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2016 - Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

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"2016 (MMXVI, na numeração romana) foi um ano bissexto do Século XXI que começou numa sexta-feira, segundo o calendário gregoriano. As suas letras dominicais foram CB. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 9 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 27 de março. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Macaco, começando a 8 de fevereiro."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 22/9/2018

Conta a história, ou a lenda, que certa feita Aleister Crowley e Fernando Pessoa tramaram e executar um plano sinistro: O bruxo inglês queria saber sobre como as pessoas reagiriam ao saber de sua morte, e o poeta português tratou de bolar e executar um plano para divulgar a noticia falsa. Imagino o quanto os dois devem ter se divertido com essa farsa. E conto isso agora, por que me ocorreu o mesmo pensamento, após ler comentários na página em que publico aquilo que meu amigo Genecy chama de A Saga de Uma Barata Rebelde. Ele afirma que teria batido as botas diante de tanta filhadaputagem, e então comecei a pensar como as pessoas leriam estes textos depois da minha morte. Qual seria a reação, sabendo que, depois de tanta coisa feita, tanto recurso humano e financeiro despendido, pouco obtive em troca. Há momentos em que fico pensando justamente nisso, sobre os motivos que me fazem sempre estar cercado de filhos da puta, inclusive dentro do círculo familiar mais próximo. Há sempre uma cena na minha cabeça, como que num sonho, em que as pessoas comentam sobre mim à beira do meu caixão, e eu escuto tudo o que falam, e ainda penso: seus filhos da puta, não fiquem ai lamentando. Vão dar meia hora de cu e me deixem morrer em paz.

Neste momento, em que inicio o relato referente ao ano de 2016, chegando portanto ao ápice desses textos, que é o ano atual, de 2018, depois de 22 dias de uma quase tortura psicológica auto-imposta, chego a conclusão que não há o que se concluir a respeito de tanta coisa, ao menos que alguém queira submeter a visões religiosas, o que não é o meu caso. Não creio ter qualquer causa, a não ser meus próprios pensamentos e atos que resultam na filhadaputagem e nos parcos resultados. Acaso fosse eu um tanto menos "rebelde" e "radical", acaso aceitasse mais docemente as coleiras que tentaram colocar no meu pescoço, ou os cabrestos ideológicos impostos a uma récua de burros, poderia ter usufruído de um pouco mais de reconhecimento, dinheiro, fama e uma bela coleção de bucetas.

Entretanto, não carrego comigo nenhum sentimento de auto-piedade, embora lamente muito que esteja, aos sessenta anos de idade, ainda, e quem sabe por quanto tempo, relegado a uma mera sobrevivência, tendo que todos os dias pensar de que forma venderei a janta para comprar o almoço, enquanto pessoas nem com um milímetro da montanha de coisas que realizei, estão deitados em berço esplêndido, de chinelos, bermuda, tomando cerveja na esquina e aproveitando de aposentadorias ou frutos financeiros amealhados de alguma forma. Mas, enfim, tratemos de contar um pouco mais, agora a respeito de um ano em inúmeras tentativas de ser um cidadão padrão, ou dar uma guinada nos objetivos com esse intento.

As pessoas "antigas", as mal intencionadas e as simplesmente idiotas, não compreendem alguém que não saia de casa as seis da manhã, passe o dia inteiro num trabalho formal, e retorne as oito da noite. Para essas pessoas, pouco importa o quanto ganhe, o quanto receba ou o que faça, quem acorda às dez da manhã, mesmo tendo trabalhado até de manhã, é um vagabundo. E se a esposa tem um emprego formal, mesmo que ganhe o insuficiente para suas próprias despesas, recebe outro adjetivo que é o de aproveitador. E comigo não poderia ser diferente, pois desde 2000, quando retornei de Belém, exceto por alguns poucos períodos, venho tentando me manter a custa de trabalhos sem vínculos trabalhistas, criando e administrando sites e, a partir de 2010, com o trabalho artesanal com livros, fora qualquer outra coisa que apareça. Comentários às escondidas ou mesmo jogados na minha cara sobre isso sempre foram uma constante, especialmente por parte de familiares e mais particularmente por meus pais, com quem desde o final de 2014 eu tinha que conviver.

