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À PROCURA DE IKE
LINDOLPHO CADEMARTORI
1/11/2003
“Os Estados Unidos precisam de um líder, e líderes não apenas sabem vencer como também sabem convencer. É o que Eisenhower fez em 1944, em 1945, em 1956 e em 1958. E se “uma certa idéia” sobre seu legado paira sobre o colosso em contínua expansão e sem uma liderança à altura das realizações de seu povo, então a América está, pelo bem do mundo e do seu próprio, à procura de Ike.”

Dwight D. Eisenhower foi um daqueles homens de Estado cujo caráter e ação ímpares transcenderam seu tempo e se estenderam ao mosaico histórico dos Estados Unidos da América como um todo. Comparar Ike – como Eisenhower era conhecido desde seus dias em West Point - com qualquer outro presidente norte-americano do século XX é um exercício fútil e inerentemente desmotivado, pois Eisenhower supera qualquer oponente em quaisquer dos quesitos utilizados para avaliar as ações e o caráter de um estadista. 

Uma extraordinária vocação para a liderança, combinada a uma percepção estratégica que privilegiava a dedicação e o estudo profundo e à interpretação kantiana do sentido do indivíduo, forneciam a Eisenhower elementos de que careciam quase todos os seus pares. Onde Montgomery se envaidecia com fleuma e deslumbre pelas suas vitórias contra o Afrikakorps de Erwin Rommel no Egito e na Líbia, Ike ponderava os erros estratégicos do desembarque aliado na Itália, em 1943; enquanto MacArthur fazia de seu Quartel-General do Pacífico um beija-mão no qual ele próprio era o centro de todas as atenções, Eisenhower prescindia das relações públicas em seu QG britânico e transferia ao seu staff as oportunidades de louros junto à imprensa; onde Patton dava declarações bombásticas de que “o mundo do pós-guerra deveria ser dominado por anglo-saxões”, como se os encarniçados combates da frente oriental fossem apenas um drôle de guerre no qual os soviéticos se divertiam a valer, Ike uma vez mais contornava a situação e buscava, por meio dos canais que lhe eram cabíveis, a mais estreita das cooperações circunstanciais com os generais de Stalin. A obstinação com a qual conseguiu arrancar de Churchill a promessa do comando supremo no que viria a ser a operação Overlord - bem como suas esquivas polidas do egocentrismo de Montgomery (que, antes de desejar para si próprio o comando supremo das forças aliadas que desembarcariam na Normandia, almejava persuadir Churchill a não concedê-lo a Eisenhower, ou ao menos convencê-lo a fazer com que Eisenhower partilhasse o comando supremo com o próprio Monty) e do orgulho patético do General De Gaulle, que na antevéspera do Dia D profetizou que o desembarque seria um fracasso – proveram Eisenhower do “capital de barganha” de que ele precisava para liderar as operações pós-desembarque não previstas no cronograma estratégico prévio, de modo a fazer com que as forças aliadas que irromperam a Muralha do Atlântico alemã em Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword penetrassem nas defesas alemãs, bloqueassem uma contra-ofensiva blindada de Rommel e libertassem a França da ocupação nazista. 

Poucos são, bem entendido, os que compreendem o poder e a responsabilidade de que Ike dispôs nos noventa dias de preparação intensiva que antecederam o desembarque na Normandia; de maneira não tão similar, outros tantos eurocratas, francófilos ou simplesmente anti-americanistas fazem vista grossa ao fato de que a França “eterna” de um De Gaulle pedante e intransigente, o élan covarde que uma Resistance pífia que influiu minimante no desenvolvimento das operações, foi libertada quase que unicamente pela disposição de britânicos que cruzaram o Canal para salvar a Europa ou de ianques que atravessaram o Atlântico para que os franceses pudessem continuar falando francês, e não alemão ou russo. Morreram pela mesma Europa que, passadas seis décadas, daria as costas aos seus filhos e netos.

