(11) 96358-9727

 

1958 1990 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

Poemas Por Título   Por Livro Por Data Com Vídeo Com Áudio Narração Barata Cichetto Narração Cris Boka de Morango Livros Impressos Poemas Musicados


Clique Sobre a Inicial do Título da Poesia

APOIE A CULTURA INDEPENDENTE!

COMPRE PRODUTOS INDEPENDENTES!

Todos os textos e poemas publicados em A Barata, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, registrados no Escritório de Direitos Autorais. Proibida a cópia e uso sem autorização do legítimo proprietário, sob as penas da Lei.

MANIFESTO UNDERGROUND

Manifesto Underground

Barata Cichetto
O Poeta Xingou Minha Mãe de Puta e Eu Lhe Dei Uma Porrada
E agora, que os subterrâneos não são mais de veludo
Que não há mais a mulher tetuda e o homem peludo?
E agora, que meu arco-íris está desbotado e imundo
E não há mais buracos onde se esconder do mundo?

As minhocas olham para cima e não enxergam Pink Floyd
Não gosto do Arnaldo Baptista, onde é que está meu Rock?

E agora, que não existem mais virgens, nem putas a parir?
E se não há motivos para chorar, nenhuma razão para rir
Nenhum porquê de viver, vários de morrer, sem esperança
Pois é ela, a que se espera, apenas um sorriso de criança?

As minhocas morreram ao sol, Syd Barrett gordo e careca
As águas que rolam carregam pedras, nada pode ser feito.

No Rock havia o sonho, independência e vida por instantes
Alice Cooper não mora mais aqui, nesse país de mutantes
E se não há mais veludo nem underground, sem camurça azul
Meus sapatos estão guardados até que eu possa andar ao sul.

As pedras não rolam, não há mais glória no Rock, só história
Ela de fato queria ser um anjo, e eu queria comer sua bunda.

Mas agora a poesia morreu e restam apenas poetas de chapéu
Não há caixas de som em árvores, nem noivas cobertas de véu
E não culpem ao dinheiro, pois é o poder aquilo que lhes domina
Tanto que não é o demônio, mas o santo que ao anjo extermina.

Mas ainda há Gatos & Alfaces, like a rolling stone, oh baby blue
It's all over now, e Bob Dylan comendo pastel na feira de quinta.

Mas agora, que estão empoeirados os meus discos de vinil
Reclamo da falta de acordes sinceros e detesto Gilberto Gil
Buarque o burguês tem inveja de pobre, Caetano é um tolo
E eu nem sei se vomito ou se como outro pedaço desse bolo.

Golpe de Estado, um Carro Bomba e Patrulha ainda no Espaço
Oswaldo conta histórias enquanto bebemos cerveja na Galeria.

Domingo de manhã, Lou Reed morto, eu sem eira nenhuma
A poesia consola e o Rock ainda pulsa, sem duvida alguma
E as minhas gatas dormem sobre minhas pernas doloridas
Não sei se pinto as paredes de branco ou as deixo coloridas.

E o underground não é mais de veludo, mas de plástico bolha
Embalado para presente, caros presentes sem futuro nenhum.

Há um tesouro no fundo do baú e o baú no fundo do poço
E estou velho demais para tanta tristeza na hora do almoço
Mas ao sul de Parador há um nobre a quem chamo ditador
Sob o sol do norte morre um pobre sob as balas do atirador.

E sob a fúria de Titãs, um poeta não fingidor, mas um Pessoa
Num grito rompe o rito e o mito do Rock jamais será o mesmo.

No submundo habita o underground e isso não deu no jornal
E na farsa da força, à força deu um beijo e nela fez o sexo anal
O aborto é crime a quem não dou perdão e nem desculpas
E acima do direito ao corpo há o dever da vida e suas culpas.

Lennon disse para imaginarmos um mundo com menos posses
Mas morava no Dakota e agora está no Céu com Diamantes.

Agora construo minha casa com pregos e martelo na madeira
Esmago os dedos na escada e pinto com verniz outra cadeira
Vinho barato antes do jantar e meu braço cansado de martelar
E depois de tanto tempo tenho aquilo que posso chamar de lar.

Nos setenta eu tinha calças com boca de sino, anel de caveira
E o gosto incrível pelas musicas que tocavam no rádio de pilha.

Um dia sonhei que comia a Patti Smith debaixo do palco escuro
Era um tempo de solidão, de um desejo sujo, um tanto obscuro
Mas eu a comia, e Iggy, a iguana verde e gosmenta se debatia
E todos sabiam que era pelo demônio que ela tinha simpatia.

Um dia fui hippie e lendo histórias de Zéfiro eu batia punheta
O perigo na esquina, e revistas suecas dentro das fotonovelas.

Nos subterrâneos haviam sonhos, pesadelo hoje é a intolerância
E se no porão haviam os socos, a dor surge agora da arrogância
Ando com medo por ruas perigosas tingidas de rubro e amarelo
E agora não há dor que eu não sinta, pois meus ossos são farelo.

Hoje nada mais é proibido, tudo é divino, permitido e maravilhoso
E se nada é proibido, me é permitido proibir aquilo que é perigoso.

