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JAIME CATARRO (DELINQUENTES)
NICOLAU BATES
1/1/2002
A banda paraense de hardcore Delinqüentes tem muito daquela técnica um pouco rústica que seduzia Lou Reed nos jovens londrinos da década de 1970. Essa qualidade talvez tenha sido fundamental para os seus 15 anos de carreira. Delinqüentes seduz uma legião de fãs em Belém e também nas cidades do Nordeste por onde tem passado, desde o ano passado, pouco antes do lançamento de seu primeiro álbum, Pequenos Delitos.

Lançado como uma das poucas crias do selo Ná Figueredo Records, e produzido por Beto Fares, da Rádio Cultura FM de Belém, Pequenos Delitos foi considerado um dos melhores lançamentos do gênero no ano passado em todo o País pela revista Rock Brigade.

Nascida no movimento punk que agitava a capital paraense no início da década de 1980, a banda foi citada no primeiro catálogo de bandas de rock brasileiro. Abriu, em Belém, shows consagrados como os de Ratos de Porão, Raimundos, Garotos Podres e da americana Shelter. Participou, em 1994, do programa Gastão Redescobre o Brasil, na MTV - àquela época Belém era uma "usina de rock", onde havia mais de cem bandas e o mais longo festival do gênero no mundo, o Rock 24 Horas.

Mais de 20 integrantes foram chamados "delinqüentes". A despeito disso, a coerência é marca registrada na produção da banda. Na verdade a banda tem sido, basicamente, o retrato de seu líder, Jayme Neto "Catarro". Ele tem conduzido a banda pelo tortuoso caminho "underground". Aos 32 anos de idade, cria uma filha que provavelmente nunca viu a verdadeira cor dos cabelos dele, sempre descoloridos, e, aos seis anos, aprecia músicas que poderiam deixar sua vizinhança um bocado irritada.

Em entrevista exclusiva à Nico Bates, Jayme Catarro diz que não é mais punk e que enquanto tiver quem o acompanhe vai fazer música, ganhe dinheiro ou não. A quem interessar possa, Jaime conta um pouco da história do rock e do movimento punk paraenses. Essas histórias, aliás, ele conhece como poucos.


Nico Bates: Conta um pouco como foi que surgiu a banda...
Jaime Catarro: Foi exatamente na noite de Recírio [feriado religioso em Belém que precede o Círio de Nossa Senhora de Nazaré] de 1985. Estávamos eu e o Régis do Insolência Pública bebendo e ele estava insatisfeito com a galera da banda dele. Então, surgiu a idéia de fazermos um projeto paralelo que seria os Delinqüentes. Só não imaginávamos que a coisa iria tão longe.

Nico Bates: Onde e como vocês ensaiavam?
Jaime Catarro: Nós ensaiávamos no [residencial] Cohab de Icoaraci [distrito de Belém]. Éramos nós , eles e os Desesperados que formavam as bandas punk da época. Só o Efeitos Colaterais que ensaiava na Sacramenta [bairro na periferia da capital paraense]. Nosso primeiro show foi depois de três ensaios e foi algo bem azedo mesmo, acho que só nós é que curtimos. Foi no Roc's Bar, da Sacra-menta. Lá, àquela época, rolava uns shows de punk e metal. Para tocar bateria, chamamos o Beto, que era guitarrista do Insolência Pública. A guitarra ficou com um antigo amigo meu de fumo e de colégio, o Daniel. Os ensaios eram bem toscos. Acho que não existia nem a Ciclotron [marca de caixas acústicas usadas como amplificadores de guitarra] ainda, mas havia uma união legal. Lembro-me que o primeiro cara que se correspondia com o pessoal de fora era o Beto, ele chegava com cartas do Sul, de Sampa, da Finlândia e isso fortaleceu não só a música, como o próprio movimento da época. Muitos renegam o passado, mas isso foi o início de muita coisa aqui.

