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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
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A Verdadeira Puta Barata
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Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
O E-Mail abaixo reproduzido ipsis litteris, inclusive com o endereço verdadeiro, é um relato que parece coisa de Nelson Rodrigues. Pode ser apenas uma brincadeira, mas achei seu conteúdo muito pesado em se tratar de realidade. Fiquei na dúvida entre publicar o texto ou não, mas achei interessante fazê-lo e deixar que vocês comentem sobre ele.


Subject:
Sou Uma Puta Barata! - A Única e Verdadeira
Date: Thu, 18 Jan 2001 14:37:20 -0200
From: lady barata
To: zso@uol.com.br


Olá, Sr. Barata!

Parece que não é muito comum a participação de mulheres na Barata. Por que? È discriminação mesmo? Seria porque as mulheres são sempre citadas quando falam em ter medo de barata? Tem muito homem que também tem medo de barata, sabia?

Cheguei até A Barata em busca de algo sobre baratas na Internet, algo que sempre faço por uma questão puramente pessoal.
Se o Sr. teve a curiosidade de olhar o nome do remetente deste acho que começou a entender.

A realidade é que desde pequena tenho fixação por baratas... no início era um pânico altamente desesperado...depois...pelas circunstâncias se transformou em companheirismo, e depois ainda, como todo companheirismo, se transformou em paixão e, não core ainda, tesão!

Não, não core ainda, não, Sr. Barata! Mas estou certa de que tanto o Sr. quanto aqueles que lerem - podes publicar achando interessante - irão me achar maluca, doente mesmo.

A coisa começou quando meu pai, um ditador louco, militar de carreira que acha que o mundo é um quartel, depois de me pegar sentada no colo de um namoradinho, me chamou de puta e me trancou no quarto por sete dias, apenas com uma “ração de comida e água”. Eu tinha 13 anos, meu namorado 14...estávamos com o desejo que iria acabar saindo do controle e meu pai achou por bem esfriar aquilo me trancando no quarto...

Muito bem, eu não imaginara que ali tinha começado a ser traçado o meu futuro, ao menos o meu futuro erótico e afetivo...pois o que aconteceu foi que nos primeiros dois dias eu apenas chorei, chorei e amaldiçoei meu pai com suas medalhas. Durante o terceiro dia de meu confinamento e com uma saudades que me doía o útero, me masturbava freneticamente pensando em meu namorado quando uma dessas baratas caseiras apareceu andando sossegadamente sobre minha cama. Comecei a gritar histérica até que meu pai correu ao quarto. Quando lhe disse o que era ele sacou da arma que usa sempre - mesmo em casa, de pijamas ou cuecas e, pasmem, atirou na bichinha. E meu pai sempre teve boa pontaria, portanto imagine a cena. Depois, como quem dá ordens a um pelotão de fuzilamento, me ordenou que limpasse aquela sujeira e calasse a boca, sem antes me lançar um olhar misto de reprovação e desejo pelo fato de eu estar nua da cintura pra baixo...Meu pai saiu do quarto e eu passei a limpar aquela sujeira, mas antes que tivesse terminado ele retornou... completamente nu e me agarrou pelas costas passando a lamber minha nuca amassar meus peitinhos, enfiar aquela mão enorme e ainda com cheiro de pólvora entre minhas pernas, gritar palavrões, me chamando de “putinha” e coisas do gênero. Depois me jogou sobre a cama e me estuprou com todos os requintes de crueldade que um homem pode usar com uma mulher. Quando terminou levantou-se e foi-se. Minutos depois escutei o barulho da porta batendo.

E eu ali na cama, machucada, sem saber se gritava ou chorava e entre meus dedos ainda jazia o cadáver daquela barata assassinada por meu pai. Éramos ali juntas, duas vítimas daquele monstro.

Permaneci ali, deitada com aquela barata morta entre os dedos por uns dois ou três dias. A comida, embora eu nem lembrasse dela, também não veio mais. Nem meu pai.

No dia em que terminaria meu aprisionamento a porta do quarto foi aberta por um homem de farda militar com um quepe debaixo do braço. Era um soldado que estava ali me comunicando que meu pai havia morrido. Fiquei ali parada, escutando aquele homem falar sobre as circunstâncias misteriosas da morte de meu pai mas pouco escutei.

