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BORN IN 1958
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Born In 1958 – Ter Nascido em 1958 É...

... ter nascido quando o Rock And Roll era ainda uma pequena criança, e portanto... ter crescido, sido adolescente, rebelde, contestador e se transformado em adulto, em consumidor, em experiente junto com ele. E... ter quase a sua idade, tendo aprendido com ele, compartilhado dos seus erros e acertos. E por fim, saber que temos um grande “compadre” que nos entende e gratifica nesses anos todos;... ter nascido no mesmo ano que Bruce Dickinson, Madonna, Michael Jackson.

... ter 6 anos quando os militares me... teram o pé na porra da porta e lançaram o Brasil em uma sangrenta Ditadura que fazia com que “Caminhando” de Geraldo Vandré, escondida debaixo do assoalho, fosse escutada como hino Revolucionário, não como tema para vender carros de luxo;... ter que entender porque eram “Estourados Aparelhos Comunistas” e porque era proibido falar em “Povo” e outras palavras “obscenas” em letras de músicas, peças de teatro etc. E porque mataram Marighella, Lamarca, Rubens Paiva e tantos outros.

... ter lido as histórias de Carlos Zéfiro,... ter comprado revistas pornográficas escondidas em velhas fotonovelas por velhos e matreiros jornaleiros que tinham bancas de jornais queimadas quando insistiam em vender jornais “subversivos”; ... ter feito sexo sem compromisso e sem preservativo, ... ter acreditado em uma revolução sexual que hoje nos assusta.... ter o sexo como alma, não como arma. O objeto de prazer, não o prazer do objeto.

... ter 11 anos quando aconteceu Woodstock e se lamentar por ser não maior e não... ter grana para... ter estado lá. Mas... ter respirado no mesmo momento, embora em partes diferentes do Planeta, aquele ar de Paz, Amor, Liberdade; ... ter curtido as maravilhas que os americanos e europeus curtiram nos anos 60, pois conforme disse Ana Maria Bahiana, os “60 no Brasil aconteceram nos 70”;... ter acordado para o mundo do Rock And Roll como música e como movimento social ao ficar sabendo das mortes de Hendrix, Joplin, Morrison, Brian Jones; ser um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones que tocavam no rádio de pilha ou de válvula. E saber como eram Incríveis aqueles caras da Jovem Guarda, antes de Perdidos no Espaço.

... ter corrido até a loja de discos com o dinheiro economizado do táxi da empresa, que era transformado em enormes bolhas nos pés e nos últimos lançamentos do Grand Funk.e todos os grandes clássicos do Rock no momento que saíram: Black Sabbath 4, Led Zeppelin II, Deep Purple In Rock e outros;... ter sido pré, adolescente e se tornado adulto durante os anos 70, sem dúvida a melhor e última década do Século XX, no sentido de cultura, movimentos sociais, musicais e políticos.

... ter ido ao primeiro show de Rock in... ternacional do Brasil, Alice Cooper, ao segundo Rick Wakeman, ao... terceiro Joe Cocker... E ao quarto, quinto, sexto... Além de... ter ido, ou ao menos... ter ficado puto porque a mãe não deixou, a Iacanga e Hollywood Rock (de 73);... ter acreditado no Rock como instrumento de revolução e conseqüente libertação pessoal e musical e na esquerda como revolução e conseqüente libertação política e humana.

... ter lido e colecionado “Rock A História e a Glória”, “Pop”, Música”, “Música do Planeta... terra”, “Som Três”, Rolling Stone Brasileira”, “Rango”, “Fradim”, “A Pomba”, “Canja”, “Opinião”, “Movimento”, “O Repór... ter” e outras tantas;... ter dado e ganho de presente o primeiro disco do “Secos e Molhados”, a primeira grande explosão do Rock no Brasil. Pouco tempo depois surgia o Kiss;... ter assistido aquela loucura que foi “Mutantes e “O... terço” no Teatro Municipal de São Paulo, tocando Beatles; ... ter ido á Tenda do Calvário, Teatro Bandeirantes, Paulo Eiró, Martins Pena, Teatro da Praça e tantos outros onde rolavam shows fantásticos de bandas idem. Joelho de Porco, Patrulha do Espaço, Lírio de Vidro, Ave Sangria, Made In Brazil, Sindicato, Língua de Trapo, Rock da Mortalha, Apokalypsys, Maytrea & Silvelena, Jorge Mautner, Wal... ter Franco, Ave de Veludo e outras tantas.

... ter cansado o braço escrevendo poemas em máquinas de escrever com teclas de ferro e depois girando a manivela de mimeógrafos á álcool e carregando “jornaizinhos” pelas portas de shows e teatros, onde sempre eram encontrados “paposcabeça”, cumplicidade e irmandade com gente como Luis e Cláudia Bia, Nano, Ge e Yara, Itamar Assunção, um “tal” de Tony Monteiro, Valdir Zwetsch e tantos outros. “Semente”, “Cogumelo Atômico” e centenas de precursores dos atuais “zines”, que apagaram com o tempo, que também apagou o sonho e o ideal neles contidos.

... ter assistido “Pink Floyd Live At Pompeii” na estréia do “Sábado Som”, “TV2 Pop Show”,... ter curtido o doido do “Big Boy”, Hello, Crazy People”, “Halleluyah”, com Silvio Brito e Fábio Júnior que na época posava de roqueiro mas ninguém conhecia, pois era conhecido por vários nomes como “Mark Davis”;... ter ido a Sessão Maldita, Sextafeiras á meia noite nos cines Metro e Gemini, assistir “Zabriskie Point”, “Janis” “O Fantasma do Paraíso”, “Woodstock... Ou a salas de arte como o Arouche, Belas Artes ou Cine Bijou, assistir “Corações e Mentes” ou “Corrida Contra o Destino”;... ter ficado acordado todo dia até duas da manhã escutando o “Kaleidoscópio” do Jaques em um radinho de pilha embaixo do travesseiro. Focus, Jethro Tull, Rock Progressivo, papo legal e no outro dia pegar a pasta de “Office Boy” morrendo de sono.

... ter assistido o nascimento do Movimento Musical-Sócio-Político do Punk e... ter arrancado os cabelos de ódio com a moda da “Discoteque”;... ter experimentado drogas de verdade, não esse lixo sintéticoquimicovenenoso que se vende agora. Saber que droga, incluindo bebida não era o fim mas o meio.

... ter ficado decepcionado, estarrecido, mortificado com o assassinato de John Lennon;... ter acreditado que as pessoas seriam importantes e ouvidas pela grandeza de seus pensamentos e suas idéias e não pela grandeza de seus peitos e bundas.

... ter casado em meados dos 80, a década perdida, tendo também perdido o senso de Liberdade, Comunidade e Paixão;... ter criado filhos, barriga, cachorros sem lembrar o que foram as décadas an... teriores.

... estar vivo a quase 50 anos nessa primeira década desse Século XXI, alguns com muito dinheiro, propriedades, filhos em faculdades, cachorros com pedigree, ótimos empregos e outras coisas. Outros que, sem... ter acumulado prestigio, dinheiro ou propriedades, ficaram apenas com a lembrança, a saudade e a dor de saber que, ao contrário do que dizia Belchior, não somos os mesmos e vivemos como nossos pais, mas bem pior que eles, porque não temos mais nada em que acreditar. “Nossos ídolos ainda são os mesmos”, mas as aparências é que enganam... E é apenas o que importam.
24/10/2006
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.628 - Livro 973 - Livro 474

(11) 96358-9727


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