Corra Lola, Corra
Dogville
Durval Discos
Johnny e June

Arca do Barata Contos d'A Barata Crônic'As Baratas Entrevist'As Baratas Fal'A Barata!Micrônic'As Baratas + Resenhas de Filmes + Resenhas de Livros +

Corra Lola, Corra

CORRA LOLA, CORRA
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
Título Original: Lola Rennt
Produção: Stefan Arndt
Ano de Produção: 1998
Roteiro: Tom Tykwer
País: Alemanha
Direção: Tom Tykwer
Duração: 81m
Atores: Franka Potente (Lola) Moritz Bleibtreu (Manni) Herbert Knaup (Pai de Lola) Nina Petri (Jutta Hansen) Armin Rohde (Schuster) Joachim Król (Norbert von Au) Ludger Pistor (Meier) Julia Lindig (Doris)
......................................................................................................................................................................................................................................................
Resenha
"Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos. Ele só tem 20 minutos para recuperar o dinheiro ou irá confrontar a ira do seu chefe, Ronnie, um perigoso criminoso. Desesperado, Ronni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda para seu pai (Herbert Knaup), que é presidente de um banco. Assim, Lola corre através das ruas de Berlim, sendo apresentados três possíveis finais da louca corrida de Lola para salvar o namorado." (Texto: www.adorocinemabrasileiro.com.br).
Crític'A Barata
O protagonista de “Corra Lola, Corra!” é o tempo. Todos os outros são secundários. A música frenética que acompanha Lola em sua desabalada correria é o “tic-tac” insano e moderno de uma sociedade que desaprendeu de simplesmente existir. No filme, pouco importa o caráter dos personagens como Manny, um bandidinho, o pai de Lola um banqueiro inescrupuloso que tem uma amante, o Chefe de Manny, enfim, pouco importa o caráter de ninguém, pois o principal é... O Tempo. Lola é uma espécie de ponteiro do relógio. Então ela corre, corre, corre, porque o tempo sempre corre. No inicio da história da marcação das horas os relógios não tinham o ponteiro de segundos. Hoje tem o de segundos e os mais modernos marcam milésimos, centésimos... Quanto mais preciso é a marcação do tempo mais precisão é exigida das pessoas. E precisão significa escravidão. Escravos do tempo e de tudo o que está atrelado a ele, perdemos a capacidade de julgamento, de amar e tudo mais de bom que existe. É exatamente assim em “Corra Lola, Corra!” Pouco importa se Manny é um bandido, que o pai de Lola é um escroto, o que importa é que ela corre e precisa mudar um futuro iminente. Lola corre e ao correr interfere nas vidas daqueles que estão no caminho de sua corrida. E sem perceber, porque nunca percebemos aqueles que ultrapassamos na rua, em nossa corrida em busca sempre de algo que na maioria das vezes nem sabemos o quê. Lola corre e em 20 minutos tem que impedir que seu namorado tem um fim trágico. Mas não é o que importa. O que imporá é que Lola precisa correr, como um relógio precisa correr e atropelar quem passar em sua frente. O que importa é que existe um tempo que precisa ser alcançado. O ritmo do filme é frenético, misturando em alguns momentos animação e película. Três finais possíveis para uma mesma história inicial, sempre mostrando que o tempo é o senhor. É ele quem dita as regras. Um micro acontecimento pode mudar nosso destino e por extensão de todas aquelas pessoas que, nem que nos percebamos estão ligadas á ela. Um atraso inesperado e o encontro também inesperado com alguém que nem conhecemos pode significar a diferença entre “começar” e “acabar”, em todos os sentidos desses termos. De qualquer forma, “Corra Lola, Corra!” é um filme surpreendente sob todos os aspectos em que o analisemos. Por um lado é cinema alemão com toda a carga que possa ter. Mas é surpreendente ao nos prender na tela. E principalmente surpreendente por tratar de um tema tão discutido e nem sempre tratado com tanta competência.
Cotação:
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

(11) 96358-9727


Camisetas
Livros
Pinturas


A Barata - O Site
A Barata na Mídia
Barata Cichetto, Quem É?
Depoimentos
Fest'As Baratas
Fotos

Por Título
Por Livro
Por Data
Com Áudio
Musicados
Com Vídeo
Livros Impressos

A Barata Ao Vivo
Biografi'As Baratas
Discoteca d'A Barata
Ensaios Musicais
Coletâneas de Rock


Artesanato
Camisetas
Conte Comigo, Conte Pra Mim
Convergências
PQP - Puta Que Pariu
Pinturas
Sub-Versões
Videos
Webradio

Gatos & Alfaces
Pi Ao Quadrado
Revist'A Barata
Revist'A Barata Digital
Versus


Arca do Barata
Contos d'A Barata
Crônic'As Baratas
Entrevist'As Baratas
Fal'A Barata!
Micrônic'As Baratas
Resenhas de Filmes
Resenhas de Livros

Ataraxia
Crom
Kakerlak Doppelgänger
Madame X
O Anjo Venusanal
Ponto de Fuga
Pornomatopéias
Projeto Sangue de Barata
Psychotic Eyes
Renato Pop
Seren Goch: 2332
Tublues
Vitória

Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".

 On Line:  51