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A VERDADE NÃO EXÓTICA SOBRE CDS DE VINIL
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Cena 1: 2006
“Marcelo – Acho muito legal, vocês fazerem a capa, imitando compacto e a arte do CD imitando vinil.
RMR – Na verdade, essa capa de compacto foi do Junior do Patrulha, nós chupamos a idéia dele. A gente falou: Junior, vou chupar a sua idéia e melhorar. Ele disse (imitando a voz do Júnior): Fera, cara, melhorar como? (risos) Melhorar, que eu vou colocar a minha cara na capa, ao invés da sua. Quero mandar um abração para o Júnior! Eu achei legal, esse lance de resgatar as capas de vinil, porque é de uma época saudosa, em que a música era mais valorizada que é hoje. Até porque, os desenhos ficam melhores em capas maiores. O pessoal tem gostado. Lógico que tem gente que reclama que não dá para guardar na coleção, mas a intenção é essa mesmo: destacar-se na coleção.”
Trecho de entrevista de “Reverendo Marcelo Rossi” da banda “Exxótica” ao zine NFL Zine, Nº 9, Agosto de 2006.

(Mudança temporal: retornemos aproximadamente 3 anos no tempo)

Cena 2 – Diálogo 1, Por Telefone – Final de 2002
“Manager” – E aí, Júnior e o material novo, que vocês gravaram?
RCJ – Aquilo, sei lá, é pouca coisa, mas acho que não vai sair merda nenhuma. Estou de saco cheio!
“Manager” – Pô, bicho, tem que gravar, tem que soltar.
RCJ – É uma merda... Eu não tenho saco mais pra isso de arte, prensagem, essas porras. É muita grana. Deixa lá guardado, uma hora a gente lança o “Dossiê volume 5 e inclui isso...
“Manager” - Sei lá, acho que ta na hora de botar algo novo.
RCJ – Mas é pouco material...prum CD
“Manager” – É... Então faz um Compacto Duplo... (Risos)
RCJ - (Rindo) É mesmo! (Gargalhada) – A gente estava pensando em colocar o nome de “Sendas Astrais”.
“Manager” – Sei lá, cara. Vamos pensar nisso e a gente se fala. Acho esse nome meio sem sentido.
RCJ – Falou. Deixa eu fazer umas ligações, mais tarde a gente se fala.
“Manager” – Legal. Te mais!

Cena 3- Casa do “Manager” – Tatuapé, São Paulo, Menos de Meia Hora Depois
O “Manager” tinha ganho um Compacto Duplo antigo de uma banda dos anos 7o e o mesmo estava sobre o computador. Ao olhar aquilo, ele corre ao computador, monta umas imagens em uma arte do tamanho do tal compacto, imprime, apanha o mesmo compacto e cola sobre a capa e contra-capa, estragando o presente. O nome chega de imediato: o “Manager” tinha feito o site da banda e a queria transitando em dois mundos: o dos anos 70 e o moderno, na era da Internet e da comunicação rápida. Então, nada mais lógico do que “.ComPacto”: o ponto com, referência direta á Internet, “Pacto” passando a idéia de que banda teria feito um “Pacto Com o Rock ‘n’ Roll” e juntado tudo: Compacto”. Nascia ali todo o conceito, a idéia, o mote. O “Manager” contente com sua idéia e muito mais porque poderia estar assim contribuindo e, porque não, passar a de alguma forma fazer parte da banda que ele admirara e acompanhara desde a primeira apresentação, ainda nos anos 70.

Cena 4 – Dialogo 2, Por Telefone, Mesma Noite.
“Manager” – Ai, bicho, você vai estar na sua casa amanhã?
RCJ – Vou, porque?
“Manager” – Preciso te mostrar um lance que eu bolei. Vou passar ai por volta das 2, legal.?
RCJ – Legal, mas o que é?
“Manager” – Surpresa. Preciso mostrar, falar não adianta.
RCJ – Então ta. Amanhã a gente se vê.

