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A NOVA ONDA (PARTE 2)
LÚCIO EMÍLIO DO ESPÍRITO SANTO JÚNIOR
25/11/2007
O Gótico


Os primeiros anos 80 estavam ligados na moda dark. O brilho sombrio, todo mundo ligado na depressão gótica. A partir de 88 as trevas foram saindo de moda. A pose de “entediado” foi largada e a ordem virou um ritmo mais “quente”e “prá cima”. Em suma o que há é o punk gótico, surgido nos fins dos 70 com o punk tipo The Clash e Sex Pistols. A receita é a guitarra distorcida no limite, melodias simples, seção percussiva mesclando peso e primitivismo. A turma se vestia de preto, as letras descreviam imagens que ficariam bem num filme B. A rainha das trevas foi Siouxsie Sioux. Peter Murphy e os Bauhaus foram sua corte. A concepção dark básica veio dos Bauhaus. Murphy fazia os vocais e letras, Daniel Ash tocava guitarra e David joy e Kevin Askins se ocupavam da cozinha “das trevas”. A música teria que emblematizar o tédio existencial, enumerar os pesadelos, os horrores da mente e da alma, tinha que remeter a Edgar Allan Poe. O nome Bauhaus veio da escola funcionalista alemã Bauhaus e o som se inspirou no punk e nos “decadentes”dos anos 70: David Bowie, Lou Reed, Marc Bolan e T. Rex , incluindo o antigo grupo de Lou , o Velvet Underground e Iggy Pop. O Bauhaus começou em 79 e acabou em 83. O Filme “Fome de Viver”abriu com “Bella Lugosi is Dead”, single que estabeleceu o culto aos Bauhaus. Bella Lugosi foi ator de filmes soturnos à la Boris Karloff, e chegou a se acreditar vampiro na vida real, de tanto representar os mortos-vivos.

Dos quatro discos do Bauhaus, só o de 81 saiu por aqui. Em 88 saiu um àlbum duplo com os principais singles, cobrindo o período 79/83. Em 88 os darks já não eram mais moda. Os pós- moderninhos já buscavam novas ondas. A telenovela De Corpo e Alma, da globo, já teve um personagem com este visual. Numa coincidência no mínimo mórbida, a filha da autora da novela, a atriz Daniela Perez, foi assassinada durante as gravações por um ator também global, Guilherme de Pádua.
Após o Bauhaus, Murphy segue solo com os àlbuns The World Fail to Fall Apart(87)e Love Histeria(88), enquanto os demais montaram outra banda, Love and Rockets, mas as trevas ficaram mesmo para trás. Em ambos os casos.


The Cure


O Cure hoje já deixou de ser culto de poucos. Já são uma superbanda que vende milhões de cópias de seus discos e excursiona pelo mundo todo. Já vieram inclusive ao Brasil, em Março de 87. A história da “Cura” do dr. Smith começa em 1976, quando Robert resolveu entrar no mundo da música, graças à influência dos punks, como The Clash. O primeiro registro em vinil data de 79. Era editado o compacto “Killing An Arab”, uma letra inspirada no livro “O Estrangeiro”,de Albert Camus, que dizia:

“Sou o estrangeiro/Matando um árabe/Sinto o botão de aço pular/Macio em minha mão/Olhando para o mar/Olhando para a areia/Olhando para mim mesmo/Refletido nos olhos /No homem morto na praia/Estou vivo/Estou morto/Sou o estrangeiro/Matando um árabe”.

O disquinho saiu pela Fiction Records. A Polydor recusara uma demotape, um pouco antes. E hoje é a gravadora do Cure. Depois do compacto veio a estréia em LP,chamado Three Imaginary Boys, ainda em 79. A capa tinha geladeiras, abajur e aspirador de pó para enfatizar a falta de uma imagem da banda. O LP tinha as ótimas “10.15 Saturday”e “Fire In Cairo”, em meio a um clima pesadamente gótico, mas não estava incluída “Killling An Arab”, já uma canção famosa. Nos EUA, em 79 saiu o àlbum Boys Don’t Cry, versão de Three Imaginary... com músicas inéditas. Reuniu “Killing An Arab”e o hit “Jumping Someone Elses Train”. O segundo àlbum, Seventeen Seconds,de 1980 foi marcado pela frieza. Em meio à tanto gelo, se destacou “A Forest”. Faith e Pornography seguiram neste sentido, formando a tríade dark do Cure. Faith, de 81, tinha uma intenção de ser mais positivo, mas acabou saindo mórbido. Tinha os pontos altos em “Primary”e “Doubt”, além da faixa “Faith”, uma das preferidas de Robert Smith. Pornography tem um excelente trabalho de guitarra, e foi sucesso em 82 com o single “The Hanging Garden”. Esta era a fase “cold”do Cure. Robert Smith mudou o panorama com The Top, de 84. Mas já em Japanese Whispers, de 83, o som é mais leve, com pérolas como “Love Cats”e “Let’s go Bed”.

