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Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".
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Patrulha do Espaço
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Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Durante os turbulentos e perigosos anos 70, com o Brasil mergulhado nas brumas cinzentas de uma ditadura militar que se apoderara do país desde a primeira metade dos anos 60, surgia precisamente em São Paulo, uma banda que viria a se tornar um marco e uma referência dentro da história do Rock Brasileiro. No ano de 1977, pela criativa mente de Arnaldo Dias Baptista que saira da banda Os Mutantes, e cercado de outros talentosos músicos, como o baterista Rolando Castello Júnior, que tocara no Made In Brazil e no Aeroblus da Argentina, o baixista Oswaldo "Cokinho" Gennari e o irlandês John Flavin na guitarra, a Patrulha do Espaço foi criada com objetivos muito claros de "Misturar Punk, Beatles, Elton John e Ficção Científica".

O primeiro disco foi então gravado, "Elo Perdido" e logo aconteceria a primeira apresentação ao vivo, já com novo guitarrista, Eduardo "Dudu" Chermont, em um festival no Ginásio do Ibirapuera chamado "1º. Festival Latino Americano de Rock", com outras duas bandas brasileiras e três bandas argentinas. 8.000 pessoas presenciaram este concerto e viram nascer ali, oficialmente, a banda.

Poucos meses depois, em 1978, logo após a gravação do segundo disco da banda, "Faremos Uma Noitada Excelente", problemas pessoais causam a saída de Arnaldo da banda, que prossegue como um trio com Júnior, Cokinho e Dudu e realiza naquele ano cerca de 40 shows, na capital e interior dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, e na cidade do Rio de Janeiro. Foram inúmeras temporadas em teatros, com audiências de milhares de pessoas.

Em 1979, além da gravação do primeiro disco sem Arnaldo, mas que conta com os vocais de Percy Weiss, ex Made In Brazil, a Patrulha realiza outras dezenas de shows, sempre levando um público cada vez maior e mais fiel, lotando todos os lugares por onde se apresenta. O disco, "Patrulha do Espaço", é lançado em 1980 e distribuído de uma forma muito incomum para a época, por correio.

Entre 1981 e 1983, com o "recrutamento" do baixista, vocalista e letrista Sergio Santana, e ainda Dudu Chermont na guitarra e Júnior na bateria, a Patrulha do Espaço lança três discos homônimos ( 1), ( 2), ( 3), que contém músicas que se tornariam clássicos, não apenas da banda, mas do Rock Nacional como um todo. "Columbia", "Festa do Rock" e "Não Tenha Medo" representam antes de qualquer coisa uma referência do melhor que foi feito em Rock no Brasil no início dos anos 80, quando a Ditadura Militar já arrefecia e as pessoas procuravam formas diferentes e criativas de se expressar.

No início de 1983, mais precisamente em Janeiro, com a turnê brasileira da banda Van Halen, a Patrulha do Espaço, por exigência da própria banda americana, é convidada a abrir as três apresentações em São Paulo, num Ginásio do Ibirapuera completamente lotado, numa das maiores apresentações de bandas estrangeiras que aconteceram por estas paragens.

Em 1985, com a saída do guitarrista Dudu Chermont, que vai tocar no Made In Brazil e a entrada do lendário guitarrista argentino Pappo, faz com que a Patrulha lance o que é considerado por muitos como seu disco mais pesado: "Patrulha 85", praticamente um EP, com apenas 5 músicas e quem contém "Robot", quase um "Heavy Metal", mas com uma letra com forte conteúdo político-social e "Olho Animal", outra que passa a não ficar de fora de nenhuma apresentação posterior da banda.

De 1986 a 1991, a banda realiza poucas apresentações em público e com formações que incluíam o guitarrista Rubens Gioia, o vocalista Percy Weiss, entre outros, tendo inclusive contado com a participação do guitarrista Hélcio Aguirra, do Golpe de Estado. Em 86. Júnior é convidado a fazer parte de um novo projeto, a banda Inox, que promete um novo Heavy Metal e que logo lança seu primeiro e único disco. Neste momento, a Patrulha do Espaço está no hangar e quando é minuciosamente planejada uma nova decolagem, em Maio de 1991, um golpe atinge a robusta nave, o baixista Sergio Santana falece e a banda é novamente colocada no estaleiro espacial.

