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2002 - O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

WIKI

"2002 (MMII, na numeração romana) foi um ano comum do Século XXI que começou numa terça-feira, segundo o calendário gregoriano. A sua letra dominical foi F. A terça-feira de Carnaval ocorreu a 12 de fevereiro e o domingo de Páscoa a 31 de março. Segundo o Horóscopo Chinês, foi o ano do Cavalo, começando a 12 de fevereiro. Foi designado como: Ano Internacional das Montanhas, Ano Internacional do Ecoturismo, Ano Internacional do Patrimônio Cultural, pela ONU."
Escrito e Publicado por Barata Cichetto em 8/9/2018

O período entre 2001 e 2004 foi os mais agitados e cheios de acontecimentos, com relação ao sítio A Barata. Analisando agora, percebo que foram os anos em que o projeto atingiu seu auge, com um numero assombroso de acessos diários, todos os produtos colocados à venda saiam das prateleiras na mesma velocidade que entravam. Os eventos eram altamente concorridos, o mesmo ocorrendo com minha pessoa. Portanto, peço um pouco de paciência ao leitor, pois os textos desse período prometem ser bem longos, pois não quero deixar nada de lado, e conto basicamente com a minha memória, CDs que muitas vezes não podem mais ser lidos e pastas com papelada empoeirada, para tanto. Ademais, não quero cometer nenhum esquecimento de fatos importantes, e especialmente os nomes das pessoas que participaram.

Desde o final do ano, muitos amigos, especialmente os ligados a Rock e Poesia, começaram a se movimentar para divulgar o evento. Sites como o Mundo do Rock, Oba-Oba, Rock Brigade, Rock Connection, Cifra Club, Whiplash, Rock Geral; o tabloide Rock News, e os sites e blogs de grupos poéticos: Palavreiros, da escritora Vânia Moreira Diniz, e o site do escritor alagoano Luiz Alberto Machado, aliás, pai da ideia do evento, e que desde meados de 2001 mantinha seu endereço na Internet como um subdomínio de A Barata, divulgaram incessantemente. Além disso, foram confeccionados dezenas de cartazes e filipetas, que eram esparramadas pela Galeria do Rock, lojas dos bairros próximos, e até mesmo dentro da concorrente Led Slay. Além disso, fiz uma visita a vários motoclubes da região divulgando e oferecendo meia entrada a qualquer integrante, e como eu morava numa avenida de grande circulação, próximo ao metrô e no segundo andar de um prédio, mandei fazer uma faixa enorme e coloquei, bem na cara de quem saía do Hospital do Tatuapé do ia para a Unip.

A corrida era contra o tempo, e alguns receios assolavam minha cabeça: primeiro era com relação à data marcada, que era principio de ano, quando as pessoas normalmente estão sem dinheiro; o outro é que eu não poderia mesmo contar com o publico da casa, já que a Fofinho não abria às sextas-feiras; e por fim, era uma época em costuma chover bastante. Isso só aumentava a tensão e o trabalho, mas as expectativas eram absolutamente positivas.

Chegou final o dia, e já uma das minhas preocupações se tornou real: o dia amanheceu nublado e à tarde caiu um temporal muito forte em São Paulo, alagando as principais vias de acesso, e todo o caos que a cidade vive num dia desses se instaurou. Entretanto, no momento em que a intempérie aconteceu, eu já estava na Fofinho juntamente com os músicos da banda The Eddie Of The Darkness, que embora fossem a última banda a tocar, chegaram cerca de doze horas antes, por volta das três da tarde, e já receberam e foram ao camarim vestir seus cachês, ou seja, as camisetas "Rock é Atitude", com a qual a maioria dos integrantes tocou, já na madrugada de sábado.

A chuva não parava, e a tensão só aumentava. Os integrantes das bandas foram chegando, e logo encostou o ônibus fretado pelo Marcelo Nicolau, que trazia de Jacareí a banda Vercilha Zaira (cujo nome saiu grafado errado no cartaz, por que eu achei que era algo relacionado a versos, "versilia", mas era mesmo o nome da avó do fundador da banda, o Wandré Perez, também vocalista da banda); além do Stroebel, o artista que faria a grafitagem na parede, e o Wanderlei, que infelizmente não sei o sobrenome), que faria a performance teatral; além é claro de muitos amigos.

Na organização além de mim, eu contava com alguns amigos, como o poeta Manoel Alves Calixto, o João Kraciunas e a esposa Solange, e o Alexandre Strapola, e o meu braço direito naquele evento, que era o Graciano Abambres. Armávamos o varal de poesias, a banca onde seriam vendidas as camisetas, que aliás era um desses bares de sala que eu tinha levado da minha casa, onde João e Solange seriam os responsáveis, e logo chegou também o Gilson, da Expression Tattoo, uma clínica de tatuagem das mais conceituadas da Galeria do Rock. Os eventos aconteceriam simultaneamente nos dois palcos da casa: no superior aconteceriam às apresentações das bandas, e no inferior, as de musica autoral brasileira, como o grupo Fala Paredes, do Jorge Mendes e Célia Demézio, e o músico Ozi dos Palmares. Algumas das atrações programadas e previamente divulgadas não puderam acontecer por problemas de ultima hora, como a Biblioteca Paulo Coelho, que seria montada pelo Elias Felimon, que por algum motivo que não lembro, não pode comparecer.