Com The Top, de 84, o Cure consolidou sua imagem e sucesso junto ao grande público. Tem maravilhas como “Caterpillar”e “Shake Dog Shake”. O disco tinha toques de psicodelia para amenizar a atmosfera sombria e a voz angustiada de Robert Smith. The Concert é o primeiro disco do Cure no Brasil, em 85. Os hits são interpretados com eficiência no palco. A partir do disco seguinte, Head On the Door, de 85, Cure vira superbanda. São notáveis “Inbetween Days”, “Close To Me”e “Kyoto Song”. A coletânea Standing On a Beach, editada em 86-e a edição nacional da fita trouxe várias faixas bônus-dá uma idéia do legado do Cure e sua marca no mundo pop. Kiss Me Kiss me(87) era uma tentativa de resgatar o clima gótico dos primórdios da banda com uma salada pop-funk que saiu meio desigual neste disco duplo, mas que tem turmalinas como “The Catch”e “Why Can’t I Be You”. O àlbum seguinte foi menos inspirado, mas assim mesmo fez imenso sucesso nos EUA. Irregular,o LP tem “Fascination Street”com um ótimo trabalho de guitarra. Nesta época a banda era formada por Robert, Simon Gallup, Porl Thompson, Lol Tolhurst e Boris Williams. O Cure passou por um período de letargia. Em 90 saíram onze faixas famosas do Cure, num remix dance.Cheira a comercialismo, mas tem bons momentos artísticos e dançantes.

Em 89 a banda chegou à beira da desintegração mas Fat Bob resolveu convidar Lol Tolhurst a deixar a banda. Só em 92 saiu o novo disco do Cure, Wish. Mais leve o Cure prova ainda conseguir produzir hits de sucesso, como “Friday I’m in Love”. Robert já disse: “Só há duas canções no disco que são realmente depressivas”. O guitarrista hoje também já é outro, Perry Bamonte, ex-roadie. Wish foi gravado nos estúdios Manor, uma mansão típica do século 13 com o estúdio anexo, na àrea rural de Oxfordshire, Inglaterra. E desde Kiss Me Kiss Me os membros da banda começam cada disco juntando suas fitas demo individuais, sendo que o Cure não é uma ditadura de Robert Smith. E numa das canções do último LP Robert canta: “Por favor parem de me amar/ Eu não sou nada destas coisas”, reagindo à idolatria que se formou em torno de sua figura e de seu visual. Ele declarou recentemente sobre esta música: “End”(a música referida) “é uma forma de lutar, de dizer que não é realmente deste modo”. Se o Cure hoje já não é como nos 80, pelo menos ainda tem muito caminho pela frente. E os fãs continuam comparecendo aos shows de cara tristonha e roupas pretas...


Hip Hop


O início do século 20 assistiu à explosão de jazz e blues nos EUA. O seu final é temperado por novas formas de música, arte e dança negras. A música é o Hip-Hop, a arte é o grafite e a dança é o break. As raízes do hip-hop estão ligadas a uma cidade-New york-e a um bairro, o Bronx, a partir de 59. Até esta época, o bairro era habitado pela classe média imigrante, composta de italianos, alemães e judeus. Neste ano de 59, porém, o bairro foi afetado pela construção de vias expressas que deixaram a região em ruínas, abandonada pela classe média que o habitava. Vieram os negros e os hispânicos e com eles, a sujeira, a violência e as drogas.

