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PANCREATITE, CACHAÇA E SOLIDÃO
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Como ele mesmo diz no "Baú do Raul", seu nome começa com um grito (Ra) e termina com um uivo (ul)... Pois Raul Seixas é isso mesmo, um grito e um uivo. Um grito solto, "bailando no ar", um uivo de um lobo solitário, nesta estepe suja do Rock And Roll brasileiro. Um sujeito que foi até as últimas conseqüências da inconseqüência e pagou "brabo" por tal feito. 

Raul Santos Seixas, deixou esta bola há exatos 13 (!) anos.... Pancreatite, cachaça e solidão. "Uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira... bailando no ar!". 

Agora escuta, meu Mestre, pai da minha inspiração, madre superiora da minha inconseqüência, padrinho de Raul da Rocha Cichetto. Seu nome está escrito em fogo, á ferro-e-fogo, nas consciências desses malucos, beleza ou não, nos verdadeiros malucos de coração, de mente.... 

Cancerianos, somos nós. Você, pai da minha liberdade e eu pai de um Raul, apenas mais um a muitas, mas único a mim. Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade. Sei que em algum lugar, com seu sorriso irônico pensas, "Mas isso eu te ensinei, maluco Barata"... Claro que foi, meu Mestre! Tu me ensinastes os valores corretos da liberdade e da expressão, juntas e separadas. O diabo não é o pai do Rock, mas foi ele quem te deu o toque? Deus continua sendo o que era a muito pra você, o que me falta para compreender o que eu não compreendo.

Porque você soube mais que ninguém, que Rock É Atitude! Porque você morreu com a idade que tenho hoje... e morro agora... Porque, você tirou do limbo da ignorância a minha alma de poeta-menino... 

Que cada Rock nesse mundo seja em teu nome, que cada bêbado lhe dedique o penúltimo gole, que cada maluco lhe dedique a sua melhor maluquice, que cada pai lhe dedique, como eu, o seu primogênito, que cada mãe lhe dedique a primeira gota de leite. Porque, meu amigo, "quem te fez com ferro, fez com fogo" e " tudo acaba onde começou". 

Agora, "Quando esqueço a hora de dormir, E de repente chega o amanhecer, Sinto uma culpa que eu não sei de que, Pergunto o que eu fiz?, Meu coração não diz, Eu sinto medo." Medo de que? Medo da chuva, medo da morte que é tão forte? Medo da dor, a dor que sangra mas não escorre, medo do medo? Medo de quê? Agora, que o dia surge, "vou aproveitar a solidão do amanhecer, pra ver tudo aquilo que eu tenho que saber"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sabe, irmão (ou seria pai?) acabei de cometer um terremoto, em lugar dos pequenos erros, mas sou apenas um moleque, não maravilhoso! A fonte da água viva secou mas eu ainda tento outra vez, como no velhos tempos. Da fonte agora corre urina de anjo e eu espeto meu dedo no rabo dele falo, "Isso é tudo que me resta, nessa festa". E os meus fantasmas também são extraordinários... se fantasiam de Raul Seixas, John Lennon, Janis Joplin, Jim Morrison, nas noites em que tenho medo da solidão e a transformam em meu vício. E ai eu bebo, e fumo e dou gargalhadas e penso que na morte "alguma coisa pode acontecer"... "Morte, morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida". 

Agora deixa eu dormir, irmão; vou rezar á Ave Maria da Rua, uma santa qualquer, daquelas vadias encharcadas de cerveja e vinho baratos que perambulam pelas ruas, fazendo sexo em troca de mais um gole que lhe arda a garganta e lhe queime o coração. E eu, igual uma barata, vou dormir em algum canto escuro atrás da pia da cozinha, porque minha mulher não acredita que a bebida trás a ilusão da paixão e fugindo da multidão de fantasmas que assolam minha alma. 
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

(11) 96358-9727

 


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