(16) 99248-0091

Apóie a continuidade deste trabalho, totalmente independente desde 1997. Saiba como participar clicando na imagem ao lado.

1958 1990 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

2017 - Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

WIKI

"2017 (MMXVII, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou num domingo, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi A. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 28 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 16 de abril. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Galo, começando a 28 de janeiro."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 23/9/2018

"No programa desta noite, estaremos falando com Barata Cichetto. Poeta, escritor, filósofo, artista plástico e editor artesanal. Formado pela Universidade da Vida, onde o diploma é a certidão de óbito, Barata tem mais de trinta livros publicados, sendo quinze de poesia, e é considerado por quatro pessoas, incluindo a esposa e suas gatas, como um dos mais importantes poetas do Brasil. Há quarenta e cinco anos este paulistano do Tatuapé, atualmente radicado em Araraquara se dedica à literatura, não sendo ganhador de nenhum prêmio literário, nem ter vencido nenhum concurso. O sucesso era a marca de Barata Cichetto, até que os cigarros Hollywood ficaram muito caros. E é com esse grande homem, de um metro e oitenta e sete de altura, com quem estaremos conversando nas próximas trinta horas, no primeiro bloco do programa. Boa noite, Barata!"

O trecho acima, claro, é fictício, afinal, fosse eu ligado às esferas comuno-petistas, puxa saco de políticos, ou de alguma forma ligado à mídia dominante, entenda-se Folha de São Paulo, Globo, etc., fatalmente estaria sendo entrevistado nos programas da madrugada, como daquele ser que se arvora em poeta e cronista, mas cuja grande façanha foi ter escrito a biografia do patrão.

Mas, enfim, como estamos chegando ao fim desta novela quase mexicana, pseudo literária e muito cheia de filhadaputagem, sigamos com o ano de 2017, que começou muito bem, logo no primeiro dia do ano, quando recebemos para o almoço a queria artista Nua Estrela. A comida foi simples, mas preparada com muito carinho pela Bell, e depois de almoçarmos lá fui eu, sentado no sofá de pneus reciclados junto a ela, mostrar minhas pinturas.

Na verdade a Nua é uma espécie de madrinha artística minha, já que depois da minha horrorosa primeira aventura, pintando pernas abertas de mulher na parede da sala, e de uma, nem tão ruim, mas ainda assim bem primária, retratando Chaplin e Alex De Large, fiz um desenho bem escroto representando uma mulher grávida transando. Publiquei no Facebook, sem esperar nenhum elogio, já que eu mesmo não acreditei que aquilo tivesse algum valor. E nem sei se tinha mesmo, mas a Nua me deu muito apoio e até algumas dicas de como melhorar. De fato, não fosse por ela eu não teria feito as quase cem pinturas que fiz em cerca de quatro meses. E ainda cometi a heresia de fazer um "retrato" dela, do meu jeito, como forma de agradecimento por um meu que ela tinha feito em 2015.

Naquele resto de tarde, noite e madrugada à dentro passamos os três conversando sobre arte, poesia e pinturas. No dia seguinte, Nua foi embora, que tinha que cuidar de assuntos urgentes do coração e de outras partes do corpo, mas levou com ela, além do retrato aquela pintura que dera origem a tudo, além de livros meus, e me deixou a estatueta de um bruxo, feita especialmente para mim, e que segundo ela era a representação de um apelido que ela me dera, ainda em 2013: Grande Guerreiro Louco".

Foi um belo início de ano, e eu estava inspirado para pintar, tendo mesmo chegado a fazer algumas coisas bem interessantes, percebendo que tecnicamente eu evoluira muito. Uma das minhas maiores honras foi quando Eduardo Amaro, o amigo escritor de Assis, me comprou - a primeira das poucas vendas que fiz - de uma pintura que retratava Billy The Mountain, tema do piradérrimo Frank Zappa, dizendo que aquilo tinha um significado especial para ele. A pintura, devidamente emoldurada se encontra no escritório dele, bem acima da mesa, conforme foto que me mandou.

