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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
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Memórias de Uma Puta Barata - Capítulo 3
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Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Hipocrisia, maldita hipocrisia! Muito bem, até agora tenho tratado minha existência neste espaço de forma limpa e clara, deixei de lado os aspectos mais fortes dela com receio de apedrejamentos. Estamos enfim em uma sociedade hipócrita e machista, dominado por dogmas religiosos de milhares de anos que não evoluíram um milímetro sequer. A história mostra, apenas leiam e procurem estar informados dos fatos.

Agora decidi que não irei poupá-los dos detalhes mais sórdidos segundo suas cabecinhas estreitas, aprisionadas em por uma moral de dois mil anos atrás. Podem achar o que lhes bem quiser, podem jogar pedras, mas a partir de agora irão conhecer a minha real existência e todos os fatos que transformam a mim na mais legítima e real Put'a Barata.

Todos os fatos que narrei até agora são reais e nenhuma prova sobre eles devo a ninguém. Não tenho necessidade de criar fantasias eróticas afim de satisfazer as mentes mais hipócritas que lerem minha história.

O Capítulo 3 de minha memórias começa quando eu tinha a idade de 12 anos. Modéstia a parte (ui!) eu era gostosinha e tinha um bom par de peitinhos duros e uma bundinha redonda que causavam “frisson” na molecada do bairro. Não só na molecada pois percebi olhares estranhos de tios, primos e - pasmem hipócritas! - de meu pai.

Meu pai era um homem bonito e alto, tinha quase um metro de noventa e mãos enormes que estavam sempre me acariciando de uma forma tão constante e intensa que começou a colocar idéias em minha cabecinha já nem tanto ingênua. (Qualquer dia eu conto quando e como perdi minha virgindade.) Passei a me masturbar fantasiando que meu pai não era meu pai mas sim um homem qualquer (E na verdade era... como todo pai é um homem qualquer e toda mãe uma mulher qualquer quando se trata de sexo.). Senti delicias e prazeres fantásticos, aquele era o homem perfeito, ao menos em minhas fantasias. Sua inteligência e cultura eram algo que faziam dele, mas do que por seu belo aspecto físico, um homem desejado pelas mulheres.

Um pouco antes, meus pais haviam se separado porque minha mãe não agüentara suas “escapadas”. Meu pai se dizia muito sensual a ponto de ficar com uma mulher apenas e qualquer oportunidade não era absolutamente desperdiçada. Liberto da opressão e do cativeiro que minha mãe, uma evangélica ferrenha mas hipócrita (descobrimos mais tarde que minha mãe tivera loucas aventuras eróticas chamadas “extra-conjugais), meu pai passou a dedicar a comparecer ás mais distintas alcovas, parques, motéis todos os lugares onde era possível e imaginável fazer sexo.

No dia do meu aniversário de 12 anos, meu pai me presenteou com uma curtíssima mini-saia e blusa idem e disse-me que queria que eu a vestisse... naquele momento! E mais: que queria me ver colocando aquela roupa. Apenas a principio surpresa e confusa, decidi continuar aquele jogo de sedução e comecei lenta e provocantemente retirar a calça “jeans”, depois a camiseta, as meias... fiquei apenas de calcinha e sutiã e quando ia começar a colocar a mini-saia, meu pai pediu que tirasse a calcinha e o sutiã e vestisse apenas a roupa que ele me dera. Novamente assenti para saber até onde chegaria aquele jogo. Com movimentos de uma “stripper” profissional, retirei aquelas duas peças e fiquei nua. Os olhos de meu pai quase pularam das órbitas e sua respiração muito rápida. Suas narinas se dilatavam e comprimiam e instintivamente ele levou a mão ao pênis.

- Você acha que já sou uma mulher? - Perguntei.

- Claro! E deliciosa!

Naquele momento, meu pai me agarrou e nos lançamos a toda a espécie de libertinagem que não irei contar detalhadamente afim de não chocar sua moral hipócrita, mas naquele dia conheci o melhor amante que uma mulher poder sonhar. Durante anos eu e meu pai fomos amantes sem freios nem arreios e, embora tenha tido inúmeros homens como namorados, era aos braços e abraços de meu pai que eu sempre retornava. E aí o tesão explodia de forma total e completa.

Neste momento é minha obrigação abrir um parêntese esclarecedor àqueles que têm acompanhado meus relatos desde o início e estão achando uma série de incoerências com os fatos anteriormente relatados. Quando relatei, em minha primeira carta á Barata que minha mãe morrera de câncer... na verdade sempre digo isso, pois minha mãe tem um câncer na alma chamado hipocrisia e eu a tenho por morta por esse motivo. Quanto aos acontecimentos que fizeram com que tivesse fixação por baratas eu disse: “ meu pai, um ditador louco, militar de carreira que acha que o mundo é um quartel, depois de me pegar sentada no colo de um namoradinho, me chamou de puta...”, confesso que fui um pouco exagerada nos adjetivos com relação a ele. Na verdade aquele foi apenas um momento, o único em que meu pai demonstrou aquele sentimento tão inútil que é o ciúme. E quando falo sobre sua morte e sobre ter me tornado acompanhante, cometi ali meu único momento de farsa teatral: aqueles fatos ocorreram mesmo, mas não naquele momento. Meu pai morreu cerca de dez anos depois quando resolveu que não iria mais concordar com as mentiras pregadas nos quartéis. Mas isso é uma outra história.

Fechado o parênteses, anos passaram e quando tinha 20 conheci um homem e depois de algumas coisas encontradas em comum rapidamente decidimos casar. Ele era um homem muito poderoso financeiramente e o casamento teve toda a pompa necessária. Meu noivo alugou uma limusine enorme e meu pai, fardado e tudo, fez questão de dirigi-la para me levar a igreja. No meio do caminho, meu pai me olhou pelo retrovisor e disse:

- Você está deliciosa, assim vestida de noiva.

- E você de farda!

Não preciso acrescentar o que aconteceu, estou certa de que você, leitor, imagina. Depois disso, mesmo casada, continuei meu encontros eróticos com meu pai. Sempre que podia ia visitar-lhe e dava um jeito para que meu marido saísse para que pudéssemos praticar nossas loucas e maravilhosas aventuras. Isso durou cerca de dois anos, até a morte de meu pai e ai retomamos a narrativa da primeira carta: “um dia, um namorado com quem eu me recusava a fazer sexo, entrou em meu quarto, completamente nu e embriagado e me forçou.

Aguardem mais surpresas, hipócritas e doentes cabecinhas. Lady Barata agora resolveu abrir a boca, não apenas para engolir esperma, mas para lhes contar coisas de deixá-los de cabelos e pênis em pé.


Gosmentos beijos.

Lady Barata
19/11/2001
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.629 - Livro 973 - Folha 475
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