Cena 5 – Dialogo 1, Casa de RCJ, Dia Seguinte

“Manager” – Taí, cara. O que te falei. A idéia é a seguinte: (Ato contínuo, o “Manager” retira da bolsa o material que tinha impresso e coloca sobre a mesa e passa a explicar os conceitos por trás daquele projeto. Os olhos de RCJ brilham e o “Manager” se sente feliz e orgulhoso. Um de sus maiores ídolos ali em sua frente curtindo uma idéia sua.
RCJ – É du caralho isso! Puta idéia. Eu tinha mesmo pensado em algo assim... (Risos)
“Manager” – E aí, vamos então lançar o disco?
RCJ – Mas tem o lance da arte e tudo mais.
“Manager” – Eu nunca fiz arte pra discos, mas acho que consigo. E ai ce não tem que gastar com isso.
(Cena seguinte, outros músicos da banda chegam e são explicado os conceitos, um torce o nariz, outro não entende e é preciso repetir umas três vezes e o outro acha muito boa a idéia)

Seguem-se então uma trabalheira filha da puta, com o “Manager” e RCJ indo á antiga fábrica da Continental onde o responsável vê a idéia, fica surpreso mas revela que acha uma ótima idéia. Depois, para o arremate final e com o toque totalmente perfeito do projeto, afirma que em algum lugar existe a faca de corte original abandonada e que ele a iria encontrar e usar. O “Manager” quase chora de alegria e se põe a trabalhar nas artes, rótulos etc. Idas e vindas, fotolitos e correções depois o trabalho é finalmente concluído. O CD chega da fábrica no Ceará e o encarte é impresso em Xerox e recortado manualmente pelo “Manager” e dois “Roadies” e o trabalho finalmente está pronto. Mas RCJ não permite estranhamente que o nome do “Manager” apareça como criador da idéia , mas como “Design Gráfico: Uma fictícia empresa do “Manager”.

Cena 6 – A Distribuição do Disco – Março de 2003
O “Manager”, juntamente com um dos integrantes da banda, vende nas lojas o trabalho. Além de ajudar seus amigos ele quer sentir a reação dos lojistas e dos compradores. Todos elogiam a idéia outros falam sobre a dificuldade de armazenamento. A resposta é sempre de que “esta a idéia, tem que se destacar dos outros.” O “Manager” fica feliz e orgulhoso. Afinal estava ali uma idéia sua concretizada e aceita.

Cena 7 – Entrevista da Banda á Rádio Jovem Pan AM – 24 de Março de 2003
A banda dá entrevista a Rádio Jovem Pan AM sobre o disco. O “Manager” aguarda ansioso que falem dele, porque afinal sabia que a sua idéia chamaria a atenção. Ficou ali, com o coração aos pulos mas no momento em que o apresentador fala sobre a capa, o crédito fica todo para “a banda”, com as o texto com as explicações dadas pelo “Manager” sendo repetidas vírgula por vírgula. Nenhuma citação sequer. Nada, absolutamente nada. Claro que fica triste, mas acha que o mundo do “Show Business” é assim mesmo...

Cenas 8 e Meio (Não de Felini)
O “Manager” agenda shows, faz promoção, carrega equipamentos, viaja pra cima e pra baixo com a banda, e tem nos fãs da banda o reconhecimento de seu trabalho, de sua idéia. Chega até a dar autógrafos e entende que este sim seria a sua verdadeira glória. Nas inúmeras entrevistas dadas pela banda, apenas em uma, dada pelo baixista, a referência ao autor real da idéia é feita. No restante, o crédito é sempre atribuído ao dono da banda.

Cena 9 – Entre em Cena o “Reverendo” – Galeria do Rock
Em meados daquele mesmo ano de 2003, em uma conversa dentro de uma das lojas da Galeria do Rock, o “Manager” é apresentado ao “Reverendo” que, sabendo que ele também, o “Manager”, tinha contatos e promovia eventos dentro de uma grande casa de Rock de São Paulo deseja apresentar suas duas bandas, uma de Kiss cover e a outra, que inclusive estaria gravando um novo disco.

Cena 9 – Diálogo 1
RMR – A gente vai fazer um disco com cara de compacto de vinil.
“Manager” – Como é? Porra, igual ao do .”ComPacto”?
RMR – É... Isso ai... É uma puta idéia!
“Manager” – Porra, meu, mas a idéia daquilo é minha!
RMR – E daí? Foda-se! Idéia boa é pra ser chupada mesmo. E eu já até falei pro...
(“Manager” com cara de idiota) – É foda mesmo!

Meses depois o trabalho da banda é lançado, anunciado e vendido.
Anos depois... “Quero mandar um abração para o Júnior! Eu achei legal, esse lance de resgatar as capas de vinil, porque é de uma época saudosa, em que a música era mais valorizada que é hoje.”

Luiz Carlos Cichetto, apelidado de “Barata” e nesta peça representando o papel de Manager, um papel secundário nesta novela mentirosa chamada “O Mundo de Roque Enroll”.
29/10/2006
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.628 - Livro 973 - Livro 474

(11) 96358-9727


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