As outras pinturas que vendi foram uma visão minha sobre "The Wall", um dos que mais gostei de ter feito, comprado pela amiga Raquel Andrade Lucas, e o "Máscara de Gás", que ornamenta algum cômodo da casa do Dimitri Brandi. Muitas das obras foram dadas de presentes a amigos, especialmente uma, em que retratei os olhos da queridíssima amiga Joanna Franko.

É claro que em minha pintura, como em qualquer arte que eu faça, o tema predominante é sexo. O interessante é perceber o quanto as pessoas são hipócritas com a representação desse tema em obras de arte, como se ela tivesse que ser eunuca, frígida, assexuada. Todo mundo, de um jeito ou de outro, gosta de uma bela putaria, mas se escandaliza com uma pintura representando cenas de sexo, bundas, peitos, pintos e bucetas. E então, é claro, quando ficavam sabendo sobre minhas pinturas, muitas pessoas chegaram, pensando que iriam encontrar cachoeiras, casas no meio do mato, flores e essas coisas, mas ao encontrarem desenhos representando bucetas abertas, mulheres nuas crucificadas de ponta cabeça, caralhos gigantes saindo pela boca e coisas do tipo, ficavam chocadas. Eu não pintava só isso, e fiz muitas coisas do tipo uma águia americana, David Bowie, Zappa, e outros, mas os temas putanhescos horrorizavam.

Esses comentários hipócritas, aliado ao fato de que, mais uma vez eu gastava meu tempo e dinheiro, embora eu usasse material bem barato, como restos de tinta látex de parede, e pedaços de papelão, sobras de capas de livros que eu fazia, e não tinha retorno quase nenhum. E comecei a amolecer. Se antes eu chegara a pintar três quadros por dia, passou a um. Até que...

No domingo de Carnaval, à noite, eu fui para a cozinha fazer café, largando uma pintura pela metade sobre a mesinha da sala que era meu cavalete improvisado, por concluir. Ao mesmo tempo em que colocara açúcar na água e pó de café no coador, conversava, sem prestar muita atenção no que fazia, e quando despejei a água fervendo sobre o pó, o coador entornou e tudo aquilo cai sobre meu braço e pulso direitos. A queimadura foi violenta, chegando a terceiro grau em alguns pontos, e por pelo menos um mês sentia fortes dores, e uma dificuldade enorme em digitar ou usar o mouse do computador, o que me causou inclusive problemas financeiros. E isso foi o fim da minha carreira como pintor, artista plástico, sei lá como podem chamar aquilo. Nunca mais tive coragem de pegar num pincel.

Mais ou menos nessa mesma época, eu tinha entregado definitivamente a Reversa Webradio ao Senhor Arcano, e interrompido a apresentação do Gyroscopio 69, e com alguns amigos me pilhando, decidi dar uma nova chance à KFK Webradio, ainda usando os mesmos "slogans" e mote, e chamando algumas das pessoas que tinham participado comigo anteriormente.

Acontece que em cinco anos, todo o panorama mudara, e o mercado de webradios ficara extremamente saturado. Os custos de "streaming" tinham caído muito o que fizera com que muita gente ousasse ter uma rádio. Além disso, plataformas como o Youtube e Soundcloud e outras emergentes, roubavam a atenção da audiência. Junte-se a isso a loucura política que se estabelecera naquela época, e a radicalização dos discursos políticos, tornando impossível fazer programas isentos, sem arrumar encrenca. Mesmo assim, durante exatamente um ano, a KFK Webradio sobreviveu, graças inclusive a ajuda financeira de dois grandes amigos, o Genecy e o Eduardo Amaro. O desânimo com a baixíssima audiência foi a principal causa da extinção.

