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1990 - Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

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"A década de 1990, também referida como década de 90 ou ainda anos 90, compreende o período de tempo entre 1º de janeiro de 1990 e 31 de dezembro de 1999. Os anos 90 iniciaram com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, sendo esses seguidos pela consolidação da democracia, globalização e capitalismo global. Fatos marcantes para a década foram a Guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e da Internet. A prosperidade econômica experimentada por muitos países durante a década de 1990 foi de natureza semelhante a que foi experimentada nas décadas de 1920 e 1950. Cada período de prosperidade foi o resultado de uma mudança de paradigma nos assuntos globais. As mudanças nas décadas de 1990 ocorreram em parte como resultado da conclusão da Guerra Fria."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 2/9/2018

Na segunda metade dos anos 1980, precisamente em 85 terminou o Regime Militar. O ultimo governo de um General, o de João Baptista de Oliveira Figueiredo, foi uma espécie de transição, já que desde o princípio de seu mandato havia sido anunciado que seria o derradeiro, após o qual haveria eleições, mesmo que ainda indiretas, com a participação de civis. Entre 1983 e 1984, uma parte da classe política se engajou num movimento chamado "Diretas Já", pretendendo como resultado não as eleições por um Colégio Eleitoral, mas eleições abertas. Foi criada um projeto de Emenda Constitucional para tanto, que rejeitada pelo Congresso. Assim foi eleito Tancredo Neves, numa decisão de um colegiado, numa disputa com Paulo Maluf. Tancredo adoeceu gravemente na noite anterior da posse, e depois de uma manobra de bastidores foi empossado José Sarney, o vice na chapa. Tancredo Neves morreu em 21 de Abril sem nunca tomar posse, portanto, não existe a figura do "Presidente Tancredo Neves".

O Brasil vivia, o que se reputava como o maior problema da nação, uma inflação altíssima, e o presidente tratou, com decretos e atitudes populistas, vários planos econômicos que se mostraram ineficazes de resolver o problema. E assim se desenrolou o mandato do coronel até 1989, quando finalmente, na primeira eleição direta para presidente desde 1960, quando Jânio Quadros foi eleito com uma maciça quantidade de votos, tendo como vice João Goulart, (Um adendo: na época, o sistema eleitoral funcionava diferente, sendo que o vice-presidente não era da chapa do presidente, mas apenas, como num campeonato de futebol, o segundo mais votado), a primeira eleição popular. Numa guerra midiática, o alagoano Fernando Collor de Mello foi eleito, com maciço apoio da Rede Globo, em detrimento do candidato do Partido dos Trabalhadores.

Neste ponto cabe um esclarecimento com relação ao meu posicionamento pessoal. Conforme relatei no episódio anterior, durante minha adolescência eu tinha participado de atos e reuniões de partidos de "esquerda" e tinha nesse espectro a minha inclinação política. Precisamos ter claro na mente que com toda a censura, que abrangia jornais, livros, revistas, teatro, nossas fontes de informação eram bastante limitadas, e o ideal comunista era um contraponto a ser fartamente considerado. Era a única alternativa que víamos, diante do sistema que aqui se vivia. Ninguém considerava que poderia havia, digamos, uma terceira via. Então, até 2002, quando da primeira eleição do Presidente do Partido dos Trabalhadores, eu acreditei piamente, lutei, bradei, coloquei estrelas vermelhas no peito e tudo mais. Eu lia três jornais por dia, me informava sobre todos os pontos de vista, assistia todos os jornais da televisão, todos os debates políticos, e acreditava que a única saída era o socialismo e o comunismo, por processo natural. Acontece que o poder ... Ah, não, o poder não corrompe, apenas faz com que corruptos que até então não tinham oportunidades, estejam de posse delas, e assim mostrem sua verdadeira face. E a partir disso, comecei a buscar outras fontes e abrir a mente para outras possibilidades. Mas isso é assunto para futuros episódios.

