SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE
Barata Cichetto
P
Eu não quero mais uma realidade de Sexo, Mentiras e Videotape. As coisas se repetem em minha vida e não quero mais filme repetido. Quero uma vida de Prazer, Verdade e Ao Vivo. Mulheres cheguei! E não sou irreal, nem sou uma barata. Sou eu, apenas eu e ninguém mais... É preciso? O que acontece com a "galera" nascida junto e depois do Punk? Vivem uma vida de Sexo, Mentiras e Videotape. O sexo de mentira, a mentira do sexo, o videotape das partes ruins dos filmes protagonizados por seus pais. "Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais."

Acho que sofrem muito com isso. E fazem muita gente sofrer. Não querem nada com porra nenhuma... Querem curtir, querem a balada, embalada em músicas que até chamam de Rock... Mas não gostam de Rock... Não gostam de nada nem de ninguém... Amar para eles não é um verbo intransitivo, nem sabem o que é isso... Amar é um verbo impossível de ser conjugado, porque, aliás, a maioria não sabe nem o que é conjugar, não sabe o que é verbo. E com certeza pensam que "conjugar" tem algo a haver com sexo. E verbo algo a haver com bebida. "Beba Verbo! Tenha alegria e prazer instantâneos! Uma dose de alegria e bem estar!", ou: "E ai, mina, vamos conjugar nossos corpos na cama do motel? Aposto que você vai conjugar legal!".

Esta noite eu dormi bem, me masturbei olhando umas fotos de acompanhantes e pensando em Camilla Perez, minha musa imediata. E também na garçonete mestiça do Morrison. Linda ela. Pena que não é Camilla, nem... O bom da masturbação é que a gente não tem que sustentar a mão, comprar brincos, sapatos, dar comida etc., Também não tem que dar satisfação, mão não tem mãe, mão não tem Tensão Pré-Menstrual, nem cólicas, nem mau humor... Eu amo minha mão, tenho tesão por ela. Ela faz o que eu quero, do jeito que eu gosto. Minha imaginação faz o resto. A única coisa que fazer sexo oral com minha mão é um tanto estranho e a mão não grita de tesão... Mas, nem tudo é perfeito e minha mão não me atira coisas, não bate nem morde minha cara. Mão, minha mão! A partir de hoje chamarei minha mão de Camilla Perez, minha musa... Dane-se Bandini, seu babaca!

A única pessoa que poderá despertar algo em mim, a não ser minha mão e minha imaginação, e é claro, além de Camilla Perez, é uma loira quarentona de uma dessas páginas de acompanhantes. Márcia o nome da danada da puta. Que delicia de mulher! Que mulher! Imagino uma "senhora" daquelas sussurrando meu nome, arranhando minhas costas, chupando... Bem, deixa pra lá, todo mundo sabe o que eu e minha mão estamos imaginando. Pensando em loira, nem sei porque lembrei da Cida, uma das minhas paixões de adolescência. Uma senhora loira, uma senhora "potranca". Há pouco tempo encontrei com ela, mais de 20 anos depois e fiquei sabendo que ela não tinha casado. Que bunda tinha aquela Cida, "Ácida Cida". É professora, a danada! E de português! Línguas... E que língua tinha a danada da Cida!

Reminiscências do passado nos levam a outras e então surge em minha mente a primeira mulher por quem realmente me apaixonei carnalmente falando: Ângela Helena. Um doce de criatura, uma mulher fantástica na cama e fora dela, uma dama na mesa e uma vadia na cama. Ângela era uma garota de programa num daqueles prédinhos fedorentos do centro de São Paulo. Ah, Ângela! Onde andas, sua danada? A verdade é que não tive na época estrutura para romper tabus e manter o relacionamento com ela. Ângela era uma grande mulher. E puta é a puta que te pariu!
4/2/2006