O início estava marcado para as 21 horas, e a banda Libertinagem seria a primeira a se apresentar, e meia hora antes ainda não tinha chegado, para meu desespero, que só não era maior que o de perceber que meu fiel escudeiro, e que seria responsável pela bilheteria, o Graciano, já estava completamente bêbado. A Renata, responsável pela Fofinho tentava me acalmar, mas essas coisas me deixaram em pânico. As nove em pouco a banda chegou, e o problema com a bilheteria foi resolvido pela própria Renata, que assumiu o posto. Estava chegando a hora, mas por causa das chuvas e do atrasado da primeira banda, resolvemos atrasar o início em uma hora.

O publico chegava com grande afluência, e para meu mais absoluto orgulho, uma parte enorme vestia as camisetas "Rock é Atitude!", que tinham sido compradas na Led Slay, pela Internet, ou como parte do quite de ingresso. Entre eles estava o Cezar Heavy, baixista e vocalista da banda Tublues, que tinha vindo desde Lorena, no interior de São Paulo, especialmente para me conhecer, e, claro, participar da festa. Nesse dia, Heavy protagonizou uma história que mais até, e fatalmente para sempre será motivo de gozação: a "Tia", como era conhecida a avó da Renata, era quem tomava conta do bar, e adorava pregar peças nos clientes, como fazer uns coquetéis malucos que funcionavam como bombas nas cabeças dos malucos metidos a beberrões. E com o Heavy não foi diferente, só que ele inovou e começou a tomar Xiboquinha, uma bebida extremamente doce e forte. O resultado é que o cidadão, que depois se tornaria um amigo perfeito, daqueles que a gente manda se foder, depois chama pra fazer uma musica, passou quase a noite inteira vomitando pelas escadas da Fofinho, enquanto a velha senhora ria, no seu característico riso de deboche e ironia.

As dez em ponto dei por abertos os trabalhos da "1ª Fest'A Barata", com meu irmão Marcelo Nicolau correndo de um lado para o outro, organizando as bandas, e as pessoas circulando pelos dois andares da casa. Não lembro o que acontecia no palco inferior nesse momento, mas no superior, a primeira banda a se apresentar foi a Libertinagem, que tocou músicas próprias. A banda era muito amadora e todos os seus integrantes estavam muito bêbados e chapados, resultando em muita reclamação. Eu tinha chamado essa banda por insistência de um dos integrantes, o Luis Kiss, que me pedira uma chance, e além do mais por considerar essencial que houvesse uma banda com trabalho próprio, mas de fato nunca tinha escutado nada deles, e o resultado foi decepcionante.

Nicolau me pedia calma, já eu estava a ponto de chutar aqueles caras do palco, e como a correria e os eventos paralelos me ocupavam demais, deixei correr. Na parte inferior, bem próximo a entrada, o Robson Stroebel começava seu grafite, cuja previsão de término era para o final do evento.De início tivemos problemas por causa do cheiro da tinta, que foi contornado com um ventilador voltado para a saída. O Stroebel fazia seu trabalho em meio a goladas imensas de conhaque, e desperta a atenção das pessoas pela rapidez e firmeza como empunhava as latas de "spray".

Em meio às pessoas, de repente, surge um cidadão, muito magro e sem camisa, e começa a dizer coisas aparentemente sem sentido, mas que faziam parte da performance teatral do Wanderlei. No começo ninguém entendeu nada, mas como ele era extremamente carismático, foi envolvendo a plateia, e circulava entre ela provocando artisticamente.

Acredito, sem confiar muito em minha memória, que foi nesse momento, quando o Marcelo Nicolau descia as escadas do camarim informando que tinha acabado a tortura, ou melhor o "show" da Libertinagem, que começou a apresentação de Ozi dos Palmares, que fazia uma musica de caráter regionalista do nordeste. A ideia era que, nos intervalos das apresentações do palco principal superior, houvessem no palco inferior, já que as pessoas desciam para comprar bebidas, ir ao banheiro. Era uma forma também de mantê-las ali, apreciando os poemas impressos e presos à cordinhas com prendedores de roupas, e compras as camisetas.

Algum tempo depois Nicolau avisa que a Black Rainbow, banda que faria tributo a Ronnie James Dio estava entrando no palco. Conforme comentei anteriormente, eu tinha ficado impressionado com o timbre de Odair Cassani, então subi para acompanhar a apresentação da banda, que foi absolutamente impecável.Infelizmente, apenas algumas fotos sobreviveram, pois um vídeo, feito pelo João Kraciunas ainda em VHS, se perdeu em alguma mudança, sem ter tido tempo de ser convertido digitalmente.