Durante esse ano de duração da KFK Webradio, entretanto, posso computar algumas coisas muito positivas, já que a maioria das pessoas que chegaram para produzir e apresentar programas eram diferentes da versão anterior. Pessoas fantásticas, com trabalhos fantásticos em suas áreas, como o meu velho conhecido Renato Pittas, o Sara_Evil, o poeta e terapeuta Rafael Pelissari, a professora e profunda conhecedora de Rock Progressivo Márcia Tunes, o operador de trem e metaleiro Daniel Bolonha, além de Amyr Cantusio Jr e da esposa, Cathia Cantusio, sem contar dezenas e dezenas de programas e programetes que eu criei ou recriei da versão anterior.

Um dos programas do qual mais me orgulho durou apenas 23 edições, mas absolutamente todas feitas a quatro mãos e com muito tesão por mim e pela Cris Boka de Morango. A ideia do Rádio Devassa surgiu quando eu queria ter um programa dedicado especificamente a erotismo, com poesia musica com conteúdo erótico, e que pudesse eventualmente entrevistar pessoas ligadas a esse segmento. Eu tinha ideias ambiciosas, e criei o nome inspirado na marca de cerveja, e inclusive usando o símbolo da mesma. O propósito era conseguir alguma espécie de patrocínio da cervejaria, mas embora eu tenha tentado várias vezes e de inúmeras formas, nunca obtive sequer resposta deles.

Dentre as propostas do programa, a principal é queria apresentado por uma mulher, com voz sensual, e que criasse um clima de erotismo envolvendo o ouvinte. Encontrar essa pessoa foi fácil, pois dois minutos depois de lancei a ideia na minha pagina do Facebook, a Cris comentou que seria bem legal. E eu disse: "É a sua cara!" E era, mesmo, já que ela é cantora, bailarina, trabalhou com bandas, conhece muito de música, além é claro de ter uma voz sensualíssima, daquelas que a gente tem vontade de ir até a rádio e a agarrar a apresentadora. Perfeito.

O único problema era que ela não sabia como gravar e montar os programas, nem tinha equipamento para isso. Normalmente, nesse tipo de rádio, cada produtor apresentador monta seu programa e envia para o administrador, como um arquivo único e fechado no tempo de duração do programa, mas isso não seria empecilho para o Rádio Devassa não sair. Então propus a ela que gravasse as falas pelo celular mesmo, com os links do Youtbe das musicas, na sequencia. Era uma trabalheira monstro fazer dessa forma, e demorava horas e horas de edição, mas eu me divertia muito fazendo isso, e incluindo gemidos, sussurros, e até trechos de áudio de filmes pornô. O "slogan" do programa era "Um Tesão de Programa", e realmente era um tesão, não apenas de ouvir, mas de fazer.

Uma das entrevistas que a Cris fez no Rádio Devassa foi com a atriz pornô Jully De Large. Quando ela me falou que iria fazer uma entrevista com ela, eu disse que a conhecia, que tinha inclusive contato ela, e que tinha até escrito um poema dedicado a ela, chamado "Poema a Uma Atriz Pornô" sobre o qual eu tinha feito um áudio narrando. Eu conhecera a Jully por intermédio de uma entrevista que ela deu ao blog do Diego El Khouri, aquele do Barata Rocker. O áudio foi incluído no programa e posteriormente a própria atriz e ativista do pornô, como ela gosta de se auto referir, me pediu para usar em um de seus filmes pornôs e incluir no canal dela. O título do filme é Bambolib e eu posso, a partir disso afirmar que mesmo que de forma indireta participei de um filme pornô de verdade, fora os caseiros que faço com a Gostosona. O da Jully está disponível no canal dela, o "Safada TV", mas os meus são apenas para exibição privada.

Desde o episódio aterrorizante do último Rock In Poetry 2015, eu jurara a mim mesmo, e prometera a Bell, que eu jamais faria outro evento. Eu jurei e prometi, mas como eu sempre juro não cumprir nenhum juramento, em 2017 tornei a quebrar mais um. De fato e sendo bem honesto, eu já tinha meio que quebrado no ano anterior quando fiz alguns pequenos eventos, bem minimalistas, no Sauer Rock Bar.