Em 1968, quando ecoava pelo mundo a revolta dos Black Panthers, os habitantes do Bronx deram projeção de sua revolta nas Street Gangs. Eram organizações de rua, formadas por jovens e adolescentes que aterrorizavam o bairro. Os garotos das gangs desenvolveram um estilo bem próprio de se vestir, como as
jaquetas Lee gravadas com desenhos e o nome da turma -- as mais famosas eram a Black Savages e Spade Skulls. Seu reinado durou até 73, quando a polícia reprimiu as gangs após uma delas ter promovido o estupro de uma garota. Então os garotos abandonaram a violência e criaram outras formas mais pacíficas de expressão, na forma de uma subcultura, à margem da cultura WASP americana. Quando veio a onda disco, nos fins dos 70, os disc-jóqueis das festas de hip-hop transformavam a pasteurizada discoteca em algo diferente. O primeiro grande Dee-jay hip-hop foi Kool Herc, um negro jamaicano que, em vez de tocar músicas inteiras, começou a animar festas rolando apenas pequenos segmentos de meio minuto, ajuntando os hits do momento enquanto os Djs repetiam frases ao microfone, para animar o público. James Brown teria sido a maior influência deste canto/fala. Porém, as influências se estendem, atingindo a poesia oral negra , as chamadas poesias toast e geradas em prisões, versando sobre roubo, rebelião, crime, abusos sexuais e violência. E foi em 1973 que Jalal Uridin, inspirado em James Brown, Sly Stone e nas poesias toast, lançou o alicerce do rap atual, o LP Hustler’s Conventions. O rap permaneceu evoluindo. Hoje em dia, nos 90, surgiu nos 90, até o folk-rap, com instrumentos acústicos. Mas nas fases iniciais foram os Deejays quem introduziram as inovações. Grandmaster Flash inventou a mixagem colando trechos de músicas, grudando um caco no outro. Depois, Theodore Rockwell criou o scratching , arranhando com a agulha da vitrola os discos que tocavam em público.

E nos anos 80, em especial 81, o break dance tornou-se o novo frisson novaiorquino. O jornal Village Voice, mais “ligado”, lançou para a mídia aquela dança competitiva, que substituíra a violência nas ruas -- e a cultura de massa logo absorveu o rap no seu caldeirão. Naquele ano de 81, boates de Manhattan dedicaram noites inteiras ao rap, que foram freqüentadas pelas estrelas da época. Vários grupos de rap, como Soul Il Soul, fazendo rap para as FMs e Neneh Cherry, sofisticando e misturando rap e jazz, começaram a vender bem e fazer contratos milionários.

E a subcultura hip-hop, que nasceu em berço nada esplêndido, passou a centralizar o cenário cultural a partir de 88, principalmente. Os desbocados do Public Enemy, interpretando o grito das subclasses marginalizadas, fazem parte da trilha de Faça a Coisa Certa, de Spike Lee e obtêm espaço na mídia. Seu protesto é radicalmente a favor dos negros e assume facetas violentas e machistas, horrorizando a classe média americana.

E no Brasil o rap brasileiro foi introduzido ao grande público por Fausto Fawcett, na música “Kátia Flávia”, em 87, e que vendeu 80.000 cópias. Nos 90 surgem outros rappers brasileiros, com o egocêntrico(chegando ao ponto de se dizer inspirado em Geraldo Vandré) Gabriel O Pensador abrindo espaço na mídia para outros rappers como os ótimos Racionais MC’s, iniciando um verdadeiro boom do gênero.


R.E.M.


O nome do conjunto foi tirado de um tema da psicanálise, o movimento rápido dos olhos (Rapid Eyes Movement) que designa a etapa do sono em que a pessoa mergulha nos sonhos. Nada melhor para definir o som de um grupo capitaneado pela poesia ora passional, ora amrga de Michael Stipe e pelas camadas e mais camadas de guitarras executadas por Pete Buck, o guitarrista que-segundo a lenda-sabe mais de 400 cifras de clássicos do pop.

Os músicos vem de Athens, Georgia. Em menos de uma década, o conjunto saiu do circuito de shows por universidades e botecos da Georgia para uma tour mundial. As raízes do som do grupo estão no country e no psicodelismo dos 60, de bandas como Troggs e Byrds. Mas há elementos inovadores no som e nas letras.

A banda começou quando o baixista Mike Mills e o baterista Bill Beny, conhecidos dos tempos de colégio, onde tocavam covers dos Doobie Brothers, vieram para Athens e conheceram Michael Stipe, um rapaz introspectivo, entusiasta de literatura e artes plásticas, chegado na New Wave novaiorquina. O guitarrista Pete Buck era fã de discoteca e era, como Stipe, completamente inexperiente. Os primeiros covers incluíam de Everly Brothers até Sex Pistols. Tocavam rápido: “nós éramos thrash porque tínhamos receio de tocar lento. Acreditávamos que só podíamos tocar bem do jeito mais rápido possível”, diz Stipe.