A segunda banda a se apresentar tinha sido alvo de alguns problemas até o momento de apresentação. A Crusaders, banda tributo ao Saxon, que fora a primeira contatada, por intermédio do Rodolfo, o cantor, não pode justamente contar com ele, que tinha sofrido um gravíssimo acidente de motocicleta justamente no dia anterior, e estava internado em estado muito grave. Quando a banda chegou, capitaneada então pelo Danilo Toloza, guitarrista, rolou um ligeiro mal estar, já que segundo ele, não sabiam nada a respeito de não ter cachê. Expliquei o acertado com Rodolfo, e os ânimos se acalmaram, pelo menos nessa questão, já que a banda iria se apresentar em, digamos, caráter precário, com o vocalista da banda Denin and Leather Marcelo Lanfranchi, fazendo o vocal. A apresentação foi um tanto mais curta que o previsto, mas , Alexandre Bianchi e Danilo, os guitarristas, mais William Dawson Carter, o baixista e os baixista e baterista Eric e Fábio, deram conta do recado e animaram a plateia ao som dos clássicos do Saxon, como "Crusader", que se tornou um clássico para mim depois disso.

A banda a se apresentar em seguida seria a Vercilha Zaira, que era uma das que eu mais aguardava, não apenas por ser um admirador de Led Zeppelin, mas pelas recomendações feitas à eles pelo Nicolau, que era, uma espécie de padrinho. Ele tinha me chamado a atenção para a semelhança, física e vocal do vocalista Wandré Perez. De fato, só pude conferir uma ou duas músicas, pois durante a apresentação, tive que descer para resolver um problema com o segurança, que insistia para que o Stroebel parasse de grafitar. Pedi a ele que, se possível abreviasse o final do trabalho, mas ele foi taxativo em não parar. E me mostrou o porquê;o grafite estava pronto, muitas horas antes do previsto. E era impressionante: três bruxas e um clima altamente cósmico. As pessoas paravam e comentavam, parabenizavam o artista. Ficou um trabalho maravilhoso, que ocupada uns quatro metros de extensão na parede lateral da Fofinho. Uma lástima que apenas poucos dias depois, à guiza de uma reforma, a Renata tenha mandado apagar a arte.A desculpa pública ao menos foi essa, mas depois ela me confidenciou que na verdade aquilo a incomodava, por ser evangélica (sic).

A noite ia chegando ao final. Já era por volta de três da manhã quando o burburinho na parte inferior se tornou mais forte: o pessoal do Piece Of Maiden Fan Club, comandados pelo Marcos Cintas Motolo fazia uma algazarra sadia, com faixas, bandeiras e gritos de guerra, afinal ia começar a apresentação da Eddie Of The Darkness, a banda tributo de Iron Maiden, que fecharia a noite. E quando isso aconteceu, a parte inferior da Fofinho ficou literalmente vazia. E, com certeza, foi a uma apresentação de qualidade, com Marcelo, o vocalista, Marco e Giba, os guitarristas, Luís, o baixista e o monstruoso Alexandre na bateria, arrancando participações, gritos e pedidos da plateia.

A primeira Fest'A Barata chegava ao seu final, com um resulto muito positivo, afinal cerca de 400 pessoas lotaram a Fofinho naquela noite chuvosa de sexta-feira em São Paulo, quando eu, que meses antes não tinha ideia de como realizar um evento daquela natureza saia, senão com dinheiro sobrando, com a alma completamente lavada, e um orgulho imenso de saber que todas aquelas pessoas, público e artistas, estavam ali por conta do meu trabalho.

Nos dias e semanas seguinte, várias pessoas que estiveram presentes no evento publicaram em sites e blogs suas impressões sobre ele, mas um particularmente até hoje me enche de emoção e orgulho, que foi o texto publicado pelo jornalista Marcio Alexandre Serra da Silva, que tinha o título de "Baratas Festejam Sua Primeira Vitória", que entre outras tecia algumas comparações, como no trecho: " No comando, Alexandre, governante da Macedônia, ordenou que o seu exército de guerreiros invadisse a Zona Leste de São Paulo nesta sexta-feira, dia 11 de Janeiro de 2002. O Alexandre, o Grande deste século é Luiz Carlos 'A Barata' Cichetto, bravo cavalheiro que conquistou um marco na grande batalha contra a abulia social. Para provar que é um grande líder, Luiz marchou lado-a-lado de seus colaboradores e mostrou a este planeta que música, poesia e cultu’A Barata são as grandes armas para salvar a humanidade do apocalíptico século da negação e do vazio cerebral....". Uma resenha para se colocar num quadro e ficar olhando, e mostrar para o netos.