Ainda bem no começo de 2015, ao que me recordo, recebi a visita do amigo Alexandre Strapola, junto com a então namorada Raquel Andrade (aquela que me comprou a pintura do The Wall), que me disse que um amigo dele tinha aberto um bar de Rock ali mesmo na região. Em principio estranhei, já ali não é exatamente o tipo de lugar onde se espera ter um bar que toque Rock, e naquela mesma noite fomos conhecer. Quando entrei tomei um susto, pois esperava um lugar pequeno e acanhado e deparei com um local bem grande, cheio de discos de vinil e pôsteres nas paredes, cervejas importadas, máquinas de escrever e livros esparramados, e até um piano bem antigo sobre o palco. Foi daquelas paixões a primeira vista. Lembro bem, inclusive de dizer ao Marcio Sauer que ele tinha feito um lugar do jeito que eu sempre imaginara ter.

A partir dai passei a ser frequentador assíduo do Sauer Rock Bar, e ainda em 2016 já quebrava minha promessa, incentivado pelo Marcio, de não fazer mais eventos. Minha promessa, para desespero da Bell foi quebrada duas vezes só naquele ano, o que tornava realmente um pecador pervertido irrecuperável.

Mesmo com pouco publico, especialmente a segunda edição ali, que eu chamo de "Rock In Poetry VI", o objetivo era mais reunir os amigos e criar uma oportunidade de vendas para meus livros. Um desses eventos foi abrilhantado pela voz e violão de musico espetacular que eu conhecia de outros tempos, o Claudivam Silva.

Em meados de 2014, o Cezar Heavy tinha retornado com uma banda de Metal chamada Crom, que tinha um repertório baseado em letras em inglês, e uma pegada muito forte. Naquele ano eu tinha ido, em companhia do Adilson Oliveira, amigo da Stay Rock, assistir um ensaio deles, de onde eu sairá impressionado. Algum tempo depois, Cezar me pediu uma letra para uma musica que eles tinham o titulo: "The Vikings Are Come", mas eu disse que não ia dar, afinal a Crom cantava em inglês e eu não tinha capacidade de escrever naquela língua, além de não entender porra nenhuma de "vikings". E ele então me disse que escrevesse alguma coisa política, em português, que eles verteriam. E assim, em 2015 eu escrevi um poema que começava: "Existe ao sul uma pobre terra / Que não conhece uma guerra / Governada por um imperador anão / Que tem um dedo a menos na mão..." E ia por esse caminho. No final, me brotou, meio do nada, uma estrófe totalmente em inglês: " The old vikings are come / And can destroy the dome / The bad kings are fall / For the justice for all." E mandei a ele, reiterando que aquele trecho final tinha nascido assim, e para ele ver se servia para alguma coisa. Esse trecho, aliás, como ele tinha me passado o titulo errado e não entendo merda nenhuma de inglês, tem um erro, já que o correto é "coming", da forma como a musica foi apresentada corretamente.

Depois que mandei ao Cezar o texto esqueci. E cerca de um ano depois, em Junho de 2017, acordo e logo ao ligar o computador encontro uma postagem do Claudivam Silva, que aliás era o baterista da Crom, com um link para um vídeo no Youtube. Quase cai da cadeira quando percebi que ali musica absurdamente boa, com uma pegada metal de qualidade internacional, era o meu poema adaptado para o inglês, e inclusive aquele trecho meio sem importância, se transformara no refrão da música, mesmo com o erro, mas que por ser uma rima, pode ser aceito como licença poética.

Retonando ao Sauer Rock Bar e aos Rock In Poetry, ainda fizemos mais um, já em 2017, esse um autêntico desastre de público, numa tentativa de criar alternativa a um domingo de Carnaval, aliás aquele mesmo em que, a noite eu acabei me queimando severamente.