Quando se aprimorou musicalmente, o R.E.M. foi se aproximando de uma concepção mais “limpa”: a de Peter contrapunha riffs poderosos a delicados dedilhados, fazendo a moldura ideal para as pinceladas expressionistas de Stipe e sua voz melódica. O primeiro single foi “Radio Free Europe/Sitting Still”, de 81, para o minúsculo selo local Hib Tone. A independente I.R.S. incluiu então a banda em seu cast. O primeiro disco, Murmur, de 1983, trazia a banda numa ótima estréia. Os produtores do primeiro foram também os mesmos de Reckoning, de 84, que não teve o mesmo pique. A seguir a banda iria para Londres, onde entraria em fase de transição e gravaria o àlbum Fables of Reconstrution, com Joe Boyd , que já tinha produzido o grupo de folk-rock Fairport Convention. O disco foi feito em clima tenso, mas mesmo assim mesmo tinha bons momentos, como “Green Grow the Rushes”. O título “Fábulas da Reconstrução” parecia uma referência à reconstrução do sul derrotado na guerra civil americana do século passado. O R.E.M. sempre gostou de manter a imagem de conjunto de rock sulista por excelência. O àlbum Lifes Rich Pageant, produzido por Don Gehman, tentou em vão equilibrar o som da banda. Mesmo assim, o álbum conseguiu disco de ouro. Document, de 87, repetiu a façanha, agora numa melhor fase, com o produtor Scott Litt. A banda revisitou o passado em Dead Letter Office, “O Escritório das Letras Mortas”, onde brilham covers de Pylon, Aerosmith e Velvet Underground se misturavam a outtakes e lados B de singles.

O sucesso viria na transferência para a Warner e o lançamento de Green, em 88. As letras ficaram mais accessíveis, mas a qualidade se manteve. Como disse Peter Buck sobre o sucesso estrondoso da banda: “Nós não queremos ser como o U2 e Bruce Springsteen. Queremos ser uma grande cult band.” O comportamento habitual do R.E.M. nos shows inclui Stipe despindo progressivamente várias camadas de roupa, uso parcimonioso da luz, retroprojeção de filmes domésticos e imagens psicodélicas.
Michael Stipe é considerado um vocalista/poeta, ao lado de Morrissey, Ian Curtis e Jim Morrison. Out of Time começou a ser gravado depois da excursão de 89. Levou um ano para ficar pronto. E o grupo abandonou a “muralha de guitarras”, em parte, para fazer experimentalismos inusitados. A faixa de abertura, Radio Song , faz um violento ataque à péssima programação das rádios e tem os backing vocais de KRS-1, um rapper novaiorquino. Em outras três faixas (Me in Honey, Shinny Happy People e Near Wild Heaven),o vocalista cantou acompanhado com Kate Pierson, dos B-52s. O disco tem a soturna “Low” e seu clip com pinturas renascentistas, a bela “Losing my Religion”, executada bastante pelas rádios. O disco tem canções pop sinceras e trabalhadas que raramente surgem no rock atual. Stipe analisa a decadência da sociedade americana e do próprio pop/rock com força incomum, desvendando o desgaste da cultura ligada ao rock e avisando que já está começando a descrentar. O àlbum seguinte, Automatic for the People(93),com seu título inspirado numa placa de um bar em Athens, investiu mais no lado acústico e com arranjos orquestrais, e numa das músicas(Drive) o rock and roll é uma pessoa perdida, que não sabe se balança ao redor das horas ou procura heroína e crack para preencher a ausência que sente.
Em 94 Stipe planejava até gravar algo em colaboração com Kurt Cobain, do Nirvana, mas ele suicidou-se em Abril. Nos fins do ano o R. E. M. lançou o àlbum Monster, com uma sonoridade mais puxada para o punk, sem instrumentos acústicos como nos anteriores.O álbum entrou nas paradas com a música “What’s the Frequency, Kenneth”, que fala de uma pessoa mais velha tentando desesperadamente entender um jovem da chamada Geração X.


New Order

Na vertente technopop, o New Order surgiu unindo várias tendências do início dos 80, com a união do sintetizador e das técnicas de estúdio com a discoteca, o New Order se tornou uma das grandes bandas dos 80. A banda se originou das cinzas do Joy Division, após o suicídio de Ian Curtis em Maio de 80, com 24 anos incompletos. O Ian foi chamado de “Kleist do technopop”devido à sua veia poética romântica e depressiva-uma de suas canções começava com a frase: “Lá vem os jovens, com pesados fardos em suas costas”. Seu suicídio ocorreu após Ian assistir Strozsek, de Murnau, um filme em preto e branco de um diretor ligado ao expressionismo alemão. O filme acabava com um homem enforcado e uma galinha dançando. Ian foi para casa, ouviu Iggy Pop e se enforcou. Após sua morte todos os componentes ficaram desorientados. Decidiram que Bernard Summers assumiria o seu lugar,após analisarem quem poderia cantar melhor. Gillian, amiga dos rapazes, entraria nos teclados. Gillian já substituíra Bernard uma vez, quando alguém lhe deu uma garrafada numa das mãos, pouco antes de um show. Com os ensaios de Curtis gravados em fita reaproveitaram duas músicas nas quais ele estava trabalhando na semana de seu suicídio(“Ceremony” e “In A Lonely Place”) e tocaram o barco com o nome de New Order. Acabava o Joy, restava o mito. Eles gravavam em seu selo próprio, a Factory. Em 83 conseguiram obter sucesso e reafirmar a nova formação do grupo com o disco Power, Corruption & Lies, que trazia o hit “Blue Monday”. Suas canções têem boa qualidade apesar da voz de Bernard ser fraca em relação à de Curtis. Summer no entanto garante as melodias e letras melancólicas. A banda reinou nos 80 com músicas como “Bizarre Love Triangle”, “Run”e “All The Way”.

