nike shox hogan scarpe calcio Tiffany christian louboutin Scarpe Adidas superstar Scarpe Reebok Adidas Scarpe nike sb Scarpe nike air force air jordan adidas

Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
nike shox hogan scarpe calcio Tiffany christian louboutin Scarpe Adidas superstar Scarpe Reebok Adidas Scarpe nike sb Scarpe nike air force air jordan adidas scarpe Tacchi Scarpe da donna Scarpe Scarpe Adidas adidas Scarpe Scarpe Scarpe hogan oakley nike air presto new balance nike air max adidas Scarpe nike free

Rolando Castello Júnior

Rolando Castello Júnior
Patrulha do Espaço
.................................................................................................................................................................................
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com

27 Perguntas On Line Para Rolando Castello Júnior
A Patrulha do Espaço completa 27 anos de existência este ano. Baseado nisso, fizemos uma pergunta por ano de existência da banda a Rolando Castello Júnior, um dos fundadores e líder da banda. Esta entrevista foi feita on line, em Março de 2004.

1 - (Postura)
Comecemos falando sobre postura. Nos anos 70, um show de Rock era um acontecimento político social. A maioria das apresentações eram em teatros e lotados. Além da música, as pessoas iam escutar os músicos. Existia um sentimento de cumplicidade, de comunidade muito forte que atualmente não existe mais. O Rock como movimento foi dividido, esfacelado. A realidade é que não existem mais shows de Rock, nem lugares com este espírito, pois nos poucos lugares onde toca Rock, ele é apenas a trilha sonora, não o ator principal. Concorda com isso? O que pensa sobre esse assunto?
Júnior: Realmente nos anos 70 rolava esse clima que você citou, o rock era totalmente underground, não contava com mídia alguma e as coisas rolavam forte por que era um movimento forte naquele momento. Daí a não existir mais shows de rock eu discordo por que senão o que bandas como a Patrulha, Golpe, Dr. Sin, e outros estão fazendo, mudou a conjuntura sim, mas para muitos o rock não é apenas a trilha sonora de uma noitada etílica em busca de sexo, ademais os tempos são outros e diferente dos shows de rock do passado e das bandas acima citadas, existe toda uma nova geração de grupos e roqueiros que fazem e curtem shows de acordo com a informação que tem e de acordo com a sua geração.

2 - (Raul Seixas)
Muita gente fala que Raul Seixas é o grande pai e mentor intelectual do Rock Brasileiro, mas parece que você não concorda muito com isso. O que você pensa sobre ele, musicalmente e como artista de uma forma geral. Acha que sua influência dentro do Rock Brasileiro no global foi positiva ou negativa?
Júnior: Não acho de jeito nenhum que o Raul é o pai do rock brasileiro, o rock brasileiro nasceu muito antes de Raul ser famoso, o Raul tem seu lugar incontestável dentro do rock brasileiro, aliás, lugar este bastante grande e merecido, ele sempre tocou e gravou com grandes músicos da cena roqueira brasileira e suas letras são extremamente inteligentes e com mensagens de forte cunho social, comportamental, etc, muito além de um monte de bobagem em termos de letra que constituem o repertório da maior parte das bandas do BR rock, dentro deste universo sem dúvida alguma influência sua é super positiva.

3 - (Influências)
Falando de influências, de um lado e de outro: quem foram seus influenciadores, tanto musicalmente como na sua forma de pensar e agir como pessoa e como artista. Por outro lado, pessoas como Paulo Zinner e Paulão Batera, grandes músicos o apontam como mentor e inspirador. Como funcionam essas coisas na sua cabeça?
Júnior: Musicalmente no Brasil os bateras e bandas que me influenciaram no inicio da minha carreira foram o Dartagnan e Som Beat, Nelson Pavão e Made e o Hermínio e o Loupha. Dos gringos o primeiro para mim foi o Ringo Starr depois o Keith Moon, Ginger Baker, Mitch Mitchell, John Bohan, Carl Palmer, Carmine Appice, Billy Cobahn e Lenny White, esses são os que mais me influenciaram que eu me lembre agora. Na minha forma de pensar posso citar Marta Hernecker, Leo Huberman, Herman Hesse, Aldous Huxley, Timothy Leary, Bukowisky, Saint Exupéry, Lawrence Ferlinghetti, Gregory Corso, Jack Kerouac, Allen Ginsberg (Jalil Gibral Jalie Kalil), Hugo Pratt, Roberto Piva, Torquato Neto e uma porrada de outras pessoas que li, ouvi e convivi.
Quanto a ser melhor ou inspirador dessa galera que eu tanto admiro e sou amigo é uma honra incomensurável e em relação a molecada que admira meu trabalho e minha pessoa é uma responsabilidade muito grande, então na minha cabeça as vezes rola um turbilhão de sentimentos que é um misto de medo, orgulho, preocupação, satisfação enfim, sentimentos antagônicos inerentes a minha posição de agente criador e influenciador.