Com a KFK Webradio se arrastando, eu tentando criar eventos públicos para que pudesse divulgar o nome, e aliado a meu sempre prazer em realizar esses eventos, tratei de criar algo de grande porte, e naquele momento, além de juntar poesia, e Rock eu tinha minhas pinturas e o braço da webradio servindo de base para o evento. Assim, convidei o Rafael Pelissari para fazer uma apresentação de poesia e de violão cigano, sua especialidade, e claro, a Cris Boka de Morango, para uma apresentação de dança. Aliás, a apresentação conjunta dos dois, num determinado momento, de musica e dança gitana, foi uma das coisas mais emocionantes que já presenciei.

Além do Rafael e de mim, a parte de poesia do Rock In Poetry 8, contaria com a presença de um nobre amigo poeta Ibrahim Khouri, uma das pessoas mais integras que conheço, e que não por acaso é tio de outro musico, ser humano e escritor que tenho profunda admiração, o Áureo Alessandri Neto, guitarrista da banda Blues Riders, com quem eu tinha feito o Rock In Poetry I, e de cujos membros da banda eu tinha criado uma amizade muito forte.

A Blues Riders estava lançando um CD novo, o maravilhoso "Domador de Tempestade" e achei a oportunidade perfeita para casar essas coisas todas, já que inclusive, além de um Rock tocado com muita competência e "feeling", o disco tem letras poéticas inspiradíssimas, escritas pelo Áureo. O curioso nesse evento é que a data foi marcada em função da disponibilidade da banda, em função de o Augusto, o vocalista, ser médico e depender de escalas livres. Não creio que seja tão comum algum produtor agir dessa forma, mas eu queria aquela banda, e portanto tive que inverter a lógica normal.

O trabalho de divulgação foi intenso e como sempre desgastante, além de custoso, mas eu estava muito confiante, já que a banda estava lançando disco novo, era um domingo à tarde, e o que era melhor: totalmente de graça, já que a Blues Riders tinha aberto mão do cachê. Tudo perfeito, com muita gente apoiando no Facebook, confirmando presença, amigos antigos do mundo do Rock paulistano me confirmando que iriam. Sem contar um "movimento facebookiano" chamado "Quem Sabe Faz Autoral", que ousa dizer que tem por objetivo o fortalecimento da "cena", afirmando estar apoiando.

No dia, eu e Marcio Sauer extremamente animados, ele contratando pessoal extra para trabalhar, e a banda que foi chegando, bem cedo, e acompanhando as apresentações poéticas minhas, do Ibrahim, do Pelissa, e outros, no palco superior. A apresentação da banda aconteceria no subsolo, que tem palco maior e equipamento e foi adiada em mais de uma hora, em função do pouco publico. Eu ainda acreditava nas promessas daquelas pessoas, até ver postagens no Facebook: as que tinham me confirmado presença estavam todas, incluindo os apoiadores do Rock Nacional, no Ibirapuera, assistindo Joe Satriani. Afinal, o Rock Nacional precisa ser apoiado, mas de o gringo mais ainda. E mais ainda, o Rock precisa ser prestigiado, desde que seja em áreas nobres da cidade, bares do centro, da Vila Madalena, ou bem badalados.

No final das contas, apenas oito pessoas incluindo a mim e o Walter Possibom, médico, escritor e rocker até a medula, prestigiávamos o magnífico show dos Domadores de Tempestades. Aí, mais uma vez eu fiz o juramento de nunca mais fazer outro Rock In Poetry. Estou conseguindo cumprir por um ano e pouco, e como agora estou ainda me ambientando em Araraquara, é possível que consiga cumprir a promessa por algum tempo. Só que... Bem, tem picos de Rock muito bons aqui, e o Araraquara Rock é um dos eventos que mais atraem turistas à cidade. Então...