Em 94 a banda quebra o silêncio em que estava desde 89, estando com novo disco na praça. Barney e Hooky já se aproximam dos quarenta, a banda permanece na ativa. Barney define: “Acho que sobrevivemos devido à tecnologia. Ela vai evoluindo e nós atrás.”A Factory quebrou em fins dos anos 80. Voltou agora como selo da Polygram. A acid house, as raves, os Stone Roses(grupo este que, embora parecesse ser a salvação do rock inglês, lançou apenas um disco em 89 e promete um segundo para 95) se criaram em volta da Hacienda, casa noturna pertencente à gravadora em Manchester. O New Order foi uma retomada parcial das idéias que norteavam o Joy, só que com uma queda mais forte para o Pop. Já como New Order eles chegaram a fazer um comercial para o refrigerante Sunkist, algo impensável no tempo de Ian Curtis. Da banda cultuada e impecável que fora o Joy Division, nasceu uma banda de sucesso massivo, mas que mantinha uma qualidade que dava coesão ao trabalho e o tornava apetecível até para quem não apreciava technopop e dance music. Contrapondo-se à frieza robótica dos teclados, baterias e efeitos eletrônicos, estava a voz desencantada de Barney, que não chega a passar o efeito da voz de Ian, mas dá algo como um calor humano que é necessário em meio à parafernália eletrônica.

Em 95, uma biografia de Ian Curtis está para ser lançada. Sua esposa à época de seu suicídio aparece fazendo revelações, decidida a destruir o mito em torno de seu marido. Ela diz que Curtis se suicidou devido a problemas amorosos -- e não devido às questões existenciais expostas nas músicas -- e conta que Curtis tinha uma amante, que levava aos shows, enquanto ela era obrigada a ficar em casa e cuidar da filha, então pequena, do casal.

A história toda destoa tanto do mito que cerca até hoje Curtis e o cultuado Joy Division que provalvelmente vai render ainda muita polêmica com os fãs do rapaz que soube tão bem encarnar a imagem do roqueiro inglês, e do artista atormentado, enfim. Uma coisa percebo enquanto fato, e isto dói: Ian era jovem e talentoso, uma das grandes promessas do rock para os anos 80. O fato deste processo criativo ter se autodevorado é lamentável e sempre será.