O ano de 1989, comemoração do centenário da República do Brasil foi um ano pesado. além da campanha política, Raul Seixas morria, completamente sozinho, num apartamento da Rua Frei Caneca, em São Paulo. A comoção tomou conta do país, que também assistia, pelos programas de televisão, jornal e capas de revistas, a agonia de outro artista alçado à categoria de poeta, Cazuza, que também como eu, Madonna, Michael Jackson e Tim Burton, nasceu em '58. Cazuza agoniza com a Aids, doença que matou muitos artistas e intelectuais mundo afora, sendo em determinado momento, considerada a "doença do século". Em Abril, a revista Veja publica uma foto do artista na capa com a chamada: " Cazuza uma vítima da Aids agoniza em praça pública " . Ele morreria em Julho do ano seguinte.

Em 1990, logo em Janeiro acontece a posse de Fernando Collor, que num primeiro momento lança um plano econômico absolutamente violento, congelando preço e poupança popular, entre outras coisas. O plano, claro, foi um fracasso e logo o tal do Dragão da Inflação volta a cuspir fogo. O governo do truculento Senador, diante de inúmeros escândalos e suspeitas de envolvimento até em tráfico de drogas, chega ao fim em menos de dois anos, mas sem antes ser tomada uma decisão estritamente correta.

Até 1990 o Brasil vivia num atraso tecnológico absurdo. Era proibida a importação de quase tudo: computadores, eletrônicos em geral, instrumentos musicais, automóveis, etc. A desculpa era que era necessário fortalecer e incentivar a indústria local, mas isso transformava o país numa ilha isolada, comercialmente falando, e não dava oportunidades de trazer de fora produtos melhores. Um decreto do presidente acabou com essa Reserva de Mercado, e a partir daí começaram a ser importados carros, brinquedos, eletrônicos, computadores. O primeiro momento foi de frustração, pois os primeiros carros importados a serem vendidos eram modelos russos totalmente ultrapassados, os Lada Niva. Mas nem isso fez com que Collor, diante de uma pressão encadeada pela maior parte da imprensa, acuado, renunciasse diante da possibilidade líquida de impedimento. Em seu lugar, tomou posse seu vice, Itamar Franco, que apenas cumpriu o restante do mandato legal sem maiores percalços.

Então agora, depois de tanta lenga-lenga histórica, chegamos ao ano de 1993, quando já tínhamos um parque de computadores bem mais robusto. Desde 1988 eu trabalhava na indústria de brinquedos Tec Toy, onde tinha iniciado como Desenhista Mecânico, e nessa época me ocupava em projetar peças e embalagens para produtos como Master System, Mega Drive e outros. A empresa, constituída naquela época por um dos empresários mais visionários que conheci, um judeu argentino de nome Daniel Dascall, tinha tomado o mercado de brinquedos da Estrela, a maior do setor, e figurava no topo na área de tecnologia de diversão.

Como Analista, trabalhando no setor de Engenharia da empresa, conheci um programador de nome Victor, que era formado em Ciências da Computação na USP e tudo mais. Tínhamos uma grande afinidade intelectual e nosso horário de almoço era pautado por papos sobre Star Trek, Perdidos no Espaço e outros. Numa dessas conversa eu disse ao meu amigo que odiava computadores, que tinha medo deles. Ele tentava me explicar que não era bem assim, que computadores poderiam ser bem interessantes. A muito custo ele conseguiu me fazer sentar na frente de um deles, uma coisa enorme, com um monitor com tela de fósforo verde, e ligou o ser. Quando a tela começou a se encher de palavras, Victor falando sobre as maravilhas da computação, eu aponto o dedo para ela e lhe digo: "Puta que pariu, cara, computador é mulher, é?". Ele pergunta por que, e eu mostro: "Olha isso, aqui está escrito: 'O himem está testando a memória estendida do sistema'. Porra tá quebrando do cabaço, é?". Meu amigo, mestre da computação quase se mijou de rir, mas aquilo fez com que fosse quebrado meu gelo, e especialmente minha implicância, a respeito de computadores.

