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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
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2º. Fest'A Barata - Rock é Atitude! (2)
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The "Eddie" of Darkness Rock Dogs Savatage Cover Violent Noise Black Rainbow Homem Com Asas Motörhead Crew Ataque Relâmpago Tublues
8/11/2003 - Led Slay
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com

Introdução:
Depois de quatro meses de preparação, correria e pressão absolutas, chegou finalmente o dia da "2ª. Fest'A Barata - Rock É Atitude!" Chegou. Nem preciso falar que a noite anterior foi de quase nenhum sono, mesmo acompanhado de generosas doses de "Dreher" e umas três carteiras de cigarros. 

O dia amanheceu bonito, com um sol fantástico, ao contrário do que acontecera nos dias anteriores, com muita chuva e frio. Mas a tensão, o medo de que uma chuva torrencial pudesse literalmente botar por água abaixo aquele trabalho todo. Ainda liguei para os integrantes das bandas lembrando o horário de chegada e alguns preparativos finais, como listas de convidados etc.

Duas e pouco da tarde, o Heavy do Tublues me liga. Estava já na porta da Led esperando o horário de passagem de som que estava marcado somente para as 5 da tarde. A ansiedade dele era patente. Mas não acho que era maior que a minha. Afinal aquela banda iria realizar meu antigo sonho de ter uma de minhas poesias musicadas. Ele vinha fazendo suspense e eu ainda não tinha ainda escutado a tal "Sangue de Barata". A passagem de som seria minha redenção.

Sai de casa por volta das quatro da tarde, acompanhado de meu fiel escudeiro, Graciano "Toquinho" Abambres. Um misto de advogado, motorista particular e principalmente amigo. Chegamos na Led e a turma do som apostos e da galera do Tublues apenas o batera, James preparando os equipamentos. Heavy e Alexandre tinham ido almoçar.

Comecei a arrumar o local onde estariam os expositores, o tatuador, o pessoal dos fãs-clubes, do artesanato... Em função da reforma da Led Slay, não podemos contar com um balcão que seria usado e então a solução foi improvisar com mesas e panos. Nesse ponto conto com a ajuda do Maurício que hoje é quem toma conta do bar externo da casa, mas que é um cara que eu conheço desde os pífios anos 60, da quarta série primária.

Cinco e meia da tarde, chegam Heavy e Alexandre e começa a passagem de som do Tublues. Atrás de pregar um banner na entrada só percebo que o som que eles tocam é a tão esperada "Sangue de Barata" no final. Mesmo pegando apenas o final, aquilo deu um gosto de realidade aos meus sonhos. Nem consigo contar o que senti ali. Que sabe o que é ter um sonho de mais de 20 anos, por mais simples que seja, realizado, sabe bem o que estou falando...

O tempo passando, A galera se agita, o pessoal da Led começa a chegar e eu ainda descalço e pregando banners, arrumando mesas e tal... 8 da noite e eu tinha programado meu celular para tocar marcando o início, igual os sinos de uma igreja chamam os fiéis, marcando o início de mais uma sessão de sonhos que podem ser realizados. Chegam também Caruso, o Tatuador, Marcos Motolo do fã-clube do Iron Maiden, Francisco do Motörheadbangers, fã-clube do Motörhead, Chris e Luiz do Guildas... O grande amigo Marcelo Nicolau, que sempre faz o papel de apresentador acaba de chegar acompanhado de Silvia. Uma galera ainda pequena começando a chegar, o horário de verão faz com que 8 da noite ainda nem tenha escurecido totalmente e como roqueiro é bicho noturno, ainda é um pouco cedo...

