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  Spectro

SPECTRO
Spectro
Barata Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Ano: 2004
Gravadora: Medusa
Músicos:
Amyr Catusio Jr. - Farfisa Organ, Leslie Box, Farfisa Synths, Arp Odissey, Lead Vocals, Lyrics And Music.
Duppermel Jr. – Zone And Percussion
Adilson Samuel – Ludwig Acoustic Drums
Mario Jorge – Fender Stratocaster Bass, Backing Vocals

Bonus Tracks:
Amyr Catusio Jr – Drum (Plug D-4), SY-77 Sunth, Farfisa Organ, Bass Moog, Percussion And Orchestrations, Sampler From Vienna Choral (“Requiem of Mozart”)
Faixas:
1 - Momentos do Universo
2 – Reverberes ao Spectro
3 – Meson K
4 – Casa Branca
5 – Lince Negro
Bonus Tracks
6 – Molécula
7 – Dança das Pirâmides
8 – Réquiem"
Síte: -
Contato/Pedidos: captainray@bol.com.br
O trabalho neste CD é outra das tantas fantásticas atitudes da Medusa Records em resgatar bandas dos anos 70 e lançar em CD.

A história da banda é muito pouco conhecida, então o texto do encarte, escrito pelo fundador e tecladista da banda, Amyr Cantusio Jr. é o que usaremos como referência. Segundo ele, a “Spectro foi formada em 1970 quando participaram de alguns festivais no interior de São Paulo, tendo tocado ao lado de bandas “quentes” da época como Made In Brazil, Tutti Frutti, Rock da Mortalha e Burmah, da Argentina. Segundo ainda o texto, em um desses festivais eles conheceram um empresáro ligado aos Mutantes que os convidou a gravar pela WEA, mas morreu antes do fechamento do contrato. Depois disso tocaram em São Paulo e Campinas junto a grupos como Rock da Mortalha, Tio Mellius e ao lado de Lola Lótus, bailarino do Rock da Mortalha.

As gravações originais das faixas 1 a 5 foram feitas entre 1974 e 79. em um gravador de rolo Akai. As outras faixas, segundo Raymundo Raine, produtor executivo do disco, as “Bônus Tracks” foram gravadas em Campinas em 2002.

Agora falar sobre a música deste CD é um tanto mais complicada. Como referência, mas apenas como referência pelo amor de Rock, podemos usar o som das bandas progressivas alemãs e inglesas da década de 70. Marsupilami, Tangerine Dream, Magna Carta, Gila... E outras. É um som que usa e abusa de teclados eletrônicos, sintetizadores, caixa Leslie, arp Odissey, essas coisas. “Momentos do Universo”, a primeira faixa é totalmente instrumental e o baixo parece não existir. A segunda, “Reverberes ao Spectro” tem letra, mas sinceramente não consegui entender uma palavra, sequer em que língua eles cantam. A terceira, “Meson K” tem um começo que lembra alguma coisa parecida a Grand Funk, mas depois descamba para a repetição das formulas anteriormente utilizadas, embora tenha um instrumental bem colocado. “Casa Branca” parece música de parque de diversões no inicio mas depois fica um tanto pesada e bem mais interessante. “Lince Negro” é a última das gravadas nos anos 70 e começa num ritmo meio mórbido, criando um clima de trilha sonora de filmes ação “B” com música indiana. Mas o ritmo se perde e a música desanda.

As três faixas bônus, gravadas cerca de 30 anos depois, mostram senão um amadurecimento musical, ao menos um avanço em conhecimentos técnicos, técnicas de “samplers” e recursos de estúdio.

Uma das coisas mais interessantes neste disco, além do fato de também existir e ser mais um registro da época mais criativa do Rock, é o lance de edição limitada e numerada, coisa perseguida á séculos por músicos. A que nos foi entregue é a de número 41/100. Ou seja a 41ª de 100 feitas. E retomo aqui o apelo a que atitudes como estas do Ray sejam seguidas por aqueles que têm capacidade de lançar.
Nota: 8
Cotação:
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

(11) 96358-9727


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