4 - (Relações Pessoais)
Continuando com relações interpessoais, Rolando Castello Júnior tocou com figuras tidas como complicadas, como Arnaldo Baptista, Oswaldo Vecchione e o argentino Pappo, como foi tocar e conviver com elas. Como é sua relação com eles hoje em dia? Aliás, falando ainda em relações pessoais, como é a convivência sua com o restante da banda, particularmente com o Marcello e o Rodrigo, que são de outra geração?
Júnior: As complicações que rolaram, hoje eu vejo que foram complicações normais de qualquer relacionamento profissional e pessoal de pessoas que passam muito tempo de convivência, ademais que cada cabeça é um mundo, hoje vendo em retrospecto os bons momentos foram muito melhores e maiores, que qualquer merda que possa ter rolado. E o fato de eu ter tocado com o Made e o Osvaldo num momento em que a banda era uma das maiores bandas de rock do Brasil, com o gênio e ídolo Arnaldo e com o Pappo talvez o maior guitarrista de rock da América Latina, meu ganho como artista e ser humano foi enorme.
Quanto aos meninos da banda, eles são novos.....

5 - (Mídia)
Porque a Patrulha do Espaço e particularmente Rolando Castello Júnior não estão na mídia apesar de todo o seu histórico e importância dentro do Rock Nacional, em sua maneira de pensar? A coisa é grana, má-vontade, preguiça, burrice ou tudo isso junto? Você acha que do que a mídia apóia alguém se salva ou tudo que rola no rádio e televisão é lixo?
Júnior: Bom, a banda e eu não estamos na grande mídia , como TV e rádio, mas estamos na mídia especializada como revistas de música e de instrumentos. Em 2003 nós estivemos nesta mídia o ano todo, talvez não da maneira merecida em alguns casos, mas estivemos e estamos lá e vamos estar de novo agora com o lançamento do Cd "Missão na Área 13". Quanto a TV e rádio, a resposta você já deu, é grana via jabá, gravadora mais má vontade e muita ignorância de quem é quem nesta merda de cenário roqueiro atual.
Depende, do que rola hoje este cenário hardcore pelo amor de Deus, a maioria das bandas novas é uma merda, mas pelo jeito é o que a galera tá afins de curtir, agora, tem exceções, como o Charlie Brown Jr. e dentro de um lance mais pop os caras do Jota Quest mandam bem, o resto e os medalhões dos anos oitenta que estão aí já com uma carreira que sempre foi respaldada pela mídia via gravadora.

6 - (Morte)
Ao menos três músicos que tocaram contigo já morreram: o Walter Baillot, o Sérgio Santana e recentemente o Dudu Chermont. O que representaram essas pessoas dentro do contexto da banda e pessoalmente com relação a você?
Júnior: O Sérgio e do Dudu foram comigo a Patrulha do Espaço. Ficamos juntos muitos anos e gravamos a maior parte dos discos da Patrulha juntos e foram nesses momentos meus melhores amigos. Quanto ao Waltão a passagem dele na banda foi muito rápida, mas nem por isso menos marcante, tivemos grandes momentos juntos.