O pessoal do Tublues está impaciente, o Heavy está nervoso apesar dos cabelos brancos que mostram um caminho longo percorrido na Estrada. Nove e pouco da noite, ainda pouca gente na casa me dá calafrios, mas por volta de nove e meia, a galera começa chegar mais forte. Chega o amigo e fantástico vocalista Abdalla que irá fazer Deep Purple e Sabbath... Conversamos, eu, ele e o Heavy e rola a idéia do Abdalla fazer uma música com o Tublues. Fantástico. Vou até a porta da Led e vejo um carinha me olhando com cara de curiosidade, é o Fábio Carvalho, criador do Choose You Side, mais um irmão que consegui nessa estrada véia. Falamos um pouco e corro pra dentro. A festa vai começar...

A Primeira Banda: Tublues

Quase 10 da noite e resolvo tentar vencer minha timidez e apresentar o show... Subo no palco tremendo de vergonha, apresento a Fest'A Barata e falo rapidamente sobre o Tublues. Tinha escrito uma ficha com as informações básicas das bandas para falar, mas na hora esqueci tudo... Desço do palco e rapidamente estou no meio da horda!

Heavy, Alexandre e James, aliás, este um fantástico batera de 17 anos, se agitam e logo começam a soltar seu mais puro Rock'N'Roll. Nos primeiros acordes de - adivinhem? - "Sangue de Barata", meu coração velho ameaça saltar pra fora, mas eu fecho a boca. Ali escondido no meio da galera, embora com o ego um tanto inflado, faço de conta que não escuto repetidas vezes o Heavy me chamar, afinal eu não nasci para o palco, só sei que "Não posso ser menor que a vida/Nem maior que a morte..." Imaginei que aquele som seria algo como um Blues, mas é um hardão brabo e começo a dançar que nem doido. Nem estou nem ai quando Heavy fala sobre mim e faz uma porrada de elogios. Quero é curtir ali no salão da Led Slay meus solitários minutos de sonho real.

Algum problema me agarra pelo braço logo e me tira do salão no inicio de "Como Um Cão e Rua", algo na linha "Foghat", bem pesado e ritmado. Ainda passo por ali durante a música e vejo que a galera antes surpresa com uma banda desconhecida com trabalho próprio, está curtindo muito o som da banda e começa a agitar freneticamente.

No fundo da Led, alguém me oferece um copo de cerveja e fica surpreso quando eu recuso. Escuto Heavy chamar Abdalla para participar do "show" e sei que a música é "Stress" da lendária banda Casa das Máquinas. Corro pro salão e vejo o gigante Abdalla fazendo percussão e backing vocal. Meu, que momento!!!! "Eu não tenho pressa/Pressa de morrer" diz um trecho da letra, mas alguém apressado passa correndo e me arrasta para... Outro probleminha.

Mais alguns minutos de ausência e me acomodo de novo no meio da galera, que a essas alturas está bem maior e que entrou no show do Tublues. Alguém me estende outro copo e depois de nova negativa e novo espanto só interrompido pelo anúncio da próxima música, um tributo ao Led Zeppelin, a emotiva e sensível "Zeppeliana", que me leva "Ao mais puro céu/Ao mais puro som/Onde quero chegar". Realmente, aquele dia é um "Celebration Day"...

"Ambição Ardente" é um outro Rock bem pesado, com a guitarra de Alexandre falando alto e um peso absurdamente bem colocado pelas baquetas do garoto James. Mas também é interrompido por outra puxada no braço... 

A próxima música consigo apenas escutar do saguão da Led. Um cover de "Uma Banda Made In Brazil", do Made, onde Heavy paga seu tributo à lendária banda brasileira e aos irmãos Vecchione. Nessa vejo Rolando Castello Júnior, o amigo e batera e fundador da Patrulha do Espaço chegar junto com outro músico da banda, o Marcello Schevano. Eles vão fazer uma participação junto com o Homem Com Asas, a próxima banda a se apresentar. Depois dos abraços e agradecimentos, retorno ao salão e o Tublues está encerando sua participação com outra cover, desta vez "Whole Lotta Rose", do AC/DC. A galera definitivamente cai no som, afinal não dá para ficar parado ao esse som!