À parte tudo o que eu produzia, incluindo trabalhos de carpintaria, marcenaria e eletricidade, em minha casa, o rótulo de folgado e preguiçoso sempre me acompanhou, o que sempre me entristecia, juntando com a situação, para eles absurda, de morar a seis anos com uma pessoa sem uma situação legal. Com todos esses fatores, a pressão sobre a Bell era muito grande, e ela chegou a sair de casa por um período de um mês, tempo em que quase enlouqueci, e tentando me adequar aos desejos da família, fui fazer um curso de eletricista, percebendo logo nas primeiras aulas, que ficar trepado em postes e enfiando cabos dentro de conduites não era realmente o que eu queria para mim.

Durante o período de minha solteirice forçada acabei tomando algumas atitudes bem idiotas, tentando parecer menos "pessimista". Uma delas foi trocar o nome do meu programa na Stay Rock, de "Barata Sem Eira Nem Beira" para "Rock In Poetry". Eu tinha retornado a fazer os programas por sugestão de Jesus, em Abril de 2015, por ele acreditar que seria uma boa maneira de dar mais algum apoio midiático à Gatos & Alfaces, e até meados de 2016 eu mantive a mesma linha de programa, mas com o retorno da Bell, e uma proposta de que legalizássemos o casamento, pensei que deveria mudar de pensamento, mudando por exemplo o nome.

Em 8 de Maio de 2016 fomos a um cartório e assinamos a papelada, depois fomos para casa e apenas meia dúzia de pessoas compartilharam conosco um almoço que a própria Bell preparou. E a Lua de Mel, devido ao estado de falta de grana, foi apenas um período de quatro horas no mesmo motel onde tínhamos ido a primeira vez. Agora eu tinha ganhado um novo sobrenome, pois tinha acrescentado o "Giraçol" ao meu, causando mais uma série de comentários idiotas.

Tudo ao meu redor parecia diferente, e fui continuando a mudar meu pensamento e atitudes. Uma das coisas foi ficar horas sentado em companhia dela assistindo desenhos animados na televisão, coisa que nunca me apeteceu., e num desses momentos, quando assistíamos "Meu Malvado Favorito", tive a ideia de fazer um livro infantil.

Embora eu tivesse tido uma participação muito ativa na infância de meus filhos e gostar da companhia de crianças, em termos literários nunca soube trabalhar isso, coisa que eu até tinha refletido em "Meu Primeiro Poema Infantil", ainda em 2012, e que era dedicado a Petrus e Isis, netos da Bell. Portanto, seria um enorme desafio, mas decerto traria benefícios, digamos, familiares, e quem sabe até render algum dinheiro, pois afinal literatura infantil é um dos gêneros mais apreciados, especialmente por editoras.

Assim nasceu "A Tartaruga e o Jacaré Relógio", baseado numa piração sobre o tempo que desde criança eu tinha, a escravidão das pessoas ao relógio, e sobre como eram as coisas quando ele não existia. Uma irmã da Bell fez as ilustrações e fui à caça de editoras, mas como sempre, portas fechadas. O jeito foi fazer eu mesmo, pela Editor'A Barata Artesanal. O livro era dedicado aos netos da Bell, que agora eram três, e eu esperava ao menos que com isso, as pessoas passassem a enxergar outro lado meu, que não o "poeta porco que só fala de sacanagem", mas é claro que não deu resultado nenhum. Afinal, ninguém iria dar o braço a torcer e aplaudir alguém a quem tinham rotulado de preguiçoso, putanheiro e porco.

Outro lançamento literário naquele ano, esse ainda dentro do meu estilo, foi um rechonchudo livro de prosa, na verdade uma coletânea de crônicas, poesia em prosa e conto, chamado "Manifesto Sem Eira Nem Beira", que teve o prefácio assinado pelo escritor e critico literário Cassionei Niches Petry, que tinha um parágrafo final emocionante: "O Luiz Carlos é a barata raul-seixeana na tua sopa (mosca é para os fracos!), a barata clariceana que te espreita num quarto abandonado e que tu desejas engolir, é a barata kafkiana que prende teu corpo em uma cama. É a barata que não é pisada, mas sim aquela que pisa e esmaga o nojento ser humano.". Pelo tamanho, 416 páginas, a edição foi trabalhosa e cara, portanto a tiragem foi de apenas 20 exemplares, uma das menores que fiz até hoje. Cassionei também tinha escrito no ano anterior, uma resenha sobre "Troco Poesia Por Dinamite" que também tinha me emocionado bastante, com o título de "Raio X de Um Poeta".