7 - (Futuro)
Rolando Castello Júnior tem mais de 50 anos, a Patrulha do Espaço quase 30, o que pensa que acontecerá no futuro em relação a sua vida particularmente e de forma mais ampla com a banda? Aliás, o que é ter mais de 50 anos e tocar Rock, principalmente no Brasil. Imagina que seu futuro é dentro do Rock ou como John Lord, ir pescar?
Júnior: Porra Barata, enquanto estou te escrevendo essas respostas, que eu saiba estou com apenas 50 anos e não mais, enfim, particularmente penso daqui para frente me dedicar mais a mim mesmo, a alguns projetos meus e tentar ser o mais feliz possível na minha vida pessoal, o que como todos nós sabemos não é fácil. Quanto a banda, ainda há alguns objetivos que eu gostaria de realizar junto com meus companheiros atuais. Vamos ver se a gente consegue a única certeza como a própria vida, é que tudo um dia acaba, assim sendo um dia a Patrulha vai ter que se recolher ao hangar em definitivo, até lá, vamos seguindo a Missão. Quando, veja bem, quando eu tiver mais, mas bem mais que 50 anos, não seria má idéia seguir o exemplo do John Lord, até lá vou continuar tocando rock como seu eu tivesse começando, com muito tesão e amor a camisa.
Barata: Júnior completou 51 anos dia 13 de Abril. Outra: Há noticias recentes de que John Lord se aposentou da aposentadoria e montou uma banda que vem se apresentando na Inglaterra.


8 - (Estética)
O figurino e cenários dos shows da Patrulha do Espaço são basicamente formados por elementos típicos dos anos 70, como batas indianas e incensos. Isso é proposital? Você não acha que tal atitude pode, por exemplo, afugentar a galera com menos de 30 anos, que é a galera que no fundo compra discos e freqüenta shows? Não acha que isso pode, de repente cheirar como coisa velha, ultrapassada? Não diria usar roupas pretas, mas não seria o caso de soar menos "setentista" e procurar estar mais de acordo com o gosto da "molecada" e por aí tentar trazer novas gerações de encontro á banda?
Júnior: Nós já trazemos uma molecada forte nos shows da banda, agora a gente é o que é, toca o que gosta e faz o que acredita, nessa altura do campeonato acho que não é o momento de abdicar a isso, em prol do que? Alguém tem que fazer o que acredita nesta merda, senão do que vale estar vivo, do que vale o dom divino da música?


9 - (Letras)
Com relação ás letras: as letras de metal falam basicamente de bruxas, dragões etc., as de progressivo em coisas etéreas. Atualmente as letras da Patrulha estão dentro desse último caso em sua maior parte. Letras com conteúdo mais forte como existiram em músicas como "Robot", "Bomba", "Serial Killer" e outras parecem não fazer mais parte do vocabulário da Patrulha. Cutucando um pouco mais: não seria o caso de colocar umas letras com conteúdo mais próximo das músicas que eu citei e talvez amealhar as pessoas que estão meio sem opção quando desejam letras mais fortes, que só existem atualmente em coisas como Hardcore e Rap?
Júnior: O trabalho novo "Missão na Área 13" está com letras mais coesas dentro do que foi a inspiração do disco, muita estrada em canções como "Vou rolar", "Rock com Roll" e "One Nighter", sentimentos de paixão, amor e tesão em "Tão perto tão distante" "Quando a paixão te alcançar", questionamento humano em "Phrãna" e "Trampolim" e até o conteúdo mais forte em "Universo conspirante" Ademais, nós continuamos tocando "Robot", etc.
Este lance de letras cresceu muito e tende a crescer mais, se a gente gravar outro disco no futuro com certeza vamos chegar bem perto do objetivo de ter boas canções com letras matadoras.


