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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
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Uma Senhora Com Uma Bolsa de Plástico Branca
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Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Era tarde! Mas o que é ser “tarde” quando costumeiramente dormimos com o sol alto e acordamos quando ele foi para o outro lado do planeta?

Mas, de qualquer forma era tarde e eu, ali parado em uma esquina em que o último boteco tinha fechado ou ainda não aberto, o que é a mesma coisa, e a última das putas também tinha ido dormir ou ainda não tinha acordado, o que também é a mesma coisa. Portanto eu não poderia ter nenhuma das coisas que ainda sustentavam minha vida: bebidas e sexo.

Enfiei a mão no bolso da calça e acariciei a cabeça do meu pinto, era um antigo costume, dos tempos de moleque. Pensei eu retirar o pinto fora das calças e masturbar ali mesmo, afinal era tarde e ninguém se importaria e não daria a mínima para aquele velho cabeludo e barbudo, com cara de um personagem de um antigo Rock’n’ Roll masturbando um pinto que não era lá dos maiores, mas desisti da idéia, afinal aquela senhora com uma bolsa branca de plástico e brincos enormes poderia ficar interessada, e isso era coisa que eu, de fato, não queria.

Era tarde, ao menos para mim. Mas tarde para o quê? Pergunto e a resposta é imediata: não sei. Afinal não tinha compromisso com nada, não tinha horário de trabalho, nenhum encontro amoroso, nenhum filho a cuidar ou esposa a esperar. Sequer alguma festa, apresentação musical, nada. E quando não se ter compromisso, nada é cedo ou tarde. Apenas é, e ponto final.

Olhei de um lado, o boteco fechado e ao outro e a calçada onde putas perambulam atrás do prazer que o dinheiro lhes oferece tinha apenas aquela senhora com a bolsa de plástico. E isso começava a me incomodar. Afinal, o que aquela velha com aquela bolsa de plástico horrorosa e branca feito ela própria fazia ali, no lugar onde as putas, também horrorosas e brancas, trabalham sustentando seus gatos, fazia ali? Pensei em ir até lá e perguntar, depois desisti, porque ela poderia responder que era, ela mesma, uma daquelas putas tardias, em horário e idade a sustentar seus gatos e seus netos.

O boteco fechado e eu queria apenas um Cynar. Cigarro ainda tinha e acendi um, quando o outro ainda queimava, ali ao meu lado, perto da calçada. O frio era daqueles de gelar o rabo e eu tornei a acariciar a cabeça do pinto e soltei um grande peido. Será que aquela Senhora da Bolsa de Plástico Branca escutou? “Foda-se” Pensei eu enquanto tossia ao dar outra tragada.

Ninguém, nenhuma outra alma perdida naquela calçada. Seria tão tarde assim, que ninguém, além de mim e aquela escrota do ponto de ônibus se atreviam a andar pelas ruas? Será que ela, naquele ponto de ônibus também esperava o bar abrir? Ou seu ônibus, que a levaria provavelmente a um bairro distante, cheio de gente suja e pobre, como um amante a deixara na mão? Ao que tudo indicava, para ela tanto quanto para mim, também era tarde.

Desisti de esperar o boteco abrir e de tomar outro Cynar, enfiei as mãos nos bolsos da jaqueta de brim suja e caminhei até o ponto do ônibus junto à tal Senhora Branca de Bolsa de Plástico. Afinal, era tarde. E quando é tarde a gente precisa de um ônibus que nos leve a algum lugar. Ou de uma companhia. Mesmo sendo um ônibus que nos leve a algum bairro distante cheio de crianças com ranho escorrendo e fedendo a sujeira. Ou da companhia de uma Senhora de Plástico Branca.