E falando sobre resenhas sobre livros meus, uma das coisas que mais me emocionam e que me orgulham, é uma feita sobre "Troco Poesia Por Dinamite", naquele 2016, pelo poeta, empresário e editor Alexandre Souza, que também usa o nome literário de Senhor. Arcano, com o título de "A Crença na Poesia e na Dinamite", e que tinha um trecho que refletia exatamente o meu sentimento geral exposto no livro:"Estes versos traduzem bem o sentimento do poeta atual, numa sociedade que não valoriza a poesia em nada. Uma pessoa culta não significa nada atualmente, ao contrário da pessoa que é fútil; dos bandidos; e das putas (estas ganham mais dinheiro que qualquer poeta).". Contundente.

Um poeta não se faz com versos, mas com atos, era a conclusão que eu tinha sobre as coisas do mundo. E foi isso o que entendi, quando esse mesmo Alexandre Souza me fez um convite inesperado. No final de Setembro eu tinha mais uma vez me desentendido com o proprietário da Stay Rock Brasil, por causa de um trabalho que ele tinha me encomendado e não tinha pago. Quando fui cobrar, ele me disse que tinha me "ajudado" muito anteriormente, citando a história do dinheiro que tinha me dado na época do numero dois da "Gatos & Alfaces". Como se sabe, não suporto a ideia de "ajuda", nesse sentido comumente colocado, que sempre tem a conotação de esmola, e retruquei a ele que de fato o que tinha acontecido era uma parceria, mais especificamente um anuncio de capa interna inteira por três meses pago adiantados, que aliás acabaram sendo outros dois, que eu nem tinha cobrado. Ingratidão? De quem a quem? O fato é que mandei-o se foder e larguei a rádio, sem esquecer o quanto eu tinha feito também, incluindo minha produção da primeira festa dela, pela qual nunca fui pago, e sequer lembrado.

Naquele momento, minha paixão por rádio me ditou criar um projeto ambicioso chamado "Gyroscópio 69", cujo título foi cuidadosamente criado para representar minha história e minhas paixões, incluindo uma homenagem a um dos programas mais icônicos do rádio de Rock no Brasil, o "Kaleidoscópio", criado e apresentado pelo Jaques Gresgorin, ainda nos anos 1970. O "meia nove", remetia a figura erótica representada pelo numero, e o programa foi criado para ser apresentado nas noites de domingo, com quatro horas de duração, e até mesmo a vinheta de abertura já brincava com isso, usando trechos de abertura de programas de televisão de domingo à noite, "Domingão do Faustão", "Fantástico" e "Programa Silvio Santos". Eu pretendia, mas não consegui, colocar esse programa numa rádio FM, mas nunca sequer resposta às minhas propostas recebi.

Com aquele projeto pronto e sem resposta das rádios, recebo uma mensagem do Senhor Arcano, perguntando sobre o funcionamento de webradios e me dizendo que ele queria criar uma, mas que não tinha o menor conhecimento da área. A proposta dele expressa nas palavras "eu vou te dar uma rádio", consistia em que eu criaria, sem nenhuma interferência, usando as formas e linha musical que eu quisesse, uma webradio, e que ele ficaria com os custos, e que inclusive não queria que seu nome aparecesse.

Claro que a proposta era interessante e eu prontamente aceitei, criando ali a "Reversa Webradio", usando todo o conhecimento, técnico e artístico, que tinha acumulado durante oito anos em que tinha produzido programas e particularmente minha experiência com a "KFK Webradio". O nome da rádio, além do significado mais linear, era uma homenagem à "Reversão", uma rádio pirata cujo dono que teve muitos problemas com a justiça, já que naquela época, ter uma rádio "sem autorização" era passível de cadeia.