Resta claro ao leitor, porém, que o propósito deste ensaio não é uma análise histórica das relações atlânticas ou um exercício do tipo “Quem é o culpado?”. O mote é, por ora, Eisenhower, os estadistas que o sucederam e a necessidade premente que os Estados Unidos da América parecem ter de um líder que ombreie o caráter e a capacidade de ação de Eisenhower. Tendo dividido os louros do triunfo com seus subordinados e mesmo poupado Patton de uma melancólica remoção para o staff burocrático em Washington, Eisenhower retornou aos E.U.A. após o término da guerra para assumir a direção da Universidade de Colúmbia. Em 1951, assumiu o comando supremo das forças da recém-constituída OTAN, e, um ano depois, após sucessivas investidas dos emissários do Partido Republicano em seu QG nos arredores de Paris, aceitou disputar as eleições de 1952 por aquele partido. 


Há autores – Jeffrey Robinson[1] à frente – que sustentam a versão de que, tivesse Ike sido eleito Presidente em 1948, a tensão americano-soviética teria sido abortada, o bloqueio de Berlim resolvido por meio de uma demonstração de força e a “negligência tendenciosa” de Stalin em relação à agressão norte-coreana, desmotivada. Por via de conseqüência lógica, a Guerra Fria teria começado em 1947 e terminado em 1949, com os soviéticos encastelando forças na reconstrução de sua infra-estrutura física e militar ainda devastada pelo conflito de 1941-45, os tchecoslovacos talvez não sendo esmagados pelo blefe golpista que os comunistas empreenderam em 1948 (inaugurando uma triste vertente eslava dos “pronunciamientos” patrocinados por um império tirano como o soviético) e os norte-coreanos pensando duas vezes antes de mandar seus homenzinhos armados pelos soviéticos e pelos chineses cruzarem os paralelo 38. A questão é saber se Eisenhower teria John Foster Dulles como Secretário de Estado já em 1949[2], porque ter um Dean Acheson ou qualquer outro tecnocrata no Departamento de Estado era o mesmo que não ter nada, como os “voluntários” chineses na Coréia bem comprovaram. Se Roosevelt não queria o mundo de acordo com suas convicções e Truman estava satisfeito com o mundo da maneira como Stalin o queria[3], a política externa de Eisenhower se resumiu, em boa parte, a conceber o mundo como John Foster Dulles o desejava, e, tautologicamente falando, um Eisenhower com Dean Acheson no Departamento de Estado iria pensar o mundo, em termos estratégicos, como Acheson o desejava, o que significa dizer que se trata do mundo como Stalin o desejava. Os E.U.A. fim da década de 1940 e início da década de 1950 foram bastante profícuos em gerar homens de Estado que se orgulhavam por estarem “presentes na criação” de um novo modelo político-estratégico-institucional, mas que, no frigir dos ovos, hesitavam diantes dos blefes vindos de Moscou. 


De toda sorte, Eisenhower foi eleito em 1952, e John Foster Dulles, ciente de que esta seria sua última oportunidade de se tornar Secretário de Estado, aceitou o convite de Ike. A administração Eisenhower foi iniciada, assim, com uma ação bombástica e bem-sucedida: a CIA comandada por Allen W. Dulles – irmão de J.F. Dulles – derrubando Mossadegh no Irã, J.F. Dulles propagandeando seu anti-comunismo em alto e bom som, foguetórios precipitados em Washington por causa da morte de Stalin, cessar-fogo na Coréia. Aquela que é, com boa dose de acerto, definida como a “melhor década para ser norte-americano”[4] contemplou ainda, o ocaso político de Winston Churchill, a bazófia anglo-francesa na intervenção armada no Suez, em 1956, a segunda crise de Berlim, em 1958, o U2 de Gary Powers sendo derrubado na Sibéria, a tomada no poder em Cuba por Fidel Castro, e, last but not least, o imbróglio diplomático na Conferência de Paris, em 1960, abandonada por um grosseiro Kruschev após a recusa de Eisenhower em se desculpar pelas incursões das aeronaves-espiãs norte-americanas nos céus do Paraíso dos Trabalhadores. 


