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A DONZELA - 1 - O LOCAL
Maira Reicher
maira.reicher@gmail.com
Publicação Original em: 1/1/2003
Essa antiga boate, agora chamada de “Aquele lugar pecaminoso”, era a morada de uma bela senhora. .”A maravilhosa garçonete do Lê Sous”

Aquele lugar pecaminoso era o refugio dos garotos sedentos por sexo, que em sua idade, 13, já deviam começar a praticar, - isso era o que eles falavam. 

Quando o jovem atravessou a rua, ouvia uma nítida e bonita musica sedutora e insinuante vindo da antiga boate Lê Sous, o mancebo então atravessou a rua e viu a sombra de uma senhora que aparentava ser sua matriarca, se não fosse seu belo par de seios. Uma coisa o garoto não podia deixar de reparar tb: suas coxas.

Aquele maravilhoso par de pernas que cada vez que se cruzavam deixavam o imaturo homem a delirar freneticamente quando as via, não poderia ser de sua mãe. De jeito nenhum! Ainda mais com aqueles seios maravilhosos e fartos que enchiam da mão do homem da tesouraria do colégio, e seu quadril então! Naquilo nem se falava! Sim aquele conjunto deixaria qualquer homem insano.

A senhora estava recém - banhada, e esticava suas roupas na varanda bem acima do teto principal do Lê Sous. O jovem imaturo balbuciava enquanto olhava a bela mulher de preto, sentindo seu queixo tremer e molhar, sentindo suavemente também as gotas de suor se formando na ponta dele.A mulher olhava para o garoto. Ria vendo aquela patética cena de “virgem” e já imaginava o que poderia fazer com o perfeito moleque.

A mulher olhou da sacada do teto do Lê Sous para os olhos do menino que já há muito estava perturbado, e fez um simples gesto chamativo com o dedo indicador, suavemente, se virava de costas, e entrava dentro de sua casa (seu quarto, no caso) onde a luz vista de fora, aparentava ser um pouco rosada, mas dava para ver um tom avermelhado e lilás por dentro da janela enferrujada.

O garoto procurava a mulher com os olhos por todas as janelas do Lê Sous, quando uma luz negra se acendeu na porta do local pecaminoso.

O garoto então não teve duvidas: abriu a porta do Lê Sous, onde se podia sentir um leve odor de sexo, enquanto sentia aquele cheiro agradável de luxuria, via uma pequena sala de acolchoados e luxuosos estofamentos, um pequeno balcão, onde havia uma plaqueta amarelada escrito em letras góticas – Shows - que indicava uma escadinha estreita de madeira velha. 

O jovem de 13 anos, abismado com a luxuria do lugar, subiu então a estreita escadinha de madeira podre que rangia a cada suspira que o garoto dava.Chegou então a parte superior do Lê Sous: uma sala grande com um razoável bar luxuoso a esquerda, onde havia uma porta fechada (provavelmente um quarto) que se estendia por um corredor estreito e comprido, logo após o balcão. Á sua frente, havia um palco central com hastes de Ferro corroídas pelo tempo, e algumas lâmpadas coloridas no teto, o que era bem provável que tinha pelos pensamentos do menino, que já se imaginava em um dos quartos do local. Pela direita, havia uma porta, aparentemente pesada, com adornas complexos para um garoto de 13 anos entender. De suas frestas, a luz que o garoto via de fora era bem mais nítida. A essa altura, nosso homem já estava extremamente nervoso com a situação – será hoje? – se perguntava enquanto andava a passos lentos e pesados ate a porta, esticando vagarosamente sua mão direita (a que tremia menos no caso) até a maçaneta, que era ligeiramente dourada, com traços opacos, abria –a lentamente, escutando o ranger da porta se abrindo, e os ruídos da própria maçaneta, tentando olhar aos poucos, os arredores de onde havia acabado de entrar...



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