Em 27 de Outubro de 2016, exatamente três anos da morte de Lou Reed, a Reversa Webradio entrou online, mas logo nos primeiros momentos, a política de independência e de não interferência começou a ser rompida, com Alexandre tomando atitudes que foram cada dia mais me incomodando. Decisões unilaterais, sem que eu nem fosse comunicado, imposição de programação que nada tinham a ver com a minha proposta original, e coisas do gênero, minaram rapidamente minha disposição e em poucos meses eu romperia minha ligação. O "Gyroscopio 69" ainda continuaria por algum tempo, até o início de 2016, quando eu tomaria a decisão de remontar a "KFK Webradio". Foi um total de apenas quinze programas. Após isso, ele passaria a administrar a rádio, mantendo apenas o nome que eu criara, mas mudando até mesmo o logotipo.

Agora que chegamos ao fim, falemos do começo. Ou seja, no final do ano, falando sobre o que ocorreu no inicio do ano de 2016.

Psicologia e psiquiatria são assuntos aos quais tenho bastante interesse, até por serem, digamos, primos-irmãos da poesia. Então sempre procuro ler a respeito, especialmente relatos de casos. E foi procurando textos para ler, sobre o assunto, que me deparei com algo muito perturbador, a "Síndrome de Cotard", ou a síndrome do morto-vivo, quando a pessoa sente que está morta, apodrecendo. Fiquei com isso na cabeça um tempo, procurando enriquecer meu conhecimento, e quando Amyr Cantusio Jr. me instigou a escrever uma nova Opera Rock, afirmando que já tinha alguns temas musicais, me joguei de cabeça, e comecei a escrever. Eu já tinha o assunto e disse que com certeza lhe era familiar, por ser psicanalista, e começamos a trabalhar, desta feita de uma forma um pouco diferente, pois muitos dos textos foram escritos em cima de trilhas que ele compunha.

"Madame X - À Sombra de Uma Morta Viva", relatava de forma poética, exatamente o primeiro caso relatado da doença feito pelo psiquiatra francês. Jules Cotard em 1880, através do tratamento de uma paciente conhecida apenas por "Mademoiselle X".

Minha fixação pelo tema foi aumentando durante a execução da obra, que era conduzida baseada no relacionamento médico paciente, e sem perceber eu fui me colocando mais e mais, dentro da personalidade do médico, de uma forma até psicótica, coisa que pode até ser percebida nos temas onde faço duetos com a artista que interpreta a "Madame X", carregados de emoção furiosa. Com certeza uma experiência psíquica forte, quando um autor ou ator se transforma literalmente no personagem.

Todo o trabalho de criação de "Madame X" foi muito pesado psicologicamente. Eu tinha conhecido uma cantora afinadíssima, a mineira Liz Franco, pelo Facebook há um tempo e convidei-a para participar cantando algumas faixas. Quando mostrei ao Amyr ele ficou exultante, e a participação da Liz acabou sendo algo muito além de apenas cantar, já que várias das musicas ela compôs a melodia, simplesmente em cima do poemas que eu mandava a ela. E isso de uma forma mágica até, pois ela compunha e gravava dentro de uma igreja, uma pequena capela existente na cidade em que mora, e que tinha sido construída pelo próprio avô, a Igreja de São Sebastião dos Campos — em Espírito Santo do Dourado, Minas Gerais. O resultado ficou magnífico.

Nesse trabalho, mais uma vez, pudemos contar com a participação do artista transmídia Edgar Franco, que fez uma criação arrepiante interpretando Dr. Cotard, num dueto com a Liz, num dos pontos altos da Opera. Adilson Oliveira, o guitarrista da banda Poolsar, que tinha se apresentado no Rock In Poetry no Bar do Aranha, completou o time de músicos, participando na musica "Vermes Rock Band".

Para a arte de capa, mais uma vez pude contar com uma arte maravilhosa, que expressava exatamente a "Madame X" que eu tinha na cabeça, da minha querida amiga Nua Estrela, que eu complementei com um fundo todo vermelho sangue, e fontes extremas no encarte que continha as letras. O formato era o de uma embalagem de DVD.

