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CUM MORTUIS IN LÍNGUA MORTUA

Barata Cichetto

Cum Mortuis in Língua Mortua Barata Cichetto (Com os Mortos em Língua Morta) - Titulo de uma das peças da suíte Quadros de uma Exposição de Modest Mussorgsky) Este vídeo foi montando usando trechos de filmes pornôs da década de 1920 e 30 e de documentários sobre a Segunda Guerra Mundial. Foram usados efeitos de luz e cortinas de fumaça, além de trucagens, com o intuito de criar a atmosfera pedida o texto. Foram utilizados três programas de edição de vídeo: o Windows Movie Maker, o Vegas e o Media Subtitler para a inserção das legendas (o texto). A narração foi feita como programa de código livre Audacity, e como trilha sonora, trechos de músicas de Cynthia Witthoft. Produção do Vídeo: Barata Cichetto (2012) Trilha Sonora: Cynthia Witthoft If Hell is Eternal Pain, then Heaven is Eternal Orgasm, Let's Fuck!; The Second World War e Brazilian Demon Possession Poema Registrado na FBN, contido no Livro "Cohena Vive!" - 2012

Cum Mortuis in Língua Mortua
(Com os Mortos em Língua Morta) - Titulo de uma das peças da suíte Quadros de uma Exposição de Modest Mussorgsky)
Barata Cichetto


Antes do Começo...

Amanheci com gosto estranho, ocre, acre, acredito de estanho
Chumbo ou bosta de criança, ácido, óxido ou aço de aliança.

A minha frente uma guerra, sempre uma guerra, sem fim e sem começo
Nunca começo, mas sempre chego até o fim, toda guerra tem seu preço.
Silêncio ao amanhecer, tiros ao entardecer e gritos que ensurdecem
Somos todos tolos e fracos, crianças sem rosto, cegos que emudecem.

Ultimamente ando tão triste e solitário feito um eletrônico computador
Usado, morto e gelado, e ao mesmo que demônio, santo em um andor.


Prólogo

Feito o médico ao cadáver estático, abri-lhe a alma ontem
E um tumor metástico lhe mostro antes que lhe apontem.

E faço agora minhas as palavras dos médicos: estás fudida!
Pois muito mais que o fígado podre, uma artéria entupida
Sua alma apodreceu, degenerada por décadas de amores
E agora corres o risco de morte na câmara dos horrores.

Ultimamente ando triste feito a morte que perdeu a graça
A respiração ofegante feito um palhaço caído em desgraça.



Capitulo 1

Quero soprar o pó das suas narinas, cuspir meu catarro
E foda-se, tenho duas pernas e não preciso do seu carro.

Eu comprei sua alma a um preço justo
Valor certo ou apenas a preço de custo
Paguei quanto pedistes e paguei a vista
Agora entregue o produto, não resista.

Ultimamente ando triste feito poeta que perdeu a morte
E da inspiração distante feito o copo de bebida, sem sorte.


Capitulo 2

Uma mendiga e três filhotes de cães, e uma puta e seus dois pães
E eu, a mendiga e a puta nos beijamos feito velhas e gordas mães.

Ainda que eu falasse a língua dos mortos e dos profetas
Seria apenas mais um a falar a língua morta dos poetas
E ainda que minha língua temesse a espada, pouco valeria
Pois o nada é o caminho do tudo e o nada é o que eu seria.

Ultimamente ando frio feito um pobre contador
Mas ainda carrego comigo de todo planeta a dor.


Capitulo 3
Perdi a métrica e as rimas são tristes putas embriagadas
Sempre a espreita no final da linha, palavras desabrigadas.


Falas comigo na língua morta dos poetas em uma Babel invertida
Mas não entendo a língua da virgem, da religiosa e da pervertida
E não entendo a linguagem da programação e dos programadores
Seres binários, tolos e indecisos, falando a língua de computadores.

Ultimamente ando triste feito poeira dos olhos do cego
Respiração ofegante feito pedreiro que martela seu prego.


Capitulo 4

Palavras são cães latindo no telhado de madrugada
E poesias são gatos miando acordando a empregada.

Dispas a nudez da sua alma, entres sem bater e sente
Mas jamais estarás à vontade dentro da minha mente
Conversemos então sobre futilidades, jogos e receitas
E sobre a inutilidade da arte e tudo aquilo que aceitas.

Grades cercam meu olhar: prédios são catacumbas
Câmeras mostram a mentira: seus olhos são tumbas.


Capitulo 5

Cultura não é comida, que morra o artista
Deixem à solta os ratos e matem o flautista.

Solto palavras na rua feito cachorros sem coleira e corrente
Loucos cachorros que latem, mordem, espumam feito gente
E feito minhas palavras que espumam, mordem, que latem
Até que alguém as escute ou até que os caçadores as matem.

Morreu o circo, o palhaço foi encontrado, era o culpado
Então pendurem na praça o palhaço, matem enforcado.


Capitulo 6

Eu lhe mostro em meus ombros uma árvore e não entendes
Canto uma canção sobre bichas e perguntas: o que pretendes?

O rádio não consegue lhe tocar, poesia não lhe toca também
Mas todas as coisas da Terra têm a hora de sua morte, amém.
Quero um pouco da sua droga, tem uma cópia da receita?
Preciso estar bom, preciso ser, falou o pastor da sua seita.

E as pedras caíram e os crucificados encheram os montes
E morrem mendigos todas as noites debaixo das pontes.


Epílogo

Cheira a bosta de cachorro a minha alma, a merda e urina
Mofada e cheirando a guardada em um armário ou latrina.

E a minha alma esquecida em um canto cheira a naftalina
Tanto quanto aquele que foi crucificado em época natalina
Ah, mulher, meus poemas são pedidos de socorro ao acaso
Gritos dentro de uma garrafa jogada ao oceano do descaso.

Quero soprar a poeira dos meus olhos, cuspir num escarro
E foda-se, eu tenho dois olhos, não preciso de outro carro.


... E Depois do Fim

Acabo outro lamento, e é ele o meu alimento
Mas sua mente não comporta meu tormento.

É melada sua buceta, meu pau agora duro, forte e rijo
Sua língua em meu ser, minha alma suspira e eu mijo
Foder sua buceta é tão gostoso, às paredes confesso
E então penso que gozoso é o mistério de seu verso.

Ultimamente ando triste feito um poema que chegou ao fim
É que a inspiração acaba e a noite termina bem antes de mim.


23/10/2011

https://www.youtube.com/watch?v=eaqEAmm5W5k&index=5&list=PL898A3C01335031A5&t=3s



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