De modo geral, a dupla Eisenhower-Dulles realizou um trabalho que, se não merece ser chamada de “expansionista”, ao menos prezou pela manutenção do poder de dissuasão norte-americano vis-a-vis a União Soviética. Porquanto Dulles primava pela confrontação e pela irredutibilidade de princípios e interesses de Washington, Eisenhower se destacava pela retidão do caráter, pelo pulso firme com que procurava moldar e respeitar as instituições norte-americanas e pela simpatia de que gozava junto aos norte-americanos, aos seus aliados e mesmo a estadistas que não se identificavam plenamente com a missão capitalista e democrática que a América conduzia ( “I like Ike”, o irresistível slogan de campanha que se estendeu por parte da administração de Eisenhower, e a afinidade pessoal entre Eisenhower e Churchill, e Eisenhower e Juscelino Kubitschek são exemplos disso). 

Na ordem doméstica, Ike procurou dar forma a uma espécie de “Republicanismo Moderno” (Modern Republicanism), corrente ideológica do Partido Republicano sedenta por se desvincular da pecha macarthista e da “guerra de desinformação” promovida pela mídia e flancos intelectuais socialistas. Nesse sentido, sua orientação granjeou efeitos maléficos e benéficos: maléficos porque, após duas décadas de políticas intervencionistas-estatistas iniciadas com o New Deal de Franklin Delano Roosevelt, os republicanos, tradicionalmente liberais de acepção clássica, deram continuidade à emulação social-democrata iniciada por FDR. O “novo contrato” rooseveltiano foi responsável por um crescimento sem precedentes da administração federal, a um ponto tal que alguns intelectuais (certamente não os do brain trust democrata, como Raymond Moley, Rexford Tugwell ou Adolf Berle) previram uma descacterização do federalismo perfeito nos EUA em benefício de uma hipertrofiada burocracia federal. A criação de dezenas de agências federais, algumas permanentes e outras transitórias, com o propósito de empregar um exército de 13 milhões de desempregados, a contrapartida do Big Government ao Big Business e a progressiva participação estatal em áreas tradicionalmente exploradas pela iniciativa privada, se não descaracterizam o capitalismo norte-americano, forneceu-lhes elementos que, após a dissipação da ameaças ameaças nazista e comunista, tornou-se um entrave ao pleno (re)desenvolvimento do capitalismo liberal. Nesse aspecto, a política de Eisenhower não alterou os pressupostos fundamental do Estado social-democrata de FDR, mesmo porque, é possível conceber, o “republicanismo” do Presidente era não apenas moderado como reticente: sua escolha pelo Partido Republicano não havia sido um triunfo de consciência fulminante, e mesmo seu desejo de se tornar Presidente só afloraria após diversas investidas dissuasoras do Partido Republicano. 

Em termos sucintos, os efeitos benéficos de sua política doméstica podem ser estampados em sua posição favorável aos ativistas dos direitos civis[5]. Anti-segregacionista convicto e dono de uma das mais preciosas noções práticas de importância do indivíduo, Eisenhower condenou a segregação nos estados sulistas e despachou tropas para Little Rock, no Arkansas, com o fito de garantir o cumprimento das ordens de dessegregação nas escolas. Confrontou congressistas dos Estados sulistas e, em função disso, teve dificuldades para encaminhar alguns dos projetos de sua administração ao Congresso, principalmente no que se refere à sua segunda administração (1957-61).