Naquele 2017, ano em que um tango argentino me cabia bem melhor que um blues, por força de um destino, parafraseando o poeta Belchior, sem dinheiro e com a pressão de meus pais, sempre nos tratando como se fossemos estorvos e interferências absurdas em nossa casa especialmente por minha mãe, que chegava a abrir a porta com uma chave reserva e entrar aos gritos dizendo que aquilo não era hora de estar na cama, não tive ânimo de fazer nenhum livro novo, e a solução foi lançar um livro que eu tinha praticamente pronto desde o inicio de 2016, o "Manual do Adultério Moderno".

Esse livro, que não é poesia, nem conto, nem romance, e que me deu muito trabalho em definir o gênero para registro no E.D.A., Escritório de Direitos Autorais é um texto corrido de 160 páginas, escrito na primeira pessoa do singular, com um parágrafo único e sem nenhuma vírgula, e tem um prefácio genial, possivelmente melhor que o próprio livro, escrito pelo Jorge Bandeira. Eu tinha receio da repercussão, já que a intolerância do politicamente correto por horas chega às raias da violência física, por esse motivo eu protelara seu lançamento,

Minha preocupação se mostrou real quando no seu lançamento durante o Rock In Poetry quando uma advogada feminista comprou, mas me disse que se o livro fosse machista ela daria com ele na minha cabeça, mas que se fosse bom me pediria dedicatória. Fiquei semanas andando de capacete e com uma caneta a postos, mas quando nos encontramos ela até me surpreendeu dizendo que,muito pelo contrário, o teor era até feminista, e para meu espanto maior, que eu escrevia como se fosse mulher. Ufa... Mas de qualquer forma, não recebi com o livro na cabeça, mas ela também nunca pediu nenhuma dedicatória. Depois disso, essa advogada, que nem é tão feminista assim, se tornou uma grande amiga.

E por fim, encerrando mais um episodio da séria série "Barata no Mundo Podre do Rock Paulistano", e já que falei sobre Belchior, sacanagem, adultério e até mesmo sobre Araraquara, no final do ano me propus mais um desafio: eu tinha começado e, nunca terminado, com exceção de "Jorro", uma novela que tinha já sido inclusive lida e comentada pelo Eduardo Amaro, exatamente seis romances. Alguns não tinham passado de dez, vinte páginas. E decidi que faria um, mas da minha forma: nada daquela coisa de ficar anos pesquisando, reescrevendo, fazendo mil leituras. Meu estilo de escrever, conforme comentei anteriormente, é mesmo "beatnik". E foi assim que em exatos trinta e cinco dias, entre o feriado do Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro e o Dia de Natal, escrevi 350 laudas de um romance que relata a história de Angela Maria, sem circunflexo, desde os quinze anos de idade nos primeiros anos da década de 1980, até a maturidade, em 2010. A personagem, que não tem nenhum pudor nem limites para suas estripulias eróticas e não segue nenhum padrão moral vigente, adora Belchior e se envolve até mesmo com personagens da literatura e do cinema. Parte do livro se passa em Araraquara, e, sinceramente nem sei o motivo disso, já que ainda nem sonhava em estar morando nessa cidade pouco mais de seis meses depois. "A Mulher Líquida" agora aguarda se tornar sólida pelas mãos de alguma editora, coisa que sinceramente não creio que irá acontecer.

Finalmente, em Novembro de 2017, fui convidado a participar de um debate numa rádio comunitária, a Exclusiva FM, do programa 90 Por Hora, apresentação de André Marques, produção Marisa Della Maggiora. juntamente com o escritor Eduardo Kazé e do filósofo Ives Alejandro Munhoz e a participação musical de General Sade e a banda Pornomassacre. E um registro necessário, foi a dedicatória a mim de um poema escrito pelo poeta sancarlense Isaac Soares de Souza, intitulado "A Palavra é Um Acinte", constante no livro O Suicídio Metafórico de Raul Seixas: "(...) A poesia do maldito-bendito Luiz Carlos Barata Cichetto,/ Foi atirada ao gueto / Da ignorância daqueles que não a entenderam ou / medrados diante dela, / Do poder da eloquência farta, / Se borraram de pavor do Barata / E arquitetaram fadá-la ao esquecimento, / Mas Barata é como mosca qie não adianta dedetizar / Insetos sempre haverão de se proliferar / E a poesia do Barata é epidêmica, / Criada exatamente para empestar (...)"