Trinta e poucos minutos, o Tublues se despede e como sempre acontece a galera vai pro fundo, pro bar. Sigo aquela massa, preciso de algo, agora uma cerveja vai bem. Encosto no balcão peço uma cerveja e no primeiro copo, vejo Junior e Schevano conversando, poucos minutos depois e se juntam a nós o Heavy e Abdalla. A conversa é rápida e Heavy me puxa pelo braço e me diz que eu realizei um sonho que ele tinha desde os 15 anos, que era tocar no palco da Led Slay. Como é bom uma coisa realizar o sonho de duas pessoas ao mesmo tempo.

Saio correndo largando mais da metade da "breja" na garrafa e me encaminho para o palco. É hora da segunda banda da noite, o Homem Com Asas.

Homem Com Asas (Grand Funk)
Dez e meia da noite e mais uma vez insistindo em ser o Silvio Santos da Led Slay, subo ao palco e apresento a banda. Apresento pra galera, pois felizmente já tinha tido o prazer de ver esta banda que vem da maravilhosa cidade de São Carlos, no interior paulista. Conheci essa "molecada" quando viajei com a Patrulha do Espaço. Eles são praticamente a banda de abertura oficial deles na região. É difícil não gostar desses caras, com sua simplicidade interiorana, uma paixão avassaladora pelo Rock e principalmente um valor pela amizade sem igual. Minduim, o guitarrista tinha chegado a Led Slay ainda no final da tarde e toda a banda estava também extremamente exultante em tocar ali.

Com um novo batera a banda subiu ao palco enquanto eu entregava definitivamente meu posto de "apresentador" a quem faz isso com muita paixão e competência: "Gigante" Nicolau. A primeira parte do show do HCA era Grand Funk e a galera logo no início se impressionou com a qualidade vocal do Gustavo Arruda, com seus óculos fundo-de-garrafa e um timbre muito parecido ao de Mark Farner.

Infelizmente aquele velho conhecido nessa noite, o senhor "Probleminha", não me deixou curtir muito a apresentação dos garotos de "Sanca", como eles chamam carinhosamente sua cidade, mas o que vi, bastou para confirmar a banda como uma grande surpresa nesta Fest'A.

No final da apresentação, uma surpresa que tínhamos preparado para eles e para nós: a presença de Marcello Schevano e Rolando Castello Júnior, dando uma canja em "Footstopim Music", com, como sempre Júnior matando a pau na batera e Marcello com sua conhecida competência musical na guitarra. Essa música é um verdadeiro hino do Rock'n'Roll e o Homem Com Asas o executou com maestria e talento imponderáveis. Falando em hino, a apresentação da primeira parte da banda terminou com essa mesma turma entoando o que foi escolhido como Hino da Fest'A Barata, "Festa do Rock" da Patrulha do Espaço. Ver a alegria nos rostos daqueles músicos, o prazer em estar ali tocando juntamente com aquela lenda do Rock brasileiro, era algo mais que prazeroso. Nada que dinheiro no mundo pague, que apenas o Rock'n'Roll proporciona. "Será uma festa muito louca/de sonho eterno/De Rock'n'Roll". E foi!

Pausa
No fundo da Led Slay encontro Odair "Dio" Cassani e ele oferece um copo de cerveja... tomo rápido e já vou saindo quando vejo em um outro canto Abdalla, troco algumas palavras e também ameaço sair quando penso: "Pera!" Chego perto de Odair e o puxo pelo braço. Apresento os dois mais ou menos assim: "Bem, eu já falei de um pro outro. Agora conversem ai!" Deixo os dois conversando, certo de que dalí iria sair, além de uma boa amizade, um encontro de gigantes.

Homem Com Asas (Led Zeppelin)
O que é muito pesado mas voa? Uma borboleta de ferro, um zepelim de chumbo? Não. Um Homem Com Asas! Nossos amigos de São Carlos entoaram as pérolas do Led Zeppelin com uma competência poucas vezes vista. Sem se preocupar com as músicas mais "fáceis" a banda levou músicas belíssimas como "The Ocean", "Heartbreaker ", The Songs Remains The Same" e "Achilles Last Stand ", os chamados "Lados B" da banda. Aliás o grande diferencial desta banda é justamente a especialidade em não se prender aos "sucessos", tocar o que pouca gente conhece. E fazer isso bem.