10 - (Fama)
Os anos 80 foram um momento bom para a Patrulha do Espaço, com a abertura do show do Van Hallen, em 83. É verdade que quando a Patrulha entrou muita gente pensou que era o a banda? Uma outra coisa sobre isso é uma história rola por aí dando conta que a banda foi convidada para participar do primeiro Rock in Rio e que você teria mandado o Roberto Medina andar. Isso é verdade? Uma outra coisa é o fato de você ser considerado pela maioria das pessoas, ao menos dentro do meio roqueiro, como um dos maiores senão o maior baterista do Brasil e nem por isso ser famoso. O que você pensa sobre o assunto "Fama"?
Júnior: Esse lance do Rock´n Rio é história, você acha que alguém em sã consciência iria mandar o Medina andar? Por favor! Quanto ao Van Halen, sim, muitos "entendidos" pensaram que a Patrulha era o Van Halen, é o cúmulo!
Bom, eu me achava famoso, aliás, aqui no bairro todo mundo me conhece, esse negócio de fama é relativo, eu estou na estrada há muitos anos, já fiz coisas que quando comecei a tocar eu nem sonhava que um dia iria acontecer, o que sempre me preocupou foi ser reconhecido como um bom baterista pelos bons bateristas e isso se realizou e para mim é o mais importante. É tipo assim, eu não sou tão conhecido ou famoso como o Charles Gavin do Titãs, ou o João Barone dos Paralamas, como eles são pelo público deles e pelo grande público televisivo e radiofônico, porém o Charles e o Barone sabem de mim e quem eu sou e o que eu represento, assim como outra porrada de grandes bateras aqui no Brasil e na Argentina, para mim isso é o mais importante, isso é, os fãs da Patrulha.

11 - (Pessoal)
Você teve paralisia infantil e levou vários tiros, parece que num assalto. Como essas coisas afetaram sua vida? Acha, por exemplo, a questão da paralisia pode ter sido um diferencial na sua maneira de tocar, algo como o chamado "Fator de Superação?".
Júnior: Eu tive pólio aos dois anos de idade, então eu não me lembro o que é viver sem uma limitação física, mas isso não me impediu de fazer absolutamente nada na minha vida.

12 - (Covers)
Uma coisa muito discutida e atacada por todas as bandas mais antigas é a questão das bandas cover tirarem espaço das bandas que compõem e executam seu próprio trabalho. O que você pensa sobre isso? Você não acha que isso pode ser um pouco de preconceito? De qualquer forma, isso não estaria dando oportunidade à principalmente músicos mais novos?
Júnior: Todo mundo quando começa a tocar, toca música dos outros, nada mais natural e normal daí a gozar com o pau dos outros é foda, virou palhaçada, Queen Cover, o autentico U2 cover, pára com isso! Banda cover sempre vai existir, o problema que rolou e rola é a ditadura desse estilo num circuito como o de bares, fora o fato de que a maioria dos caras que tocam nestas bandas não vivem só da música, é uma putaria, você não vê médico, advogado ou arquiteto trabalhando sem diploma e sem passar por exames dos seus pares, aqui é a casa da mãe Joana em grande parte pela falta de mobilização política dos profissionais e por esta Ordem do Músicos do Brasil de merda que não serve para porra nenhuma.

13 - (Arnaldo)
A Patrulha do Espaço nasceu como a banda do Arnaldo Baptista? Porque algo que na época tinha tudo para ser um grande trabalho, acabou tão rápido? Qual foi a verdadeira razão da saída dele, já que muita gente acha que aquela história de "incompatibilidade musical" não cola muito? Aliás, vocês ainda se falam?
Júnior: Acabou por que tinha que acabar naquele momento, mesmo assim para mim foi e é um grande trabalho, infelizmente nós nos falamos muito esporadicamente.

14 - (Rock Nacional)
Como Rolando Castello Júnior enxerga o atual panorama do Rock Nacional e de bandas como CPM22, Charlie Brown Jr, Pitty etc? Acha que o que eles fazem é Rock?
Júnior: É o momento deles, é o rock do panorama atual deles o único que posso dizer é que essa galera acredita no que faz, assim como eu acredito no que faço, apesar de diferente, tudo é rock.

15 - (Missão na Área 13)
Fale sobre o novo trabalho da Patrulha do Espaço. O que podemos esperar dele musicalmente? O último disco, ".ComPactO", tem algumas inovações gráficas interessantes como o tamanho e o formato da capa. Podemos esperar algo assim para o próximo disco?
Júnior: A inovação deste disco é a coesão das músicas e da banda e da gravação. É o melhor disco dos três dessa formação até agora, pelo menos.