Nico Bates: Existia uma cena roqueira em Belém?
Jaime Catarro: A cena era constituída de poucas pessoas, mas que eram bem fiéis. As bandas da época eram, além das já citadas, o Stress [considerada até hoje a primeira banda latino americana a gravar um LP de heavy metal], que era sempre uma referência, o Metal Massacre, do Carlos (depois virou Jolly Jocker) o Ecos, que fazia um progressivo. Tinham também o Caesbar , que era meio "Beatles". Não tínhamos MTV, nem revistas, mas havia um programa em 1985, o Sábado Rock na extinta Rádio Clube FM. Todo mundo ia pra lá, uns ficavam lá fora, outros entravam, era o point da época. Uma vez teve um aniversário da rádio e levaram até bolo. Imagina: umas 50 pessoas dentro do estúdio da rádio comendo, bebendo, fumando. Era uma baderna. Depois, já em 1986, 1987 houve o grande boom do rock nacional. Então, vieram programas como o Rock da Silva, na Cultura FM, e o Caravana do Delírio, do carismático Castilho. Aí, começaram à surgir [as bandas] Mosaico de Ravena, Metrópolis , Nó Cego, que sempre tocavam nessas rádios. Havia as casas: La Cage e a saudosa Adega do Rei. Nesse período, nós ensaiávamos na República dos Camarões, que era uma loucura. Saía muita brincadeira doida lá, tipo o pessoal levar a porta da geladeira pra fazer compra na mercearia ou falar uma língua ininteligível toda vez que chegava alguém estranho por lá. Uma vez, um cara de cabeça pra baixo, pendurado, recepcionava quem entrava. Ele estava nu e só víamos os bagos dele. Outra vez, o Gérson, dos Baby Loyd's caiu de porre numa rede e o pessoal saiu com ele desmaiado na rede pela rua e o pessoal pensava que era um morto. De lá, surgiram bandas como o Ovo Goro, Ácido Cítrico e os Baby Loyd's. Depois, vieram outras rádios, como a Belém FM, em 1990 e 1991, e o Balanço do Rock, que existe até hoje [sob a batuta de Beto Fares, todos os sábados às 16 horas, na Rádio Cultura FM, 93,7]. Além do teatro Waldemar Henrique [templo do rock paraense no final dos anos 80], o [festival] Rock 24 Horas. O resto quase todo mundo já sabe...

Nico Bates: Depois de tantas formações, qual é o princípio de um "delinqüente"? Qual sua filosofia?
Jaime Catarro: Acho que o princípio básico seria a perseverança e a honestidade, de e amar o que se faz. Quem não se enquadrou nisso, acho que tava no lugar errado. Muita gente entrou na banda pensando que seria um novo R.D.P. ou um Nirvana. Mas teve também muita gente que saiu por outros motivos, não conflituosos. Ao contrário do que alguns dizem, eu me dou muito bem com a maioria dos que saíram. Alguns dos caras que saíram são uns dos meus melhores chapas. É claro que teve neguinho que saiu e malha a gente até hoje, principalmente eu, por ser o mais antigo. Isso sempre rola, mas esses foram minoria, ainda bem. Acontece que eu sempre fui exigente no que diz respeito à levar a banda à sério, entende ? e muita gente que não se enquadrou nisso teve de ser "gentilmente pedido pra sair fora". A minha filosofia é fazer o que gosto até quando eu puder. Acho que isso tá tanto na minha veia que o dia que a banda acabar, eu ainda vou continuar fazendo alguma coisa, tipo fanzine ou promover eventos, sei lá...

Nico Bates: O que mudou nesse tempo todo?
Jaime Catarro: Nada mudou, apesar do tempo ser mais escasso e o amadurecimento ser maior. Ainda amo ir pra um ensaio, assim como adoro fazer shows e ver toda aquela galera virando bicho, sem demagogia. É isso que me mantém vivo. É claro que hoje já há uma exigência um pouco maior de produção. Tem gente que não entende, mas não adianta mais pra gente se meter em qualquer buraco. Tem que haver o mínimo de condições.

Nico Bates: Tu ainda te consideras punk?
Jaime Catarro: Punk!? Não. Cara, eu sou um ser humano, acima de tudo. Aliás acho que até a palavra humano já tá ficando sem sentido pra mim. Mas eu prefiro ser eu mesmo. Já chega de rótulos que limitam a minha liberdade de expressão.