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Aquele ano de 2002, se não foi o mais, foi um dos, que foram mais agitados para o projeto A Barata, e eu ganhava um novo nome, que a partir daí seria como eu gostei de ser conhecido, e poucos anos depois adotei como nome literário: "Barata". Até então eu era apenas o "Luiz, do site A Barata", e tinha que ficar dizendo isso a todo o momento, como identificação, mas foi ainda durante os preparativos da Festa,a Renata, da Fofinho, começou a me chamar assim. No começo eu achava meio esquisito, mas depois fui me acostumando, e já durante o evento, muitas pessoas passaram a me chamar assim. E então ficou mais fácil a identificação:em lugar de eu dizer às pessoas meu nome e de onde eu era, ao dizer simplesmente "Barata", já estava tudo explicado. Ademais, é motivo de orgulho passar a ser conhecido pelo nome de seu trabalho, de seu empreendimento. E apesar de ainda escutar comentários pejorativos, me comparando com o inseto, devo dizer que tenho orgulho monstro desse nome.

É claro que eu tinha ficado muito empolgado com o sucesso de meu primeiro evento que, claro, tinha apresentado problemas em função da minha falta de experiência, mas que no final das contas, tinha tido um resultado extremamente favorável, ao menos artisticamente, já que financeiramente não houve lucro. O Cezar, aquele da Xiboquinha, queria que eu trouxesse a banda dele, a Tublues, para tocar em São Paulo, e juntei isso à minha paixão por Janis Joplin, e sai pela Internet em busca de alguém que fizesse isso. Encontrei a Xandra Joplin, de Santos, e falei a ela sobre meus planos, e me sugeriu que procurasse uma amiga dela em São Paulo, que tinha uma loja dedicada à Janis.

A loja era a "Kozmic Blues", que na época ficava numa badalada galeria alternativa da Rua Augusta, a Galeria Ouro Fino. Liguei para ela e dias desembarcava na loja, que era como saltar de uma máquina do tempo, diretamente aos anos 1960, exatamente Woodstock e San Francisco. Tinha pôsteres, incensos acesos, roupas customizadas e um genuíno altar dedicado à "deusa" Janis Joplin. Naquele dia conversamos muito e percebemos muita afinidade. Eu tinha escrito um conto chamado "O Dia em Que Transei Com Janis Joplin", que estava publicado em A Barata, e era um dos mais comentados. A Rê se apaixonou.

Sempre haviam pessoas ligadas ao mundo do Rock em São Paulo na loja, mas naquele primeiro dia, a primeira pessoa que lembro de ter falado era o Zappa, que tinha acabado de sair da Kiss FM, quando a rádio fez sua primeira reformulação e deixou de ser uma rádio alternativa. Ficamos horas, os três, conversando e aquele foi o primeiro dia de uma amizade com a Reviane, que persiste até os dias atuais, se bem que não mais com frequencia. Durante muitos anos frequentei a Kozmic Bues, especialmente nos dias 4 de Outubro, quando ela fazia uma reunião de amigos para lembrar a morte de Janis. Aliás, por conta de nossa intimidade, muita gente acreditava, e talvez ainda acredite, que mantínhamos um caso, inclusive - confissão de última hora agora - quando meu primeiro casamento acabou, minha ex tinha certeza que eu tinha ido embora para ficar com a Rê.

Em tempo: a tão sonha edição da "Fest'A Barata", com Tublues e a banda tributo da Xandra acabou nunca acontecendo. Acabamos marcando e divulgando uma apresentação da banda de Lorena poucos meses depois, mas poucas horas antes, com Cezar e a os outros músicos já na casa, a Renata cancelou, alegando falta de público, sob nossos mais intensos protestos. E lágrimas por parte do durão Cezar.

E as coisas com relação ao sítio só cresciam. No final do ano eu tinha feito a Revist'A Barata, como braço impresso, e dai surgiu a ideia de, nos mesmos moldes, fazer algumas antologias poéticas minhas. E assim publiquei "Sangue de Barata", que era o título de um dos poemas, e que mais tarde se tornaria uma música, feita pelo homem que vomitava Xiboquinha, Cezar Heavy. Além disso, a audiência crescia vertiginosamente, sendo que durante aquele ano chegou a quase mil por dia, fazendo com que eu tivesse que tocar de empresa de hospedagem de sites, pela anterior não aguentar o fluxo. Esse número, para um site alternativo, voltado a Rock, Poesia, Literatura, era altamente considerável, já que eu não tinha dinheiro para anúncios, contando apenas com divulgações de amigos.

Cerca de dois meses depois, por alguém que não lembro, infelizmente o nome, que acompanhava meu trabalho, fui convidado a escrever uma matéria no Jornal do Brasil, um dos maiores do estado. Era um texto sobre traição na Internet, e o fato de constar na edição impressa e ser veiculado no site do jornal a menção: "Luiz Barata Cichetto é Criador do site A Barata, www.abarata.com.br", fez com que muito mais gente conhecesse.

