu não tenho bem certeza, mas acho que a gaucha chorou de emoção. Eu não, que afinal, segundo o codinome que ela me dera, sou o "Grande Guerreiro Louco", e grande guerreiros loucos não tem essas de chorar, não. É... Então...

Durante os dias seguintes a Nua ficou por São Paulo, e fomos juntos até a Galeria Olido para resolver com a Gigi Jardim, um problema sério que acontecera, que tinha sido o roubo de vários desenhos do Gabriel Fox, que estava, com razão enfurecido. Tinha sido um ato de irresponsabilidade da administração da Galeria, uma falha da segurança que permitira aquilo, e no fim, o artista tinha sido alijado de seu maior bem, sem que ninguém desse conta disso. Uma lástima.

Saindo dali fomos à Blue Sonic, onde os amigos, que na época se denominavam "Sociedade do Lagarto Roxo" a recebeu com a merecida festa. Nos próximos dias a Nua Estrela retornaria à Porto Alegre, mas antes eu me tornaria o proprietário de uma de suas obras mais instigantes, e que inclusive não tinha sido exposta, por sua temática forte, nos corredores da Galeria Olido, um quadro chamado "Jesus Woman".

Segundo o Horóscopo Chinês, 2014 foi o Ano do Cavalo, mas segundo a minha astrologia particular, foi o Ano dos Gatos. Dos Gatos & Alfaces, e ainda naquele ano eu tinha feito outros dois livros. Um denominado "Falo", incluía um poema longuíssimo que era também o subtítulo, chamado "Salim, a Cidade das Putas", que eu pretendia ser outra Opera Rock, o que nunca aconteceu, e o outro, era apenas um edição de dois exemplares, chamada "O Êxtase", uma antologia de poemas escritos em homenagem à Bell Giraçol, ou seria à Luiza Scarafaggio, a Gostosona?

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

As Mil e Um Noites
Barata Cichetto

Então comeces agora a contar a história da tua vida
Sobre o quanto fostes vagabunda, safada e atrevida
Pois sei que te excitas ver a mim um tanto bestificado
Ao ouvir sobre tuas fodas enquanto eu era crucificado.

Enquanto contas, meus dedos percorrem a tua buceta
E seguras meu pinto batendo com força uma punheta
Contes do gordo, do ancião e também sobre o duende
E com orgulho fale sobre como fodestes com um doente.

Enquanto falas, enfio meus dedos na tua gostosa vagina
E ao fim da história, terás o tesão maior do que imagina
Entre gemidos e contos sobre o que era sua vida imunda
Eu enfio a ponta do meu indicador dentro da sua bunda.

Mas agora chega de histórias, escórias e das tuas putarias
Quero enfiar meu pau na tua buceta, comer tuas iguarias
E gozar nas tuas entranhas, ser juntos todos teus amantes
Sabendo que a partir agora, nunca mais serás como antes.

21/02/2014
 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Alessandra Gomes; Vivi Acácio; Luiza Scarafaggio; C. Tarakonas; Diego El Khouri; Gigi Jardim; Rogério Utrila; Artur Mamede; Edgar Franco; Nua Estrela; Régis Tadeu; Leo Nishhata; José Nogueira; Walcir Challas; Woodstock Discos; Eduardo Amaro; Walter Possibom; Genecy Souza; Amyr Cantusio Jr.; Eliton Tomasi; Jorge Bandeira; Luiz Domingues; Dum de Lucca; Dimitri Brandi de Abreu; Douglas Gatuso; Ciro Pessoa; Mateus Souza; Rhugles Daniel; William Kusdra; Raymundo Raine; Ray Diamant; Alex Schiavi; Blue Sonic; Galeria Nova Barão; Marcelo Bruxo; Esdras M. Junior; Cristo Demétrio; Washington Moraes; Salário Mínimo; Blues Riders; Kamboja; Tublues; Baranga; Barata Suicida; Maquinários; Carro Bomba; Lixo Suburbano; Uganga; Mano Sinistra; Flores do Fogo; Project Dragons; Psychotic Eyes; Imagery; Alpha III; D Nightmare Dreams; Outro Destino; Fabio Sliachticas; Áureo Alessandri, Paulão Thomaz; Edu Moita; Fabio Mainette; Frank Gasparotto; Joanna Franko; Ivan Silva; Gabriel Fox; Barata Rocker;
Trilha Sonora: Outro Destino - Apenas Uma História
http://naturismoamazonense.blogspot.com/2011/02/namorada-naturista-de-syd-barrett-do.html?zx=227033a30f94ae80


Galeria 2014
Rock In Poetry 1 - Galeria Olido (22-09-2014)
   

Rock In Poetry 1 - Exposição de Pinturas Galeria Olido (16 a 23/09/2014)

Sarau Nonada - Galeria Olido (24-09-2014)

Galeria 2014
Lançamento Gatos & Alfaces 2 - Woodstock Discos - 12/04/2014

Gatos & Alfaces - Blue Sonic

Gatos & Alfaces - Making Of

 

Publicações 2014


Falo
(Poesia)

O Êxtase
(Poesia)

Agenda Permanente Gatos & Alfaces
(Poesia e Arte Visual)
(com Nua Estrela)

Gatos & Alfaces
Nº 1 - 1/1/2014 - Perigo: Choque Elétrico

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Nº 2 - 1/3/2014 - Chuck Berry Fields Forever é o Pai do Rock e Elvis Não Mora Mais Aqui!

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Nº 3 - 1/5/2014 - Muitos Gatos & Alfaces aos Amigos

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Nº 4 - 7/9/2014 - Ouça... E Leia Essa Revista

"Ainda Respira"
Coletânea Encartada em Gatos & Alfaces Nº 4

 

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1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.
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