- Olá! – Eu falei, meio sem graça, jogando fora meu cigarro.
- É tarde, não?! – Ela respondeu, enfiando a mão na enorme bolsa, procurando por algo.
- Bastante, mas nem sei porque. – Respondi eu enfiando a mão no bolso da jaqueta imunda e apanhando outro cigarro.
- Mas o que é ser tarde...
- ...Quando a gente não tem para onde ir.- Ela complementou.
- Para onde está indo? – Perguntei afim de puxar conversa.
- A lugar nenhum!
- Então porque espera um ônibus?
- Porque quando é tarde...
- ... A gente sempre espera um ônibus ou uma companhia, que nos leve a algum lugar.

Retirou da enorme bolsa branca um batom escuro e começou a pintar a boca, com aqueles movimentos estranhos que as mulheres fazem quando pintam os lábios. Depois enfiou a mão na enorme bolsa branca enfiando nela o batom e retirando um baseado de maconha.

- Quer fumar?
- Não, não gosto do cheiro da maconha.
- Eu também não, mas gosto da sensação.
- É... Pode ser... Maconha é que nem....
- Que nem o quê?
- Nada... Deixa pra lá!
- Está com vergonha de dizer que maconha é que nem buceta de mulher, tem um cheiro horroroso, mas a sensação é fantástica?
- É, ia dizer isso sim, mas fiquei com vergonha.
- Vergonha de que, afinal de contas é tarde e podemos dizer o que quisermos.
- Tarde porque... Ou pra quê?
- Não sei, sei apenas que é tarde, pois meu ônibus não veio.
- E os bares estão todos fechados...
- ... e as putas já foram dormir ou ainda não acordaram...
- ... o que é a mesma coisa!
- Como sabe disso? Das putas?
- Não importa, apenas sei. E sei que para elas quanto para nós dois é sempre tarde.
- É... De fato! Concordo!

Ficara desconcertado e não conseguia esconder. Afinal, uma Senhora de Plástico Branca não parecia ser a pessoa com quem eu poderia estar falando aquelas coisas. Mas ela não parecia desconcertada ou incomodada e continuou falando.
- Queria uma bebida, não?
- Sim, como sabe?
- Sei...
- Queria um Cynar...
- Puro...
- Sim, como sabe?
- Sei... Porque é tarde, e quando é tarde a gente sabe de tudo...
- Ah... Que ônibus espera?
- Nenhum!
- Nenhum? Mas...
- ... Mas o que faço num ponto de ônibus, quando não espero um ônibus? Isso que vai perguntar?
- Sim...
- É tarde... e quando é tarde a gente...
- ... Sempre espera por um ônibus...
- ... Ou por alguma paixão que nos leve a algum lugar!
- Exato! – Respondi, embora meio chateado com aquela conversa.
- Estou chateando? – Ela perguntou com um tom meio infantil, de uma criança que não quer contrariar.
- Não.... Deixa pra lá...!
- Se quiser posso ir á outro ponto.... É tarde mesmo...
- Espera alguém? – Perguntei, tentando mudar o rumo da conversa.
- Você!
- Eu????
- Sim!
- Porquê? Como assim?
- Porque é tarde, e quando é tarde a gente sempre espera por alguém...
- ... Ou por um ônibus....
- Mas talvez possamos levar um ao outro onde nenhum ônibus é capaz.
- Onde?
- Ao Inferno! Ou ao Paraíso, dependendo do ponto de vista...
- Mas... Sei lá... É tarde... Onde iríamos?
- Nunca é tarde....
- Não? Agora me parece...
- Nunca é tarde...
- Onde?
- Aqui!
- Quando?
- Agora!
- E o ônibus?
- Ele que espere! Nunca é tarde...

Depois de umas baforadas, a Plástica Senhora Branca atira na sarjeta, junto às minhas bitucas de cigarro sua ponta de baseado e senta-se no banco abrindo as pernas brancas deixando aparecer no fundo uma moita de pelos negros feito a noite tardia.

- Chupa!
- Hã.... – Estou apalermado
- Chupa minha buceta, porra!