Como minha mãe tinha morrido de câncer há alguns anos atrás e sem condições de continuar a morar naquela casa, fui morar com a família de meu namorado. Deram um quarto que ficava no porão da casa e portanto era cheio de ...baratas, isso mesmo! Meu namorado era muito bacana comigo mas quando após algumas semanas tentou fazer sexo comigo, entrei em desespero, chorei, gritei, esperneei. Ele tentou me acalmar, mas diante da minha histeria, desistiu e me deixou. Fiquei ali deitada na cama, abraçando o travesseiro e adormeci. Quando acordei, e estava nua porque meu namorado tinha tirado minha roupa, percebi uma enorme barata andando sobre meus pêlos e ela parecia gostar, enroscando-se entre eles descendo até a entrada da minha gruta, subindo até a barriga. Em principio pensei em gritar, mas lembrei-me do que acontecera quando eu gritara com medo de barata...e fiquei ali quieta, sentindo as patinhas da barata roçando minha pele, um arrepio gostoso percorreu meu corpo e ela andando, andando, sossegada, calma, tranquila... Desceu até a minha vagina e quando começou a andar sobre os grandes lábios comecei a sentiu sensações que nunca antes experimentara...um tesão indescritível, insano. Comecei a me retorcer na cama e ela ali, firme até que cheguei a um orgasmo fantástico e indescritível.

Passei os próximos dias entorpecida. Parecia um pesadelo, aquilo. Imaginei que estaria enlouquecendo...Mas dias depois ela retornou - seria a mesma, ou outra que comunicada sobre o meu prazer teria vindo até mim?. Parecia percorrer os mesmos caminhos, mas desta vez, quando a percebi ela estava sobre meus seios, roçando com aquelas patinhas os meus bicos intumescidos... um...depois o outro...retornou...e depois desceu e repetiu tudo o que tinha feito da vez anterior. Mas desta vez quando eu chegava ao orgasmo, talvez assustada ou sacana ela, saiu correndo por entre meus lençóis e sumiu...Tive que me masturbar para terminar, e depois imaginei-a em algum canto escuro me observando e essa sensação de uma “barata voyeur” me deixou ainda mais excitada. Então gozei de novo, imaginando não um pênis em minha boceta, mas dezenas de baratas entrando e esfregando aquelas patinhas rudes dentro de minha gruta...

O tempo passou e ela, ou elas, sumiu. Um dia, meu namorado com quem eu me recusava terminantemente a fazer sexo, entrou em meu quarto, completamente nú e embriagado e me forçou. Não é preciso dizer o que senti...Mas enquanto ele se debatia em cima de mim, cheirando a álcool, com uma ereção incompleta e me chamando de “putinha”, olhei sobre seus ombros e, pasmem, uma barata passeava sobre seu ombro. Aquela visão foi o suficiente: até aquele momento, em função da relação forçada eu tinha um misto de indiferença e ódio, mas a visão daquele ser que tanto prazer me dera me enlouqueceu e passei a me excitar mais e mais, a vibrar, urrar, gemer. Era uma louca!

Meu namorado sem entender e achando que era por ele, que eu gostava daquele estupro que ele me impunha, também se excitou e passou a me golpear com seu pênis com mais e mais força, até que ejaculou e se jogou no lado da cama. Sobre a barata, matando-a imediatamente. Sem que ele entendesse passei a gritar histérica, coisas como “assassino” , “monstro” e coisas parecidas. Apatetado, sem entender coisa alguma e ainda embriagado, ele saiu correndo e no outro dia, quando acordei, a família reunida na sala de jantar me colocou na rua. Nunca mais vi esse meu namorado, nem ninguém da família.

Na rua sem ter pra onde ir, acabei caindo numa boate onde acabei me tornando uma “acompanhante”...Mas isso é uma história que, se o Sr. achar que posso, contarei em outra ocasião. Gostaria apenas de lhe passar minha relação com as baratas que tanto pululam por seu site e masturbei-me inúmeras oportunidades com aquelas fotos de baratas pousadas em seios, bundas e bocetas de mulheres. Foi essa a razão pela qual me encorajei a mandar-lhe esse meu depoimento, quem tenho guardado em segredo e que absolutamente ninguém, nem mesmo meu marido com quem estou casada há 10 anos imagina. com relação às baratas, digo-lhe apenas que ainda hoje, quando vejo uma me excito a ponto de transar com o primeiro homem que vejo e se não for possível me masturbo incessantemente olhando para ela. Sou realmente a primeira e verdadeira e única Puta Barata!

PS. Gostaria que, caso o Sr. publique minha carta, coloque uma daquelas fotos de baratas sobre pêlos de mulher.

Um Beijo , Lady Barata
18/1/2001
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.629 - Livro 973 - Folha 475
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