Brasil Papaya - Esperanza
Carro Bomba - Carcaça
Carro Bomba - Nervoso
Carro Bomba - Segundo Atentado
CASCH - High Level Low Profile
Imperial - A Grande Batalha e Seis Anos Queimando na Terra de Ninguém
Kim Kehl & Os Kurandeiros - Mambo Jambo
Kim Kehl & Os Kurandeiros - Kim Kehl & Os Kurandeiros
King Bird - Jaywalker
Lírio de Vidro - Lírio de Vidro
Norba Zamboni - Walking and Sliding
Norman Bates - Norman Bates
Patrulha do Espaço - .ComPacto
Pedra - Pedra
Pedra (3) - Pedra
Seu Zé - Festival do Desconcerto
Spectro - Spectro
Sunflower - A New Beginning...
Sunroad - Arena of Aliens e Flying N´Floating
Tomada - Volts
Uivo Beat - Nas Ruas do Homem Entre Guias de Spleen

  Kim Kehl & Os Kurandeiros

Kim Kehl & Os Kurandeiros
Kim Kehl & Os Kurandeiros
Barata Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
Ano: 2003
Gravadora: Independente
Músicos:
Kim Kehl (Guitarra, Slide, Violões, Vocais)
Rod Filipovitch (Guitarra)
Sergio Takara (Baixo)
Carlinhos Machado (Bateria)
Nelson Ferraresso (Teclados)

Participação:
André Christovam (Guitarras)
Cássio Poletto (Violino)
Celso Getz (Bateria)
Flávio Gutok (Guitarra)
Hugo Hori (Saxofones)
Johnny Boy Chaves (Teclados)
Luis Sérgio Carlini (Guitarra e Lap Steel)
Nasi (Vocal)
Toni Moreira (Teclados)
Faixas:
1 – Maria Fumaça
2 – Sou Duro
3 – Deixe Tudo
4 – Só Alegria
5 – Beber Até Cair
6 – Blues do Trabalhado
7 – Meu Mundo Caiu
8 – Anjo do Asfalto
9 – Pro Raul
10 – Maria Gasolina
11 -
Síte: http://www.myspace.com/kimkehleoskurandeiros
Contato/Pedidos: kimkehl@hotmail.com
“Kim Kehl, guitarrista, cantor e compositor, em 30 anos de estrada já tocou em dezenas de bandas de Rock e acompanhou cantores populares em centenas de shows, Brasil afora e no exterior. Seu projeto solo com a banda Kim Kehl & Os Kurandeiros existe desde os anos 90, e o primeiro CD saiu em 2003. Sempre com convidados ilustres, o segundo álbum, Mambo Jambo, acaba de sair, e a banda já esta de volta à estrada!”

O pequeno release acima constante do My Space de Kim Kehl & Os Kurandeiros é definitivamente pequeno demais. E não faz jus a extensa carreira de Kim pelos palcos brasileiros. Com passagem por históricas bandas brasileiras de Rock como a lendária Lírio de Vidro, o Made In Brazil dos irmãos Vecchione, participações com a Patrulha do Espaço, Nasi e os Irmãos do Blues, a carreira do roqueiro Kim como músico inclui uma temporada grande com a dupla sertaneja Rick & Renner. Afinal, Rock and Roll no Brasil como afirmou há muito tempo a estrela Rita Lee, “sempre teve cara de bandido”. E nem só de Rock viverá o homem...

Mas, todos aqueles que o sentem sabem, Rock está mais do que nas veias de qualquer roqueiro verdadeiro, está na alma. E Kim Kehl é um roqueiro de sangue e alma. Tanto que em 2004 reuniu uma galera de peso (Rod Filipovitch nas guitarras, Sergio Takara no baixo, o lendário batera Carlinhos Machado e o profissionalíssimo tecladista Nelson Ferraresso) e gravou o CD de estréia da banda roqueira Kim Kehl & Os Kurandeiros.

O disco abre com um Rock básico e sacolejante “Maria Fumaça” com os chamados riffs certeiros de Kim a lá Chuck Berry. A seguir outra faixa Rock Essencial, “Sou Duro”, com o piano de Nelson martelado e a participação de Nasi num vocal que lembra muito Johnny Winter e de Luis Sérgio Carlini tocando guitarra. Musica competente e correta, mas que a mim peca naquilo que repeti em inúmeros textos: a letra. Sinceramente acho que o trinômio “Sexo/Bebida/Carrão” é manjado e adolescente demais para quem passou dos cinqüenta (estou falando do Rock and Roll em si, não da idade dos músicos). Além do que, no caso de “Sou Duro”, essa coisa de duplo sentido é coisa de pagode. Mas, é uma opinião minha, pessoal.