As camisetas também, agora feitas pelo Alexandre Strapola vendiam muito bem, o que além de um reforço substancial no caixa, também servia como divulgação. Na Led Slay virou mania, e era comum ver grupos grandes de pessoas vestindo-as, algumas até mesmo customizando. Eu era alvo de muito respeito dentro da casa, por ser o criador e administrador do site, por ser organizador, agora, de um evento importante, e também por colocar um monte de gente para dentro sem pagar, além, é claro de despertar, também por todos esses fatores, alguns desejos eróticos, como de uma garota chamada Vânia, que me caçava por todos os cantos fazendo juras amorosas, e a tal da Neide Caveirinha, que um disse me deixou muito embaraçado ao dizer a meu filho, comigo ao lado que não sossegaria naquela noite enquanto não desse pra mim. E ela não deu sossego, mesmo.

Naquele ano também, como eu publicava centenas, milhares de textos de todas as pessoas que enviassem, e fazia divulgação gratuita de bandas, que me ocorreram duas ideias importantes, que logo tratei de colocar em prática. A primeira delas foi estabelecer a criação de colunas fixas e periódicas aos autores mais efusivos e constantes, como eram, por exemplo, Viegas Fernandes da Costa, um historiador e professor catarinense, que era um cronista e poeta fantástico, sobre o qual eu escrevi algumas resenhas sobre livros e, em 2012 convidei a escrever o prefácio de um livro meu, a "Autobiografia Não Autorizada". Viegas publicou dezenas e dezenas de textos em A Barata, e teceu enormes elogios a minha pessoa, mas para minha tristeza, em 2018 fui surpreendido por uma mensagem dele, no Facebook, onde eu marcara seu nome numa divulgação do texto do tal prefácio, que ele sabia que ele era filiado ao Partido dos Trabalhadores, e tinha percebido que eu não admitia petistas, e que portanto eu deveria esquecer tudo aquilo que ele tinha dito sobre mim. É triste saber que as pessoas agem dessa forma, mas afinal eu não detesto petista, detesto idiotas, principalmente os disfarçados de intelectual. Uma lástima.

Outra das ideias foi vender endereços de email debaixo do domínio "abarata.com.br". Como naquela ter um endereço de email era algo um pouco caro, ruim, ou dificil, já que não existia ainda Gmail, os gratuitos, do tipo Hotmail eram muito ruins, e os do UOL e Terra eram bem caros, aliado ao fato de que muitas pessoas se interessaram em ter seus nomes atrelados a Abarata, e pagavam, não me lembro bem quanto, mas decerto algum valor nada exorbitante, para ter seus emails "@abarata.com.br". Infelizmente não tenho os nomes dessas pessoas, mas nem foram tantas. O único que tenho certeza é o Chrystiann Guilen, que alias me lembrou desse fato numa postagem no Facebook recentemente, a respeito da reformulação, o que aliás, foi o que me suscitou a escrever esses relatos.

Além das colunas e dos endereços de email, outra ideia importante foi a de criar páginas gratuitas para bandas alternativas, a exemplo do que já tinha feito com as literárias. Nesse espaço havia fotos, releases, agendas e até musicas para "download". Uma das primeiras bandas a ter esse espaço foi a Norman Bates, de Belém, que tinha me deixado maravilhado com uma versão musical de "A Esperança" de Augusto dos Anjos. Essa ideia, não posso afirmar com certeza, mas mesmo com menos recursos, foi a mesma adotada pelo "My Space", e que se tornou febre, algum tempo depois. Afirmar que fui copiado talvez seja exagero, mas é fato que coloquei isso no ar bem antes deles, que se lançaram à Internet apenas no ano seguinte, 2003.

Com o tempo outras bandas foram agregando, como a Crusaders, aquela mesma que tocou na Festa; a Casamata, e Marcelo Watanabe, um japonês doido que eu conheci também na Fofinho, não lembro se um pouco antes ou pouco depois do evento, e que posteriormente eu viria a ser uma espécie de gerente, fazendo site, promovendo shows e fazendo contatos. Até mesmo a Patrulha do Espaço, durante algum tempo por ter tido problemas com o oficial, usaram esse espaço pioneiro.

Falando em Patrulha do Espaço, foi também nesse ano de 2002, que passei a trabalhar com a banda. Tudo começou quando, em Julho eu fui ao Centro Cultural São Paulo assistir a uma apresentação, que era da turnê do disco "Chronophagia", que trazia a banda de volta desde 1999, depois de um período de hibernação. A banda trazia um velho conhecido, ainda dos tempos dos mimeógrafos, e que se tornara um dos maiores baixistas do Brasil, Luiz Domingues, e nas guitarras, dois então garotos, cheios de criatividade e energia, Marcello Schevano e Rodrigo Hid.