O que a década de ouro da América representou em matéria de conquistas materiais, avanços técnológicos, exposição justificada do orgulho nacional e difusão do American way of life mundo afora foi amplamente associado aos anos de Eisenhower na Casa Branca. Sem embargo da antipatia de J.F. Dulles e de alguns tropeços externos, Eisenhower demonstrou uma capacidade de liderança jamais igualada por seus sucessores, seja pela afetação do efêmero Kennedy, pelo provincianismo inerte de Johnson, pelo chauvinismo medíocre de Nixon (vice-Presidente de Eisenhower), pela completa mediocridade, inexpressividade e covardia de Carter ou pelo bem articulado porém extremamente convencional Reagan. Se os oito anos de Eisenhower na Presidência deixaram a desejar em algum mister, é necessário frisar que o conceito de líder de que o General gozava remontava, para o grande público, à derrota da Alemanha nazista, que teve grande parte justificadamente creditada à retidão de caráter, à valorização de cada indivíduo engajado em uma causa/combate, à capacidade de liderança, ao detalhismo prático e ao brilhantismo estratégico de Ike. Seu nome para a disputa presidencial só veio a lume em 1952 porque ele próprio não manifestou qualquer desejo prévio, sendo crível a assunção de que sua vitória em 1948 teria sido ainda mais provável do que em 1952. De uma modéstia que não se confundia com introspecção, o líder se valia de seu prestígio para granjear aliados e simpatias, bem como de sua reconhecida moderação para demover seus oponentes de qualquer manobra estratégica aventureira: assim ele conseguiu retardar parcialmente as estruturas de reações anti-americanas do nacional-desenvolvimentismo terceiro-mundista, junto a estadistas com os quais gozava de prestígio, e assim logrou desbaratar as intenções de Kruschev (no que foi auxiliado pelo pulso forte e irredutível de Dulles) de bloquear Berlim Ocidental e deixar a Brigada Aliada na cidade à mercê da “autodeterminação nacional” do “povo” da República Democrática Alemã; da mesma forma, arrancou dos soviéticos um Tratado neutralizando a Áustria e gerando uma distensão no build-up militar da Europa Central. 

O que fez de Ike o líder real e ativo – e não a pompa e circunstância do pseudo-cosmopolitismo “made in New England” de JFK – que seus sucessores tentaram emular foram suas virtudes morais e práticas. A reeleição de George W. Bush, se representa um alento aos neoconservadores e aos gabinetes da Heritage Foundation e do Hudson Institute, não faz jus à tradição republicana de recrutar os líderes da melhor cepa. É preciso enfatizar: Bush não é, nem de longe, um grande líder, o que certamente não o faz pior do que John Kerry com seu semblante apático e seu pedantismo típico dos liberais de Massachusetts. O Chefe de Estado canadense não deve ser um ímã de simpatias e aliados, pela simples razão de que o Canadá não é uma superpotência e seus interesses são restritos. Falta a Bush a capacidade, prosaica e não passível de aquisição (não, ao menos, a tal altura), de conquistar simpatias e aliados à missão a que se dedicaram os E.U.A. Se tal característica sozinha não faz um grande líder, este não pode dela prescindir: nenhuma alma sã duvida, por exemplo, que G.W. Bush foi largamente mais sensato na condução dos interesses norte-americanos em relação à sua sociedade doméstica do que Bill Clinton, mas quem trará para si a pecha de tolo ao afirmar que G.W. Bush goza da mesma simpatia internacional (que não seja junto às massas, mas, digamos, às chancelarias...) de seu antecessor? 

A questão apresenta-se, assim, de forma tópica: ainda que Bush aja no sentido de promover os reais interesses norte-americanos e alguns dos mais caros axiomas do que se compreende por mundo civilizado, falta-lhe todo e qualquer tato, flexibilidade e disposição de ceder. São, qual já ressaltado, características de que um líder não pode prescindir. Pode-se criticar, como mui pusilânime e infundadamente se tem feito, a motivação e a gênese da onda de anti-americanismo que se disseminou em fins de 2001 e 2002; o que não se pode combater é que tal onda de anti-americanismo é um fato, e não uma construção abstrata maléfica de alguma concertação globalista. Esperar-se-ia, pois, de um líder, que suas ações – ao menos as paliativas – enviesassem o abrandamento desse anti-americanismo, o que, em definitivo, não ocorreu na primeira administração de G.W. Bush. Suas virtudes extremamente convencionais e médias, jamais próprias de um Winston Churchill ou de um Eisenhower, sua dotação estratégica pessoal inexpressiva e seu staff que, embora de indiscutível competência, posta-se em um flanco que é alvo de sucessivas críticas, contribuem significativamente para a composição do quadro. 

