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"CSNY, DÉJA VU”, DO GENIAL NEIL YOUNG, NO FESTIVAL DE CINEMA DE SÃO PAULO
DUM DE LUCCA
22/10/2008
O espírito e a atitude do rock and roll sempre esteve ligado ao protesto e a contestação. através de sua música, artistas e bandas destilaram sua revolta e bradaram reinvidicações. Músicos como Bob Dylan, Joan Baez, Neil Young, Patti Smith, Donovan, entre outros, engajaran-se em movimentos e shows anti-guerras, essencialmente nos anos 1960. Na época, milhares de jovens eram enviados ao Vietnã. Hoje, eles são mandados ao Afeganistão e ao Iraque, na maioria das vezes sem saber bem o porquê. Um dos caras mais relevantes, o talentoso e respeitado músico canadense Neil Young, hoje com 62 anos dedicados a arte, e um dos membros do lendário grupo Crosby, Still, Nash and Young, é um deles.

Dono de discos clássicos como "Harvest", "Rust Never Sleeps", "Live Rust", “Harvest Moon", "Deja Vu" (com o CSNY) e muitos outros, sempre foi um dos que inseriu em sua arte, especialmente nos shows, protestos contra guerras e violências. Considerado uma lenda, um artista sensível de personalidade única, transita entre o folk, o country e um rock pesado, quase hard. Pois bem, após ter um aneurisma quase fatal - em 2006 - ficou tão engajado contra a guerra no Iraque que escreveu, gravou e lançou rapidamente o disco de protesto "Living With War" (vivendo com a guerra). Menos de dois meses depois do lançamento do disco, saiu em turnê chamada “Freedom of Speech” (Liberdade de Expressão) com seu grupo Crosby, Stills, Nash & amp. Na realidade, ele estava filmando o documentário “Csny, Déja Vu”.

Neil, quando decide fazer um filme, coisa que rola de tempos em tempos usa o pseudônimo de Bernard Shakey. Os fãs, que esperavam a faceta delicada do músico, deram de cara com seu lado mais agressivo. O documentário, que estreou em janeiro no Festival de Sundance, em fevereiro no Festival Internacional de Berlim, e em junho no Festival da Transilvânia, e tem data marcada de lançamento oficial para 25 de julho. O filme declara guerra aberta ao governo de Washington. Recupera velhas canções anti-guerra do Vietnã, misturadas com músicas recentes, como a oportuna “Let’s Impeach the President”, escrita para “Living With War”. Muito bem feito, tem uma edição de imagens frenética e intensa, da bombástica turnê que os Crosby, Stills, Nash & Young fizeram em 2006, contra a guerra do Iraque e o presidente Bush.

Basicamente, o filme mostra um concerto de mais de três horas, no qual a banda toca quase todas as faixas de "Living With War" e muitos dos hinos políticos que construíram as suas figuras legendárias, como "Ohio", "Military Madness" e "Found the Cost of Freedom". Apesar das raízes antiestablishment da banda, muitos fãs se irritaram com a postura. Outros se sentiram atraídos. As reações das platéias foram as mais imprevisíveis. Uma forte vibe clarifica a reação gerada entre os fãs que apoiaram a política do grupo e aqueles que se sentiram traídos por eles, enquanto mostra ao espectador veteranos da Guerra do Iraque que agora tentam se fazer ouvir como músicos, políticos e ativistas sociais. O filme é simples e não tem muitas pretensões. Mas é exatamente isso que o faz especial, diz o que tem a dizer sem medos ou censuras, como Young sempre o fez. É suficientemente educado e democrático para deixar clara a divisão do público que a turnê provocou nos EUA e suficientemente terno para dar a perceber que os CSNY serão adorados pela América para sempre.


Em entrevista a Wes Orshoki (Reuters / Billboard), Neil Young falou sobre as polêmicas da turnê, os rostos que ficaram na estrada, a guerra, e ouras “cositas mas”.

A seguir a entrevista de Neil

No filme, um fã de Atlanta o xinga e diz que quer arrebentar seus dentes por causa das canções antiguerra e contra o presidente George W. Bush. Como você reagiu na primeira vez que assistiu a essa cena?

Neil Young - Bom, sabíamos que isso ia acontecer. Não foi a primeira vez. Aconteceu em muitos lugares. Mas Atlanta teve muita força. Eles eram muito passionais no modo como se sentiam a respeito de nós termos, você sabe... Passado do limite e nos intrometido em algo em que eles acreditavam fortemente. Então você tem de respeitar as pessoas, mesmo que elas estejam enlouquecidas. Elas têm suas crenças. Então tivemos de usar (a cena), porque estamos tentando contar a história toda. Houve responsabilidade jornalística.