A musica a seguir “Deixe Tudo” é uma balada no estilo Jovem Guarda, com guitarras a “havaianas” e refrão bem cuidado. “Só Alegria” retoma o estilo Rock And Roll juvenil, que lembra as músicas do Made. Kim bebeu das mesmas fontes que os Vecchione, e sabe que Rock é Rock mesmo. “Beber Até Cair” é uma faixa bem interessante, com um toque Country Caipira, e uma letra bem humorada. A faixa a seguir muda novamente de ares, “Blues do Trabalhadô” um Blues com temática urbana falando das peripécias dos “companheiros trabaiadores”. “Meu Mundo Caiu”, titulo homônimo de uma música da porra-louca-genial Maysa, com participação do bluesman André Christovam é uma balada sentimental, meio bluseira, com citações de várias músicas que provavelmente Kim escutou na infância na vitrola do pai como eu, como Vicente Celestino por exemplo. Quero até crer que tenha sido intencional, e sendo é válida e merecida a homenagem.

A faixa a seguir começa com uma bateria forte e belo solo de guitarra e gaita: “Anjo do Asfalto”, daquelas chamadas “estradeiras” e que não podem faltar no repertório de uma banda de Rock Clássica. E ela fala do que sempre essas letras falam: “Carros/Sexo/Bebida”... Apenas achei que podia ser um pouco mais rápida a levada, mas o instrumental na musica é muitíssimo agradável. A penúltima faixa do primeiro disco de Kim Kehl & Os Kurandeiros é uma bela homenagem a Raul Seixas, com a letra que começa com uma colagem de frases e palavras do “Maluco Beleza” e arremata no refrão que “O Raul foi pro beleléu e deve estar lá no céu tocando numa banda com Elvis, John Lennon e o Brian Jones.” . A última faixa do disco, “Maria Gasolina” é outro Rock básico e competente tocado com energia e vontade pelos “Kurandeiros” e que fala de... Ah... “Carro/Sexo/Bebida”? É, mais ou menos, pois na verdade a música é uma, digamos, crítica a ascensão social com citações “jovem-guardistas”, tanto na letra como no instrumental.

Ao meu lado a capa do CD e acreditando que o disco acabou, começo a folhear o encarte procurando informações. O CD continua na bandeja e o som começa a tomar conta do ambiente. Uma faixa surpresa que não consta na relação. Instrumental, leve e bela!

No final, em minha humilde e honesta opinião, o CD de estréia de Kim Kehl & Os Kurandeiros é um bom disco, competente musicalmente e um bom disco de Rock Brasileiro na essência, pois mistura sonoridades e influências, mas que quando decide fazer um bom e básico Rock’n’Roll acerta em quase tudo. A questão das letras pode ser desculpável quando a gente sabe da dificuldade que é encaixar letras em português dentro do Rock mais básico, por conta da falta de sonoridade da língua de Camões. Ao menos de sonoridade roqueira.
Nota: 8
Cotação:
Registro no E.D.A. da F.B.N. : 513.861 - Livro 974 - Folha 209

(11) 96358-9727

A Barata - O Site-+
Fest'As Baratas
A Barata na Mídia
Barata Cichetto, Quem É?
Depoimentos
Fotos
Poemas Por Título
Por Livro
Por Data
Com Áudio
Musicados
Com Vídeo
Livros Impressos
Artesanato
Camisetas
Convergências
PQP - Puta Que Pariu
Pinturas
Sub-Versões
Videos
Webradio
A Barata Ao Vivo
Biografi'As Baratas
Discoteca d'A Barata
Ensaios Musicais
1a. Coletâne'A Barata
2a. Coletâne'A Barata
Festival Música Independente
Coletânea Gatos & Alfaces
Gatos & Alfaces
Pi Ao Quadrado
Revist'A Barata
Versus
Arca do Barata
Contos d'A Barata
Crônic'As Baratas
Entrevist'As Baratas
Fal'A Barata!
Resenhas de Filmes
Resenhas de Livros
Micrônic'As Baratas
Ataraxia
Crom
Kakerlak Doppelgänger
Madame X
O Anjo Venusanal
Ponto de Fuga
Pornomatopéias
Projeto Sangue de Barata
Psychotic Eyes
Renato Pop
Seren Goch: 2332
Tublues
Vitória

Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos "Barata" Cichetto e registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor. Bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade".

 On Line:  181