Ter nomes como Donald H. Rumsfeld, John Ashcroft, Paul Wolfowitz e Otto Reich no secretariado federal é pedir para apanhar do establishment midiático “progressista” e mesmo de algumas reticentes e dúbias publicações européias, para não falar da des-intelligentsia da mídia e dos meios acadêmicos e intelectuais latino-americanos; em um contínuo semelhante, recusar de pronto a adesão ao morno Protocolo de Kyoto sem antes arrastar as negociações em um fórum internacional desolado, na mais simples tradição tergiversadora e retórica da diplomacia multilateral, é também um equívoco; o que dizer, então, das múltiplas negativas de Washington em adotar certa distância e parcimônia no trato da questão árabe-israelense, preferindo, assim, abraçar a causa de Tel-Aviv e se expor, gratuitamente, à hostilidade e às toscas justificativas terroristas de uma civilização tão politicamente primitiva quanto a árabe-muçulmana? 

A saída de Colin Powell do Departamento de Estado e sua substituição por Condoleezza Rice dificilmente dará novos contornos à diplomacia norte-americana, embora seja de péssimo gosto e meramente especuladora a assunção de que o Departamento de Estado da Sra. Rice se transformará numa extensão “estilo Panzer” do Pentágono de Donald Rumsfeld. Rice deverá ser, assim, “mais do mesmo”, quiçá apenas com melhor compasso junto ao Pentágono; a bela senhora abandonará, assim, sua função de bons ofícios entre Powell e Rumsfeld para assumir o lugar do primeiro e operar em maior consonância com o último. Na melhor (ou pior) das hipóteses, o moderado e por vezes passivo Powell cede lugar à não-muito-moderada e extremamente ativa Rice. Os neo-conservadores não acabaram de chegar ao comando no Departamento de Estado; eles sempre estiveram lá. A saída de Powell representa apenas a auto-remoção do único elemento auto-crítico em uma administração que parece dispor das cabeças mais convencidas, arrogantes e competentes da intelligentsia norte-americana. O que não é necessariamente ruim: o que os E.U.A. perderam em popularidade nos últimos três anos é amplamente compensado pela maximização prática do interesse e dos meios nacionais norte-americanos. Na mesma medida em que a orquestra de asnos correu às ruas das grandes cidades do mundo para condenar o unilateralismo norte-americano, Washington promovia uma maximização de seu interesse nacional que só encontra precedentes na Era Reagan (1981-89). 

A sabedoria histórica – que não é equivocada, embora constantemente desonesta - nos ensina que os únicos que dão valor à ideologia como instrumento de política externa são exatamente os que pouco ou nada entendem de política externa. Bush sabe, portanto, o que deve ser feito para manter e aumentar a prosperidade e o poderio norte-americanos, e o tem feito de maneira soberba e, qual verificado pelos próprios norte-americanos em 2 de novembro último, aprovada. Bush e seu staff parecem não saber, porém, quais ações devem ser empreendidas afim de fazer com que os interesses dos Estados Unidos entrem em uma espécie de convergência parcial (ou mesmo retórica) com a de importantes e numerosos aliados, com o propósito de conter a expansão anti-americana e fazer com que o mundo volte a balizar seus anseios nos princípios que construíram a mais fantástica e livre nação do mundo. Os Estados Unidos precisam de um líder, e líderes não apenas sabem vencer como também sabem convencer. É o que Eisenhower fez em 1944, em 1945, em 1956 e em 1958. E se “uma certa idéia” sobre seu legado paira sobre o colosso em contínua expansão e sem uma liderança à altura das realizações de seu povo, então a América está, pelo bem do mundo e do seu próprio, à procura de Ike. 

Lindolpho Cademartori
17.11.2004

Notas:

[1] ROBINSON, Jeffrey. The End of the American Century: Hidden Agendas of the Cold War. London: Simon & Schuster, 1997.

[2] É uma questão sobre a qual paira razoável dúvida. Robinson afirma que Dulles aceitou o convite de Eisenhower em 1952 porque sabia tratar-se de sua última chance de se tornar Secretário de Estado. É pois possível que, em 1949, não aceitasse o cargo. Cf. ROBINSON, Jeffrey. Op. cit. 

[3] ARON, Raymond. República Imperial: Os Estados Unidos no Mundo do Pós-Guerra. Rio de Janeiro: Zahar, 1975. 

[4] Ibidem 

[5] Ver http://www.whitehouse.gov/history/presidents/de34.html Acesso em 15/11/2004.

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