16 - (Dudu Chermont)
De todos os músicos que tocaram na Patrulha, o que mais tempo ficou foi o Dudu. Porque ele saiu da banda e foi tocar no Made? Outra coisa, ele teve alguns problemas de saúde, se afastou da música e depois de algum tempo, mesmo ainda um pouco doente começou inclusive fazer participações em shows de vocês. Em algum momento você cogitou chamá-lo de volta?
Júnior: Com certeza a gente pensava em convidar o Dudu para participar de um disco ao vivo da Patrulha, assim como levá-lo para tocar conosco em shows mais significativos para a banda e ele, mas tudo isso já era.

17 - (Percy Weiss)
A fases da banda com Percy Weiss foram muito boas, sendo que muita gente se recente da presença dele na Patrulha. Recentemente ele retornou a São Paulo e á música, tendo inclusive feito uma apresentação no show do Centro Cultural o ano passado (2003), junto com o Dudu. Existe alguma possibilidade dele voltar á frente dos vocais da Patrulha?
Júnior: Sinceramente nestes últimos cinco longos anos que voltamos a tocar com a Patrulha e com essa formação, nunca ninguém me falou isso. O Percy é um grande cantor e velho amigo, mas na atual conjuntura essa possibilidade não existe.

18 - (Rock)
O que é Rock para Rolando Castello Júnior? O que seria Rolando Castello Júnior se não fosse o Rock? Caso não fosse baterista de Rock, o que teria sido?
Júnior: O rock e a música são a minha vida. Se eu não fosse baterista seria guitarrista. Caso não fosse músico, gostaria de ser escritor, fotógrafo, artista plástico, astronauta, historiador, qualquer coisa dessas eu seria feliz, agora se eu não tivesse o dom para nada disso e pudesse escolher outro dom, gostaria de trabalhar com a terra.

19 - (Argentina e México)
O que é tocar Rock e viver em países como Argentina e México? Fale sobre as bandas Aeroblus e El Tri, nas quais você tocou nesses países.
Júnior: Tocar no México foi minha grande escola, minha universidade digamos assim, dentro do rock, toquei e participei de um momento histórico do rock mexicano de 1970 a 1973. Quando toquei com El Tri eles se chamavam ainda de "Three Soul in my Mind" e foi um sonho realizado ainda que breve.
Tocar na Argentina foi o melhor e o pior, e melhor por que o Aeroblus foi outro sonho realizado e era um super grupo no seu momento, tocar com Pappo e Alejandro Medina, gravar lá um disco que até hoje é adorado por músicos e roqueiros foi o máximo do tesão. Porém o ano que passei em Buenos Aires, 1977, foi um dos anos mais sangrentos da repressão militar, em verdadeiro pesadelo o que corrobora que todo sonho tem seu preço.

20 - (Inox)
Fale sobre a banda Inox, que tinha um repertório bem pesado e que durou apenas um disco, não? Como começou e porque acabou?
Júnior: O Inox foi um grande fiasco, bons músicos, gravadora grande, equipamentos, empresários, a banda teve tudo e não teve nada. Faltou estrada, ao menos rolou boa música e um bom disco.

21 - (Banda)
A Patrulha do Espaço é a banda de Rolando Castello Júnior? A banda é uma democracia, onde todos têm opiniões respeitadas ou é você quem determina tudo?
Júnior: A Patrulha hoje é minha banda, do Marcelo, do Rodrigo, do Tigueis e de quem trabalha com a gente há mais de 3 anos. É uma democracia para os objetivos maiores, já para a administração do dia a dia, dos negócios da banda, eu gozo da confiança irrestrita dos meus companheiros, não por que eu queria, mas por que não tem ninguém para fazer.

22 - (Religião)
Você é sempre visto se benzendo antes das refeições. Isso significa que você é um homem religioso? Acredita em Deus? O Made cantou: "Deus Salva e o Rock Alivia", Raul Seixas, que "O Diabo é o Pai do Rock". E você?
Júnior: Eu me benzo antes das refeições por que já passei fome em algum momento e aprendi a agradecer o prato de comida que sustenta o meu corpo.

