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RAUL SEIXAS, 10 ANOS
Luiz Carlos "Barata" Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Nunca gostei dessa coisa de fãs, de idolatria. Quando coloquei umas páginas sobre Raul Seixas em uma Home Page há 2 anos, foi para simplesmente demonstrar o quanto Raul tinha influenciado em minha maneira de ser e pensar.

Mas esta semana em que se completa 10 anos da morte dele uma revista publicou uma edição especial que entre outras coisas tinha depoimentos de fãs. Um deles causou um mal estar em mim e também em meu filho de 16 anos. Um cara chamado Carlos Bigode diz "A peça mais importante de minha coleção veio em 1984 e é meu filho Raul - ele é o primeiro filho de fã a ter esse nome." Mal estar em nós dois, porque eu não canso de repetir ao meu filho sobre a maneira que se nome foi escolhido e inclusive repetia a história enquanto ele começava a ler a tal revista. Fiquei com cara de idiota quando ele leu a tal matéria e me falou:

- Mas pai, eu sou mais velho que esse carinha!
E é!!!

Como disse nunca gostei de coisa de fã, também nunca tinha premeditado colocar o nome de Raul em um filho, mas em janeiro de 83, quando minha mulher chegou em casa dizendo que o exame de gravidez dera positivo eu, de bate-pronto falei: - É o Raul! Ela disse que não gostava e perguntou se era por causa do Raul Seixas. Francamente eu não sabia se era. Simplesmente esse nome veio a minha cabeça naquele momento. E pronto! Era o Raul. Como minha mulher não gostava, cheguei a falar com ele usando outro nome, mas quando eu encostava na barriga dela e conversava com ele chamando-o de Raul, ele dava pulos.

Sempre tive mania de escrever palavras de trás pra frente e um dia, naquelas coisas de pai-grávido de rabiscar o nome do filho, escrevi "LUAR". Corri para minha mulher e disse - Olha que interessante, RAUL ao contrário é LUAR.

E para minha surpresa semanas depois Raul Seixas lança um disco pelo Estúdio Eldorado que eu corri a comprar. Cheguei em casa e fui escutar quando tomei um susto: Raul Seixas cantava: "Luar é meu nome aos avessos, não tem fim nem começo...". Imaginem o resultado.

Em 26 de setembro de 1983 nasceu Raul da Rocha Cichetto, meu filho que, com certeza não é "o primeiro filho de fã a ter esse nome" , se orgulha dele, mas que talvez esteja frustrado por que seu pai não seja um "fã-famoso" como "Carlos Bigode".
É, eu nunca gostei dessa coisa de fã...Mas, "faz o que tu queres há de ser tudo da Lei".

São Paulo, 21 de Agosto de 1999
(Hoje, 10 anos da morte de Raul)

Nota da Atualização: 1 ano e meio depois deste texto ser escrito e enviado a Sra. Kika Seixas, a auto-proclamada "Viúva Oficial do Raul" recebo um e-mail dela. Ancioso ao abrir deparo com uma única frase: "Porque você teme Carlos Bigode? Porque ele é policial?". E eu nem sabia que o cara era policial nem costumo "temer" ninguém seja ele cantor, policial ou viúva oficial. Este fato pra mim apenas confirma o fato de que tem gente que pelo fato de ter convivido com um gênio ou com um doente imagina que adquiriu sua genialidade ou doença. Genialidade e doença são iguais ao caráter, se adquire pela vida; não se empresta, não se compra, não se vende... Luiz,
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

(11) 96358-9727

 


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