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MEMÓRIAS DE UMA PUTA BARATA - CAPÍTULO 2
LADY BARATA
28/10/2001
Quando a Barata publicou meu primeiro relato há um ano, recebi entre centenas de correspondências, inúmeros pedidos de fotos minhas. Desde fotos despida a fotos em pleno ato. Estranho, mas as pessoas parecem não estarem contentes com ler e criar em sua fantasia, precisam ter algo visual. Isto é um fato relatado e muito esmiuçado por parte da psicologia social e tem uma história muito, muito antiga. A criação de imagens e estátuas por parte da igreja católica e a própria criação de Jesus Cristo remontam milhares de anos e tem a mesma explicação na qual antiga frase "ver para crer ..."

Não que eu precise mostrar fotos minhas pelada ou não para que as pessoas acreditem em minha existência. Poderia pegar qualquer imagem e mandar afirmando ser minha e a maioria iria certamente acreditar. A Internet é um mundo falso em que as pessoas acreditam no que querem. E sempre querem acreditar naquilo que é bonito. Pouco importando se a realidade não é tão bonita. 

Bom, quando pensei em contar minhas memórias, imaginei algo em papel mesmo. Uma série de fatores sempre afastaram meus olhos da Internet, mas outros trouxeram alguma iluminação e então estou agora a disposição daqueles que decidiram a ler uma porção de fatos picantes de uma realidade crua e nua. Muito nua!

Lembram que no primeiro capítulo de minhas memórias falei sobre o que poderia parecer com o ideal de homem? Até prometi que falaria sobre ele neste. Portanto como afirma o antigo e cordeiro ditado popular "promessa é dívida", vamos ao relato.

Um dia, acompanhada do meu então companheiro (aquele a quem faço inúmeras referências nestas memórias mas em meu primeiro relato), compareci a uma dessas festas literárias chatas e sem conteudo onde são lançadas obras de autores idem (obras e autores chatos e sem conteúdo). O escritor era muito conhecido e o lugar lotado de gente. Ao olhar em direção ao sujeito aconteceu uma daquelas trocas de olhares rápidas mas interessantes, que normalmente ao continuarem acabam em fabulosas trepadas.

Fui até o balcão comprei meu exemplar enquanto meu marido bebia doses de uísque. Aguardei um momento que o autor tinha ficado sem ninguém por perto e estiquei o exemplar.

- Autografa, por gentileza?!

Ele ergueu a cabeça, mediu minha altura e principalmente a da minha boceta e das minhas tetas e disparou, olhando fixamente em meus olhos:

-Claro, princesa! E a quem tenho a honra de dedicar um exemplar de minha humilde obra?

Sorri e menti sobre meu nome real.

- Angela!

- Angela, Angela, certamente um anjo! - Disse tal frase sem despregar o olhar dos bicos dos meus peitos que a essa altura queriam furar minha blusa. Senti um calor extremo acompanhado de um daqueles calafrios que percorrem a espinha quando a gente sente desejo. Minha boceta deu umas três piscadas e respondi, interessada mas disfarçando:

- Não sou anjo, sou mais parecida a um demônio.

- O demônio mais belo que meus olhos poderiam encontrar...

- Bondade sua...!

Meu companheiro, a essas alturas bastante embriagado, nem percebia e decidi que queria ler aquele belíssimo exemplar de arte - o autor.

O escritor pediu licença a umas pessoas que queriam seu autógrafo com uma desculpa esfarrapada, e saiu por entre a pequena multidão presente. Claro que sai lépida e faceira atrás; ele entrou por uma porta seguido por mim a poucos metros. Quando entrei no ambiente, uma espécie de depósito, escutei a porta atrás de mim bater e um braço forte agarrar meu pescoço. O depósito tinha milhares de livros em prateleiras e empilhados no chão. Uma série de baratas passeavam de um lado ao outro e ai meu tesão alcançou uma condição de furor uterino. Sentei sobre uma pilha de livros e abri as pernas. Nunca usei calcinhas nem sutien portanto em poucos segundos transávamos loucamente sobre aquelas obras literárias com as baratas subindo pelas minhas pernas e aquele rigido embora pequeno pênis me penetrando e preenchendo totalmente.

Alguns orgasmos depois ele saiu retornando ao salão onde as pessoas ávidas de sua presença intelectual o esperavam. Olhei para os lados e vi que "A República" de Platão sobre a qual eu me sentara estava completamente lambusada de esperma. Fiquei ali algum tempo olhando aquilo e as baratas que pareciam ter gostado de nossas estripulias eróticas, depois recoloquei meu vestido negro e retornei ao salão onde meu companheiro, que era amigo do escritor - eu não sabia disso até então - estava às voltas dele autografando um exemplar me chamou para apresentá-lo. 

A partir daí, iniciamos uma relação tão ou mais louca quanto qualquer uma imaginada pelos mais sórdidos escritores. Mas isso eu conto no próximo capítulo.

Gosmentos beijos.
Lady Barata,

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