Terminado o espetáculo fui até o camarim e falei com Rolando, que eu conhecia, embora nunca pessoalmente, desde que era o "Junior", baterista do Made In Brazil, e ao qual eu acompanhara de perto, inclusive tendo ido ao primeira apresentação da banda, ainda como "Arnaldo & A Patrulha do Espaço", no glorioso "1º Concerto Latino Americano de Rock". Dei a ele uma camiseta Rock é Atitude!"e ele me retribuiu com o CD da banda. Trocamos telefones e dias depois eu liguei a ele. Na verdade estava interessado em vender-lhe a criação de um site, já que aquilo era o meu ganha pão. Marcamos na casa dele dias após e fiquei impressionado com a cultura e conhecimento dos esquemas do Rock que ele tinha. No final da conversa sai sem o site, mas com o convite para ser "Manager" da Patrulha do Espaço. E nos primeiros dias de Novembro, embarco com a banda para um "show" em Santos, a bordo do "Azulão", um ônibus Mercedez Benz 1976, pilotado pelo "Alemão.

Durante os próximos dois anos eu estaria correndo pelas estradas do interior de São Paulo com aquela trupe de pessoas, conhecendo milhares de pessoas, muitas das quais agregadas também a A Barata. Foi uma época de muita agitação, muita adrenalina, mas principalmente de muitas histórias, não mesmo, "meu velho brother rock'n'roll", Rolando Castello Junior?

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Um adendo que surgiu após a conclusão deste texto, foi lembrar as pessoas que conheci naquele ano, dentro do contexto de A Barata, e que perduraram ou perduram até os tempos atuais, ou que foram muito importantes. José Zinerman Nogueira, um sujeito um tanto maluco, mas que tem uma criatividade absurda e é um agitados no meio underground desde os anos 1970, e que foi, entre outras coisas, o cara que apresentou Raul Seixas a Sylvio Passos, embora o mesmo não reconheça isso. Além dele, outras pessoas, como Maira Reicher, Felipe Ribeiro (este me parece que foi no ano anterior). E se acaso alguém que participou nessa época e estiver lendo, e não foi citado, peço que entre em contato, que acrescento. Como disse no início, muitas das coisas relatadas dependem da minha memória, que não é de elefante, mas de Barata. Se é que baratas tem memória.

Poesia do Ano

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

Gosto da Morte
Barata Cichetto
 
Porque será que minha poesia tem o gosto da morte
Ou seria da poesia que minha morte tem o gosto?
Um gosto estranho tem o sangue que corre do corte
Porque a morte é uma senhora de belíssimo rosto.

Cometo poemas escritos com sangue e porra
Um Arquíloco da era moderna, um sádico triste
Apanha logo meu sangue antes que escorra
Depois esfregue quente em seu mamilo em riste.

Porque tanto sussurro sobre a morte, querido leitor
É porque a morte, ela não trairá nunca, jamais
Ao contrário da amada que com botas de feitor
Depois da traição grita comigo: "Mais! Mais! Mais!".

Qual é o gosto da morte? Um gosto quente de queijo?
Decerto, a morte tem o gosto da liberdade e do tesão
E agora que ela chega nua e doce deposita seu beijo
Eu lhe digo, me liberta, Senhora, me liberta da prisão!

24/2/2002




 

PALAVRAS E PESSOAS-CHAVE (keypeople and Keywords)

Vânia Moreira Diniz; Luiz Aberto Machado; Débora Batello; Wandré Perez; Graciano Abambres; Fofinho Rock Club; Festa Barata; Marcelo Henrique Vieira Nicolau; Silvia Jordão; Cezar Heavy; Vercilha Zaira; Marcio Alexandre Serra da Silva; Jorge Mendes; Libertinagem; Alexandre Strapola; Black Rainbow; Odair Cassani; Crusaders; Danilo Toloza; Alexandre Bianchi; The Eddie Of The Darkness; Célia Demézio; João Kraciunas; Solange Viático; Expression Tattoo; Ozi dos Palmares; Marcelo Lanfranchi; William Dawson Carter; Jornal das Estrelas; Calvin Jr.; Alex Alves de Gusmão; Ian Cichetto; Manoel Alves Calixto; Leonardo Martins; Vandirson da F. Costa; Marcio Alexandre Serra da Silva; T.Wendy Coisas; Wlaj Furor; Sergio Alberto Bauchiglione; Maira Reicher, Raul Stargazer; Heavy; Tublues; Robson Stroebel; Marcos Cintas Motolo; Piece Of Maiden Fan Club; Norman Bates, Nicolau Amador; Crusaders; Chrystiann Guilen; Patrulha do Espaço; Xandra Joplin; Rê Joplin; Galeria Ouro Fino; Kozmic Blues; Rolando Castello Junior, Marcello Schevano, Rodrigo Hid, Luiz Domingues; Marcelo Watanabe; Centro Cultural São Paulo; Jornal do Brasil; José Zinerman Nogueira; Norman Bates; Viegas Fernandes da Costa;

Trilha Sonora: Saxon - Crusader
http://www.fofinhorockbar.com.br

Galeria 2002


Galeria 2002
1ª Fest'A Barata
Fofinho Rock Club 11/1/2002
       

Publicações 2002


Pessoal e Intransferível
(Poesia)
(Xerox)

Sangue de Barata
(Poesia)
(Xerox)

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 1 - 1/1/2002

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 2 - 1/3/2002

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 3 - 1/4/2002

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 5 - 17/5/2002

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 4 - 25/6/2002

Revist'A Barata
(Tamanho A5 Impressão Xerox)
Edição: 6 - 7/12/2002
   

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POSTAGEM



1958

O Início Antes do Início
Até chegar à Internet há um longo caminho.