Exultantes com a apresentação, aqueles garotos, todos ex-estudantes da USP e da UFSCar de São Carlos, pareciam que tinham atingido o céu com suas asas. Mais pesado que o ar? Se você acha isso é porque não ouviu a banda Homem Com Asas! Fly, boys, fly with his eagles!!!!

Black Rainbow (Dio)
"Alguém já ouviu falar em Dio?" A pergunta do "Chacrinha da Led Slay", Marcelo Nicolau á galera que aquelas alturas lotava a casa. "A Banda Black Rainbow..." E logo em seguida Odair Cassani, um cara que nem tenho o menor pudor em afirmar: O melhor intérprete de Dio no Brasil. O timbre idêntico e outras características peculiares, aliado ao fato que Odair é um Dio Fanático, fazem com que realmente não tenha a menor possibilidade de eu queimar a língua ao tecer tal afirmação. Depois de soltar um "Lock Out!", ele segue a banda que solta um dos maiores clássicos de Dio: "Holy Diver". A presença de palco do cara é outra característica marcante, sabe ocupar todos os espaços, não pára um instante. Ele encerra a música com a frase: "Long Live Ronnie James Dio" e a banda ataca de "Neon Knights", um clássico de Dio na sua curta e tumultuada passagem pelo Sabbath. Dá-lhe mais show de interpretação de Mr. Cassani e em seguida, como o tempo é curto, ele engata "The Man On The Silver Mountain", da fase Dio no "Rainbow" do gênio Ritchie Blackmore. A banda parece meio perdida, mas depois Odair me explica que a maioria dos membros de sua banda original não pode vir e ai ele teve que improvisar. Da banda que o acompanhou no "1º. Fest'A Barata", apenas Sidney Bros, o baixista está presente. Mas ele dá conta do recado, segura a onda perfeitamente. A próxima canção é "The Last In Line", que começa com um improviso "a cappela" de Odair. A letra desta música é uma das mais lindas de Dio e a interpretação é emocionante. Um gole de água e a banda solta, agora mais entrosada, "Rainbow In The Dark" e o show da Black Rainbow chega ao fim, sem antes sair o refrão de "Long Live Rock And Roll...". Long Live Dio, Long Live, Odair Cassani...

Rock Dogs (Deep Purple/Black Sabbath)
"Rock é Atitude! Hoje e sempre!" Abdalla grita esta frase antes de começar a apresentação da Rock Dogs. E trajando a camiseta oficial do Fest'A Barata... Aquilo enche de orgulho meu coração, minha mente viaja três mil quilômetros no espaço e no tempo, penso rapidamente nas dificuldades em manter o site, o preconceito e demais interesses mesquinhos que muitas oportunidades me fizeram pensar em desistir. Como aqui quem lhes escreve não é o editor d'A Barata, muito menos o produtor do Fest'A Barata, mas um ser humano que teve um sonho e acordou naquele dia para ver o resultado dele, fico a vontade para falar o que bem achar interessante. Elogiar quem merece, que não sou de jogar confete fora.