Milli Vanilli, O Grunge e a Farsa do Showbizz


Foi a farsa do século. Fabrice Morvan e Rob Pilatus provaram que se pode fazer sucesso sem saber tocar, na era da MTV. A comissão do Grammy os elegeu os melhores estreantes de 89. Eles venderam 10.000.000 de cópias de um LP que na verdade tinha a voz de um cantor de estúdio. Eles apenas balançavam as madeixas e dançavam. E se diziam mais talentosos que Mick Jagger, Bob Dylan ou Paul McCartney. E usaram a mesma gravação de bateria em”Girl You Know Is True”e outro de seus sucessos. E eles chegaram a se tornar um símbolo da cultura de massa norte-americana tão forte quanto as bonecas Barbie. Mas eles eram mesmo umas barbies para a geração que cresceu assistindo à MTV. E, depois das denúncias do empregado de estúdio que cantou para os dois farsantes sem talento, a dupla acabou caindo no esquecimento, pois os anos 90 chegaram e trouxeram a moda grunge, cuja faceta pop foi encarnada por um surfista(Eddie Vedder, do Pearl Jam) que tentava-e tenta-provar que não é só um rostinho bonito e que se tornou um excelente manequim para as novas roupas que as boutiques indicam:camisa xadrez de flanela, “mosca” abaixo do lábio, coturnos, gorros, cabelos compridíssimos, bermudão. De repente, explodiram em vendas de discos “bandas de garagem”até então desconhecidas, reciclando o som pesado dos anos 70. E, diferente dos movimentos beatnik, hippie e punk, a mídia-que já exercera papel importante no processo de absorção e diluição dos movimentos anteriores-assumiu o controle daquilo que antes era somente uma subcultura da juventude dos subúrbios americanos, e que floresceu nos anos 80 em contraponto aos yuppies, transformando esta maneira de vestir, este som e esta atitude desleixada em um bom negócio. “Não tô nem aí” é a frase-chave deste niilismo pop. Esta era a nova moda a ser seguida por todos os que quisessem estar “por dentro”, usando “aquilo que se está usando”, fossem jovens ou não.
Aqui no Brasil as roupas “grunge”são quentes, tórridas, inadequadas para serem usadas num clima tropical, mas os jovens consumidores de classe média compram-nas furiosamente. Isso os distingue do subdesenvolvimento que grassa ao redor, são provas de que eles são “antenados “ com o que ocorre ao redor do mundo, que são extremamente bem informados e modernos, parte do Primeiro Mundo também, mas exilados dos EUA e da mãe Europa ocidental, por infortúnio, numa republiqueta latino-americana. Num concerto promovido pela Hollywood, multinacional de cigarros, perguntava-se a estes jovens qual era o melhor disco de rock já feito. Eles respondiam que era “o último dos Red Hot Chili Peppers”, “o último do Nirvana”-assim mesmo, sempre o último-e de um dos conjuntos presentes no festival. Ora, quando dizem isso, é como confessassem que têm memória curta, pois com certeza compram discos freqüentemente. Se o mesmo fosse perguntado aos componentes das bandas citadas quais os melhores discos de rock já feitos, eles dificilmente incluiriam seus últimos discos. Os garotos foram ganhos para o discurso publicitário, que precisa sempre vender o novo, o último modelo, de qualquer modo.

Pego no centro deste turbilhão, o líder do Nirvana, Kurt Cobain, natural de Aberdeen, Oregon, vendeu nove milhões de discos com sua banda, mas acabou suicidando-se em 6 de Abril de 94. Dois dias depois, quando foi achado o corpo, sua morte começou a se mostrar tão lucrativa para a indústria musical quanto a de Elvis. Cobain era um “filho do divórcio”: seus pais haviam se separado quando ainda criança. Morou então com os avós a partir daí. Com dezoito anos, o pai o procurou para forçá-lo a fazer o serviço militar. O rapaz acabou fugindo e viveu debaixo da ponte em Seattle, até arranjar amigos e passar a ganhar uns trocados tocando em bares. Chris Novoselic, baixista, o acompanhou desta época até o megaestrelato com o Nirvana. Fã de punk rock e quadrinhos, Cobain gravou o primeiro disco como guitarrista do Nirvana em 89, com o título “Bleach”. O segundo, de 91, Nevermind, tinha mais apelo pop e foi lançado no momento certo: levou-os a condição de superbanda, de fama inernacional. Só que a vida de Cobain descontrolou-se, com seu casamento indo aos trancos e barrancos, drogas e bebida usadas em doses cavalares e constante assédio da imprensa mundial. Choveram polêmicas quando Cobain e Courtney Love, sua esposa, passaram aqui no Brasil; outros escândalos envolvendo a banda estouraram: uma garota americana foi estuprada por dois garotos que cantavam “Polly”, fato que deprimiu Cobain, que declarou-se surpreso por saber que havia gente assim entre seu público. Sua esposa, também cantora e compositora na banda ultra feminista Hole, estampou numa capa de disco dois pulsos recém-cortados. E, grávida, foi acusada de drogar-se com heroína pela revista Vanity Fair, o que motivou “pessoas horríveis”, segundo Cobain, a tentarem tomar a garota do casal, assim que ela nascia. A garota, que recebeu o nome de Francis Bean, em homenagem a uma atriz das preferidas de Cobain, nasceu saudável, mas só depois de três meses Cobain e Courtney ficaram seguros de que poderiam viver com ela. Cobain estava preparando o quarto disco da banda (o terceiro foi uma coletânea de covers e lados B de singles) e que seria o também controverso In Utero(93), disco que trazia músicas como “Rape Me”(estupre-me),” Pennyroyal Tea”, referência a um chá abortivo e “I Hate Me and Wanna Die”, (Eu Me Odeio e Quero Morrer), canção tirada do àlbum por sugestão de Chris, que advertiu Kurt de que outras bandas já haviam sido processadas por terem ficado ligadas a suicídios de adolescentes, como o Black Sabbath, por exemplo, ainda nos anos 70. A música acabou servindo-lhe de epitáfio, pois ele terminou por confirmá-la na vida real, aos vinte e sete anos, em seu apartamento em Seattle, com um tiro na própria cabeça. Foi o marco do fim do Grunge, como atitude, estilo ou mero comércio. Sua mulher, Courtney Love, que também toca numa banda, o Hole, virou celebridade depois da morte do marido. Sua banda se chama Hole devido a uma fala da tragédia Medéia, onde Medéia fala do furo (hole, em inglês) que ela sentia na alma. A morte de Cobain, pouco tempo depois da de outro artista da mesma geração, River Phoenix, provocou um comentário de uma fã do Nirvana: “sinto que minha geração está toda morrendo. Primeiro River Phoenix, agora Kurt Cobain.” Quando da vigília em homenagem a Kurt, Courtney compareceu e fez um comentário de extrema lucidez: “Os baby-boomers não podem mesmo entender. Houve uma descontinuidade entre gerações e as pessoas de mais de 32 anos não podem entender. Eles rejeitam esta geração, pois não querem envelhecer.”