1990

Antes da Internet Havia Vida (Também)
E o importante é que eu tinha Internet, eu tinha Internet, tinha Internet.

1997

O Banheiro da Internet
Na pífia Internet dos anos 1990, uma cidade chamada Geocities.

1998

A Melhor Decisão, ou a Pior Decisão? E a Segunda Edição do Banheiro da Internet
Começam as polêmicas com um manifesto contra o aborto.

1999

As Baratas Cascudas Crescem nas Alamedas
Mudança para Belém, PA. Inspirado nas enormes baratas-cascudas da região surge o nome A Barata, no HPG, primeiro host gratuito brasileiro.

2000

Belém com cheiro de sexo e cultura; e a A Barata na Vitrine.
Retorno a São Paulo, e entrevista ao programa Vitrine da TV Cultura. Em função disso, o site se projeta e alcança grande audiência.

2001

Rock é Atitude, com Dio em São Paulo, e A Barata Com Endereço Próprio
Dia 5 de Abril, dia da apresentação da banda Dio em São Paulo, passa a existir o domínio abarata.com.br. Criado o sub-slogan, "Rock é Atitude!", que passa a estampar as camisetas criadas nessa época.

2002

O Ano em A Barata se firma como uma referência no meio de Rock e Cultura Underground.
Um ano dos mais importantes e frenéticos, que começou em Janeiro, com a "1ª Fest'A Barata", continuou em março, quando fui convidado a escrever texto para o Jornal do Brasil, e terminou o ano com o já batizado "Barata" como gerente da Patrulha do Espaço.

2003

O Ano da Patrulha do Espaço, e da Segunda Fest'A Barata. O Sítio Rompendo Fronteiras da Internet
Um ano intenso, viajando pelas estradas do interior de São Paulo e do Sul do país a bordo do "Azulão" me fazem entender melhor os bastidores de uma banda e de um show de Rock, e do trabalho complexo do lançamento de um disco. E um dos meus maiores orgulhos roqueiros: ".ComPacto"

2004

Marcio Baraldi e o Mascote; A Barata no Ônibus Mágico
O cartunista Marcio Baraldi, "o mais Rock'n'Roll do Brasil" se envolve no projeto, através de apoio financeiro e da criação do mascote, uma barata hippie e simpática. "Vinho, Poesia & Rock'n'Roll, no Magic Bus Bar. Organizamos a apresentação da banda "Malefactor" em São Paulo no mesmo local. Projeto "Sabbath Trifásico" na Led Slay, com três bandas de três diferentes vocalistas.

2005

Betty Boop, Orkut e Morangos Com Chocolate
Muito Sexo, Muita Poesia e... Pouco Rock'n'Roll. E A Barata Que é Bom Nada! Ou Ainda: Bukowski Foi Até a Favela Buscar Cerveja e Ainda Não Voltou!

2006

- "Nóis Fumo, Mas Vortemo" ou Antes do Começo e Depois do Fim, ou Ainda: Racumin é Para Matar Ratos, Mas Eu Sou Barata
Depois de nove anos, por pressão financeira, o sítio fica fora do ar por um mês. O apoio de Marcio Baraldi e Belvedere Bruno foram fundamentais ao seu retorno. Mas em função do crescimento das redes sociais e dos blogs, a frequencia diminui. Um'A Barata sem eira nem beira.

2007

Barata, Um Quase Garoto de Programa; Sangue de Barata e Um Festival Ganho Com Prêmio Nunca Recebido; Uma Fofinha na Fofinho e Peixes no Meu Aquário
"Sangue de Barata", interpretada pela banda Tublues, vence o "1º Festival Rock na Net", que teve o apoio e a participação intensas do site. O poema "Desgraçados" leva Menção Honrosa em concurso literário "Elos e Anelos". E uma permuta estranha com uma garota de programa. Um ano agitado, Barata com voando alto. E no fim se esborrachando no chão.

2008

O Ano Que Nunca Deveria Ter Existido; E Que Não Foi Daqueles Que Nunca Acabaram, Mas Que Parece Que Nunca Sequer Começaram
As redes sociais mostram seu poder: ninguém está à Salvo. A Revist'A Barata passa a ser o carro-chefe; A Barata deixa de ser um Portal e se torna um site pessoal. Uma Revolução fracassada.

2009

Barata: Liberdade de Tesão e Tesão de Liberdade, Solidão, Poesia e Muito Rock'n'Roll, de Volta Para o Futuro
Rádio Barata Don't Stay Mais Aqui, e o que resta é uma Lágrima Psicodélica e uma loirinha má. Veteranos na Led Slay e putarias no Arco-íris. E entram em cena a Gostosona de botas pretas e decote honesto que só falava das filhas, e a Gostosinha de minissaia que queria prender o pai da criança.