Isto dito, gostaria de relembrar quando conheci Abdalla, um gigante de quase dois metros, um ser humano excelente e particularmente uma voz que, sem sombra de dúvida, é o próprio Ian Gillan, mas não agora, em sua fase perfeita. Era na mesma Led Slay, a apresentação da banda Purpendicular, Deep Purple Cover e ali estava inclusive o Vitão Bonesso, na época sem vocalista para sua banda. Ficamos ali conversando e ele disse que a banda dele estava à procura de um vocalista para a Electric Funeral. Quando foi iniciar o show da banda disse: "Vou entrar que quero ver os caras!" Ele: "Eu também!". Entramos e ficamos ali, ao lado do palco. Nem acreditava no que via, ou melhor, ouvia. O cara cantava muito! No final do show, apenas bati no ombro do Vitão e disse: "Cara, você está procurando um vocalista? Olha o cara aí! Mano, o cara é perfeito!" Ele disse: "Eu sei!". No fundo da Led, meia hora depois, estou tomando uma "breja" e vejo Abdalla. Chegou perto dele e digo: "Cara, cuida da tua voz, tu canta muito, véio. Parabéns!" Ele agradece e conversamos rapidamente. Depois disso encontrei com ele várias vezes ali, com outras bandas e quando rolou a idéia deste Festival, a primeira pessoa que contatei foi ele.

Feitas estas necessárias confidências, digo que não vou aqui falar sobre a apresentação da Rock Dogs, apenas dizer que é uma banda muitíssimo competente, com músicos de ótima qualidade. Eles mandaram primeiro os clássicos do Purple: "Highway Star", "Black Night" e "Burn" e do Black Sabbth: "Symptom Of The Universe", "Paranoid" e por ai!

Apenas concluindo: quando escuto caras como Odair Cassani e Fauze Abdalla cantando, fico muito puto com essas coisinhas estranhas, putinhas e bonitinhos usando uma carteirinha de cantor.

Savatage Cover (Savatage)
Uma das mais constantes e poderosas críticas que recebi durante a montagem deste Festival, foi por conta do fato de estarmos promovendo apenas o encontro de bandas "cover". Afinal sempre promovi bandas independentes e deveria estar dando oportunidades a estas e não a "Jukebox Humanos" como chegaram a tachar. Estarei usando a parte relativa ao show do "Savatage Cover" como veículo para algumas considerações que me ocorreram na hora da apresentação dessa banda.

Os seis (6!) elementos desta banda pertencem a uma banda que possui um trabalho autoral muitíssimo bom. Não direi o nome da banda pois eles, com receio de ficarem marcados como banda cover, não desejam que seja divulgado. Mas a realidade é que eles têm um trabalho muito bom, ao qual tive oportunidade de escutar. Um trabalho que foi elogiado até pelo "enjoado" ACM da Brigade. Músicos de altíssima competência, mas que não encontram respaldo e muito menos lugares onde tocar. Ai optaram por tocar Savatage, afim de manter uma certa aura de cumplicidade, de identificação. Afinal, não é qualquer banda que é capaz de executar a linha melódica desta banda americana.

E eles, durante a meia hora em que estiveram no palco da Led Slay esbanjaram competência e talento, recriando "Taunting Cobras", "Gutter Ballet", "Edge of Thorns" e "Hall of the Mountain King". Um show fantástico, com o baixista literalmente mordendo seu instrumento, o vocalista mostrando porque recebera os tais elogios da revista e toda a banda mostrando que Música é Música, Rock é Rock. Afinal, se formos criticar quem toca musicas alheias apenas, começaremos a criticar as orquestras sinfônicas, que sempre tocam composições alheias. Imaginem o anúncio: " Vivaldi Cover com a Orquestra Sinfônica Brasileira". Pensem nisso!

The Eddie Of Darkness (Iron Maiden)
A banda "Eddie" é uma antiga conhecida nossa. A exemplo da banda de Odair Cassani, também estiveram presentes na primeira edição de nosso Fest. Na época com outro batera, mas com a mesma competência e peso. Assisti-los em outras oportunidades, mas com a saída de Alexandre, o ex-batera, perdera um pouco o contato com eles. Quando foi dado o "start" da segunda edição, não pensei duas vezes. é claro que eles toparam na hora. E agora estava sobre o palco da Led Slay, mostrando porque foram uma das duas únicas bandas "cover" de Iron maiden a figurar no site oficial da banda. 

