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APOCALIPSE HIGH-TECH
VLADIMIR CUNHA
12/12/1999
Maravilha da tecnologia ou coisa do demo? Descubra por que os códigos de barra UPC dão tanto o que falar.

"...que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da Besta, pois é número de homem. Este número é seiscentos e sessenta e seis". Apocalipse de São João 13:16 - 17

Em 1949, os pesquisadores Norman Woodland e Bernard Silver trabalhavam árduamente para atender ao pedido de um importante empresário da Filadélfia: criar um sistema de leitura de preços que conseguisse livrar os clientes de sua cadeia de supermercados das enormes filas à beira do caixa. O resultado de dias e dias de pesquisa foram as etiquetas de códigos UPC.

Compostas por barras verticais paralelas, elas foram responsáveis por uma nova era na economia mundial. E hoje em dia, seja nas embalgens de comida para viagem ou nos tubos de pasta de dentes, elas estão presentes em praticamente qualquer produto industrializado.

Apesar de toda sua praticidade, este sistema de leitura incialmente foi rejeitado pelo patrão de Woodland e Silver. Por causa disso, ele ficou 18 anos na geladeira e só começou a ser implantado nos Estados Unidos em 1967, quando a RCA instalou o primeiro scanner de códigos UPC em um supermercado da cidadezinha de Kroger, Ohio. No entanto - por falta de um consenso quanto a disposição das barras nas etiquetas, já que cada fabricante as imprimia seguindo uma padrão diferente - logo o sistema foi descartado, caindo novamente no esquecimento.

Mas quando todos haviam se esquecido dele, eis que em 1970 a Associação Nacional de Supermercados (NAFC) pediu a empresa Logicon Inc. que criasse um sistema único de leitura de códigos UPC. Três anos depois, o Comitê Universal de Códigos de Produtos, um orgão afiliado a NAFC, emitiu um parecer favorável a utilização definitiva das etiquetas em todo os Estados Unidos. E em junho de 1974 era inaugurado em um magazine de Troy, Ohio, o primeiro leitor de códigos de barra realmente eficiente da História.

Você deve estar perguntando: que diabos tudo isso tem a ver com o Apocalipse, a Besta-Fera e o fim do mundo? Simples. É que, de acordo com as normas da NAFC, cada etiqueta de códigos de barra segue um padrão que, se analisado mais a fundo, se mostra um tanto quanto assustador. Mas, para entender melhor a origem da paranóia em torno dos códigos de barra, é preciso saber como eles funcionam. Nas etiquetas que usam o padrão UPC cada número é representado por duas barras paralelas cujo valor depende da espessura e da distância entre elas. Ao passar sobre essas barras e conferir os dados que elas contêm, o feixe de laser é capaz de informar ao computador o preço de uma calça jeans, o valor de um canhoto bancário ou saldo devedor de um cartão de crédito, por exemplo.

Tudo muito bonito, tudo muito bacana. Mas é só prestar um pouco mais de atenção ao sistema de leitura dos códigos UPC para que a parte sinistra da coisa seja revelada. Em todas as etiquetas ela é feita da esquerda para a direita e o seu começo, meio e fim são determinados por seis barras paralelas um pouco maiores que as outras e com a mesma configuração das que compoem o número seis: duas hastes de espessura média separadas por uma distância de meio milímetro (ver figura1). Sendo assim, obrigatoriamente, todo código de barra, além das informações sobre o produto, contém o número 666 em sua etiqueta. Quem já leu a Bíblia deve lembrar de umas das passagens mais famosas do Apocalipse de São João que fala sobre o número da Besta (cuja reprodução está no começo deste texto). De acordo com o profeta "...para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome...Este número é seiscentos e sessenta e seis".

Se levarmos em conta que, em sua maioria, quase todos os bancos, lojas de conveniência, magazines e supermercados do planeta utilizam o sistema de códigos UPC em seus caixas, fica praticamente impossível comercializar um produto que não venha com uma etiqueta de códigos de barra e, por conseguinte, o número 666 estampados em sua embalagem. Sendo assim, ao seguirmos esse raciocínio tudo nos leva a crer que a Besta já está entre nós e que o Apocalipse e a segunda vinda de Jesus Cristo à Terra são apenas uma questão de tempo. Salve-se quem puder.

Vladimir Cunha é jornalista e trabalhou no jornal "O Liberal" de Belém, PA, fazendo o caderno de informatica. Atualmente trabalha na WDC (Web Design Creators), uma empresa de Belém - PA, especializada em websites.
ESTE TEXTO FOI O PRIMEIRO DE UM AUTOR EXTERNO A SER PUBLICADO EM ABARATA, AINDA EM 1999

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