Depois desse acontecimento, tudo foi se transformando. No final do expediente na empresa, depois que todos iam embora, eu me sentava na frente de um dos computadores e ficava apreendendo a usar. Era tudo a base de comandos no teclado, mas havia o Word e o Quatro Pro, que é a versão original do Excel. Tudo isso sendo operado por combinações de teclas que davam nós nos dedos. Quando surgia alguma dúvida, eu anotava e no outro dia perguntava a meu guru. Algum tempo depois, começaram a entrar na empresa alguns computadores mais modernos, com telas coloridas e Windows. Ah, o Windows... 3.1, que trazia consigo um grande aprimoramento, que era o uso do "mouse". Me derrubei sobre ele, jogando Paciência para treinar a coordenação motora.

Se não falha minha memória, depois de tanto tempo, foi por volta no início de 1995 que tomei contato com a coisa que viria a revolucionar não apenas a minha, mas a vida de milhões, por que não dizer bilhões, de seres do planeta Terra: a Internet. A Tec Toy pretendia alçar voos mais altos e sabia do que estava acontecendo no Primeiro Mundo, e começou a fazer estudos para ser um provedor de Internet. Nessa época, o acesso a Internet era muito restrito: apenas ambientes acadêmicos e algumas poucas empresas tinham acesso a ela. Não haviam provedores privados de Internet, sendo que o primeiro comercial foi a Mandic, num sistema mais restrito, e a UOL, uma "joint venture" formada pela Folha de São Paulo e a Editora Abril, que começou a operar comercialmente apenas em Setembro de 1996.

A bomba caiu. Quando comecei a abrir a Internet e entrar em sítios, onde havia toda espécie de coisas interessantes tive um baque: aquilo era o que sonhávamos durante os anos que fazíamos nossas publicações em mimeógrafo. Imagine... A gente trabalhava dias e dias montando estênceis e rodando a manivela para editar meia dúzia de páginas, que eram grampeadas, envelopadas, subscritadas e despachadas no Correio para uma dúzia de pessoas, e dois meses depois recebíamos alguma carta comentando. Tudo muito demorado. Mas ali... Não, aquilo era o mimeógrafo da era moderna. As possibilidades eram infinitas.

Em meados desse mesmo ano, um grupo de amigos queria adquirir computadores, que eram muito caros, então numa ideia de um japonês chamado Alexandre, que entendia o funcionamento desses sistemas, fizemos um consórcio para a compra. O meu saiu no segundo mês. Era um poderoso DX 100, com monitor de 14 polegadas, 540 MB (Mega, eu disse!) de disco rígido, e suficientes 4 MB (de novo eu disse Mega, não Gigabytes) de memória RAM. Ah, sim o monitor era colorido, mas não tinha drive de CD, nada disso. Esses era acessórios caros, que eram vendidos à parte com o singelo nome de "Kit Multimídia", do qual fazia parte ainda uma placa de som e um par de caixas. E como, para as mulheres o primeiro sutiã, e para os homens a primeira puta, o primeiro computador a gente nunca esquece; jamais me esquecerei daquele trambolho horroroso que passou a dividir as noites com minha então mulher.

A UOL tinha começado a operar em Setembro de 1996 e fez um alarde danado nas mídias. Eu precisava ter Internet em casa, mas... Mas nem telefone eu tinha. Naquela época, a telefonia ainda era estatal, cara e ineficiente como qualquer uma, e portanto, uma linha telefônica em casa era um luxo, que pouca gente podia se dar. Fiz um enorme sacrifício e fui a uma empresa que comercializava linhas de forma particular, o Balcão do Telefone. Paguei, lembro muito bem, 4.000 reais pela linha, que demorou quase um mês para ser instalada.