Termino o meu manifesto underground cagando pelas pernas
Provando que na poesia nem no Rock as mentiras são eternas
E se há alguma verdade nisso tudo, está dentro da sua cabeça
Pois se falo é porque qui-lo, algo para que de mim não esqueça.

Não há nenhuma chave na porta, mas dentro do seu estômago
Vomite e a encontre, pois a porta é a sua única real esperança.
22/3/2015

-

Registro no E.D.A. da F.B.N. : -

1 - "Leve Um Homem Ao Matadouro..." 11/2/2002

1958 25/6/2004

2 - "...O Que Berrar na Hora da Faca é o Homem..." 11/2/2002

3 - "...Mesmo Que Seja o Boi!" 11/2/2002

A Aranha (Trecho) 1/9/1980

A Artesã e O Poeta 11/9/2008

A Balada de Izabel Cristina 28/12/2013

A Barca da Esperança 19/9/2006

À Beira da Morte 11/11/2006

A Bunda da Minha Amada 1/3/1998

A Carta e a Chuva 28/6/2008

A Carteira e o Poeta 4/1/2006

A César o Que é de César e a Augusto o Que é dos Anjos 17/11/2009

A Ciência da Poesia 5/12/2009

A Doença Que Eu Tanto Amo 5/12/2005

A Dor Suprema 19/9/2006

A Felicidade da Dor 17/12/2009

A Herança dos Sonhos 26/9/2008

A Humanidade é a Merda da Terra 8/11/2006

A Importância da Merda e a Merda da Importância (Porque Nenhuma Merda no Mundo é Mais Suja Que Seu Nome) 12/10/2002

A Ira dos Anjos 26/8/2009

A Ira e a Lira dos Demônios e dos Deuses Sem Gozo 25/8/2009

A Lenda da Fada da Foda 6/2/2015

A Lista 17/7/2016

A Mais Bela das Histórias de Amor Sobre a Terra. 7/7/2008

A Maldição da Barata Branca 24/10/2008

A Maldição do Tempo 20/1/2015

A Mendiga 8/2/2007

A Morte da Morte 1/8/2001

A Morte da Saudade 20/9/2009

A Música da Letra 15/10/2006

A Noite da Última Sorte 3/12/2002

A Noite dos Desesperados 20/9/2004

A Paciência dos Anjos e As Flores da Macedônia 21/9/2009

A Poesia Que Eu Preciso 31/1/2010

A Poesia, a Razão e a Loucura 9/7/2017

A Prisão da Liberdade 15/11/2009

A Professora e A Barata 1/11/2008

A Santidade da Vida 11/2/2007

A Serpente e A Raposa 11/12/2005

A Solidão e A Esperança 3/9/2006

A Solução da Corda 9/10/2009

À Sulamita 30/7/2000

A Toalha e a Mesa 21/4/2008

A Verdadeira História da Betty Boop 28/4/2005

Aborto 11/11/2009

Acaso Eu Morra Amanhã 9/1/2006

Achados e Perdidos 27/5/2008

Ácida Cida 1/10/2000

Acordar Tarde 25/1/2008

 


1958 1990 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018

CONHEÇA NOSSOS PARCEIROS

 

(11) 96358-9727

A Barata - O Site

A Barata Ao Vivo

A Barata na Mídia

Arca do Barata

Arquivos Abertos

Artesanato

As Faces d'O Corvo
Augusto dos Anjos

Ataraxia

Barata Cichetto, Quem É?

Barata Rocker

Biografi'As Baratas

Camisetas

Cinematec'A Barata

Coletâneas de Rock

Colunas Antigas
Conte Comigo, Conte Pra Mim
Contos d'A Barata
Convergências
Crom

Crônic'As Baratas

Depoimentos

Des-Aforismos Poéticos Baratianos

Discoteca d'A Barata

Download Free

Ensaios Musicais

Entrevist'As Baratas

Eventos

Facebookianas

Fal'A Barata!

Fotos

Gatos & Alfaces

Kakerlak Doppelgänger
Livrari'A Barata
Livros
Madame X
Memória A Barata
Micrônic'As Baratas
O Anjo Venusanal
Pinturas
Pi Ao Quadrado

Poesia Por Título

Poesia Por Livro

Poesia Por Data

Poesia Com Áudio

Poemas Musicados

Poesia Com Vídeo

Ponto de Fuga

Pornomatopéias
PQP - Puta Que Pariu
Projeto Sangue de Barata
Psychotic Eyes
Renato Pop
Resenhas

Retratos e Caricaturas

Revist'A Barata Digital

Revist'A Barata

Seren Goch: 2332

Sub-Versões

Tublues

Versus

Videos

Vitória

Webradio

Todos os textos, exceto quando indicados, são de autoria de Luiz Carlos Giraçol Cichetto, nome literário Barata Cichetto, e foram registrados na Fundação Biblioteca Nacional. Não é permitida a publicação em nenhum meio de comunicação sem a prévia autorização do autor, bem como o uso das marcas "A Barata" e "Liberdade de Expressão e Expressão de Liberdade". Lei de Direitos Autorais: 9610/98.

 On Line

Política de Privacidade

Free counter users online