Nico Bates: Quantos caras já passaram pela banda?
Jaime Catarro: Ih, cara, essa vai ser foda! Deixa eu ver... Bem, tirando num papel, a galera que não chegou a tocar, descontando esse pessoal e a última formação, passaram pela banda, sem exagero, 22 carinhas. Sem contar a atual , que é eu, o Marcílio, o Wilker e o Sandro , que já havia tocado com a gente muito tempo atrás e que voltou recentemente. Haja saco pra passar o som toda vez que tem mudança. Mas uma das coisas que eu aprendi é que ninguém é insubstituível. Enquanto tem gente pra segurar a onda, uma banda sobreviverá.

Nico Bates: Quais são os planos da bandas agora?
Jaime Catarro: A principal meta é viajar para divulgar o CD, pois aqui já tá bem divulgado. O problema maior é o tempo, que antes não rolava tanto. Hoje, todo mundo trabalha pra valer e o tempo é curto. Sem contar que já tenho filha pra dar leite e comprar cadernos, levar pra passear, etc... Mas ela até curte nosso som. As músicas que ela mais se amarra são "O viciado" e "Um belo dia pra morrer", pode? Deveria ser proibido para menores, não acha ?

Nico Bates: Como vai ser o Delinqüentes daqui pra frente?
Jaime Catarro: Temos mais ou menos um esboço do que vai ser os Delinqüentes agora. Com a saída do [contra-baixista] João e a volta do Sandro, os sons vão ficar mais hardcore e ao mesmo tempo mais "funckeados". Isso também porque não teve tempo do Wilker compor no primeiro CD e ele tem muitas influências de funk, alternativo e noise. O Marcílio já gosta de umas bases mais punk rock, tanto que "Um belo dia pra morrer" é dele. O Sandro já tem uns lances mais "noiados", tipo 'Planeta dos Macacos". Eu sou responsável pelas bases mais hardcore. "Gueto", "Ficção" e "Marionete do Poder" são minhas, é o meu estilo de compor, aquele HC bem europeu e anos 80.

Nico Bates: O que tu achas do movimento punk, hoje?
Jaime Catarro: Eu acho que perdeu a essência, afundando-se em preconceitos e radicalismos fúteis. Olha, não é porque eu participava naquela época do movimento (de 1988 à 1992, eu acho) mas nós fazíamos atos, íamos nos bairros e o melhor: aceitávamos todo mundo do jeito que era . Nós alugamos uma casa uma época , era o Buraco Periférico 2 (já havíamos feito isso anteriormente) e morava tudo quanto era gente lá. Tinha um headbanger, um petista, uns alternativos, além dos punks, é claro. Com tanta coisa pra se preocupar hoje, eles perdem tempo em boicotar banda x ou y com argumentos muitas vezes infundados. Sabe onde eu mais vejo essa galera? Bebendo cachaça todo dia na praça (nada contra) ou nas portas dos shows pedindo pra entrar de graça. Isso nos shows das mesmas bandas que eles dizem boicotar. Acho que tem coisa mais construtivas pra se fazer.

Nico Bates: O que é mais importante a ideologia ou a música?
Jaime Catarro: Acho que os dois caminham lado à lado. A ideologia à que me refiro não é a mesma dos punks, por exemplo, acho que é a ideologia que já falei antes, de tocar por gosto. Lógico que eu gostaria de viver de música, mas não acho legal o lance de mudar o som por oportunismo, por moda, sei lá. O próprio fato de fazermos reuniões, como as que tem na Assai [Associação dos Artistas Independentes - movimento que reúne principalmente bandas alternativas de Belém] ou as reuniões informais no Armazen [um dos últimos redutos roqueiro de Belém, já extinto], tudo isso faz parte do nosso estilo de vida que é underground. Esse é o nosso conjunto de idéias, saca? Sem essa ideologia, eu já estaria tocando brega, que é mais fácil de tocar, rola dinheiro rápido. Mas não tá nos meus planos isso.

Elielton Amador é jornalista e guitarrista da banda de rock Norman Bates. Também é conhecido pelo pseudônimo de "Nicolau" e “Nico Bates”.

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