O timbre vocal do Marcelo é algo a destacar. Muito parecido ao de Bruce Dickinson, enquanto Giba e Marco nas guitarras, Luís no baixo e Humberto, novo batera fazem um paredão sonoro de primeira.

E quando meu irmão Marcelo "Gigante" Nicolau apresentou: "Eddie Of Darkness, Iron Maiden Cover, a galera da Led Slay quase inteira correu para o salão naquele momento e cantou junto e agitou com o "Eddie" . Um destaque a esses rapazes do ABC paulista é a simplicidade e a amizade. São pessoas que fazem com que a gente ainda acredite no espírito de comunidade que somente o Rock poderia proporcionar, mas que parece meio perdido ultimamente. "Up The Irons! 

Set List: "The Duellists", "22 Acacia Avenue", "The Number of the Beast", "Hallowed be Thy Name" e "Sanctuary".

Motörhead Crew (Motörhead)
Quem já viu o Motörhead ao menos em vído sabe da marca registrada de Lemmy Kilmister: o microfone colocado acima da cabeça, cantando olhando para cima. Agora Lemmy tem mais de 2 metros de altura!. E o Zé Roberto, baixista e vocalista do Moörhead Crew? Pouco mais de um e meio! então para ele fica fácil... talvez, mas quando se vê aquele "baixinho" não é capaz de imaginar que de sua garganta saem timbre tão graves e poderosos quanto de seu "mentor". Já em "Ace Of Spades", ele manda forte, acompanhado da guitarra frenética de Anselmo, excelente guitarrista por sinal e da batera rápida e precisa de Sandro Dias. É, o Motörhead Crew" faz a formação que a muitos é a melhor da banda; a de trio. E faz bem! A presença de palco é algo também a se destacar. Sem um Front Man" destacado, a banda joga todas as suas fichas na competência musical de seus integrantes. Aí é só relaxar e curtir o som! e vai mais alguns clássicos como "Iron Horse", "Orgasmatrom" and more!

Neste ponto, é importante destacar a presença da figuraça que atende pelo nome de Francisco, presidente do "Motörheadbangers" fã clube da banda no Brasil! We Are Moörhead!!!!!!!!
Valeu, Mr. Head, Anselmo e Sandro! Valeu Motörhead Crew!

Ataque Relâmpago (Ramones)
Faltava apenas uma banda para fecharmos o "cast" do Festival e eu tinha já quase desistido quando recebo uma ligação do Ricardo, vocalista do Ataque Relâmpago. "Ramones Cover é complicado" , pensei. Afinal alguns punks podem querem ir até lá arrumar "treta". Mas a possibilidade de colocar um representante de algo que, no mínimo, abalou e mudou as estruturas do Rock me instigava profundamente. Quando Ricardo me tranqüilizou com relação a qualquer tipo de incidente, pois eles já haviam tocado na Led, agarrei rapidamente.

E naquela noite presenciei um dos mais profissionais shows de bandas cover. A competência dos garotos (ou nem tanto, já que Rick já tem um monte de cabelos brancos) foi suprema. 

"Pra quem sobreviveu até agora, um presente: a banda Ataque Relâmpago fazendo Ramones!" . A apresentação do "Gigante" dera uma pista do que viria pela frente: um presente.

Já eram quatro e tanto da madrugada e a galera parecia não estar nem ai para o cansaço e agitava freneticamente ao som dos clássicos da banda: "Sheena Is A Punk Rocker", "Spider Man", "Pet Semmatary" e quase uma dezena de outros sons. O agito no salão era tão grande que pedi ao "Chacrinha" que deixasse a galera tocar mais um pouco, além dos trinta minutos previstos. Afinal "The Kid Are Allright".

Valeu, Ricardo, Johnny, André e Bomba! Vocês nem precisavam agradecer. Nós é que agradecemos!