Ao assistir o filme e recordar-se das reações negativas do público, há algum rosto ou dedo médio que tenha ficado gravado na sua memória?

Young - Eu me lembro de alguns rostos. Há um rapaz de quem me lembro bem, mas ele não está no filme. Mas me lembro de muita coisa de todas as turnês. Esta teve momentos angustiantes. Não é uma experiência que gostaria de repetir.

Por quê?

Young - Acho que, se fizéssemos esse tipo de coisa para o resto da vida, eu viraria a "CNN" e eu não respeito muito isso. É fazer sempre a mesma coisa. Não vejo necessidade disso. Gosto de ter um programa de longa duração, não um segmento repetitivo.

No filme, Graham Nash fala sobre quando ouviu "Living with war" pela primeira vez e teve de decidir se participaria da turnê. Houve alguma vez em que você sentiu que levava Crosby, Stills e Graham para algo prejudicial? Obviamente, vocês tocam para públicos diferentes e fazer turnê com eles não é como pregar para um rebanho.

Young - Acho que sim, porque eles foram doces por um bom tempo e não faziam nada disso. Mas, se você vir às raízes, se olhar a música original, como "Military madness" e "Ohio", elas têm raízes na mesma mensagem. Só que agora é diferente. Eles têm um histórico e eu pensei que isso era bom porque voltavam às raízes.

Eles cantam muitas músicas de amor, muitas músicas de que as pessoas gostam. Mas esses caras curtiram 100%. O Stephen não gosta que as pessoas não gostem dele e eu o respeito. Ele é muito sensível, eu o entendo, mas mesmo assim queria fazer isso. Ele disse: 'Sim, vamos fazer' e tocou com seu coração. Mas falava: 'Olha, é como um desenho animado político...' Ele sempre tentava aliviar as coisas. Mas acho que ele acreditava no que fazia, senão não estaria conosco.

Já Crosby e Nash estavam lá desde o começo porque não ligam muito para a reação do público. Eles não são tão preocupados porque cantam sobre coisas que importam para eles. E eles concordavam com as músicas, queriam cantá-las.

No filme, você fala que não cantava "Ohio" há anos, porque não queria que ela virasse mercadoria...

Young - Penso assim desde o começo. Mas, nessa turnê, o contexto era histórico, então tocamos. Fiz muitas turnês com a banda e não tocávamos essa música. Era raro. Crosby adora essa música, quer tocá-la toda noite. Eu não consigo. É sobre pessoas que morreram, pessoas que possivelmente eram nosso público. Poderiam estar na primeira fila dos nossos shows. Eram estudantes. É pra quem a gente toca.

O que você espera com o lançamento do filme e do DVD?

Young - Discussão. Debate. Fóruns. Você vai ver o que vai acontecer quando esse filme sair na internet. Você vai ver as pessoas falando. Será interessante. Vai abrir portas, é isso o que a música faz. Acontece em todos públicos.

Você se decepciona com a sua geração? Foi essa a razão pela qual você fez a turnê?

Young - Na verdade, sou encorajado por minha geração, porque ela ainda se lembra de muita coisa. Eles tentaram avançar. Os jovens de hoje, que estão na escola, não são ameaçados como minha geração foi. Os jovens hoje pensam: 'Vou trabalhar para o Google? Serei sortudo o suficiente para trabalhar para o Google? Para quem vou trabalhar? Talvez trabalhe para uma empresa ambiental. Talvez tenha um emprego bacana. Talvez seja designer, talvez faça moda. O que farei com a minha vida?'

Isso é diferente de: 'Não quero ir para o Vietnã. Não quero ir para o Afeganistão. Não quero ir para o Paquistão.' Se não há ameaça, não há protesto. Minha geração ainda tem o fogo. Ainda faz muito barulho por causa do Bush. Quando os vejo na platéia, não me decepciono. Fico orgulhoso, porque ainda estão lá. Ainda se lembram de como era.

No disco, você agradece Bob Dylan pela inspiração. Você deu um CD para ele? Ele ouviu?

Young - Acho que não. Não dei um para ele. Imagino que ele tenha ouvido parte do disco. Pode ter ouvido tudo. Realmente não sei. Falei com ele alguns anos atrás, talvez um ano e meio. Ele gostou do show que fiz para New Orleans na TV. Ele viu e me ligou para dizer que gostou. Eu também ligo para ele para dizer que ele é ótimo. Porque alguém tem que dizer. Você pode achar que todo mundo diz isso, mas eu não sei. Eu só quero mostrar como me sinto, porque adoro o cara. Acho que é um excelente artista. Aí, ele retornou o favor. Temos uma amizade.






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