2010

A Gostosona, Amyr Cantusio Jr, Vitória, Editor'A Barata Artesanal e Rádio Cultura
A Gostosona dá as caras... E muito mais: a união com Izabel Cristina Giraçol muda a trajetória de Barata. Uma visita a Fernando Pessoa no museu, criação da Ópera Rock Vitoria, em 20 dias. Participação em programas da Rádio Cultura de São Paulo, Rádio Barata, na Radio Lágrima Psicodélica.

2011

Criação da KFK Webradio, Oficina de Webradio, Visita a Uma Rádio AM. O Ano da Inauguração do Ódio no Poder
Enquanto Caetano Veloso é noticia na mídia se preparando "para atravessar uma rua do Leblon", Barata se prepara para cagar em Guaianases, e depois lançar a Opera Rock Vitória, e fazer outras coisas como criar a KFK Webradio, com o mote "A Rádio Que Toca Ideias."

2012

Um Quase e Um Fim Para a KFK Webradio; Barata a Ferro e Fogo; Confraria dos Loucos, Oficina de Literatura; A Autobiografia Não Autorizada e Uma Enxurrada de Livros; Fanzinada e Politicamente Incorreto ao Quadrado.
Enquanto o mundo não chega ao fim, Barata se encarrega de escrever e lançar sua autobiografia não autorizada, e faz meia dúzia de lançamentos literários, incluindo um malfadado primeiro livro por uma editora, e ainda lança quatro edições de uma revista impressa. Surge o Barata À Ferro e Fogo e no final do ano, a primeira das belas edições de Politicamente Incorreto ao Quadrado.

2013

Sem Estripulias Eróticas, Um Ano de Muitos Livros, Revistas e Rock'n'Roll. PI ao Quadrado ao Redor do Mundo, e a Criação da Revista Gatos & Alfaces
2013, o ano em que a literatura do escritor Barata e a arte do artesão de livros Barata se deram as mãos e produziram muito mais que poderiam supor. E duas mortes no mesmo abalando minhas estruturas poéticas: Lou Reed e Paulo de Tharso.

2014

Barata e o Rock Brasileiro: Ainda Respira. Uma Estrela Nua na Gatos & Alfaces e Nua Estrela no Rock In Poetry na Vitrine da Galeria Olido
A Gatos & Alfaces aparece e se firma como alternativa à poeira irrespirável das publicações; surge o Barata Rocker; revelações bombásticas sobre a Gostosona; e Barata novamente no Talk Show. Tudo isso e mais, na "Saga de Uma Barata Rebelde".

2015

Barata e Aranha; Rock In Poetry and Rick'n'Roll; a Volta e Revolta na Galeria Olido; Muqueta na Oreia Sem Flores Nem Fogo; E o Fim Trágico da Gatos & Alfaces. Jesus Não Tem Dentes no País...
O que era para ser o ano da definitiva sedimentação da Gatos & Alfaces, se torna o de seu sepultamento. Depois de duas edições da revista, incluindo uma totalmente colorida, e três do evento, chega ao final um projeto, mais que isso, de um sonho. Lançamento de Troco Poesia Por Dinamite

2016

Barata: Meu Malvado Favorito e A Tartaruga Feliz, Alianças de Casamento; He Don't Me In Stay; Barata Reversa, Pictures (Not) In Exhibition à Sombra de Uma Morta Viva
Filhos da puta do mundo uni-vos: Barata está na área. A complicada experiência de escrever um livro infantil, o rompimento com a Stay Rock Brasil e a criação da Reversa Webradio. E do casamento oficial com Bell nasce o Senhor Giraçol e um "novo" artista plástico.

2017

Rock In Poetry no Sauer Rock Bar; Retorno da KFK Webradio Com a Devassa Cris Boka de Morango; Barata Num Vídeo Pornô e o Manual do Adultério Moderno
Uma Nua Estrela almoçando arte pornográfica com o Grande Guerreiro Louco; Juro não cumprir nenhuma promessa. Frank Zappa não mora mais aqui.; Barata, a Devassa e os Domadores de Tempestade: no Sauer Rock Bar; Blues Riders On The Storm and The Vikings Are Coming e um Manual do Adultério Moderno

2018

Sessenta Anos de Sacanagem. O Som e a Fúria; Barata Não Mora Mais Aqui. Mora Com o Sol. Deixem a Esquerda Livre. O Fim da Saga d'A Barata Rebelde. O Fim ou Começo?
Ao completar sessenta anos de idade, tudo o que podia ser chorado já foi chorado, como vovó dizia e Raul afirmava plenamente. O trem do futuro leva a Araraquara. Macunaíma, os irmãos Martinez, e a cidade das árvores. O futuro não pertence ao pensamento. Informação demais é pior que nenhuma.

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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.

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