Violent Noise (Nirvana)
Muita gente criticou quando coloquei Nirvana Cover neste Festival. Segundo estes mesmos críticos não tinha a haver com o restante. eu mesmo cheguei a me questionar. Mas a realidade é que, tirando preconceitos mais radicais, o Nirvana, do mesmo jeito que Ramones, Motörhead, Purple, Zeppelin, Sabbath e outras, teve seu papel importante na história da linha evolutiva do Rock. Sem questionar se mais ou menos que quem, a verdade é que o Grunge. a exemplo do Punk e outros movimentos dentro deste Ser em Constante Aprendizado e Mutação, chamado de Rock And Roll, teve seu papel de aglutinador, de deflagrador de uma consciência jovem própria de sua época. Acho que, porém que se dá importância excessiva a figuras depressivas como Kurt Cobain e menor a importância a significado da coisa como um todo: se os jovens bebem cada vez mais cedo, se drogam cada vez mais cedo e se identificam som canções depressivas, algo deve estar profundamente errado. Não neles, que buscam um horizonte que a sociedade, que os pseudo-governantes, pseudo-pais, pseudo-mestres lhes imputam, mas nessa horda de poderosos incompetentes e corruptos que atiraram estes jovens a não terem esperança em nenhum futuro. Se os Sex Pistols, ainda em 1976 diziam sem muita convicção, mas com muita fúria: "No future for you", os camisas-de-flanela tiveram as duas coisas. Estes jovens grunges brasileiros são criticados por usar as tais camisas de flanela num clima tropical, mas ninguém acha estranho o Papai Noel com aquelas pesadas roupas de inverno em pleno Verão brasileiro. 

A verdade é que acredito que estive certo ao colocar a banda "Violent Noise" neste Festival e mais certo ainda em deixá-los para o final. A garotada, capitaneada pelo Bruno mandou bem seu recado. A galera gostou e colocou nas letras depressivas de Cobain, toda a sua revolta e a sua fúria. Afinal, como disse Shakespeare, "A vida é cheia de som e fúria".

Fim de Fest'A Barata (?)
Quase seis da manhã de domingo. As bandas e a maior parte do público já deixaram a Led Slay. Distribuo aos funcionários da led Slay as últimas camisetas e alguns brindes que sobraram, pois afinal eles foram muito prestativos e colaboraram muito com o sucesso do evento. Abdalla é o único músico ainda presente e marcamos nova conversa e falamos rapidamente de novos projetos. Dona Rosália minha mulher, Ian meu filho, Cayo, Paty e Graciano, que me ajudaram muito naquela noite estão todos com cara de fim de festa. Nicolau, o Gigante Chacrinha já se foi, em direção a sua cidade. Alguém, não lembro bem quem, pergunta: "Quando será a próxima?". Depois daquela noite de interação, de comunidade, onde cerca de 1.000 pessoas estiveram juntas e se divertiram e aprenderam (sempre a melhor forma de aprendizado é a diversão), não sei se poderei repetir novamente. Mas 2004 chega rápido... Quem sabe???!!!

Agradecimentos Especiais

+ Aqueles amigos que mesmo á distância me apoiaram. particularmente João Paulo Andrade do Whiplash e Fábio Carvalho do Choose Your Side e Marcelo Nicolau. E aos que estiveram presentes...

+ Rolando Castello Júnior e Marcello Schevano, músicos da Patrulha do Espaço, não pela canja, mas pela amizade. E todos os mais de cinquenta músicos que se apresentaram.

Dedicatória:
Este Festival foi dedicado á memória de Eduardo "Dudu" Chermont de Carvalho, ex guitarrista das bandas Patrulha do Espaço e Made In Brazil, falecido recentemente, em 11 de Setembro.
Fotografia: Vicki Machado
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209
Festão do Baraldão
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Rei Lagarto, Carro Bomba e King Bird
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Patrulha do Espaço - Tour Saideira 2007/2008 - Dia 2
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Patrulha do Espaço - Tour Saideira 2007/2008 - Dia 1
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Percy's Band
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Poeira Zine Fest III
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2º. Fest'A Barata - Rock é Atitude! (2)
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