Para o lançamento de "Madame X" eu pretendia algo maior em termos de material, que pudesse ser gravado num estúdio com mais recursos, ser apresentada com material de maior qualidade em termos de prensagem, masterização e também na questão gráfica. E com todos esses elementos criados, sabendo que os custos seriam altíssimos, lancei uma dessas campanhas de "crowdfunding", financiamento coletivo, mas embora acreditasse que teríamos o suficiente para fazer da forma que eu pretendia, o montante arrecadado ficou muito abaixo, o que obrigou a fazer da mesma forma que as anteriores, artesanalmente, e numa tiragem bem menor que as mil cópias pretendidas originalmente.

Em Julho o trabalho foi lançado e pretendíamos dar continuidade a ele, fazendo apresentações públicas, mas as dificuldades de custos e produção, mais uma vez jogaram no limbo um belo trabalho, e que quase me enlouqueceu transformado de monstro em médico ou o oposto...

Nos últimos anos, desde que criei a Editor'A Barata Artesanal, nunca fiquei sem publicar ao menos um livro de poesia. E em Setembro lancei mais um, desta feita com um formato grande (19 X 27), capa dura e o título de "O Poeta Xingou Minha Mãe de Puta e Eu Lhe Dei Uma Porrada", mantendo a tradição minha com nomes extensos.

A ultima faceta daquele ano foi a descoberta de um "novo" artista plástico, e depois de eu tentar reproduzir numa parede de casa uma imagem que tinha na cabeça, de pernas abertas como se fossem montanhas, e um sol no meio delas. A arte ficou bem ruim, mas me despertou para começar a pintar usando o material que eu tinha, tinta látex e papel Paraná. Somente nos quatro ou cinco meses que durou minha encarnação de Van Gogh, fiz quase cem pinturas, algumas verdadeiras porcarias, mas algumas de fato muito boas.

Minha carreira de artista plástico terminaria por causa de um acidente domestico idiota no início do ano seguinte.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Bocas de Fúria
Barata Cichetto

E renegaram ao meu nome por três vezes
E era segunda vez nos últimos dois meses
Mas que nome é esse que causa tanta repulsa
Senão o mesmo de uma velha carabina russa?

E venderam minhas carnes por trinta dinheiros
E não eram senão meus próprios companheiros
Mas que traição é essa que causa tanta dor viva
Senão a mesma a razão pela qual eu sobreviva?

E me crucificaram de ponta cabeça por indignação
Enquanto eu ouvia o clamor de ódio de uma nação
Mas que coisa é essa que causa tanto endurecimento
Senão a mesma que dorme sob a lápide de cimento?

E estouraram meu crânio com duas balas de festim
E não eram de brinquedo, mas balas feitas por mim
Mas que balas são essas que lhes causam tanta injúria
Senão aquelas cuspidas pelas mesmas bocas de fúria?

20/08/2016

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Bell Giraçol; Literatura Infantil; Elizabeth Giraçol Múrias; A Tartaruga Feliz e o Jacaré Relógio; Cassionei Niches Petry; Alexandre Souza; Senhor Arcano; Reversa Webradio; Stay Rock Brasil; Kaleidoscópio; Jaques Gresgorin; Reversão; Síndrome de Cotard; Madame X; Amyr Cantusio Jr; Liz Franco; Edgar Franco; Adilson Oliveira; Nua Estrela;
Trilha Sonora: Belchior - Sujeito de Sorte
https://www.meart.com.br/author/barata/'

Galeria 2016
Casamento & Casa

Manifesto Sem Eira Nem Beira, A Tartaruga Feliz e o Jacaré Relógio e Madame X

       

Galeria 2017
Pinturas em Látex Sobre Papel Paraná

Publicações 2016

Madame X - À Sombra de Uma Morta-Viva
(Ópera Rock)
(Com Amyr Cantusio Jr.)


A Tartaruga Feliz e o Jacaré Relógio
(Infantil)

Manifesto Sem Eira Nem Beira
(Crônicas e Ensaios)

O Poeta Xingou Minha Mãe de Puta e Eu Lhe Dei Uma Porrada

(Poesia)
 

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.
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