Ela ergue a saia até a cintura e eu, ajoelhado no ponto de ônibus, percorro com a boca aquelas coxas brancas e chego até aquela buceta passando a lamber e a chupar feito um mendigo faminto à frente de um bolo de comida encontrada no lixo. E meu Banquete de Mendigo parece que ainda nem começara, pois ela aperta minha cabeça entre as pernas e enquanto mais me sufoca, mais eu enfio a língua naquela buceta. E quanto mais eu enfio mais ela implora, rangendo os dentes.

- Chupa, chupa, chupa! Seu desgraçado! É tarde! Chupa minha buceta!

Obedeço e mais que obedecer começo a deixar minha libido e meu tesão há muito esquecidos brotarem feito grama em épocas de chuva. Seguro a cabeça do pinto com uma mão e a outra enfio por baixo daquelas coxas brancas procurando por seu buraco traseiro. Encontro e enfio dois de meus dedos naquele cu, melado. A Senhora Branca de Plástico, naquela calçada onde, quando não é tarde as putas sustentam seus gatos com o prazer de suas bucetas plásticas, rebola e relincha feito uma égua sendo enrabada por um burro.

- Chupa... Assim... Gostoso! Agora fode minha buceta, seu filho de uma puta!
- Mas....
- Agora... Agora... Fode minha buceta, seu desgraçado... Nunca é tarde para foder! Me fode agora!

Retiro minha língua daquela buceta e os dedos daquele cu e abaixo o zíper da calça. Meu pau, duro como há muito eu não sentia, salta para fora e eu não faço nada além de deixar que o segure e encaminhe até aquela buceta melada de desejo e lambuzada com minha saliva. È automático e em poucos segundos aquela buceta abraça meu pau e o lambe como uma criança a um sorvete. Meu tesão é intenso como há muito não era e nenhum pensamento a não ser o de foder aquela Senhora Branca de Plástico ocorre. Nenhum medo, nenhum outro desejo, nenhuma outra paixão. Não espero nada além do momento do gozo, de explodir, daquela sensação de um choque elétrico percorrendo meu corpo. Seguro e aperto com força aquela bunda branca, deixo marcas naquelas carnes moles mas vivas e sedentas. Não tenho alma naquele momento, não tenho nada. Somos apenas desejo, um pelo outro e meu pau e sua buceta parecem que nunca mais irão se separar, parecem ter nascido para ficarem ali, naquele ponto de ônibus, casados e abraçados.

A Senhora da Bolsa Enorme Branca de Plástico enfia unhas pintadas de preto em minhas costas e eu nem sequer sinto a dor, apenas deixo que ela sangre minhas costas enquanto minhas unhas enterram em sua bunda. Ela ergue a bunda do banco e atira de lado a bolsa. Sua boca percorre minha orelha e a minha a sua nuca. Mordo seu pescoço com desejo e aperto aqueles peitos moles mas desejos, cujos bicos enormes e negros, contrastam com a pele branca.

Finalmente, mas não por fim, o gozo chega. Sinto que uma enxurrada de esperma começa a percorrer meu pênis e querer ir até seu caminho natural que aquela buceta. Mas como poucas vezes na vida, consigo reter a ejaculação. Retiro meu pau de dentro daquela buceta completamente molhada e puxo a cabeça da Senhora Branca de Bolsa de Plástico em direção a ele. Ela sabe o que quero e enfia naquela boca que minutos antes era ornada de batom meu pau. Em segundos não consigo mais controlar e gozo abundantemente. Embora pareça sufocada ela engole gota a gota meu esperma e continua a chupar meu pau.

Estou com as pernas bambas e ela olha pra mim ainda com desejo, pois para ela como o ônibus, o gozo ainda não chegou.

Ergo minhas calças, fecho o cinto e o zíper. Um ônibus encosta no ponto e eu corro e subo, sem olhar para trás, deixando ali, naquela calçada a Senhora Branca Com Uma Enorme Bolsa de Plástico olhando para aquele ônibus que me leva á algum lugar distante com crianças sujas e mulheres mau amadas.

Afinal é tarde. E quando é tarde a gente sempre espera um ônibus ou uma paixão que nos leve a algum lugar.
18/6/2007
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.629 - Livro 973 - Folha 475
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