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Kiss Of Judas Priest
Barata Cichetto

Beijo a poesia como o Judas em tarde romana
Sem a pretensão de mudar a história humana
E a trocaria por trinta dinheiros ou muito menos
Sem a traição atormentada dos poetas romenos.

Há crucificados demais nesses tempos correntes
E poucas pregos e martelos, por atos recorrentes
Mas no cataclismo moral de um cristianismo imoral
Pensam serem cristos e que a sua palavra é imortal.

Já não há montes sagrados com crucifixos pregados
E de prédios em ruínas pulam patrões e empregados
Mas nos livros de história a mentira sempre a mesma
Que conta que o caracol é parente distante da lesma.

Se beijo a poesia com a língua encharcada de veneno
Por desejo corto a cabeça da traidora e atiro ao sereno
E se não há pecado por traição somos todos inocentes
Então morte é libertação de traidores e de indecentes.

31/07/2017

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
Nua Estrela; Eduardo Amaro; Frank Zappa; Billy The Mountain; Raquel Andrade Lucas; Dimitri Brandi de Abreu; The Wall; Pink Floyd; Joanna Franko; Renato Pittas; Sara_Evil; Rafael Pelissari; Márcia Tunes; Daniel Bolonha; Amyr Cantusio Jr; Cathia Cantusio; Cris Boka de Morango; Jully De Large; Diego El Khouri, Barata Rocker; Bambolib; Sauer Rock Bar; Marcio Sauer; Alexandre Strapola; Crom, Cezar Heavy; Claudivam Silva; Ibrahim Khouri; Áureo Alessandri Neto; Walter Possibom; Manual do Adultério Moderno; Jorge Bandeira; Amanda Zaparoli; 90 Por Hora; André Marques; Exclusiva FM; Isaac Soares de Souza;
Trilha Sonora: CROM - Vikings Are Coming
https://www.safada.tv/video/bambolib-parte-2/


Galeria 2017

Rock In Poetry 8 - Sauer Rock Bar

Publicações 2017


Manual do Adultério Moderno
(Ensaio)
       

FACEBOOK ADDS

   

DEIXE SEU COMENTÁRIO


POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


(16) 99248-0091

A Barata - O Site

A Barata Ao Vivo

Amigos & Livros

A Arca do Barata

Arquivos Abertos

Artesanato

As Faces d'O Corvo
Augusto dos Anjos

Ataraxia

Barata Cichetto, Quem É?

Barata Rocker

Biografi'As Baratas

Camisetas

Cinematec'A Barata

Coletâneas de Rock

Colunas Antigas
Conte Comigo, Conte Pra Mim
Contos d'A Barata
Convergências
Crom

Crônic'As Baratas

De Poeta a Poeta

Depoimentos

Des-Aforismos Poéticos Baratianos

Discoteca d'A Barata

Download Free

Ensaios Musicais

Entrevist'As Baratas

Eventos

Facebookianas
Fal'A Barata!
Fotos
Gatos & Alfaces
Kakerlak Doppelgänger
Livrari'A Barata
Livros
Madame X
Memória A Barata
Micrônic'As Baratas

Na Mídia

O Anjo Venusanal
Pinturas
Pi Ao Quadrado

Poesi'a Barata

Ponto de Fuga
Pornomatopéias
PQP - Puta Que Pariu
Prefácios & Editoriais
Projeto Sangue de Barata
Psychotic Eyes
Renato Pop
Resenhas

Retratos e Caricaturas

Revist'A Barata Digital

Revist'A Barata

Seren Goch: 2332

Sub-Versões

Tublues

Versus

Videos

Vitória

Webradio

Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.
 On Line

Política de PrivacidadeFree counter users online