Durante o ano de 1992, com o baixista Renê Seabra e os guitarristas Rubens Gioia e Xando Zuppo, além do retorno do vocalista Percy Weiss, a banda grava outro disco muito pesado, o primeiro a ter um nome: "Primus Inter Pares" que significa "O primeiro entre seus pares". Contando com a mixagem de Paulo Zinner, o disco contém 10 faixas, em sua maior parte pesadíssimas, com destaque para "Serial Killer" e "Robot", desta feita interpretada com maestria por Percy. O disco seria lançado apenas dois anos depois, em 1994.

Nos anos de 1994 a 1998, a banda realiza, hora com o argentino Pappo na guitarra, hora com o retorno do baixista Oswaldo "Cokinho" Gennari ou com músicos convidados, algumas gravações e apresentações esporádicas. Em 1997, três CDs, a série "Dossiês",( Volume 1), ( Volume 2) e ( Volume 3) lança a público toda a história da banda, com os discos de 1980 a 1995, que só haviam saído em vinil, somando mais de 40 músicas, além de luxuosos encartes contando toda a história da banda.

Em 1999, finalmente o encontro entre Rolando Castello Júnior e outra figura lendária dentro do panorama roqueiro do Brasil, o baixista Luiz Domingues (Língua de Trapo, A Chave do Sol entre outras), que lhe apresenta dois jovens multi-instrumentistas, Marcello Schevano e Rodrigo Hid, trás de volta aos ares uma renovada Patrulha do Espaço. A mesma batida pesada de Junior agora é acompanhada pelo virtuosismo dos dois guitarristas e ponteada magnificamente pelo baixo preciso de Domingues. Em Agosto, a primeira apresentação desta formação e além de iniciarem uma turnê que passaria novamente pelos estados do Sul e Sudeste do país, a banda entra no estúdio e produz "Chronophagia", que em latim significa "Ato de comer ou se alimentar do tempo". O disco, com fortes influências do "Rock Progressivo" trazidas por Marcello e Rodrigo contem 16 músicas e além de contar com inúmeros músicos convidados, tem a produção de Paulo Zinner.

2001, um novo século. E a Patrulha do Espaço lança mais um volume da série Dossiê, ( Volume 4), que inclui várias faixas inéditas e cai novamente na estrada, percorrendo milhares de quilômetros com a turnê "Chronophagia/Dossiê Volume 4", que se estende até o final de 2002 e inclui participações de músicos como Dudu Chermont e Andreas Kisser, do Sepultura, entre outros. São 57 shows em 57 semanas e a banda ainda encontra tempo de gravar ". ComPactO", que seria lançado no início de 2003.

A fusão do antigo com o novo é o mote do disco, cujas capa e encarte trazem um trabalho gráfico criativo que reproduzem em formato e tamanho um antigo compacto de vinil, além do título do CD, ".ComPactO", que dá margem á inúmeras interpretações, .com, compacto, com pacto etc., fazem deste álbum um trabalho único. São 7 faixas que transbordam técnica e criatividade e contém novos clássicos como "Homem Carbono" e "Terra de Minerais".

Agora em 2004 aos 27 anos de carreira, com mais um lançamento, "Missão na Área 13", o 13º. sem contar os dois primeiros com Arnaldo Baptista, gravado no final de 2003 na cidade de São José do Rio Preto no interior paulista, a Patrulha do Espaço lança seu mais audacioso vôo e mais uma missão pelo rarefeito ar do Rock Brasileiro. O disco tem 12 faixas, que vão do Rock mais pesado ao progressivo, passando por baladas românticas. A nova turnê "Missão na Área 13" irá com certeza atingir estratos sonoros em ares e mares nunca antes navegados.
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209
Grand Funk
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Itamar Assunção
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Norman Bates
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Patrulha do Espaço
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Percy Weiss
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Stress
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Xando Zupo
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