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O BECO
MAIRA REICHER 
25/6/2004
Em meio á lua cheia, o lobo, como era chamado, não parava de uivar atrás de sua cria, assim como a lua o chamava, os uivos chamavam a fêmea ate onde o macho estava. 

O sangue que sujava o lado de fora da cabana de onde o homem que os caçava estava, era seco e disforme.O cheiro fétido que o homem exalava, deixava os lobos com água na boca. Isso os atraia. 

O homem caçador andava pela penumbra da noite, procurando os lobos indo a direção ao sangue que estava em seu rastro. Perto da toca, o sangue estava fresco. Os lobos se reencontravam e se deliciavam naquele corpo estirado no chão. O homem via aquela cena repugnante, e não hesitou em atirar nos lobos...

– Malditos assassinos! – berrou o homem enquanto atirava.

O lobo não hesitou em atacá–lo defendendo sua cria, que estava dentro da toca. Pulou no pescoço do homem, que caia para trás deixando dois disparos de sua arma serem levados ao céu. 

A fêmea olhava a cena, enquanto agonizava, deixando para seus filhos, seu ultimo suspiro, e sua carne... Enquanto essa cena de piedade acontecia, um homem de 25 anos de idade, era ritualisticamente assassinado enquanto seu sexo trabalhava.Sua mente, não parava de pensar nos uivos que ouvia enquanto sucumbia. Na noite que se passava, a Deusa lua estava cheia se mostrando presente e imponente perante os mortais que apenas poderiam a idolatrar, atiçando a mais santa das criaturas a cometer o derramamento de sangue que naquela noite de lua cheia aconteceu...

Havia uma mulher com seus 20 anos de idade, que ao adorar aquela que se fazia presente, suspirava.

– O demônio a enfeitiçou! – diziam as distintas senhoras vizinhas do homem que foi assassinado em seu próprio apartamento. 

Seus dois sexos se tornaram um só e toda aquela cena explicita que aconteceu durante, antes e depois do assassinato será contada.

Estava anoitecendo e a Lua já refletia no chão de pedras da famosa rua Lê Sous. O homem andava pelo Beco, fitando uma loira - sadia e muito bem cuidada aos olhos do homem – que sentava naquele momento em frente a uma Antiga Boate de Luzes vermelhas e negras chamada Lê Sous. 

O homem se dirigiu à mulher e a convidou para jantar em seu apartamento, e adoraram a bela noite que haviam escolhido para se verem, olhando a lua cheia que se fazia presente, o homem a levou para sua casa, e chegando lá, a apresentou para seus cômodos. 

A mulher por sua vez, flertando com a lua cheia, percebeu que o homem não tinha limites... Ou esse limite era inalcançável. Ela suspirava e pensava – “quero mais... e mais... me mostre tudo!” – olhando a criatura que havia a convidado para sair.

Chegando no quarto do homem, ele abriu seu armário deixando as coisas que nele havia a mostra. A mulher fascinada por aquele momento, admirou os objetos que julgava ser “magníficos e propícios” àquela noite, e olhou profundamente nos olhos do homem e começou a despi-lo. 

O homem nu se deitou na cama de pilastras com as mãos na nuca e esticou as pernas confortavelmente, sorrindo. A mulher retribuía os sorrisos marotos do homem, retirando do armário alguns pedaços de cordas luxuosas com detalhes exóticos e imaginou o que poderia ser feito. 

O homem foi bruscamente amarrado pelos pulsos e preso na pilastra uma de cada lado de sua cama, sujando o lençol com o pouco sangue que saia de seus pulsos. A mulher olhava a lua enquanto amarrava o homem, e imaginava planejando sobre o que etérea fazer depois de amarrar suas pernas. 

A mulher então novamente se enfeitiçando pela luxuria da ocasião, montou no homem e olhou suas garras, fazendo do homem que relutava em sair daquela posição, sua diversão. 

As coxas do homem já estavam dormentes, quando a mulher – criatura, desmontou do homem o desamarrando e o virando de costas, o amarrando novamente, com as mãos no centro da cama. Após amarrá-lo se voltou ao armário e retirou um punhal com adornos estranhos que muito chamou a atenção dela Montou no homem novamente que dizia: - o que irá fazer? – a mulher sorria e respondia: - se acalme. E não me atrapalhe. – dando algumas apertadas em seu pescoço, fez de seu corpo papel para seus desenhos, que sangravam muito apesar de serem superficiais. Passava o punhal minuciosamente em cada centímetro de suas costas. Sua pele se chocando com o metal a fascinava. 

Desmontou novamente e o amarrou como antes. Repetiu minuciosamente o “ritual” em seu tórax. Vagarosamente, os símbolos do que aquela noite representava foram sendo criados, o homem apenas sorria e se deliciava observando a mulher. A mulher desmontou novamente, deixando o punhal de lado, desamarrou o homem e o trouxe ate uma cadeira. O amarrou de pé, de modo que não podia de sentar no assento desta. A mulher acendia um cigarro e passava a mão nos ferimentos, os sentindo, o homem sentia uma ardência quase que impossível de se agüentar, pois os ferimentos eram muitos. A mulher fumando disse: - És um mau garoto... Irei castigá-lo ao meu modo... – o homem olhava a mulher que o amordaçava com o lençol da cama passando o lençol por cima do homem, o amarrando mais firme. Voltou ao armário e pegou um Flog Holandês - conte! – exigiu a mulher que começava então a açoitá-lo. - Um!...Dois!...Três!... – contava o homem. Cada vez era uma mais forte. – Quatro!Cinco!Seis!Sete!Oito! – o homem gritava.- 9! 10! - a mulher retirou o lençol de cima marcado com o açoite, e pôs sua perna em cima da cadeira, retirando a mordaça e as cordas, obrigando o pobre homem que estava gostando da coisa a sugá-la. 

O homem a sugava vorazmente enquanto a mulher passava suas garras pelos ferimentos em suas costas, provocando algo semelhantes a espasmos, até que o demônio então, enfeitiçou o homem. 

O homem endemoniado jogou a mulher no chão e a pôs de gatinhos em frente ao espelho macabro de seu quarto, que sorria ao ver a cena explicita.O cheiro de sexo empestiou o local onde a luxuria atrófica se consumava.A mulher num ato de desespero jogou o homem para trás, que caiu deitado de costas no chão.O homem sorria ao ver a mulher dominada pelo demônio, subindo em cima dele com o punhal na mão.

A mulher montou no ser deitado no chão e começou a trabalhar, fazendo dos dois gêneros, um só... No ápice da explosão, o homem segurava a mulher pela cintura de olhos fechados – “é propicio... talvez seje a hora”.– a mulher pensava enquanto observava o corpo do homem marcado com símbolos e vendo que o desenho principal de sua obra de arte sangrava mais, cravou então, o detalhe sobre o desenho. – “é agora” – pensou a mulher enquanto tinha seus espasmos atrofóbicos e o homem que por impulso abria os olhos, vendo a cena toda.

. A mulher sorria igual Lilith em cima de Adão e cravou o punhal em seu peito, apertando lentamente seu pescoço ate sua morte total. Após alguns minutos, olhando a carcaça em que estava sentada, a mulher se levantou, se vestiu e olhou a lua agradecendo a sua grande deusa da noite, por aqueles momentos, e saiu pela janela, atrás de sua próxima diversão...

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