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Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

BURRO COMO UM TIJOLO

Burro Como Um Tijolo

Barata Cichetto
Sangue de Barata
Sou uma alma praticamente nua coberta apenas de sonhos rasgados.
Entre o feijão e o sonho, fiquei com a barata.
As baratas saem dos esgotos em busca de restos de comida.
E eu como as baratas na hora do jantar à luz de velas.
Um dia Gregor Samsa acordou e percebeu que tinha se transformado em barata.
E eu um dia acordei e percebi que tinham me transformado em Gregor Samsa.
Porque qualquer metamorfose é dolorida.
Porque qualquer dor é dor quando é a minha dor. Sua dor não dói em mim.
E minha dor em você é apenas algo que não lhe dói, nem lhe cheira ou fede.
Mas o que fede é o cheiro de sua alma, não meus pés.
E meus pés estão descalços, mas sua alma tem roupas da moda, meu caro!
Caro amigo, muito caro é o seu sapato, mas meus pés estão nus quanto minha alma.

Fragmentos de sabonete de um fabricante de sonhos enlouquecido.
Pancadas na cabeça, sopro no coração e um par de idéias.
Deus está mesmo morto ou apenas dormindo? Acorda!
Quero escutar estrelas, mas o barulho da cidade é grande.
Ou então estou surdo quanto um tijolo.
Pesado e burro quanto um tijolo.
E os sábios não conhecem o que é ser burro como um tijolo.
Inerte e inútil quanto o barro antes de ser tijolo.
Uma canção ao longe, pesada quanto metal, azul da cor do céu.
E meus sonhos ainda são os mesmos de meus pais.
As aparências é que enganam, não se engane com o contrário.
Uma borboleta pesada, de chumbo ou ferro fundido.
Um mendigo que olha garotas com más intenções, as delas.

Quem é a figura de preto olhando de dentro de um pesadelo?
Ou será que ela está nua na chuva e na escuridão?
Oh, Senhor, acorde! Acorde agora dessa inércia!
Minha insônia causa alucinação e minha alucinação causa insônia.
E suportar o dia a dia sem feijão nem sonhos é pesado.
Pesado quanto metal das músicas, o metal das algemas.
O precioso e preciso metal das alianças de casamento.
Pesado quanto o metal que soa nos sinos do Inferno.
Oh, minha doce e adorada criança da noite!
Quanta dor existe em seu pequenino e apertado coração!
Quanta dor? Quanta dor pode existir dentro de um coração!

Anjos augustos seguraram em minha mão e minhas carnes rangeram.
Porque os anjos são eunucos? Porque a carne é fraca e a alma idem?
Renda-se que suas balas acabaram, disse o caubói ao mendigo.
Mas minhas balas são de mel disse o mendigo ao sábio.
E ambos correram em busca do alvorecer de uma nova era.
Grite, grite, minha paixão! Grite que apenas o silencio te escuta.
Porque o silêncio é igual a mais bêbada das prostitutas.
E ela caminha pelas calçadas com seus sapatos gastos no salto.
Enquanto os jornais dão a notícia da morte de um cão por asfixia.
Sons, silêncios, música pesada quanto a morte.
Doce enquanto a bala de mel que o mendigo segura nos dentes quebrados.
E eu aqui sentado no banco de uma praça, mas as praças não têm mais bancos.
Então estou sentado sobre a bunda da minha imaginação.

Será que foram aquelas cervejas que bebi ontem ou aquele cigarro do cão?
Telefone publico tocando. Deixe que eu atendo, que pode ser do céu.
Ah, desculpe foi engano. A linha está ocupada.
Meus dedos doem de discar e ninguém atende esse maldito telefone.
Mas os sábios não sabem o que é não conseguir telefonar.
E as companhias telefônicas não conhecem sábio algum.
E minha cabeça também dói e o último ônibus pra casa já partiu.
Quatro horas da manhã e a madrugada gelada quanto meu coração.
A vida passa rápido quanto aquele ônibus e me deixa pra trás.
E eu que não sou sábio nem tijolo, apenas burro como o barro.
Apenas canto uma antiga canção, quase uma cantiga de ninar
Enquanto escuto os gritos da grande puta sendo assassinada a golpes de machado.

Caminhando e cantando e seguindo um triste refrão.
Sem rimas nem beira; nem pé nem sapato.
Aliás meus sapatos furaram e meus pés sentem a dor das pontas de cigarro.
Pare de fumar que o cigarro causa mal aos meus pés.
Acorda, Senhor! Acorda desse sonho eterno!
O sonho acabou e o filósofo está morto!
E se você quer saber como eu me sinto vá a um cemitério ou crematório.
Vá ver os mortos de Deus!
9/5/2001

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.850 - Livro 958 - Folha 96

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

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