23 - (Amigos)
Você tocou com Andreas Kisser, do Sepultura e com o Fernando Deluqui, do RPM, além dos vários músicos que, em épocas diferentes, passaram pela Patrulha. Eles são seus amigos? Falando em amigos, em mais de trinta anos de estrada, você deve ter muitos amigos no meio roqueiro. Quem são hoje seus amigos?
Júnior: Amigo é uma palavra muito forte, digamos que eu conheça muita gente no show bussiness e no rock´n roll e seja também conhecido. Como não saio muito mais nas baladas, não cruzo muito a galera, então meu melhor amigo é a minha mulher Claudia. Tenho também alguns bons e velhos amigos que vejo de vez em quando por que a maioria dos meus amigos, por serem músicos, estamos sempre trabalhando e não há muita oportunidade de nos cruzarmos. E quando estou na estrada meus melhores amigos é a galera da banda.

24 - (Legado)
O que imagina que deixará de legado, de herança, enfim, todos têm um papel na vida a cumprir. Qual acredita que é o seu? Acha que o cumpriu?
Júnior:

25 - (Pirataria)
Muitos artistas combatem veementemente o MP3 e e afirmam que a Internet acabou definitivamente com os direitos autorais. Outros defendem que ele difunde melhor, dá oportunidade de bandas divulgarem seu trabalho. Enfim, o que você pensa particularmente sobre o MP3 e a Internet de uma forma geral?
Júnior: Esse assunto do MP3 ainda tenho que pensar mais no assunto, mas sem dúvida é um assunto bem delicado no que se refere a direitos autorais e venda da música via cd, acaba virando uma outra forma de pirataria. Quanto a Internet eu acho o máximo da mão da roda para trabalhar, se informar, se comunicar, etc.

26 - (Balanço)
Em uma música do disco gravado em 79, a Patrulha do Espaço canta: "Já faz muito tempo que eu estou nessa estrada, e não pense, amigo, que eu não aprendi nada". Isso reflete hoje sua vida? Faça um balanço rápido de sua carreira, quais foram os pontos altos e baixos dela e situe o seu momento atual, musical e pessoalmente falando.
Júnior:

27 - (Final)
Qual é a pergunta que não quer calar?
Júnior: Isso você é quem deveria saber e ser mais direto, mas no caso desta entrevista seria: "Ô Barata, por que você não fez esta entrevista com um gravador, porra???"
5/4/2005
Registro no E.D.A. da F.B.N. : -
Amyr Cantusio Jr.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Antonio "Tutu" Simmons
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Bento Araújo
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fabio Sliachticas
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fabrizio Michelloni
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Gerson Conrad
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Marcelo Diniz
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Marcelo Watanabe
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Marcio Baraldi
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nico Bates
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Pedrão
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Percy Weiss
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Rê Joplin
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ricardo Alpendre
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Rolando Castello Júnior
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Arca do Barata
Contos d'A Barata
Crônic'As Baratas
Entrevist'As Baratas
Fal'A Barata!
Resenhas de Filmes
Resenhas de Livros
Micrônic'As Baratas
Camisetas
Livros
Revist'A Barata
Revistas Impressas
Artesanato
O Anjo Venusanal
Ponto de Fuga
Convergências
?/span>pera Rock Vitória
PQP - Puta Que Pariu
Webradio
Sub-Versões
Videos
A Barata Ao Vivo
Biografi'As Baratas
Discoteca d'A Barata
Ensaios Musicais
1a. Coletâne'A Barata
2a. Coletâne'A Barata
Festival Música Independente
A Barata - O Site
Fest'As Baratas
A Barata na Midia
Barata Cichetto, Quem ?
Depoimentos
Amigos & Parceiros
Fotos
Arquíloco (1981)
Sangue de Barata
Impessoal e Transferível
1958
A Verdadeira História da Betty Boop
Emoções Baratas
O Olhar Gótico da Morte Dentro da Cibernética Taverna
O Câncer, O Leão e O Escorpião
O Cu de Vênus
O Êxtase
Poemas Perdidos

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

 On Line:  210