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DOGVILLE
Barata Cichetto
barata.cichetto@gmail.com

Dogville

Título Original: Dogville
Produção: Vibeke Windelov
Ano de Produção: 2003
Roteiro: Lars Von Trier
País: Dinamarca
Direção: Lars Von Trier
Duração: 178m
Atores: Nicole Kidman (Grace) Harriet Andersson (Gloria) Lauren Bacall (Ma Ginger) Jean-Marc Barr (Homem com Grande Chapéu) Paul Bettany (Tom Edison) Blair Brown (Sra. Henson) James Caan (Homem grande) Patricia Clarkson (Vera) Jeremy Davies (Bill Henson) Ben Gazzara (Jack McKay) Philip Baker Hall (Tom Edison Sr.) Siobhan Fallon (Martha) John Hurt (Narrador) Udo Kier (Homem de Casaco) Chloë Sevigny (Liz Henson) Stellan Skarsgard (Chuck) Miles Purinton (Jason)
Resenha
Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade. (Texto: www.adorocinemabrasileiro.com.br).
Crític'A Barata
O roteirista de "Dogville" poderia ter escrito um livro, e o fez. Poderia ter produzido uma HQ, e o fez. Poderia ter produzido uma peça de teatro, e o fez. O roteirista de "Dogville" poderia ter feito... E o fez. O roteirista, que não por acaso é também o diretor e o operador de câmera do filme, fez tudo isso em uma única coisa: uma obra de arte. "Dogville" é literatura, é teatro, é HQ, é... Cinema!!! Assim mesmo, com "C" maiúsculo. O filme é dividido em 10 partes, sendo 1 prólogo e 9 capítulos. A trama acontece em um único local, uma cidade pequena dos Estados Unidos chamada "Dogville", situada no fim de uma estrada que vai até as Montanhas Rochosas, na época da grande depressão americana. A quase total ausência de cenários poder assustar os menos avisados no início. O filme começa com uma tomada de cima pra baixo, onde pode-se ver o desenho da cidade, com as marcações dos espaços das casas desenhados no chão. Um narrador vai então apresentando os personagens um por um e contando suas histórias. Não existem casas e apenas algumas peças de mobiliário formam o cenário. Um dos moradores de Dogville é Thomas Edson Jr., um escritor que prolixo e medícre mas tido pela cidade como uma espécie de lider. Nesse momento entra Grace, uma bela jovem com um vestido que denota sua origem de família rica. Ela diz a Tom que está fugindo de um gângster. Os moradores de Dogville a princípio recusam-se a aceitá-la, e Tom propõe que dêem a Grace um prazo de duas semanas, para então decidirem sua sorte. Grace, em compensação, deve ajudá-los em tarefas cotidianas. Apesar de não admitirem, eles jamais dão coisa alguma, não há generosidade ou aceitação: há um sistema de trocas e é esse sistema de compensações que, aliado à personalidade de perdoar de Grace anuncia a tragédia. "Dogville" é um tratado de sociologia também. Segundo a visão do diretor-roteirista-câmera, não existe ninguém bom, não existe o bem sem interesse, não existe a bondade que não seja hipócrita. Apenas talvez o cão, que nada fez ´para contrariar sua natureza animal e permanece o filme todo "preso" em sua corrente. Nos Estados Unidos muitos críticos e espectadores sentiram-se ofendidos, acusando Lars von Trier, que é Dinamarquês, de anti-americano. O som de “Young Americans” de David Bowie e imagens de americanos empobrecidos durante os créditos finais parece ter mexido mesmo na ferida americana. Mas Dogville poderia ser uma cidade em qualquer lugar, em qualquer época. Apesar de Dogville ser situado nos Estados Unidos, todas as filmagens ocorreram em galpão na Suécia com orçamento de Dogville foi de US$ 9 milhões. Trata-se do 1º filme de uma trilogia do diretor Lars Von Trier sobre os Estados Unidos. Os demais filmes são Manderlay (2005) e Washington (2007). Com relação aos atores, o destaque principal é para a atuação belíssima de Nicole Kidman (Aliás, é redudante usar o adjetivo “belíssima” para ela) para e não menos esplendorosa (Outra redundância minha) de Lauren Bacall. Dentre os homens, o destaque é para os veteranos Ben Gazarra e James Can e para Paul Bettany, como o escritor Thomas Edison Jr.. Além é claro de John Hurt, que embora apenas se faça presente como o Narrador da história.
Cotação:
Registro no E.D.A. da F.B.N. :513.861 - Livro 974 - Folha 209

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