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A Dor Suprema

A DOR SUPREMA .
Barata Cichetto
barata.cichetto@gmail.com
1958
Procuro uma dor que não a de carnes dilaceradas
Por unhas afiadas em carnes desejosas de amantes
Intensa dor que não é a de entranhas dissecadas
Por bisturis afiados de sedosos médicos galantes.

Quero porque quero a dor extrema e total
Dor que não é de enfermos nem de internos
Uma dor absoluta, nem ébria e nem mortal
Resoluta, nem dos anjos nem de infernos.

A dor que nenhum morto sentiu é o que almejo
Porque morte não é dor a não ser do ditador
A que conheço é fraca porque é dor de desejo
Hipócrita enquanto de cantor, santo e matador.

Amigo, busco uma dor rude, profunda, que abrasa
Que esmaga e tortura, que destroça e arrebenta
Ácida e rotunda, marcante feito ferro em brasa
Feito coito de gatos, feito cachaça com pimenta.

Busco a dor muito mais intensa que a da traição
Que a da perda de um filho morto ainda rebento
Porque a dor completa nao é a dor de um coração
É dor que não cessa com oração, choro e lamento.

Mas, declara um Doutor, não existem dores sem curas
Dor alguma existe sem que haja drogas e assistência
Sim Doutor, qualquer dor é Suprema em almas impuras
E a minha é extrema, porque é da inútil resistência.

Uma dor que ninguém a não ser um poeta replica
Que nem um moribundo há de saber ou até sentir
A dor que nem a própria mentira da dor explica
Tão grande que nenhum mentiroso irá como mentir.

Mas que dor é tão intensa que artes não conhecem
Que dor é tão intensa que médicos não podem curar?
É Dor Suprema que apenas poetas têm e reconhecem
Poetas não são doentes e apenas eles podem aturar.
19/9/2006

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Registro no E.D.A. da F.B.N. : 505.851 - Livro 958 - Folha 97

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3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002 Impessoal e Transferível
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