PUTA SAGRADA
Barata Cichetto
Leitura: Cris Boka de Morango, para o programa Rádio Devassa da KFK Webradio em
2016.
Poema do livro "Troco Poesia por Dinamite", Editor'A Barata Artesanal, 2014
Trilha Sonora: Alpha III - "Sanctuarius", do disco "Agatha", 1987

 

Amo muito beijar tua enorme e bela bunda
Minha faminta , doce e deliciosa vagabunda
E no teu cu que me espreita, bato punheta
Enfiando meu caralho duro em tua buceta.

Se faço poemas sem jeito é que sou desajeitado
E se antes fui um rei deposto, morto e rejeitado
Agora gozo com gosto no meio dos teus dentes
E te chamo de vadia e outros termos indecentes.

Nos comemos com gosto de setembro até agosto
E nos engolimos, doces e amargos, sem desgosto
Sou Lou Reed em Guaianases e és a minha viciada
Minha heroína, droga legal, minha puta seviciada.

Baudelaire poria em teu bordel inteiro o verso
E eu coloco no teu corpo todo o meu universo
Taiguara morto e penso em apenas um segundo
Que és uma dama e eu apenas poeta vagabundo.

Deixamos jorrar nossos líquidos nas nossas caras
Siriricas e punhetas, são os sucos das nossas taras
Não há silêncio, nem quietudes mansas ao prazer
Então buscamos os limites do que podemos fazer.

Em todos os estados da matéria nos transformamos
Vamos de líquido a sólido e gasoso quando gozamos
Perto dos limites perigosos enfrentamos nossos medos
E descobrimos que somos maiores que nossos segredos.

Eu quero ser, juntos, todos teus antigos amantes
Fazendo agora tudo o que poderia ter feito antes
Te foder por nove, por dez e por cem mil e um
E te fazer acreditar que não precisas de nenhum.

E te consagro agora sobre o altar da minha religião
A puta entre as putas, a sagrada dentre uma legião
E ao despejar em tua boca, a hóstia liquida de mim
Te faço deusa entre as putas até os tempos sem fim.

8/01/2014
24/11/2018
http://www.xvideos.com/video41991657/puta_sagrada