De posse da linha telefônica, o que restava para abraçar aquele mundo interligado era comprar um dos maiores objetos de desejo da época: um Modem. E lá fui eu, para a Rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo comprar o meu. Eu nunca tinha tido a coragem de abrir um computador, mas corri o risco e instalei o danado... Ah, mas então era preciso o tal do provedor. Uma ligação ao UOL resolveria isso... Bem, resolveria depois de um cadastro gigantesco, envio de documentos pelo Correio, o aguardo de uma semana para receber em casa o Kit de Instalação: um disquete com o Netscape 2.0 e um Manual. Pronto? Ah, não, ainda não. Era preciso ligar novamente para a Central de Atendimento para configurar. Pronto. É... Pronto para pagar mais de trinta contos por mês, e ter direito a usar 22 horas por mês de Internet (sim, eu escrevi certo: vinte e duas por mês, não era por dia, não). Além disso, como a conexão usava a linha telefônica, se pagava como se estivesse numa ligação normal, e o pior para o resto da família: a linha ficava ocupada.

Então, certo. O importante é que eu tinha Internet. É certo que para usufruir daquilo e não falir em um mês, a gente se conectava a meia noite e ficava conectado até as seis da manhã, quando a companhia telefônica cobrava o que era chamado de Pulso Único, ou seja: se você se conectasse a meia noite, e a conexão não caísse, pagava apenas o custo de uma ligação básica, que era de três minutos. Ah, se não caísse... Isso era impossível, pois é claro que, espertamente ela sempre caía. E o pior de tudo era o estardalhaço de ruído que era emitido quando se tentava conectar, que podia acordar a família inteira.

E eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet. E o mundo daqueles sítios, onde ideias, informação, fotos e tudo que se imaginasse era algo que fazia a gente se sentir como uma espécie de desbravador, de um conquistador... Ah, sim um daqueles grandes homens da era das navegações.... Um descobridor de mares bravios, inóspitos, virgens selvagens. Aliás, deve ser esse o motivo para se referirem ao uso da Internet como "navegar" e batizar o programa de acesso como "Navegador". E lá ia eu, naqueles mares, me sentindo, sei lá, como um Colombo, Marco Polo. Eu tinha Internet, e tinha algo ainda mais bacana: um endereço de correio eletrônico. Ter um "cichetto@uol" foi um dos meus maiores orgulhos naqueles tempos. Imprimi até um monte de cartões de visita, só para ostentar isso. Aliás, fui um dos primeiros clientes da empresa.

Acontece que eu queria mais, sempre quero mais. E ficava olhando aquelas páginas com fotos, textos, cores, tudo muito bem feito, e imaginando que só um gênio poderia produzir algo parecido. Eu não sou gênio, mas sou muito curioso, e comecei a comprar revistas e mais revistas sobre informática. Numa delas tinha umas coisas básicas sobre um negócio chamado "HTML", que era a "linguagem" por trás daquela coisa toda. Fiquei estudando, e quando escrevi as primeiras linhas, que davam o "comando" para uma página com fundo azul e letras pretas, salvei o arquivo originalmente feito no Notepad do Windows com a extensão "HTM" e abri percebendo que aqueles colchetes e aspas e linhas me mostravam exatamente uma página com fundo azul e letras em preto, me senti um Bill Gates. Dali por diante foi só aprimorar, aprender mais, incrementar. Fiz minhas primeiras páginas, com coisa mais mirabolantes com linhas, tabelas, imagens, links, usando o Bloco de Notas. Aliás, o primeiro site que coloquei no ar, já em 1997, e que tinha um absurdo de quatro páginas, foi integralmente feito nesse "poderoso" programa de edição.

Mas isso é assunto que conto no próximo episódio da série, que estreia a seguir, onde o distinto leitor ou leitora poderá saber mais sobre o meu banheiro, e outras picardias. E não se esqueça de comprar um disquete de 3/4 para salvar o arquivo depois de ler.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

 



 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)
João Baptista de Oliveira Figueiredo; Tancredo Neves; Paulo Maluf; José Sarney; Jânio Quadros, João Goulart; Raul Seixas; Cazuza; Revista Veja; Partido dos Trabalhadores; Fernando Collor de Mello; Tec Toy; Master System; Mega Drive; Daniel Dascall; Brinquedos Estrela; Star Trek; Perdidos no Espaço; UOL; Netscape;
Trilha Sonora: Cazuza - O Tempo Não Para
http://www.tectoy.com.br

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POSTAGEM


1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.


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