Conclusão

Para encerrar, confesso que há omissões. Em primeiro lugar, só me propus a analisar o cenário internacional. Só que falar do Rock nacional e da juventude urbana dos anos 80 é ainda difícil. Há pouco material sobre tais fenômenos. Em relação ao cenário exterior, procurei me limitar ao mais representativo. Então, coloquei Madonna e não Michael Jackson, foi porque ela foi tema de um livro de ensaios de Camille Paglia. Sobre Jackson direi o seguinte: sua vida e obra são Pop. Assim, com letra maiúscula mesmo. Como escreveram Caetano e Gil na capa de Tropicália 2, “em matéria de popismo, faz Madonna parecer mera teórica.” Ora, Jackson praticamente nasceu sobre as luzes da ribalta. Desde criança é astro, com canções nas paradas do mundo. Sua vida cotidiana, com o passar do tempo, se mistura às fantasias do showbusiness. Michael tinha o talento, os meios, as táticas de marketing, o vento dos anos 80 soprou a seu favor e ele chegou ao megaestrelato, dominando a linguagem do videoclipe e fazendo música de consumo com perfeição;seu disco Thriller(83), divulgava uma nova dança, o break, e foi o apogeu da carreira de Michael. Ele não atinge sucesso tão estrondoso, mas consegue vendagens altíssimas, tendo conquistado especialmente crianças e adolescentes. Só que, com o tempo, talvez o próprio Michael já não saiba distinguir o que é sério e o que é pose em sua vida pessoal. Outro fato é que Michael não assume uma postura de artista negro, ou seja, oriundo de uma minoria discriminada. Ele embranquece artificialmente e se torna mais branco que os brancos. A comparação de uma foto do popstar na infância e na maturidade é tragicômica. Jackson utiliza-se da tecnologia para alterar a si mesmo conforme sonhos confusos. E se torna uma criatura disforme, descaracterizada e assexual. Seu egocentrismo se exacerba cada vez mais, enquanto sua produção artística não justifica tantas viagens ao redor do próprio umbigo. Custo a acreditar na permanência da obra de Michael como músico. Mas não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que irá permanecer a figura de showbizz --e novos escândalos poderão se suceder-talvez quando acabar seu duvidoso casamento com a filha de Elvis Presley, por exemplo.

Quero ir também avisando que muita coisa criativa e interessante ficou distante da atenção da mídia brasileira anos 80 afora. Cito três exemplos: Os Replicantes, Fellini e Violeta de Outono. Outro que merece que lhe façam jus é Júlio Barroso, líder e mentor da Gang 90 & Absurdettes, que acabou morrendo após cair do décimo primeiro andar do prédio onde morava em Junho de 84; sua obra (um disco de estréia e um póstumo) anda há tempos fora de catálogo, mas sua contribuição para a geração 80 ainda não foi suficiente estudada. Interessante notar que tanto Júlio quanto Carlos Gerbase (baterista dos Replicantes) e Cadão Volpato (letrista do Fellini) tinham uma relação estreita com a literatura. A irmã de Júlio editou um livro póstumo, A Vida Sexual do Selvagem, onde reúne cartas, poemas, artigos de jornal. Gerbase lançou um livro de contos (Comigo Não, Ed. L&PM) no início dos anos 80 e em 95 Volpato lança seu livro Ronda Noturna, também de contos.

Nas gerações passadas, alguns escritores passaram da palavra escrita à cantada: Vinícius de Moraes, Jorge Mautner e nos anos 80, Arnaldo Antunes. Entre 1982 e 1985 surgiram em Belo Horizonte três conjuntos que também estabeleceram esta ligação: O Último número, a Divergência Socialista e o Sexo Explícito. Escolhi para encerrar este trabalho alguns trechos de suas músicas:
Carmen Miranda em Auschwitz
En las touradas de Madrid
Campo minado de Kamikazes
Sabores, camisas de força
Você resolve me telefonar
Me procurar depois da noite
Em Sodoma, em qualquer sabbah
(Voodoo Chile Número 56, Divergência Socialista)
“Há tantas coisas feitas
Para serem abandonadas
Edifícios na cidade,
Filhos, altas velocidades
(...)
Os amores e as estátuas
Que enfeitavam as estradas”
(Museu do Mundo, O Último Número)
E a canção Cuidado com Nixon, do Sexo Explícito, de onde saiu John, atual guitarrista do Pato Fu, que já está fazendo sucesso com seu segundo disco:
“Segurar o que ainda tinha que poderia ir
Me deixou esperando encomenda de lixo
Unam-se os três em um e entrem na corrente do meu sangue
Tem gente presa dentro dos livros
E os rascunhos estão em luta contra Nixon
(...) Cuidado! Nixon vive!”
Finalizando, quero citar trechos da entrevista de Maurício Kubrusly à revista Mosaico em Abril de 89, onde ele delineia aspectos da música brasileira nos anos 80:
(...) Não me lembro de nenhuma outra época que tenha havido uma diversidade tão grande como nós temos hoje. A gente teve depois de 85, ou seja, do Rock In Rio, um crescimento muito grande do Rock no Brasil mas ele já entrou em declínio.(...)Talvez isso seja feito de uma maior amplitude dos meios de comunicação. Porque se você pegar as rádios e TVs que fazem o veio principal, uma rádio FM de sucessos do eixo Rio-São Paulo é imitada pelo Brasil inteiro. Elas tocam 50 a 70 faixas por 24 horas. O índice de repetição é muito grande, e normalmente são músicas de baixa qualidade, descartáveis, são sucessos importados. O que é um sucesso nos EUA eles importam e repetem tantas vezes, é um circuito muito viciado onde existe o jabá, corrupção, etc.(...) Eu acho que compete a nós todos que gostamos de uma produção artística no Brasil ficarmos atentos. A tentação de uniformizarmos é muito grande. O compositor que mora em Belém do Pará é tentado a fazer uma música que entre na trilha da novela. Para ele seria maravilhoso entrar num disco da Som Livre. Ele ganharia uma puta grana e tocaria no Brasil inteiro, se tornaria sucesso. Ele não percebe que esse lance é descartável. Onde foi parar o Ednardo do Pavão Misterioso? Ele foi a abertura da Saramandaia, o Brasil inteiro cantou o Pavão Misterioso, e acabou. Não que ele tenha feito sua carreira apenas para entrar nessa novela. Mas os discos de trilha de novela são o supra-sumo da diluição, da uniformidade, da massificação. Depois que o fenômeno Rock se instalou no Brasil, as trilhas sonoras de novelas têm a maioria das faixas com músicas de Rock. Era uma coisa inteiramente inconcebível em 85. Os grupos de rock começaram a existir a partir do trabalho da Fluminense FM no Rio, e em São Paulo do trabalho do Guia Paulistano, da Bandeirantes, da Excelsior -- aquela rádio na qual eu atuava.(...) Eu me lembro quando entrou na moda o conjunto The Smiths. Quantos Smiths nós tivemos no Brasil? Quando aqueles da linha deprê inglesa começaram a chegar aqui no Brasil, como tinha grupos brasileiros vestidos de preto, com olhar triste e tal.”

O recado fica dado. O que é importante é que haja a diversidade. E é bom lembrar que além dos mais vendidos, mais poderosos, muita coisa pode sobreviver e florescer sem mais nem menos; basta fazer como Oswald de Andrade e ver com olhos livres.








Bibliografia:

-Revista Bizz: de Junho de 89, de Fevereiro de 93, Novembro de 90, Novembro de 92.
-Somtrês, de Setembro de 88.
-Top Metal Band, letras traduzidas, história, fotos inéditas do U2.
-Enciclopédia do Rock, da Somtrês, de Roberto Mugiatti.
-Revista Veja: 16 de Setembro de 92, 12 de Agosto de 92.
-Istoé: 31 de Janeiro de 90, 3 de Janeiro de 90, 15 de Maio de 91.
-Hoje em Dia, 16 de Outubro de 91.
-Folha de São Paulo, 17 de Março de 92.
-Revista Hot!, número 1.
-Mosaico, Revista do DCE-UFMG, Abril/89

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